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goa-portuguese · People from the Indian State of Goa
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#1058 From: FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...>
Date:: Sat May 14, 2005 2:29 pm
Subject:: Fwd: Divulgar Culturas Oriente: Os portugueses no folclore goês por TEOTONIO SOUZA
fernandodorego@...
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FernandodoRego
143-Fontainhas.Pangim 403.001.
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Os portugueses no folclore goês*

Teotónio R. de Souza**

I - Uma introdução metodológica

     O meu interesse neste ensaio insere-se na problemática que vou definir. No que toca directamente e concretamente ao tema, limitar-me-ei somente à análise de alguns adágios ou provérbios concanis e de alguns cantos folclóricos para ilustrar a visão nativa de certos acontecimentos históricos e de certas atitudes coloniais, relativos à presença portuguesa em Goa, e que ficaram registados no consciente popular goês. São uns testemunhos folclóricos da intensidade das experiências vividas pelo povo. Existem várias outras expressões culturais e folclóricas de Goa que guardam a marca dos 450 anos da presença portuguesa em Goa. Não me sinto suficientemente equipado para tratar de todas elas, e nem um ensaio deste género daria para um estudo mais extensivo. Já tenho discursado e escrito noutras ocasiões sobre alguns aspectos do folclore goês como uma fonte de informação histórica (1). Algumas das minhas reflexões passadas são aqui retomadas juntamente com algumas novidades.
     Os historiadores habituados a produzir os seus estudos nos arquivos só por excepção utilizam fontes orais, e essa utilização é geralmente vista com suspeição, e considerada metodologicamente pouco rigorosa, ou pouco segura, como uma fonte histórica. Muitas vezes, os textos escritos, só por serem escritos (e isso acontece de preferência no ocidente), tem melhor aceitação como uma fonte de informação histórica. Na introdução ao seu estudo «O império asiático português», Sanjay Subrahmanyam (2) tem um capítulo em que foca a atenção sobre as "faces míticas da Ásia". Analisa um texto malaio para esclarecer a sua lógica interna e a sua utilidade como fonte. Demonstra como, apesar da incorrecção de certos factos e sem precisão cronológica, consegue transmitir a perspectiva vernácula sobre a entrada dos portugueses em Malaca. E chega mesmo a comparar os mitos orientais dessa natureza aos mitos aceites em Portugal como factos históricos, e conclui: «Separar o mito da realidade é evidentemente uma tarefa que todo o historiador deve procurar cumprir com cautela, pois enquanto a História é a matéria da qual se faz o mito, a elaboração de mitos é igualmente parte do processo histórico».
     As tradições folclóricas talvez mereceram um maior interesse dos antropólogos, e de alguns historiadores ocidentais mais recentes, ocupados com as investigações sobre o quotidiano popular e movidos pelas tendências inovadoras da «Nova História». Foi a «Nova História» que também descobriu a história da «longa duração», vindo a dar melhor sentido ao tempo cíclico da tradição indiana, como logo veremos. Fernand Braudel, um dos grandes mestres da «Nova História» acredita que mais de metade da vida da humanidade está mergulhada no quotidiano, que ele define tão bem como «inumeráveis gestos herdados, confusamente acumulados, infinitamente repetidos para chegarem até nós, e que nos ajudam a viver, nos aprisionam, decidem por nós, ao longo da nossa existência».(3)
     O problema com as fontes orais, e principalmente com as tradições folclóricas é o de fixar as datas e de conjugar as versões variantes. Uma exploração frutífera de folclore oral requere habilitações linguísticas e um equipamento cultural que poucos historiadores estrangeiros poderão gabar de possuir. É muitas vezes a falta dessa habilitações, vinculada com desinteresse ou menosprezo pela visão nativa dos acontecimentos, que leva os investigadores estrangeiros a apoucar o valor de folclore como uma fonte para história. Note-se a propósito que os problemas de documentação escrita (por razões económicas e ambientais) na Índia necessitavam uma transmissão oral muito mais organizada, dando-lhe mesmo um carácter sagrado com o fim de reduzir os perigos de corrupção. Mas os estudos «orientalistas» baseados no conceito tradicional indiano de tempo e história foram sujeitos à critica, muitas vezes injusta, pelos historiadores ocidentais do século XVIII e posteriores. Eles não encontravam nos textos indianos tais como Mahabharata, Dharmashastras , ou Puranas o sentido linear e cronológico da história a que estavam acostumados na tradição historiográfica do ocidente. Nem estudaram suficientemente durante muito tempo os textos indianos do tipo jyotishastra sobre matemática e astronomia, e concluíram que os indianos não distinguiam entre a história e o mito. Os calendários indianos deveriam ter ajudado a levar mais a sério os ciclos repetitivos.
     James Mill (1773-1836) era um dos primeiros críticos ocidentais que associavam a concepção cíclica do tempo com a fase «primitiva» duma sociedade. As tradições bíblicas dos cristãos sobre a criação do universo em dias, as fases da história do judaísmo, e a expectativa do Juízo final, não tinham paralelos na tradição indiana. Para a Europa cristã a noção linear do tempo e da história era uma tradição adquirida e confirmada pelo islamismo, que partilhava do mesmo legado. As objecções à cronologia bíblica pelas ciências modernas estavam ainda para vir. E os historiadores de «longa duração» são muito recentes na Europa. Até então cada evento histórico era considerado como irreversível e único. Se a Índia antiga não levasse a sério o conceito de tempo como mudança e o reduzisse à simples ilusão, não teria havido na Índia uma velha tradição de horóscopo e tanta preocupação em determinar uma hora correcta e propícia (muhurta) para acontecimentos importantes da vida pessoal, da actividade económica, da vida social, e de momentos políticos.
     A historiadora indiana Romila Thapar defende que o conceito cíclico de tempo (inicialmente de cinco anos ou yuga, alargado mais tarde para períodos mais extensos) não exclui outras categorias de tempo, incluindo algumas mais aproximadas do tempo linear dos historiadores modernos. Dharmashastra de Manu refere a várias divisões de tempo, incluindo o piscar dum olho. Explica-se assim a possibilidade da co-existência de vários conceitos de tempo, e não se justifica a dicotomia de tempo linear e tempo cíclico. A tradição indiana da inevitável reversibilidade dos ciclos nunca negou a a influência de «karma» ou acção humana no processo de «samsara (transmigrações) e «moksha (libertação). Cada ciclo também representava uma queda no nível moral («dharma») e desta forma denotava uma alteração histórica. O último ciclo de «kaliyuga» indica para uma degradação total da ordem social, da qual somente a décima incarnação de deus Vishnu aparecendo como Kalkin pode salvar a humanidade. Curiosamente os textos clássicos indianos contêm uma distinção entre o tempo mítico ou cosmogónico, anterior ao grande dilúvio, e o tempo que segue e em que aparecem as gerações das duas grandes linhagens dos Kshatryas: uma solar («Suryavamsa») e a outra lunar («Chandravamsa») . Distinguem-se assim dois tipos de calendários. O termo «vamsa» para designar uma geração significava bambu, e cada nó do caule uma geração. Era uma concepção linear de tempo genealógico, mas sempre dentro da grande fasquia das «yugas». Em vez de datas utilizavam-se certos eventos importantes como marcos históricos, tais como a guerra de Mahabharata, ou o exílio de Rama. Vishnu Purana avança com a localização duma constelação para marcar o início da «Kaliyuga». Os astrónomos tentaram fixar uma data precisa e equivalente a 3102 a.C. Mas a parte final de Vishnu Purana contem listas dinásticas, utilizando assim um novo conceito de tempo regnal para o período posterior à guerra de Mahabharata. Entra assim um conceito do tempo mais realista e histórico. Temos assim as várias eras indianas: Vikrama ou Samvatsa (58-57 a.C.), Saka (78 d.C.), Gupta (319-20 d.C.), etc., que utilizam datas mais precisas para determinar os sucessos dos vários estados e reinados. A formação de estados influenciou esse desenvolvimento, numa maneira paralela ao desenvolvimento da historiografia que acompanhou a evolução dos nacionalismos estatais na Europa. A influência budista foi marcante na Índia com a evolução dos seus «sanghas» e por causa da importância que atribuíam à cronologia da vida do seu fundador. As suas actividades comerciais e os muitos legados às suas instituições monásticas explicam em grande parte esse interesse budista em documentação mais precisa. (4)
     As ilustrações folclóricas escolhidas neste estudo compartilham das imprecisões e das qualidades que Fernand Braudel atribui ao «quotidiano», mas temos outras informações documentais que nos permitem e nos assistem para precisar e completar vários testemunhos folclóricos. Temos que ter cautela e tomar em consideração as suas proveniências geográficas e sociais (castistas e religiosas) para não generalizar os testemunhos como genericamente aplicáveis ao todo o povo goês, ou como representativos dos sentimentos do inteiro povo goês. É precisamente por serem testemunhos sectoriais que nos ajudam ainda melhor a distinguir as diferenças das reacções ou do impacto da presença portuguesa sobre a sociedade goesa. Escolhemos também algumas ilustrações para demonstrar o impacto linguístico sobre o quotidiano popular goês.

