Caros Srs e Sras,
Fiquei, perdoem-me o termo, "enojado", ao ler a msg 359 "A Alquimia
da Paixão", do Sr. Berardo Pinto Pereira. Fiquei enojado porque esse
poema, que o referido senhor apresenta como sendo seu, é um PLÁGIO de
um poema intitulado "Poema dito de amor" do poeta português Nuno
Júdice. Esse poema foi originalmente publicado no livro "Teoria Geral
do Sentimento" e, posteriormente, numa compilação chamada "Poesia
Reunida 1967/2000", compilação esta que ganhou em Portugal o Prémio
da Crítica 2001. Para melhor elucidar todos aqueles que me leem, este
é o poema escrito por Nuno Júdice:
"Uma corrosão de líquidos
no copo do teu riso: como se a tua boca
trouxesse as chuvas ácidas
da noite; e as tuas frases queimassem
a terra dos corpos.
Bebo-te, no entanto; e
ardes por dentro de mim. O teu amor
espalha-se-me pelas veias, sobe
até à cabeça, explode pelos olhos
e pelos ouvidos com que te vejo e ouço.
O halo das ocasiões
envolve-nos. Até ao fim da noite,
e pelo meio da vida."
Se lerem o referido post (número 359) intitulado "A Alquimia da
Paixão", verão que o PLÁGIO é evidente.
Ainda por cima, parece que o Sr. Berardo gosta de fazer do plágio uma
ocupação a tempo inteiro: o seu post 357 "Tratado de Filosofia" é uma
cópia do poema "Conversão", também de Nuno Júdice, também publicado
nos dois livros que acima mencionei.
Tendo em conta estes factos, e tendo em conta que o Sr. Berardo
escreve "poemas" neste grupo com alguma frequência, sou levado a
concluir que os mesmos serão, provavelmente, TODOS, PLÁGIOS! O que
acontece é que, no caso de outros poemas, o meu conhecimento poético
não é tão vasto que me possibilite identificar todos os poemas
copiados.
No entanto, se o Sr. Berardo não tiver a humildade necessária para
reconhecer a FRAUDE que andou a cometer, ou se, mais ainda, tentar
por algum meio negar estes factos evidentes, farei questão de
identificar todos os poemas que foram, por este Sr. e pelo seu
profundo desrespeito para com a obra dos outros, adulterados e
apresentados como sendo seus.
O PLÁGIO, seja em poesia, seja no que for, é uma das formas mais
baixas que o espírito humano pode assumir.
Tem que haver respeito pelo trabalho dos outros. Tem que haver
respeito por quem lê poemas neste Grupo e, assim, é enganada.
Quem não sabe escrever, não escreve. Quem gosta de escrever, escreve
mesmo que o faça mal. Só quem não gosta de escrever pode descer ao
nível de PLAGIAR o trabalho, a poesia, no fundo a alma, de uma outra
pessoa.
Ricardo Simães.