Caro Sr. Jorge de Abreu Noronha,
obrigado pelos seus interessantes colentarios. Ja tomei a liberdade de
corrigir os dois erros ortograficos. Quanto às restantes correcções,
sugestões e adendas que sugere, penso aue seria de todo o interesse as
adicionar como COMENTARIO à referida cronia, uma nova funcionalidade do
supergoa que permite aos leitores comentarem os textos. Por debaixo do texto
encontra um botão que diz "adicionar comentario".
Se o preferir podera adicionar os seus comentarios no Forum em
http://supergoa.brinkster.net/pt/forum/ onde os visitantes do Supergoa vão
também vão comentando os diversos artigos publicados no site.
Entretanto, reitero o meu convite para publicar noticias e novidades da
comunidade goesa em portugal e noticias de Goa em português no Supergoa.com.
Para tal, utilize o username e a password que lhe indiquei recentemente.
Obrigado!
um abraço,
Constantino
PS: Sr. Fernando, se quiser proceder a alguma alteração em especifico,
indique-me, que eu farei as mudanças necessarias (desde que não voltemos a
ultrapassar o tal limite de caracteres!)
>From: "Jorge/Livia de Abreu Noronha" <
joli.goa@...>
>To: "Goa-Portuguese" <
goa-portuguese@...>,"Mario VIEGAS"
><
iviegas@...>,Reneé_Marina (Victor-Lindanor-V,Manuel0 XAVIER
><
renee.marina@...>
>CC: "Constantino XAVIER" <
constantinox@...>
>Subject: Re: [Goa-Portuguese] "Supergoa.com"- CRONICA DAS FONTAINHAS( NO.2)
>por FERNANDO DO REGO
>Date: Wed, 19 Mar 2003 21:49:46 +0100
>
>Relativamente ao e-mail (em baixo), desejo em primeiro lugar felicitar o
>Fernando do Rego pelas suas duas crónicas - uma (anexa a esse e-mail) sobre
>o Bairro das Fontainhas de Panjim e a anterior sobre o Festival das Artes
>que naquele bairro se realizou em Janeiro deste ano. Em segundo lugar,
>aponto duas "gralhas", certamente "tipográficas", que aparecem nesta
>"Crónica das Fontainhas Nº 2", a saber: a primeira, que se refere à Igreja
>de S. José em DAULIM em vez de à Igreja de S. José em DAUGIM; e a segunda,
>quase no fim da crónica, que diz "Liberdadade" em vez de "Liberdade".
>
>E, como o Fernando faz um apelo a "leitura, apreciação e crítica", faço a
>seguir os meus comentários.
>
>* Muitas vezes passei pelo "Corte de Outeiro" que, segundo sempre ouvi
>dizer, constitui o limite ocidental do Bairro das Fontainhas. Mas não sabia
>que esse "Outeiro" era "da Conceição" - o que vim a saber agora por esta
>crónica. - Quanto ao "Ramal do rio Mandovi" que constitui o limite oriental
>do bairro, porque não o designar pelo seu nome próprio - Ribeira de Ourém?
>Ele ainda hoje vem registado, nas modernas plantas da cidade de Panjim,
>como "Ourem Creek".
>
>* Falando da Conjuração de 1787 (que ficou na História, erradamente, com o
>nome "dos Pintos"), diz o Fernando: "Um dos seus azes achou melhor tirar
>maior proveito com uma traição e denunciou-os às autoridades!". Quem
>denunciou não foi nenhum dos azes mas sim um funcionário da Comunidade de
>Aldoná António Eugénio Toscano (irmão de um dos conjurados - o Tenente
>Toscano) que passou a informação ao Governador Francisco da Cunha e
>Menezes, e um saxcerdote de Bastorá, Pe. Caetano José Lobo, que "segredou"
>o plano ao Arcebispo Dom Frei Manoel de Santa Catarina que por sua vez
>falou também ao Governador.
>
>* "Seguiu uma segunda Inquisição para os castigar", diz a crónica. Como a
>Inquisição era uma instituição eclesiástica ("Tribunal do Santo Ofício") e
>a "Conjuração dos Pintos" foi uma questão considerada de alta traição ao
>Estado Português (não tendo portanto nada a ver com a Igreja, apesar de os
>seus principais mentores serem dois sacerdotes - Couto e Gonçalves), de
>forma nenhuma se pode aqui falar de "uma segunda Inquisição". Os
>conspiradores foram julgados sumariamente e condenados por um Tribunal
>Criminal (civil, por conseguinte).