II - Os portugueses no folclore goês

     O Jesuíta indiano Anthony D'Costa relata no Prefácio à sua obra de investigação histórica de grande mérito sobre a cristianização das Ilhas de Goa uma tradição corrente nas famílias cristãs de Goa. Segundo reza essa tradição os soldados portugueses enchiam vinho em bonecos de cera, e em seguida decepavam-lhe as cabeças para beber o vinho. Muitos enchiam-se de medo com essa alegada prática lusa, pensando que eles bebiam o sangue. Assutados com isso, muitos goeses se converteram ao cristianismo. O autor do livro conclui que se tal coisa verdadeiramente aconteceu, a tradição parece sugerir que houve pessoas que tinham interesse em se converterem, e criaram a história para auto-justificação. O autor dedica um capítulo do livro para provar com documentação que foi isso o que realmente aconteceu. (5)
     A campanha portuguesa de missionação e conversões em Goa não foi encarada da mesma maneira por todas as secções da população local. Muitos goeses de castas superiores viram uma oportunidade de colaboração proveitosa com os novos governantes, mas houve outros culturalmente mais conservadores, que não eram capazes de compromissos com a nova fé, nem com os novos costumes de vestir e comer que se iam impondo na sociedade goesa através da Igreja e da Inquisição. Houve assim muitos goeses que preferiram auto-exilar-se para os territórios vizinhos e para as zonas do Canará e do Malabar. Um visitador Jesuíta que passou pelo Canará na segunda metade do século XVII contava aí mais de 30,000 goeses, principalmente hindus, que tinham emigrado de Goa devido a perseguições religiosas e por outros motivos. (6) Era entre essas comunidades goesas que se costumava dizer: «Goeam firongi na mhunno khoim?» (=Quem dirá que os Portugueses não estão em Goa?). (7) Era uma pergunta retórica que não precisava duma resposta da parte dos Goeses em exílio, e dos que já tinham sofrido na sua pele a presença portuguesa em Goa. A expressão tem também uma conotação sarcástica e de crítica aos que ficaram em Goa e eram de opinião que eles seriam capazes de resistir à dominação portuguesa.
     Em continuidade com a experiência histórica a que nos referimos, a missionação portuguesa no primeiro século da presença portuguesa em Goa é marcada pelos esforços missionários para aprenderem e dominarem a língua dos habitantes, tanto a língua Marata usada tradicionalmente para os textos religiosos, como a língua Concanim que era a língua falada pelo povo. Este esforço missionário é caracterizado pela fundação do colégio dos «moços da terra» anexo ao Colégio de São Paulo dos Jesuítas em Goa. Deveu-se a S. Francisco Xavier essa iniciativa de treinar rapazes asiáticos que pudessem servir de intérpretes e assistentes aos missionários nos seus respectivos países. S. Francisco Xavier foi capaz de expulsar da Companhia de Jesus um Reitor desse colégio por não participar no seu ideal e por ter substituído os moços da terra com moços portugueses durante uma das suas frequentes ausências de Goa. O colégio dos moços da terra educava em 1563 uns 645 meninos, e uns anos mais tarde chegou a ter 800 moços de várias etnias. Foi um menino deste colégio que ajudou os Jesuítas a compor a primeira gramática da língua Concanim e assistiu no ensino da língua a alguns Jesuítas. Foi nesse período inicial que se compuseram alguns confessionários em Concanim. (8) Também se produziram várias obras didácticas em Concanim destinadas ao treino dos missionários, e várias obras devocionais na mesma língua e em Marata para o uso dos missionários e dos fiéis. Mas o zelo missionário começou a diminuir a partir da segunda metade do século XVII, e a tendência inverteu-se com pressão missionária sobre a administração do Estado da Índia para forçar os naturais a aprenderem a falar a língua portuguesa sob pena de não poderem celebrar casamentos na Igreja, nem os seus filhos poderem ser ordenados padres. (9) As tentativas não produziram fruto esperado, visto os naturais já estarem habituados à liturgia em língua vernácula e não terem grande interesse em ouvir pregações em português. Daí uma expressão proverbial atribuída a uma senhora goesa: «Sermanvak gel'lim axên, sermanv zalo firangi (10) bhaxên» (= Eu fui com grande entusiasmo para ouvir o sermão, mas que pena que a pregação era em português).
     O provérbio não traduzia necessariamente qualquer juízo de valor contra a língua colonial, mas traduzia bem a realidade da vida goesa. Até o fim da presença portuguesa o número dos que eram capazes de falar e compreender a língua portuguesa não excedia 5%, e isso com a educação primária em português obrigatória. A obrigatoriedade de ensino primário em português não elevou o nível de literacia dos goeses, mas como escrevia o Prof. Dr. Mariano Saldanha, somente conseguiu criar «uma classe especial, estranha na história da instrução, a classe de analfabetos que sabem ler e escrever». (11) A necessidade de emigrar para a Índia britânica e a dependência dos Goeses nas remessas dos seus familiares emigrados eram uma indicação bem óbvia da futilidade de aprender a língua portuguesa.
     As vicissitudes coloniais não se limitavam à língua vernácula que ficara cada vez mais corrupta e criara-se mesmo um sentimento de mal-estar e vergonha nos que a quisessem empregar em público. O historiador-administrador J.H. Cunha Rivara descreve esse estado trágico da língua no seu Ensaio Histórico da Língua Concani . (12) As relações político-sociais de «dominação-subordinação» são da essência de qualquer dominação colonial, e é natural que vários sectores da população goesa exprimissem o seu descontentamento em várias ocasiões. Os elementos mais vocais e mais expressivos, e que também tinham maior contacto e influência na população goesa, eram os padres naturais, que sentiam mais a descriminação na promoção da sua carreira clerical, face ao clero branco, que pretendia dominar o cenário com as suas ligações étnicas e políticas com os colonizadores. (13)
     Embora o colonialismo português tenha sido menos racista do que os outros conhecidos regimes coloniais no Oriente, a descriminação racial não estava inteiramente ausente, apesar de tudo que se diga ou se queira ouvir em contrário. Nos séculos iniciais da dominação o racismo notou-se pouco e não era necessário. Mas à medida que os naturais demonstravam igual ou maior competência do que muitos portugueses em vários campos de actividade pública, a referência à cor e a sua ligação ao patriotismo tornaram-se práticas mais adoptadas a partir do século XVIII. Isto manifestava-se mais nas atitudes dos frades brancos e dos mestiços («descendentes») que se sentiam ameaçados nas suas carreiras profissionais, provocando reacções independentistas entre os naturais. Os Franciscanos ressentiam e resistiam as pretensões dos clérigos naturais que queriam despojá-los das suas paróquias de Bardez com o apoio do Arcebispo Fr. Ignacio de Santa Theresa em 1724-28. É para notar o curioso estilo da linguagem que os religiosos fransiscanos foram capazes de usar contra os clérigos rivais: «Todos estes clérigos negros (exceptuando alguns como por milagre) são ex sua natura mal inclinados e mal procedidos, lascivos, bebados, etc... e por isso incapacíssimos de que se lhes entregue a administração das Igrejas.» E continuavam assim o seu discurso abertamente nacionalista e racista:«Deve-se notar em 4º lugar ser em estes naturais natural o ódio e antipatia à gente Portugueza e a tudo o que hé pelle brãca, sendo este mais excessivo e entranhável a respeito dos parochos, porque como estes vivem e residem nas aldeas, e entre os naturais são atalayas vigilantes que poem todo o cuidado, assim em lhes investigar os seus designios, como em notar-lhes as suas obras (.....) fas se lhes muito pezado o terem parochos brancos e Religiosos». (14) Não eram muito diferentes os motivos que levavam os mestiços a manifestar tendências racistas em Goa e na Província do Norte. Como parte das reformas administrativas de Pombal o vice-rei teve que emitir em Goa um bando do seguinte teor: « a soberba que domina nesta parte do mundo, é a causa originária do abatimento destes mizeráveis naturais... chamo também Portugueses aos mestiços porque nestes ainda mais que nos mesmos Europeos reina mais aquelle luciferino vício». (15) O edital proibia aos brancos designar os naturais com expressões ofensivas como «negros» e «cachorros». Os «descendentes» tinham o monopólio de exército em Goa, e isso dava-lhes uma posição privilegiada de poder e dominação, mas com reformas militares da época perderam este predomínio. Nessa conjuntura da problemática colonial deve ter surgido o provérbio Concanim «Sorop mhoncho nhoi dakhlo, firngi mhoncho nhoi aplo.» (=Não se diga que a cobra é pequenina nem que o português é nosso. Ambos são igualmente perigosos».
     Não é necessário esperar pela crítica dos povos colonizados para conhecermos os vícios da administração portuguesa. Já tem havido muitos testemunhos dos outros europeus, e dos próprios portugueses sobre essa matéria. (16) Os jornais portugueses dos nossos dias dedicam muito espaço aos hábitos portugueses de gerir mal quase tudo que é para gerir, ou de tentar gerir os negócios alheios em vez de gerir os próprios. São hábitos velhos já bem conhecidos do cronista João de Barros, que não se esqueceu de deixar registado nas suas «Décadas da Ásia»: "Ao português mais lhe dói o louvor do vizinho, que o esquecimento do seu". O público português com desejo de acompanhar as preparações para Expo-98 em Lisboa tem muito para se entreter com as constantes novidades de interferências políticas, ao mesmo tempo que todos são unânimes em aceitar que os portugueses são incapazes de respeitar calendarização e horários, mas que são óptimos improvisadores. A população goesa já tinha observado esta virtude lusa, que ficou registada no adágio goês: «Firngyachem kam' noveak vô Maiak» (= Os portugueses fazem tudo em cima da hora: estarão prontos somente quando chegar a hora da colheita ou quando estiverm as monções à porta ).
     A administração portuguesa da justiça foi sempre um alvo de maior crítica, e era a mais cotada em termos de corrupção. Escrevia o primeiro Guarda-Mor da Torre do Tombo de Goa e cronista do Estado da Índia no seu Soldado Prático: «Quem mais pode tem mais justiça e nunca nesta teia se prendem senão os mosquitos; porque baneane, que orinou em cócoras, é logo condenado; o gentio que pelejou com outro e lhe disse uma ruindade, é logo metido em ferros, e o compadre e o rico, que quebraram os bofes a esse gentio e lhe tomaram a sua fazenda por força, e o tiveram preso em casa, é cousa leve, pode-o fazer, que tem licença para tudo.» (17) Daí o provérbio Concani que para desejar o pior a alguém diz: «Goynchi neai tea gorar poddum» (= Essa casa seja vítima da justiça de Goa). É curioso notar aqui a grande «indústria» que a justiça portuguesa tinha-se tornado em Goa. Havia muitos Goeses que ganhavam a sua vida com demandas, e já na primeira metade do século XVII o cronista, sucessor de Diogo do Couto, escrevia o seguinte: «Não deve deixar também de se dizer o muito que estes naturais canarins são dados a papéis de mandos por terem grande natural para escreverem, porque os que se dão a isso o sabem fazer muito bem, por onde há mais de mil escreventes na cidade de Goa e por toda a Ilha São tantas as demandas que trazem uns com os outros, ajudados também das que os Portugueses exercitam, fomentam, e estendem por largos tempos que parece a cidade de Goa mais uma academia de litigantes do que escola de armas, e não uma fortaleza e cidade fronteira , cabeça de um tão largo estado, donde se hão-de prover as muitas guerras que tem por tantas partes, e com tantos, e com tão poderosos inimigos. E assim se pode bem afirmar que há hoje em Goa, mais escrivães, solicitadores demandistas, e advogados do que soldados, e capitães que cursem o serviço das armadas, e em conclusão são mais de seis mil as demandas que andam correndo só nesta cidade de Goa.». (18) As consequências ameaçadoras duma justiça deste tipo ficaram também registadas num outro provérbio goês: «Goynchi neai ani vaddhlelem cheddum sogleanchea ghorak nosai.» (= Qualquer família fica com susto quando tem uma filha crescida e um processo no tribunal). Ambas situações tinham uma coisa em comum, nomeadamente as despesas incertas. No caso duma filha crescida eram as despesas de dote. No caso da justiça eram os custos com os advogados, ou de corromper os juízes.
