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> Para quem já tem mais de 25 anos... faz pensar que até tivemos
> sorte....
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> Olhando para trás, é difícil acreditar que estejamos vivos. Nós
> viajávamos em carros sem cintos de segurança ou air--bag.
> Não tivemos nenhuma tampa à prova de crianças em frascos de
> remédios, portas, ou armários e andávamos de bicicleta sem capacete, sem
> contar que pedíamos boleia.
> Bebíamos água directamente da mangueira e não da garrafa.
> Gastámos horas a construir os nossos carrinhos de rolamentos
> para descer ladeira abaixo e só então descobríamos que nos tínhamos
> esquecido dos travões. Depois de colidir com algumas árvores, aprendemos
> a resolver o problema.
> Saíamos de casa de manhã, brincávamos o dia inteiro, e só
> voltávamos quando se acendiam as luzes da rua. Ninguém nos podia
> localizar. Não havia telemóveis.
> Nós partimos ossos e dentes, e não havia nenhuma lei para punir
> os culpados. Eram acidentes. Ninguém para culpar, só a nós próprios.
> Tivemos brigas e esmurramos uns aos outros e aprendemos a superar isto.
> Comemos doces e bebemos refrigerantes mas não éramos obesos.
> Estávamos sempre ao ar livre, a correr e a brincar.
> Compartilhamos garrafas de refrigerante e ninguém morreu por
> causa disso.
> Não tivemos Playstations, Nintendo 64, vídeo games, 99 canais a
> cabo, filmes em vídeo, surround sound, telemóveis, computadores ou
> Internet. Nós tivemos amigos. Nós saíamos e íamos ter com eles.
> Íamos de bicicleta ou a pé até casa deles e batíamos à porta.
> Imaginem tal uma coisa! Sem pedir autorização aos pais, por nós mesmos!
> Lá fora, no mundo cruel! Sem nenhum responsável! Como
> conseguimos fazer isto?
> Fizemos jogos com bastões e bolas de ténis e comemos minhocas e,
> embora os tenham dito que aconteceria, nunca nos caíram os olhos ou as
> minhocas ficaram vivas na nossa barriga para sempre.
> Nos jogos da escola, nem toda a ente fazia parte da equipa. Os
> que não fizeram, tiveram que aprender a lidar com a decepção...
> Alguns estudantes não eram tão inteligentes quanto os outros.
> Eles repetiam o ano! Que horror! Não inventavam testes extras.
> Éramos responsáveis por nossas acções e arcávamos com as
> consequências. Não havia ninguém que pudesse resolver isso. A ideia de
> um pai nos protegendo, se desrespeitássemos alguma lei, era
> inadmissível! Eles protegiam as leis! Imaginem!
> A nossa geração produziu alguns dos melhores compradores de
> risco, criadores de soluções e inventores. Os últimos 50 anos foram uma
> explosão de inovações e novas ideias.
> Tivemos liberdade, fracasso, sucesso e responsabilidade, e
> aprendemos a lidar com isso.
>
> Tu és um deles.
> Parabéns!
>
> Passem isto para outros que tiveram a sorte de crescer como
> crianças.
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