Caro amigo Walter
Esta tarde estava eu a ler a sua carta quando me foi anunciado uma visita.Desliguei o computer e fui ver quem era.E era alguém que me fez sentir a PRESENCA DO BRAZIL em minha casa,!!,,, e ainda da vossa cidade de Sao Paulo!!! : era o meu amigo Dr. Custódio ( “Dino”) Miranda) e sua esposa Teresinha Mesquita.
Somos amigos nos últimos quase cincoenta anos !! Assistimos aos nossos casamentos e, agora,estabelecido em Sao Paulo nos últimos perto de trinta anos, vem de quando em vez, visitar a sua terra natal e os velhos amigos que cá deixou.
E o casal trouxe para nós o convite para o casamento da sua filha em março que….a Aurea e eu contamos assistir e então nos encontraremos com o nosso
amigo Walter Caetano da Costa!!!.
Agradeço o que nos diz na sua carta.e envio-lhe um abraço
Fernando/
Walter <waltercaetanocosta@...> wrote:
Bom dia Caro amigoFernando.Quando sento defronte ao meu PC, procuro localizar novos fatos relevantes à cultura histórica, literária, etc. Vejo como um todo e não fracionada, sabedor da existência dos dois lados oriental e ocidental. Com a visão dos conteúdos poderemos traçar perfis histórico e geográfico como os fatos ocorreram e se deslocaram. E quais foram suas influências, estabelecidas pelos povos e culturas diferentes através dos tempos. A amigo sabe que possuo grande afeição pela nossa Índia. Fato pré-existente desenvolvido com aproximação da amizade criada entre nós e o Padre Colimão. Que formaram uma figura marcante dos elos de ligação e aprofundamento do conhecimento proporcionado. Somente possuo o reconhecimento e respeito dos ensinamentos transmitidos.Abraços do amigo do Atlântico Sul,Local Brasil, São Paulo.Walter.
FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...> escreveu:Presado Amigo Walter,Desta vez, sim !! o “posting “ que me manda refere-se à nossa, e não India um anterior que se referia às “ como OCIDENTAIS’, ie, os paises da Indias Central.!! America Lamento confirmar que o facto existe!! existe uma grande tendencia nas várias camadas sociais da India, para quererem somente RAPAZES, em especial para o primeiro parto.: o HOmem mantem a continuidade do nome da FAMILIAMas CERTAMENTE é grande exagero o que está dito na coluna ao lado de que a “MAIORIA da mãis interrompe a gravidez quando estão gerando uma menina”Também acho exagerada a estatistica de que “ dez milhões de bébés do sexo feminino deixaram de nascer nanas últimas duas décadas”. India No momento, não tenho à mão os dados estatiscos, mas os“dez milhões “parece-me serem falsos pelo simples motivo de que o aborto para esse fim , estando proibido pela lei,,nenhum hospital/ clinica vai revelar o que foi feito às escondidas.!!!Esta prática de aborto à base do sexo do feto, também seria algo recente, ou seja desde que, medicamente, se pode provar o sexo , muito antes do nascimento, logo no inicio da gravidez , que é uma menina .E como,na nossa India, existe essa tendencia de abortar o feto feminino, o Governo também proibiu aos médicos de revelar o seu sexo aos pais.O Walter também gostará de saber que esse anseio milenário por terem rapazes existia/ existe, ainda entre os católicos deGoa , mas isto de forma alguma significa, que quando, soubessem que era um menina, recorressem ao aborto..E parece-me que esse anseio existe ainda noutros paizes, pois li dessa ”prática” emde orar ao Santo Antonio dizendo: Portugal “ Toma pepino….dá-me menino “!!!E ainda hade gostar de saber deste facto anecdótico na minha própria familia: na minha infancia , nós tinhamos cá em casa, uma velha irmã solteira do meu pai.E uma paixão pelos sobrinhOs… tinha ela .!!Ela justificava isso dizendo que quando nasce um rapaz, o soalho da casa sobe por um metro !! De modo que o soalho desta casa subiu por cinco metros pois os meus Pais tiveram cinco rapazes !!Quando nascesse uma criança, ela seguia a tradição goesa: se fosse rapaz, queimava tres maços de foguetes.E se fosse menina…eram só dois !!!Essa tendencia tem sido condenada na India , pela Igreja, pelos movimentos femininos de todas as religiões,etc. e o Governo já proibiu aos seus hospitais e clinicas particulares fazerem isso.Contudo, e muito infelizmente, o aborto para essse fim, é ainda praticado à socapa.Como o tópico é de interesse, mando a alguns amigos meus pelo CC.Abraços Fernando/
Walter <waltercaetanocosta@...> wrote:Amigo FernandoRecebi hoje esta matéria.AbraçosWalter.
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Na Índia, aponta estudo, maioria das mães interrompe a gravidez quando estão gerando uma menina
(foto: ONU/P. Virot)
Notícias
Aborto seletivo
10/01/2006
Agência FAPESP - Um desequilíbrio intencional no nascimento de garotos e meninas é uma realidade na Índia. Após analisar as informações de 133.738 nascimentos, Prabhat Jha, da Universidade de Toronto, no Canadá, e colaboradores calcularam que 10 milhões de bebês do sexo feminino deixaram de nascer no país nas últimas duas décadas.O principal motivo seria de cunho cultural. Na Índia, os homens são mais valorizados dos que as mulheres. “As famílias não se sentem realizadas quando não dão à luz a um menino. O homem continuará o nome e o sangue da família. Além disso, ficará responsável por tomar conta dos parentes mais idosos quando for necessário”, diz Shirish Sheth, do Hospital de Mumbai, na Índia. Ele fez o comentário do estudo de Jha para o periódico The Lancet, que publicou o artigo científico na sua versão on-line nesta segunda-feira (9/1).Apesar de na Índia ser proibido, desde 1994, interromper uma gravidez por causa do sexo da criança, o estudo recém-publicado mostra indícios de que essa prática continua ocorrendo. Com base no número de nascimentos de meninas em outros países, os pesquisadores calcularam que em 1997, um dos anos analisados por eles, deveriam ter nascido de 13,6 a 13,8 milhões de meninas na Índia. O número registrado foi de apenas 13,1 milhões.Segundo Jha, em comunicado divulgado pelo The Lancet o número de 10 milhões de abortos femininos em 20 anos é bastante razoável e até conservador. Segundo ele, as duas últimas décadas coincidem com a popularização dos exames de ultra-som, que podem indicar o sexo do feto.O estudo revelou ainda que em famílias que já tiveram um filho, mas do sexo feminino, a situação é mais dramática. O resultado é que o nascimento de duas meninas a partir de uma mesma mãe é algo raro na Índia. Essa situação é duas vezes maior em mães alfabetizadas. Segundo o estudo, a religião não interferiu no aborto seletivo.
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