     Os problemas dos goeses não eram sempre de proveniência colonial. Muitos goeses de castas baixas e que se sentiam oprimidos pela estrutura social tradicional aceitaram conversão ao cristianismo com a esperança de melhorarem as suas condições de vida. Os conflitos não eram somente entre as castas altas e as baixas, mas também entre as duas castas altas que lutavam pela preeminência, nomeadamente entre os brâmanes e os chardós de Goa. Em vez de banir ou reduzir as diferenças após a conversão ao cristianismo, criaram-se confrarias (irmandadades) diferentes com vestes de cores diferentes para as várias castas. Ajudava também conversões em massa os grupos terem uma estrutura social uniforme, e o facto de o grosso dos habitantes duma aldeia pertencerem à mesma casta facilitava os casamentos tradicionalmente endogâmicos dos convertidos. Foram estas considerações que prevaleceram e contribuíram para a perpetuação do sistema das castas entre os convertidos. (19) O exclusivismo castista encontra uma bela ilustração num incidente que se conta duma velhinha de uma paróquia de Goa (Guirim) onde havia uma confraria de Jesus e uma outra de N. Srª do Rosário. A velhinha da casta chardó foi aconselhada a invocar o nome de Jesus na hora da morte, mas abrindo muito os olhos e indignada, recusou a fazê-lo dizendo:« Jezú? Jezú nam! Jezú tencho!» (Jesus? Não, Jesus é deles!) Claro, Jesus não podia ajudá-la a bem morrer, porque era orago da confraria dos brâmanes! (20)
     Um caso curioso e mais recente dos conflitos dos naturais entre si diz respeito a dois historiadores goeses, nomeadamente Felipe Nery Xavier e Miguel Vicente de Abreu. Ambos deram um notável contributo à historiografia portuguesa de Goa. O primeiro era oficial de primeira classe na Fazenda do Estado, e já se tinha afirmado como um investigador de bom calibre antes da chegada de Cunha Rivara à Goa. O segundo era oficial menor da Imprensa Nacional, e pertenceu ao grupo dos que foram treinados e patrocinados por Cunha Rivara enquanto Secretário do Governo do Estado da Índia. Miguel Vicente de Abreu sentiu-se em certa altura agredido por uma decisão do seu conterrâneo que reduziu a sua gratificação para metade do que estava aprovado pelo orçamento do Estado. Parece que ao fundo estava uma rivalidade académica ( ambos pertenciam à mesma casta) entre os dois. Miguel Vicente de Abreu redigiu uma carta pessoal ao Secretário do Governo, em que dizia algo interessante para o nosso assunto: «Se V. Senhoria entender que a lei me pode favorecer a este respeito, não deixe a inteligência della à opinião do Sr. Felipe Nery porque ao chefe filho da terra (perdoe-me falar assim) não é dado fazer bem ao seu súbdito, como fazem os chefes portugueses, dada a ocazião, e por isso por mercê de Deus estão à nossa testa, e me conserve a V. Sra. como meu chefe e protector por longos annos». (21) Situações destas, que não deviam ser raras, ajudam a compreender um outro provérbio Concanim: «Firngeanchea paeam melolo hoi, punn Kanddeachea sangata jielolo nhoi » (= É preferível morrer aos pés de um português, do que viver em companhia dos cristãos de Goa).
     Se os goeses preferiam os portugueses como mal menor no sentido acima desenvolvido, havia outros aspectos da presença colonial portuguesa que os habitantes de Goa viam de uma maneira mais ou menos ambígua:
     Os acampamentos militares dos ingleses na Índia tinham buscado uma solução às exigências sexuais do seus homens com o patrocínio de «red-light areas» como zonas legalizadas de prostituição. Os portugueses na Índia seguiram uma política mais católica, preferindo a miscigenação. Logo após a conquista de Goa, Albuquerque escolheu de entre as cativas muçulmanas muitas «alvas e de bom parecer» para casá-las com os seus homens. (22) Mas desde os primeiros tempos houve mulheres naturais de Goa que se deixaram seduzir pelos portugueses e entraram na categoria dos «casados». (23) Mas a paixão dos portugueses nem sempre se satisfazia dentro dos limites de casamentos cristãos. Escrevia Afonso de Albuquerque ao rei: «Alguma vossa gente tinha parte com essas gentias enfadada já de dormir com as cristãs» Houve assim mulheres que não deixaram de seduzir muitos portugueses no decurso dos séculos da presença colonial em Goa. (24) Eram as bailarinas dos templos hindus e outras que viviam como solteiras. Um Jesuíta e procurador das missões concebeu uma ideia muito original de regular essa situação comprando a ilha de Cumbarjua onde as bailarinas pudessem continuar a sua profissão sob a vigilância do Jesuíta e pagando-lhe um imposto. (25) As actas das visitas pastorais do Arcebispo de Goa para as aldeias onde existiam os acampamentos militares portugueses, como em Rachol e Tivim, revelam casos bastante frequentes de prostituição nos séculos XVIII e XIX. (26) E em 1858 o Secretário Geral do Governo representava num ofício dirigido ao presidente da Junta de Saúde a seriedade deste problema e as suas consequências para a saúde dos militares portugueses estacionados em Goa: «... me incumbe de dizer a V. Excia. para conhecimento da Junta de Saúde que com muito sentimento observou hontem no Hospital que as moléstias de um grande número de doentes Europeos erão venéreas o que tem arruinado a saúde de tão bons soldados, que faz pena ver o estado em que estão. Que V. Excia. boas diligências tem feito para evitar estes malles recomendando os exames semanais das mulheres perdidas que habitão o palmar, mas infelizmente esta sua ordem ainda não foi cumprida se não de mezes a mezes, e por tanto sem poderem evitarem-se os malles que com semelhante medida cumprida cuidadosamente se conseguiria. » (27) É neste contexto das atitudes sexuais bastante livres dos soldados portugueses que se devem enquadrar os sentimentos dos Goeses que avisam as suas mulheres num canto folclórico (dulpod) contra os portugueses barbudos que andam pelas ruas durante as altas horas de noite («Êdê ratiché pakle bonvtai khaddache...», e num outro canto entitulado Modgovam Thoviager (= Na casa do carpinteiro de Margão) pedem ao português atrevido para não espreitar a menina através do buraco da fechadura, explicando-lhe para o dissuadir que ela era viúva («Teka ek paklo choita burkan ghalunu tonddu....Arê paklea choinaka rê, cheddum tem bailu randdu»). Os compositores desse canto ou desconheciam que havia legislação em vigor, recomendando e aprovando casamentos da viúvas goesas com os portugueses que careciam de esposas, ou a legislação não tinha conseguido lograr em prática e contrariar o costume tradicional indiano que não permitia às viúvas casarem-se.
     Existem várias composições folclóricas de tipo mandó que transmitem os sentimentos independistas populares contra a interferência da administração do Estado nas eleições em favor dos candidatos «descendentes» em Divar e em Margão. O caso de Divar em 1854 ficou registado no mandó «Luizinha, mojea Luizinha» que canta o destino trágico que teve o Capitão Joaquim Garcez por interferir nas eleições. Os habitantes da aldeia pretendem ouvir as perguntas ansiosas da Luizinha, esposa do Capitão. Ela desejava saber dos moradores de Divar se eles podiam dar-lhe alguma informação sobre o paradeiro do seu marido. Eles contam-lhe então, pretendendo ter dó dela, que o seu marido foi esbofeteado, esquartejado, e que a sua carne está para venda no talho («foddleai pole», «keleai vantte»). Da mesma maneira existem ao menos umas quatro composições folclóricas sobre o caso do tiroteio em frente da Igreja de Margão resultando em 23 mortos nas eleições de 1890 em que o Governador Vasco Guedes interveio com forças armadas. («Setembrache ekviseri / Camarachem foddlem re daru», «Corneti vazoun soldad re aile», «Povak marle faru», «Rogtache zale vallu», «Niti na re Goeantu / Justis na re Saxttintu, Inocenticheam rogtanu / Vasco Guedin kelem re eleisanvu».) (28)
     Antes de concluir, ficam aqui registadas algumas expressões proverbiais em Concanim com referências às impressões que ficaram da presença portuguesa em Goa. Sabe-se que o «pão» foi uma importante contribuição portuguesa à cozinha oriental. Ainda há poucos anos ouvia-se falar dos portugueses em Bombaim como «poder-pão» (=padeiros e pão), e a arte portuguesa de fabricar o pão é considerada em Goa como inimitável. Ficou assim o ditado:«Te firngi gele, te undde kabar zale » (= Morreram os portugueses de outrora e desapareceram os pães de então). O qualificativo de «outrora» e «então» parece fazer uma distinção de qualidade entre os próprios portugueses, sugerindo uma progressiva degradação entre os portugueses.
     Na mentalidade popular ficou também a impressão das «cerimónias» portuguesas e das suas maneiras pomposas. É uma expressão corrente: «kumpriment kori naka» (= não faça cerimónias). Existe também o provérbio: « Chodd firngi bhas, haddank urta mas » (= Muitos discursos portugueses deixam ficar carne nos ossos). Começou provavelmente por referir à situação concreta de não se poder comer bem o frango com garfo e faca, mas emprega-se hoje em dia para aconselhar alguém a deixar os circumlóquios e chegar ao cerne duma questão. É porque os portugueses não conseguiam dizer nada em poucas palavras. O génio da língua não o permitia? Uma outra expressão popular goesa registou o hábito português de usar muitas palavras para dizer ou fazer pouco:«Faz favor, kortten dhunvor» (=Muita conversa, pouca substância). Há quem interprete isso para dizer que há muita ingratidão neste mundo, mas não é essa a minha interpretação. Podíamos citar umas dezenas de provérbios que conservam simplesmente uma influência linguística portuguesa, mas que não contêm qualquer referência histórica. Temos como exemplos: «Girest pielear alegre mhonttat, dubllo pielear bebdo mhonttat» (=Um rico que bebe muito fica alegre, mas um pobre que bebe demais fica bêbado) para indicar a diferença dos critérios de julgar as pessoas segundo os níveis socio-económicos; «Amcho Juze Mari dekor kantar kori» (= O nosso José Maria canta de cor) para dizer que alguém fala à toa e sem conhecimento da matéria.