>
>* A crónica diz-nos que "poderiamos concluir que o revolucionário Pe. Couto
>era filho deste Antonio", mas mais adiante informa que "em 17 de setembro
>de 1813, Pascoela Joaquina do Couto, filha de Antonio Couto, viúva de
>Vicente Caetano Ribeiro, foi declarada pelo Governo, a seu pedido, como a
>única e universal herdeira do seu tio paterno Pe. Caetano Francisco Couto,
>falecido em Lisboa". A conclusão, pois, é a de que o Pe. Caetano Francisco
>do Couto - tio de Pascoela Joaquina, filha de António Couto - era IRMÃO (e
>não SOBRINHO) deste último quie obtivera o terreno por aforamento.
>
>* A Torre onde o Pe. Couto teria sido internado e que na crónica é
>designada de São João da Barra, deve certamente ser o Forte de São Julião
>da Barra, que fica em Oeiras, quase em frente das instalações do Comando
>Atlântico da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN ou NATO).
>
>* O Governador Joaquim Lapa (Visconde de Ourém) referido na crónica é José
>Joaquim Januário da Lapa, 1º Visconde de Vila Nova de Ourém, 92º Governador
>do Estado da Índia (1851 - 1855).
>
>* Eu não sabia - e estou grato ao Fernando do Rego pela informação - que a
>Rua 31 de Janeiro se chamara antes Rua 4 de Abril (qual é o significado
>desta data?) nem que depois ela passou a ter o nome de Rua dr. Luiz da
>Cunha Gonçalves. Na prática, acho que ela continuou a chamar-se Rua 31 de
>Janeiro e que ainda hoje é conhecida por 31st January Street.
>
>* Fala de "Inquisição ... estabelecida paradoxalmente a pedido do futuro
>São Francisco Xavier!!". Não há paradoxo nenhum nesse pedido do (então
>Padre) Francisco Xavier ao seu superior na Sociedade de Jesus Padre Inácio
>de Loiola e ao Rei de Portugal. Os desígnios de Xavier eram bem diferentes
>daqueles que a Inquisição veio efectivamente a adoptar e que envergonham a
>Igreja Católica e a envergonharão para todo o sempre. Convido o Fernando do
>Rego (e os demais leitores) a ler o meu artigo sobre o assunto, o qual sob
>o título "A New Dimension to the Inquisition" foi publicado no número de
>Dezembro de 1994 ("Exposition Special") da revista panjinense "Goa Today",
>donde respigo: "While confirming that Xavier indeed pleaded with the King
>of Portugal to set up the Inquisition in Goa, Teotonio de Sousa added that
>his sole aim was to curb the highly vicious and debauched life that was
>being led by many (not to say most) of the Portuguese who had taken abode
>in Goa, a large number of whom were 'cristãos novos' who, to escape the
>Inquisition in Portugal, had opted to live and make quick and easy money in
>the country's newly acquired possessions in India. - Xavier took such a
>drastic step because he and his few companions could not, try as they did,
>cope with the situation. He wanted to missionarise and dedicate his life to
>convert the heathens in India, Malaya, China, Japan, etc. and felt that
>this was being hampered by the extremely bad example set by those debauched
>Portuguese. Nevertheless, and regrettably, the purpose which prompted
>Xavier, and which was perhaps commendable in the circumstances and in the
>eyes of the people of the XVI century, was later decried and the
>institution extended its field of action to other people as well, including
>Goans and foreign visitors to the territory".
>
>* Entre os residentes (já falecidos) do Bairro das Fontainhas, o Fernando
>do Rego, enquanto identifica Carlos Xavier como avô do dono e alma de
>Supergoa.com - o jovem Constantino Xavier -, muito modestamente omite o seu
>próprio parentesco com os Drs. António Augusto do Rego e João Filipe do
>Rego. E entre os vivos naturais desse Bairro menciona o actual Arcebispo de
>Goa e Damão e Patriarca das Índias Orientais Dom Raul Nicolau Gonçalves
>(Mgr. Raul Gonçalves", como diz), quando este na realidade é natural de
>Bambolim, onde nasceu aos 15 de Junho de 1927.
>
>São estes os comentários que a crónica de Fernando do Rego me suscitou.
>Peço a todos que me relevem o facto de eles terem tido a extensão que
>tiveram e agradeço a vossa atenção. Se algo daquilo que escrevi merecer
>contestação, estou receptivo às correcções que porventura se imponham.
>
>Jorge de Abreu Noronha
>Oeiras, Portugal
>
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