III - Conclusão: Geminação das almas v/s Colonização das almas

     As expressões folclórico-linguísticas que analisamos representam a sedimentação da memória popular no que diz respeito à presença portuguesa em Goa. São expressões que resistiram à accão dos tempos, mas resta saber até que ponto estes testemunhos liguístico-culturais conseguirão sobreviver as novas influências históricas e culturais que Goa está a viver no presente e outras que seguirão nos tempos por vir. A nova geração pós-1961 já não utiliza muitas destas expressões folclóricas, e se as usa, já não as consegue compreender no novo contexto cultural. Somente uma retoma de contactos entre Portugal e Goa a vários níveis, e importantemente, ao nível de contacto cultural com a população poderá assegurar e reforçar o património histórico-cultural de Portugal, que ainda sobrevive na alma do povo goês e na sua língua Concanim. Se muitos portugueses hoje em dia viajam até Goa à procura da alma portuguesa e voltam frustrados, é porque fazem pouco ou nenhum esforço para procurar a alma indiana. Andam à procura dos que falem o seu idioma, e não se importam em aprender qualquer língua indiana. Se o fizessem, teriam descoberto a alma portuguesa que penetrou nas almas indianas. Esquece-se que já não vivemos em tempos de colonização das almas; requere-se a geminação das almas. Os portugueses orgulham-se do «universalismo» dos seus Descobrimentos e da identidade nacional, mas acontece que correm muito para todos os lados à procura de si próprios. Os Descobrimentos não parece terem ensinado a ir de encontro com o «outro» como «outro».
     Convém não esquecer que a cultura popular é uma expressão da identidade histórica dum povo, e sendo assim, a continuidade do processo histórico contribui para a formação contínua dessa identidade cultural. Se a nossa análise dos provérbios goeses revelou várias impressões da presença portuguesa que se podem considerar negativas, isso deve-se em grande parte ao relacionamento colonial do passado. O novo relacionamento que agora está em processo poderá alterar as impressões, tornando-as mais positivas, se assim o quisermos. Pela primeira vez na história de Goa o território tem uma identidade política própria como um estado da federação indiana (mesmo que seja bastante centralizada), e a língua do povo tem um apoio oficial para o seu desenvolvimento como nunca aconteceu no passado. É uma situação privilegiada para o enriquecimento linguístico de Goa, e é para ver como esse processo vai integrar o passado histórico de 450 anos da presença portuguesa e as possibilidades de um novo relacionamento entre os povos de Portugal e Goa.

Notas

     * É texto duma comunicação apresentada ao simpósio sobre «As relações Portugal-Goa», organizado pelo Centro de Estudos Portugueses e Brasileiros, Universidade de Colónia, em Novembro de 1996. A versão inglesa do texto está inserida no volume das Actas, e intitulado «Goa-Portugal links», Nova Deli, Concept Publications, 1997.
     ** Sócio correspondente da Academia Portuguesa da História. Professor de História Económica e Social do Instituto Superior de Matemática Aplicada e Gestão (ISMAG), e Director do Centro de Estudos Luso-Asiáticos do mesmo Instituto. É autor de «Goa Medieval: A cidade e o interior no século XVII» , Lisboa, 1994; «Goa to Me», Nova Deli, 1994, e de mais de uma centena de artigos de investigação sobre a história da presença portuguesa no antigo Estado da Índia.
     1. «O Mar no Quotidiano Popular Goês», Estudos da Academia de Marinha, Lisboa, 1993; «As expressões folclóricas e religiosas do quotidiano popular na Índia portuguesa» (comunicação apresentada ao Encontro Internacional sobre «O Quotidiano na História Portuguesa», Lisboa, Universidade Nova de Lisboa, 22-24 Abril de 1993. As Actas não se encontram ainda publicadas).
     2. Versão portuguesa pela Ed. Difel, Lisboa, 1995.
     3. Fernand Braudel, «A dinâmica do capitalismo». Lisboa: Teorema ed., 1985, p. 15.
     4. Romila Thapar, «Time as Metaphor of History: Early India». Delhi: Oxford India Paperpacks, 1996.
     5. A. D'Costa, The Christianisation of Goa Islands. Bombay, 1965, p. v.
     6. Teotonio R. de Souza, «Goa Medieval» Lisboa, Ed. Estampa, 1994, p. 54.
     7. António Pereira, Konknni Oparinchem Bhanddar. Panaji, 1985, p. 153.
     8. Teotónio R. de Souza, "Uns confessionários inéditos: Instrumentos de missionação e fontes para a história de Goa", «Amar, Sentir e Vicer a História: Estudos de Homenagem a Joaquim Veríssimo Serrão». Lisboa, Ed. Colibri, 1995.
     9. Teotónio R. de Souza, «Goa Medieval» , p. 92.
     10. Firangi é uma designação genérica para os Europeus no Oriente. Provavelmente deriva dos primeiros contactos europeus através dos cruzadas franceses. Os portugueses são conhecidos por «paklé» em Concanim, língua vernácula e oficial de Goa, embora o termo firangi também esteja em uso. O termo parece ter-se originado de pak (em Concani) ou pena,plumagem, que os portugueses traziam nos seus bonés. Os ingleses, por exemplo, eram conhecidos no território Marata da Índia vizinha como«topikar», ou utentes de chapéus.
     11. Separata do Boletim do Instituto Vasco da Gama, Bastorá, 1953.
     12. J.H. da Cunha Rivara, Ensaio Histórico da Língua Concani, Nova Goa, Imp. Nac., 1858, Cap. XLIII. Convem ler juntamente o comentário de J. Gerson da Cunha sobre este assunto no seu ensaio clássico entitulado «The Concanim Language and Literature», Bombay, Govt. Central Press, 1881, pp. 41-42.
     13. Teotónio R. de Souza, «Christianisation and cultural conflict in Goa: 16th -19th centuries», Congresso internacional de história: Missionação portuguesa e encontro de culturas -- Actas, Vol. IV, Braga, 1993.
     14. Biblioteca Nacional (Lisboa), Cod. 179: Memórias e documentos para a história eclesiástica na Asia, 1728-1729, fls. 11-13v.
     15. Arquivo Histórico Ultramarino (Lisboa), Cod. 446, fls. 75-75v.
     16. G.D. Winius, «The Black Legend of Portuguese India», New Delhi, Concept Publ. Co., 1985.
     17. Teotónio R. de Souza, «Goa Medieval», p. 92.
     18. «Arquivo Português Oriental», ed. A. B. de Bragança Pereira, Tomo IV, Vol. II, Parte I, Bastorá, 1937, p. 262. Actualisei a ortografia do texto.
     19. Leopoldo da Rocha, «As Confrarias de Goa», Lisboa, 1973, p. 320.
     20. Ibid., p. 338, n. 812.
     21. Na correspondência privada e inédita de Cunha Rivara, guardada na Biblioteca Pública de Évora.
     22. C.R. Boxer, «Relações raciais no império colonial português 1415-1825». Porto, Ed. Afrontamento, 1988, p. 66 e segs.
     23. Rafael Moreira, «Goa em 1535: Uma cidade manuelina», Revista da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Nº 8, II Vol., 1995, pp. 177-221.
     24. Cartas de Afonso de Albuquerque, Vol. I, ed. R.A. de Bulhão Pato, Lisboa, 1884,p. 40.
     25. Teotónio R. de Souza, «Gonçalo Martins: A Jesuit procurator, businessman and diplomat in the Estado da Índia», Mare Liberum, Nº 5, Lisboa, 1993, pp. 119-128.
     26. Teotónio R. de Souza, "The voiceless in Goan historiography: A case for the source-value of the Church records in Goa", «Indo-Portuguese History: Sources and Problems», ed. J. Correia-Afonso, Bombay, 1981, pp. 114-131.
     27. Arquivo Histórico de Goa: Cartas, Ordens, Portarias No. 125, fls. 134v-135.
     28. Pratima Kamat, «Political life of 19th century Goa as reflected in its folksongs», Goa: Cultural Trends, ed. P.P. Shirodkar, Panjim, 1988, pp. 229-241.
http://ciberduvidas.sapo.pt/diversidades/0897.html

 

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#1057 From: Ulysses Menezes <uly334@...>
Date:: Sat May 14, 2005 9:06 am
Subject:: T-Bush Won Best Film Award
uly334
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T-BUSH won Best Film Award at the International Short Film Festival

   

Tim Williams

Information Management Officer

US Embassy – Kuwait

 

 

T-BUSH won Best Film Award at the International Short Film Festival in London this year.

 

"The Letter" Film Shot in Middle East gives US feel.
 

Shot entirely in Kuwait last fall, ‘The Letter’ is the directorial debut of a talented young film-maker named T-Bush.  "The Letter" is the moving story of a father who desires to recreate a lost relationship with his estranged daughter was awarded ‘Best Film’ at the International Short Film Festival on February 1st this year in London.  ‘The Letter’ was a dream realized for T-Bush and also a breakout project for this gifted Indian-Goan producer-director who is now being recognized as an up and coming fixture of the film industry.  The short film has all the appearances of being shot in the United States, perhaps California, because of the coastline and palm trees that are visible in a number of scenes.  In this unprecedented endeavor, T-Bush cast amateur American actors from the staff of the U.S. Embassy in Kuwait and used his abundant creative skills to make the movie appear as if it was shot in the United States.  T-Bush’s promising first effort will be screened at most of the international short film festivals in the coming months and is sure to garner further acclaim. 
 

Obstacles Overcome

With its intense heat, blowing sand and rather isolated situation, Kuwait is hardly the usual scene of exceptional movie making.  This middle-eastern country is known best for its vast oil wealth and for being invaded by Iraq in 1990.  It has never enjoyed a reputation as a film-maker’s paradise and to be sure, that reputation may never be forthcoming.  T-Bush defied the odds when he produced his award-winning short movie.  His desire to capture an American look and feel was doubly difficult in Kuwait but he accepted the challenge and according to remarks from viewers he has achieved that goal.  It’s astonishing that despite numerous exterior scenes, even Kuwaiti viewers may have trouble believing the film was shot in Kuwait.  T-Bush used a troupe of eager volunteers from the American Embassy in Kuwait to ensure his film had an authentic cast of characters and he included numerous dashes of Americana in the sets to complete the impression.  The editing process was complicated by the requirement to alter scenes that didn’t have an American feel.        

 

Entire Cast Comes From U.S. Embassy

T-Bush comments that, "My first short English film ‘The Letter’, 15 minutes in duration is shot entirely in Kuwait but you won’t be able to tell and that’s the way I planned it.” 

T-Bush assembled his American cast with the help of a friend Gabriel Fernandez who works at the American Embassy and provided casting suggestions.  Most of the Americans Fernandez approached with the movie concept were game volunteers even without acting experience beyond their high school plays.  In appreciation for helping him complete his production dream, T-Bush launched ‘The Letter’ with a premier showing at the American Embassy in Kuwait on December 8th, 2004.  The ‘small hall’ audience of about 100 Embassy employees was enthusiastic in their praise for the film. 

 

 

 

 

On February 4th, 2005 the film was screened in cooperation with KGTS at the Gulf English School-Kuwait for an audience of more than 1000 viewers. After the screening, T-Bush accepted hearty congratulations from event organizers and the Utorda Club of Kuwait.  He expressed great thanks to his new American friends at the U.S. Embassy for their enormous support.  T-Bush is passionate about film making and says his next project, already in production, will be a feature-length comedy film– “All the Best” – "I am working hard to make this project extraordinary".  In fact, his major project promises to be a smash on the Konkani silver screen, a feature film with the working title "Adeus My Love".  T-Bush syas it was an idea he toyed with for quite some time.  The ground-breaking plot involves merging aspects of Goa and  Portugal within their individually powerful, traditional context.  Describing it as a  beautiful and rare love story with romance, comedy and drama, T-Bush says "Adeus My Love" is already in pre-production stage.  The film is set for shooting at evocative locations in Portugal, London, and Goa.

Synopsis

"The Letter" is the moving story of a father who desires to recreate a lost relationship with his estranged daughter. 

CAST : TIMOTHY WILLIAMS (IMO), JOY GREENLY (POLMIL), DENISE MULLIGAN (CONS), EMILIE WILLIAMS (EFM), ROBERT WILKINSON (FM), JANET MILLER (APO), HANNAH WILLIAMS (EFM), MANDY GREENLY (EFM), DOMINIQUE WILLIAMS (EFM), ALI LEJLIC (PD), LISA LANDIS (EFM), JENNIFER DANOVER (ECON), CASSANDRA HAMBLIN (HRO), SUZANNE PICKENS (POLMIL), JEAN-CLAUDE LAURENT III (FM).

Comments from Cast & Crew.

 Tim Williams (Information Management Officer): Since making this, my first and only film, I see movies and movie making with a totally different perspective.  It was a terrific experience...

 

Denise Mulligan (Consular): Having no prior experience in acting, other than playing Florida in the Twelve Dancing Princesses in 5th grade, I really did not know what to expect.   I was pleasantly surprised by how much fun I had and how interesting it was to see the process. I look forward to seeing the finished product...

  

Bob Wilkinson (Facility Manager): This was also my first, and probably last movie making experience, the whole process was rather enlightening and lots of fun.  It's easy to see why people all over the world aspire to do something like this...

  

Janet Miller (Air Post Office): I would just like to say Thanks!!! I am finally a grandma! Had a great time making the movie...

 

Lisa Landis (Family Member): I just want to say what a wonderful experience I had being a part of the movie.  I have never been in a movie before and I enjoyed every minute I spent playing the part.  It was fun and I would like the opportunity to be in another one...

  

Gabriel Fernandez (Local Guard Force): It was wonderful working with T-Bush. I gained a lot of knowledge and experience in film making...

  

Samuel Joppan (Local Guard Force): Having worked with many Malayalam filmmakers, being a part of making "The Letter" was one of the best experiences I ever had...

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

T-Bush (Producer/Director): I have lived with these ideas for far too long they show me the path in life. Yet no ideas can hold me in my own prison. I want to create strength out of thin air, it is not an easy task to accomplish but I seek that power.

 

Write to: films@...

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- Forwarded by Gaspar Almeida  http://www.goa-world.com      goaworldtoday@...



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#1056 From: Ulysses Menezes <uly334@...>
Date:: Sun May 8, 2005 2:52 pm
Subject:: Update on Konkani Fruit Festival
uly334
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KONKANI FRUIT FESTIVAL


The programme of the KONKAN FRUIT FEST prepared at a meeting of the Organising Committee is as under:

Thursday 05 May,2005.
Receipt of fresh fruit entries at the venue[Promenade, opposite old GMC,DBB Marg, Panaji] upto 2.00 P.M. Setting up of the display, knowldge and sales stalls. [ Security provided] from 3.00 P.M. Judging of competition entries from 4.00 P.M.

Friday,06 May, 2005

10.30 A.M. Inaugural Function.
12.00 noon KONKAN FRUIT FEST open for public viewing.
3.00 P.M. Entries accepted for fruit products [ fresh and preserved catergories] fruit cakes, tarts, fruit salads, fruit platter, fruyit trifle, fruit souffle, juices, squashes, wines, jams, preserves, candy, pickles, etc. If there are less than 3 entries in a product group, it will be clubbed under miscellenaeous catergory. Prizes will be awarded the same day.
5.00 P.M. Mango eating competition for both genders. [ Competitors to bring about a dozen mangoes to eat in 3 minutes. Net weight of pulp eaten, without the aid of any implements like knife,etc will be the criterion for judging. Mangoes may be washed but not otherwise tampered in advance.]
5.30 P.M. Fruit carving and Fruit basket decor demonstration.
6.00 P.M. Participatory cultural programmes by local amateur performers[Enquiries welcome] mand prize distribution.
8.00 P.M. Fest closed for the day.

Saturday, 07 May, 2005

10.00 A.M. KONKAN FRUIT FEST open to public.
10.30 A.M. Fruit Carving competition.
11.30 A.M. Fruit decor/basket competition.
4.00 P.M. Watermelon eating competition.[ Ladies/Gents]
4.30 P.M. Fruit Fancy Dress/Fashion Competition for children[ Tiny tots,
Primary School, Others]
5.30 P.M. Prize Distribution and entertainment programme.
8.00 P.M. Fest closed for the day.


Sunday 08 May,2005

09.00 A.M. KONKAN FRUIT FEST open to public.
10.00 A.M. Fruit Quiz [ Prizes for individual questions; open to all]
11.00 A.M. Papaya eating competition for both genders[ bring your own fruits.]
4.00 P.M. Banana eating competition.
5.00 P.M. Valedictory function & Prize Distribution.
6.00 P.M. Competition Section closed to public. Return of entries to competitors/nominees.
8.00 P.M. KONKAN FRUIT FEST closed for the year.

Individuals and groups who would like to perform on stage, display and sell fruits or home-scale fruit products may please contact on mobile 9822982676 or 9822124032 or 9890525833. This is your event facilitated by the Botanical Society of Goa.

The confirmed programme will be announced by 25 April, 2005 after consultation with co-organizers and the local authorities.



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#1055 From: Ulysses Menezes <uly334@...>
Date:: Sun May 8, 2005 7:10 am
Subject:: May 2005 Calender for uploading
uly334
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#1054 From: "Joao Paulo Cota" <joao_cota@...>
Date:: Thu May 5, 2005 12:37 pm
Subject:: RE: Fwd: Pesquisando índia
joao_cota@...
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Fantastica referencia Sr Rego!

Obrigado!

Joao Paulo Cota

>From: FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...>
>Reply-To: fernandodorego@...
>To: "Pe.Antonio COLIMAO" <sfxavier@...>,  "tssk Fr.Pratap NAIKs.j." <skk_goa@...>,  Sergio Mascarenhas <smascrns@...>,  Sofia PERNADAS <sofia@...>,  Sofia_ "Remedios DE" FARIA <sofiaremedios@...>,  Susana Sardo <ssardo@...>, Teotonio SOUSA <teodesouza@...>,  Oscar NORONHA <third_millennium@...>,  Fernando COLACO <tmcolaco@...>,  "Virginia.B.Gomes" <virginia.b.gomes@...>,  Vitorino PINTO <vitorino.pinto@...>,  "Paulo/Bernadette COLACO DIAS." <paulocd@...>,  Pedro do Carmo Costa <pcarmocosta@...>,  Joaquim/Telma CORREIA AFONSO <pedrito@...>,  Paula PEREIRA DA COSTA <ppcosta@...>,  "K. David Jackson" <k.jackson@...>,  Lourdes Bravo de COSTA <lbravodacosta@...>,  "Leão" FERNANDES <ljose@...>,  Milu/Lionel FERNANDES <lurdespcf@...>,  Manuel Santos <mm.santos@...>,  Mauricio/Fausta NORONHA <ninotsch@...>,  Constantino Xavier <info@...>,  Isabel SantaRita Vaz <isabvas@...>,  Mario VIEGAS <iviegas@...>,  Jose Francisco/Rita HENRIQUES <jfh@...>,  Joao Paulo Cota <joao_cota@...>,  "J. Julio Pereira" <joejulpereira@...>,  Jorge de Abreu Noronha <joli.goa@...>,  Jose/Ema COLACO <jose@...>, Francisco Monteiro <dudsagor@...>,  Esnestina/Donato CARREIRA PASCALE <ecarreira@...>,  Fernando Nascimento da Costa <f.n.da_costa@...>,  Agnelo-Noemia FERNANDES <familia_fernandes@...>,  Fatima GRACIAS <fatimgra@...>,  Fernando NORONHA <fernand123@...>,  Francisco Gutemberg Lopes Filho <fglf2000@...>,  Filipe CORDEIRO <filcord@...>,  Gabriel FIGUEIREDO <gdefigueiredo@...>,  goa-portuguese@...,  Sergio & Fatima Carvalho <goa@...>,  Casa de Goa <casa-de-goa@yahoogroups.com>, CASA DE GOA <casadegoa@...>,  "Charles BORGES s.j." <cborges@...>,  comunidade_lusofona@...,  Constantino XAVIER <constantinox@...>,  Carla Alferes PINTO <dcultura@...>,  "dinomira@..." <dinomira@...>,  Tony Correia Afonso <acafonso@...>,  Administrator <administrator@...>,  "Dra.Belinda FERNANDES" <alliafra@...>,  Ana Maria de Souza-Goswami <amaria26@...>,  Dacosta Amilcar <amilcar.dacosta@...>,  Ben ANTAO <ben.antao@...>
>CC: maria silva <identitate2004@...>
>Subject: Fwd: Pesquisando índia
>Date: Thu, 5 May 2005 12:38:44 +0100 (BST)
>
>Caros Amigos
>Se gostais da História este fwd há-de interessar-vos: ele dá-nos mais de SETENTA E QUATRO MIL referencias sobre a India na História Universal.
>Cumprimentos
>
>Fernando doRego
>
>Note: forwarded message attached.
>
>
>FernandodoRego
>143-Fontainhas.Pangim 403.001.
>GOA. INDIA TEL:222.6353.
>
>
>
>Yahoo! India Matrimony: Find your life partneronline.
><< message5.txt >>

#1053 From: FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...>
Date:: Thu May 5, 2005 1:15 pm
Subject:: RE: Fwd: Pesquisando índia
fernandodorego@...
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Obrigado , João Paulo
Espero que ela seja util aos outros recipientes tambem
Fernando

Joao Paulo Cota <joao_cota@...>
wrote:



Fantastica referencia Sr Rego!

Obrigado!

Joao Paulo Cota

>From: FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...>
>Reply-To: fernandodorego@...
>To: "Pe.Antonio COLIMAO" <sfxavier@...>,  "tssk Fr.Pratap NAIKs.j." <skk_goa@...>,  Sergio Mascarenhas <smascrns@...>,  Sofia PERNADAS <sofia@...>,  Sofia_ "Remedios DE" FARIA <sofiaremedios@...>,  Susana Sardo <ssardo@...>, Teotonio SOUSA <teodesouza@...>,  Oscar NORONHA <third_millennium@...>,  Fernando COLACO <tmcolaco@...>,  "Virginia.B.Gomes" <virginia.b.gomes@...>,  Vitorino PINTO <vitorino.pinto@...>,  "Paulo/Bernadette COLACO DIAS." <paulocd@...>,  Pedro do Carmo Costa <pcarmocosta@...>,  Joaquim/Telma CORREIA AFONSO <pedrito@...>,  Paula PEREIRA DA COSTA <ppcosta@...>,  "K. David Jackson" <k.jackson@...>,  Lourdes Bravo de COSTA <lbravodacosta@...>,  "Leão" FERNANDES <ljose@...>,  Milu/Lionel FERNANDES <lurdespcf@...>,  Manuel Santos <mm.santos@...>,  Mauricio/Fausta NORONHA <ninotsch@...>,  Constantino Xavier <info@...>,  Isabel SantaRita Vaz <isabvas@...>,  Mario VIEGAS <iviegas@...>,  Jose Francisco/Rita HENRIQUES <jfh@...>,  Joao Paulo Cota <joao_cota@...>,  "J. Julio Pereira" <joejulpereira@...>,  Jorge de Abreu Noronha <joli.goa@...>,  Jose/Ema COLACO <jose@...>, Francisco Monteiro <dudsagor@...>,  Esnestina/Donato CARREIRA PASCALE <ecarreira@...>,  Fernando Nascimento da Costa <f.n.da_costa@...>,  Agnelo-Noemia FERNANDES <familia_fernandes@...>,  Fatima GRACIAS <fatimgra@...>,  Fernando NORONHA <fernand123@...>,  Francisco Gutemberg Lopes Filho <fglf2000@...>,  Filipe CORDEIRO <filcord@...>,  Gabriel FIGUEIREDO <gdefigueiredo@...>,  goa-portuguese@...,  Sergio & Fatima Carvalho <goa@...>,  Casa de Goa <casa-de-goa@yahoogroups.com>, CASA DE GOA <casadegoa@...>,  "Charles BORGES s.j." <cborges@...>,  comunidade_lusofona@...,  Constantino XAVIER <constantinox@...>,  Carla Alferes PINTO <dcultura@...>,  "dinomira@..." <dinomira@...>,  Tony Correia Afonso <acafonso@...>,  Administrator <administrator@...>,  "Dra.Belinda FERNANDES" <alliafra@...>,  Ana Maria de Souza-Goswami <amaria26@...>,  Dacosta Amilcar <amilcar.dacosta@...>,  Ben ANTAO <ben.antao@...>
>CC: maria silva <identitate2004@...>
>Subject: Fwd: Pesquisando índia
>Date: Thu, 5 May 2005 12:38:44 +0100 (BST)
>
>Caros Amigos
>Se gostais da História este fwd há-de interessar-vos: ele dá-nos mais de SETENTA E QUATRO MIL referencias sobre a India na História Universal.
>Cumprimentos
>
>Fernando doRego
>
>Note: forwarded message attached.
>
>
>FernandodoRego
>143-Fontainhas.Pangim 403.001.
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#1052 From: FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...>
Date:: Thu May 5, 2005 11:38 am
Subject:: Fwd: Pesquisando índia
fernandodorego@...
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Caros Amigos
Se gostais da História este fwd há-de interessar-vos: ele dá-nos mais de SETENTA E QUATRO MIL referencias sobre a India na História Universal.
Cumprimentos
 
Fernando doRego

Note: forwarded message attached.


FernandodoRego
143-Fontainhas.Pangim 403.001.
GOA. INDIA TEL:222.6353.

Yahoo! India Matrimony: Find your life partner online.

Encontrei um endereço que é interessante, pois registra milhares de datas ou acontecimentos que se queiram procurar.
Não temos justificação para sermos ignorantes!!! Mas não temos tempo! Além de que incomodamos tanto os que nada fazem, como os que tentam fazer, mas não buscam o diferente!
 
Escrevi Índia e apareceu isto tudo:74.010 datas
 


Pesquisando índia.
Encontradas 465 ocorrências do total de 74.010 datas.
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#1051 From: Ulysses Menezes <uly334@...>
Date:: Sun May 1, 2005 7:56 am
Subject:: PORTUGAL HELPED PUSH GOA DOWN REFORM PATH, SAYS SCHOLAR
uly334
Offline Offline
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From:   "Salles da Fonseca" <salles.fonseca@...>
To:   <ulyssesm@...>
Subject:   Historian Dr Fatima da Silva Gracias
Date:   Thu 04/28/05 11:03 AM
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PORTUGAL HELPED PUSH GOA DOWN REFORM PATH, SAYS SCHOLAR

Ao ler artigos como este pergunto-me se o modelo de afirmação política de Goa ainda passa - ao fim destes 44 anos - por continuar a deitar as culpas de todos os seus problemas sobre Portugal. Julgava eu que a luta pela liberdade em Goa já tivesse alcançado alguns objectivos, à semelhança do que nós em Portugal conseguimos em prazo de apenas 30 anos.

Tem lógica, o sentido gregário das instituições; não se compreende que uma instituição se dedique à promoção dos seus contrários. Não creio que em qualquer outra sociedade as coisas se passem de modo diferente. Por isso afirmo que este estudo é redundante na perspectiva da lógica social e se compraz apenas em maldizer de Portugal como forma de exteriorização de complexos de triunfo mal conseguido.

Numa época como a actual em que o modelo de desenvolvimento de Portugal não passa pelo domínio político de quaisquer outros povos mas apenas pelo estreitamento da convivência entre aqueles que alguma viveram a mesma História (a ponto de ser actualmente o maior dador de fundos a vários Estados que em tempos governou), não se afigura de boa razão incentivar esta animosidade e manter a hostilidade em stock.

Em Portugal já fizemos as pazes com a História.

Melhores cumprimentos,

Henrique Salles da Fonseca / Lisboa



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#1050 From: FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...>
Date:: Mon Apr 25, 2005 2:22 am
Subject:: Fwd: Ahead of TIME: Inside the Mind of the Pope
fernandodorego@...
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Monday at 07.38
Dear Friends
I am fwd-ing to you what I received this morning: the TIME issue about the new Pope.It is very interesting indeed, with various articles,his photos and a place where the reader is requested to vote: Was the choice correct? wong? too early to say? DO give your vote
 
A pipe dream: I wonder if a day will come when the Catholics around the world will have a chance to vote !! or at least that not only 56 nations should have one or more Cardinals,but every country should have at least one, so that each of them may express the wish of his Flock,
Regards
 
Fernando.


Note: forwarded message attached.


FernandodoRego
143-Fontainhas.Pangim 403.001.
GOA. INDIA TEL:222.6353.

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Sunday, April 24, 2005
COVER STORY
The New Shepherd
It's hard to follow a superstar; will the new Pope with the fierce reputation be able to take up where John Paul II left off? Read the Cover Story

The cover package also includes:

The Conquest of Rome
The stealth campaign for Ratzinger began 18 months ago. An inside look at how he won
The Turning Point
How the upheavals of 1968 turned a Vatican II reformer into an ardent conservative
What Should He Do?
A TIME Forum: American Catholics suggest priorities the new pontiff should tackle in the days ahead
The Vicar of Orthodoxy
The Pope's dogma is a circular system that's immune to reasoned query
Spheres of Influence
The Pope's traditional brand of thinking draws on lessons from many great figures, past and present, and radiates far and wide
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Nation
Greenspan's Deficits
The storied Fed Chairman is battling inflation, sluggish growth--and some harsh new scrutiny
Nation
Temper, Temper, Temper ...
Charges that John Bolton is a bully and distorts intelligence could sink Bush's nominee to the U.N.
Health Medicine
Madman in the Kitchen
Heston Blumenthal scientifically pairs tastes--caviar and chocolate, anyone?--in (usually) divine ways
Arts Entertainment
100 Years in One Life
August Wilson is on the final stretch of his 10-play epic. But he isn't through talking about racism, black actors--and why he doesn't read Shakespeare
PHOTO ESSAY
Iraq's New Protectors
Inside the training of the new Iraqi security forces
PICTURES OF THE WEEK
April 16 - 22
Remembrances in Oklahoma City and Iraq; Sudanese make tracks; and in Switzerland, winter gets another crack
TIME ARCHIVE
Earth Day
Our collection of TIME's environment coverage over the years
FEATURE
Cartoons of the Week
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#1049 From: FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...>
Date:: Sat Apr 23, 2005 1:59 pm
Subject:: Re: Habemus papam http://www.tribuna.inf.br/coluna.asp?coluna=helio
fernandodorego@...
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Caros amigos Maria e Jorge...no Brasil e em Lisboa
 
Agora digamos AMEN e esperemos que o novo Papa possa dar o seu carinho, o seu Amor,a sua comprensão e o seu Perdao a todas as correntes adentro da Igreja de Cristo.Cristo nao nos tirou o direito de exprimir o que pensamos.UM exemplo como a "politica"  da Curia Romana muda;
 
O Card Ratzinger tinha proibido a leitura dos livros do pe.Tony de Mello S.J. talvez goes.Eram livros,certamente inspirados pelo Espirito Santo, que nos punham as verdades evangélicas extraidas das religioes e culturas da Asia.Foram proibidos...dez anos depois de ele ter morrido. !!! e depois de estarem espalhados por todo o Mundo !!!
 
Uns dias atras, nas Paulinas ,vi os livros do Pe,Tony  à venda e para minha surpresa a Freira disse-me que a proibição ja fora levantada!! Por quem? ela nao sabia. Talvez um dos ultimos actos do Papa J.P.II,e talvez contra a vontade do que seria o seu sucessor !!!
 
J.P.II antes de morrer teria querido redimir um erro de a Igreja de NAo dar o direito a um sacerdote de Jesus de exprimir as verdades divinas extraidas das culturas e dos livros sagrados doutras religioes.
Alguns dos livros, todos em ingles, sao" Sadhana"," The song of the Frog"...etc.Parece-me que ja tinham sido publicados em portugues tambem.
 
Tenham um bom domingo e amanha aguardemos a sua homilia durante na qual,eu suponho, ele definiria as directrizes do seu Papado
A homilia sera em italiano, porisso, peco à Maria, que quando apanhar a versao portuguesa ou inglesa, nos faca o favor de enviar.> para isto acrescento uns addresses no CC.
Saudades, boa noite e um bom Domingo a todos
Fernando

maria silva <identitate2004@...>
wrote:
Bem, no Brasil, a Igreja Conservadora acabou com todos os Padres e Bispos que apoiavam ou defendiam a Teologia da Libertação!

Jorge/Livia de Abreu Noronha <joli.goa@...> wrote:
À 1 hora da tarde do Brasil, 6 da tarde em Roma, a fumaça branca anunciou que o conclave chegara a um resultado, e que estava escolhido o substituto de João Paulo II. Às 6,40 de Roma, apenas 40 minutos depois, Joseph Ratzinger, já como papa e tendo escolhido o nome de Benedito (Bento no Brasil) XVI, aparecia na janela histórica e se apresentava ao mundo como Sua Eminência, o "Pontífice" da Igreja Católica.
1) Em Portugal também é e será "Bento XVI". 2) "Sua Eminência" é um qualificativo que se aplica aos Cardeais. Ao Sumo Pontífice chamamos "Sua Santidade".
 
PS 2 - Ratzinger decididamente não é da linha social de Jesus Cristo.
 
O que quereria dizer o autor com Ratzinger não ser da linha social de Jesus Cristo?
 
Jorge
----- Original Message -----
Sent: Thursday, April 21, 2005 12:38 AM

 
Sent: Wednesday, April 20, 2005 5:21 AM
Habemus papam

Habemus papam

                                                                                                  Helio Fernandes

Dom Bento XVI será um papa do povo como João Paulo II?

À 1 hora da tarde do Brasil, 6 da tarde em Roma, a fumaça branca anunciou que o conclave chegara a um resultado, e que estava escolhido o substituto de João Paulo II. Às 6,40 de Roma, apenas 40 minutos depois, Joseph Ratzinger, já como papa e tendo escolhido o nome de Benedito (Bento no Brasil) XVI, aparecia na janela histórica e se apresentava ao mundo como Sua Eminência, o "Pontífice" da Igreja Católica.

Por muitos motivos não houve suspense. E o mais importante deles foi a decisão ser anunciada logo no segundo dia da reunião. Nenhum cardeal, fosse ele quem fosse, obteria os indispensáveis dois terços (necessários até à trigésima votação) imediatamente, como aconteceu, a não ser o alemão Joseph Ratzinger.

Logo depois da morte do Papa do Povo, João Paulo II, já se sabia e era anunciado pelos maiores especialistas: apesar de ter muitos inimigos e não simples adversários, o cardeal alemão preenchia quase todos os requisitos exigidos para um papa. Principalmente neste momento. Gravíssimo para o mundo, crucial para o Vaticano, fundamental para a própria Igreja.

6 dias depois da morte de João Paulo II, cumprida toda a belíssima liturgia da Igreja, a notícia verdadeira e não especulada por ninguém: Joseph Ratzinger era o senhor e a única e última instância da própria candidatura. Antes do conclave, iria fazer discurso (homilia) em que definiria tudo, se declararia candidato ou abdicaria de um papado que ainda não lhe fora entregue, se decidisse não aceitar o cargo que era destinado a ele.

Essa definição de Ratzinger em relação a si mesmo era colocada nos seguintes e sumaríssimos termos. Se a homilia fosse forte e definidora, se tomasse posição enérgica em relação aos dogmas e valores tradicionais da Igreja, era candidato. Se não pretendesse ser papa, falaria simplesmente por falar, não tomaria posição, deixaria que os cardeais do conclave decidissem por si mesmos.

Mas o que se perguntava: por que um homem que viveu os momentos mais intensos de sua trajetória, dentro do Vaticano, não desejaria ser papa? Seria o mesmo que na vida política de qualquer país um homem que foi senador, governador, ministro, surgindo a oportunidade, não quisesse ser presidente da República. E excluindo os dogmas, a fé e o respeito a tradições milenares, no Vaticano se faz política do mesmo jeito que ela ocorre em outros países. O Vaticano é um país, singular sem dúvida alguma, mas um país que não existe nem se realiza sem política.

Com o discurso da segunda-feira (anteontem), Joseph Ratzinger ratificou "quero ser o substituto de João Paulo II" (com outras palavras, claro), acabou com toda e qualquer dúvida, seria o papa. Ele seria o predileto de João Paulo II, tem 78 anos e com isso atendia a muitos que não ficariam satisfeitos com um papa muito moço, que pudesse repetir os 26 anos de Wojtyla. Pode até haver milagre, mas se Benedito XVI chegar aos 90 anos terá sido papa por 12 anos.

Além do mais, o novo papa não é apenas conservador, é C-O-N-S-E-R-V-A-D-O-R-Í-S-S-I-M-O, que é o que a maioria da Igreja deseja. E que ele deixou bem claro no discurso de aceitação antecipada. Por outro lado, a própria Igreja gostou dos 26 anos sem um papa italiano, o que invalidou e excluiu o cardeal Martini, de Milão.

Nada vezes nada em matéria de mudança, não será a Igreja da Inquisição (os tempos são outros), mas se vivesse hoje Galileu novamente teria que esconder suas convicções. Aborto permitido, casamento de padres ou entre pessoas do mesmo sexo, eutanásia, nem se cogitará disso com Benedito XVI.

PS - Ratzinger, poderoso em todos os tempos, apareceu pouco. Mas ontem, quando surgiu na janela do Vaticano, surpresa para muita gente: é um homem bonito. Em termos civis e leigos, tem a fisionomia de um estadista, desmentiu muita gente que acredita que um conservador tem que ser obrigatoriamente reacionário.

PS 2 - Ratzinger decididamente não é da linha social de Jesus Cristo. Será pelo menos um novo Wojtyla? Vai fazer a Igreja se fechar ainda mais, quando outros credos avançam em matéria de popularidade? Não houve suspense na escolha de Ratzinger, o suspense será enorme em relação a ele mesmo. Por onde começará?


Tribuna da Imprensa (20/04/05)

http://www.tribuna.inf.br/coluna.asp?coluna=helio

 


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#1048 From: FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...>
Date:: Sat Apr 23, 2005 2:59 pm
Subject:: Re: Habemus papam http://www.tribuna.inf.br/coluna.asp?coluna=helio
fernandodorego@...
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Caros amigos 

Um P.s à minha carta,pois acho que devo seguir o velho adágio: “a tout seigneur, toute honeur”:

Na minha modesta opinião o Cardial Ratzinger,com o seu super- conservatismo e bastante de racismo( prefiro não citar exemplos) escreveu como o VIP da Curia , uma das páginas mais escuras( para não dizer negras) do Vaticano( Não digo da Igreja)  e nem sei como o Papa J.P.II o tolerou.

Mas tambem teve,depois de ser Papa alguns gestos de abertura que talvez não teria antes:

E dai, acho que devo dar-lhe esta honra: segundo o Times of India, o Cardial…(nome complicado !),…do Kerala,declarou aos diários, no seu regresso  que Sua Santidade prometera visitar a nossa India ( talvez, promessa similar ele teria feito a todos os Cardiais) e manisfestara a sua devotada admiração pela India com as suas religiões, as suas culturas , os seus hábitos e costumes e os seus principios sobre Deus que Tony de Mello trouxera à ribalta nos seus livros,mas proibidos pelo Card. Ratzinger.

.Portanto, estamos a ver,segundo me parece, que o Card.Ratzinger feito Papa,tem novas ideas,novos ideais,  tem uma nova personalidade e assim seguiria as pisadas do seu antecessor. 

To-dos  conheceram e  admiraram e  veneraram JP.II,mas talvez não conheçam este detalhe: em N.Delhi está o sitio onde Mahama Gandhi foi cremado. Todo o VIP que vem à Indiavai ali e depõe uma coroa de flores. J.P.II quando veio à India fez o mesmo e para surpresa de todos, ajoelhou e debruçado sobre o mausoleu,as mãos cruzadas e a cabeça vergada …REZOU!!!

Que diálogo tiveram, o Mahatma( Grande Alma) e o Papa,successor de Pedro e de Jesus de Nazare…ninguém o sabe e o saberá.

Esperemos porisso que J.P.II inspirará o seu successor a seguir as suas pisadas a bem da Humanidade e da Igreja de Jesus. 

Uma vez mais , Boa noite e um bom fim da semana 

Fernando do Rego



FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...> wrote:
Caros amigos Maria e Jorge...no Brasil e em Lisboa
 
Agora digamos AMEN e esperemos que o novo Papa possa dar o seu carinho, o seu Amor,a sua comprensão e o seu Perdao a todas as correntes adentro da Igreja de Cristo.Cristo nao nos tirou o direito de exprimir o que pensamos.UM exemplo como a "politica"  da Curia Romana muda;
 
O Card Ratzinger tinha proibido a leitura dos livros do pe.Tony de Mello S.J. talvez goes.Eram livros,certamente inspirados pelo Espirito Santo, que nos punham as verdades evangélicas extraidas das religioes e culturas da Asia.Foram proibidos...dez anos depois de ele ter morrido. !!! e depois de estarem espalhados por todo o Mundo !!!
 
Uns dias atras, nas Paulinas ,vi os livros do Pe,Tony  à venda e para minha surpresa a Freira disse-me que a proibição ja fora levantada!! Por quem? ela nao sabia. Talvez um dos ultimos actos do Papa J.P.II,e talvez contra a vontade do que seria o seu sucessor !!!
 
J.P.II antes de morrer teria querido redimir um erro de a Igreja de NAo dar o direito a um sacerdote de Jesus de exprimir as verdades divinas extraidas das culturas e dos livros sagrados doutras religioes.
Alguns dos livros, todos em ingles, sao" Sadhana"," The song of the Frog"...etc.Parece-me que ja tinham sido publicados em portugues tambem.
 
Tenham um bom domingo e amanha aguardemos a sua homilia durante na qual,eu suponho, ele definiria as directrizes do seu Papado
A homilia sera em italiano, porisso, peco à Maria, que quando apanhar a versao portuguesa ou inglesa, nos faca o favor de enviar.> para isto acrescento uns addresses no CC.
Saudades, boa noite e um bom Domingo a todos
Fernando

maria silva <identitate2004@...>
wrote:
Bem, no Brasil, a Igreja Conservadora acabou com todos os Padres e Bispos que apoiavam ou defendiam a Teologia da Libertação!

Jorge/Livia de Abreu Noronha <joli.goa@...> wrote:
À 1 hora da tarde do Brasil, 6 da tarde em Roma, a fumaça branca anunciou que o conclave chegara a um resultado, e que estava escolhido o substituto de João Paulo II. Às 6,40 de Roma, apenas 40 minutos depois, Joseph Ratzinger, já como papa e tendo escolhido o nome de Benedito (Bento no Brasil) XVI, aparecia na janela histórica e se apresentava ao mundo como Sua Eminência, o "Pontífice" da Igreja Católica.
1) Em Portugal também é e será "Bento XVI". 2) "Sua Eminência" é um qualificativo que se aplica aos Cardeais. Ao Sumo Pontífice chamamos "Sua Santidade".
 
PS 2 - Ratzinger decididamente não é da linha social de Jesus Cristo.
 
O que quereria dizer o autor com Ratzinger não ser da linha social de Jesus Cristo?
 
Jorge
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Sent: Thursday, April 21, 2005 12:38 AM

 
Sent: Wednesday, April 20, 2005 5:21 AM
Habemus papam

Habemus papam

                                                                                                  Helio Fernandes

Dom Bento XVI será um papa do povo como João Paulo II?

À 1 hora da tarde do Brasil, 6 da tarde em Roma, a fumaça branca anunciou que o conclave chegara a um resultado, e que estava escolhido o substituto de João Paulo II. Às 6,40 de Roma, apenas 40 minutos depois, Joseph Ratzinger, já como papa e tendo escolhido o nome de Benedito (Bento no Brasil) XVI, aparecia na janela histórica e se apresentava ao mundo como Sua Eminência, o "Pontífice" da Igreja Católica.

Por muitos motivos não houve suspense. E o mais importante deles foi a decisão ser anunciada logo no segundo dia da reunião. Nenhum cardeal, fosse ele quem fosse, obteria os indispensáveis dois terços (necessários até à trigésima votação) imediatamente, como aconteceu, a não ser o alemão Joseph Ratzinger.

Logo depois da morte do Papa do Povo, João Paulo II, já se sabia e era anunciado pelos maiores especialistas: apesar de ter muitos inimigos e não simples adversários, o cardeal alemão preenchia quase todos os requisitos exigidos para um papa. Principalmente neste momento. Gravíssimo para o mundo, crucial para o Vaticano, fundamental para a própria Igreja.

6 dias depois da morte de João Paulo II, cumprida toda a belíssima liturgia da Igreja, a notícia verdadeira e não especulada por ninguém: Joseph Ratzinger era o senhor e a única e última instância da própria candidatura. Antes do conclave, iria fazer discurso (homilia) em que definiria tudo, se declararia candidato ou abdicaria de um papado que ainda não lhe fora entregue, se decidisse não aceitar o cargo que era destinado a ele.

Essa definição de Ratzinger em relação a si mesmo era colocada nos seguintes e sumaríssimos termos. Se a homilia fosse forte e definidora, se tomasse posição enérgica em relação aos dogmas e valores tradicionais da Igreja, era candidato. Se não pretendesse ser papa, falaria simplesmente por falar, não tomaria posição, deixaria que os cardeais do conclave decidissem por si mesmos.

Mas o que se perguntava: por que um homem que viveu os momentos mais intensos de sua trajetória, dentro do Vaticano, não desejaria ser papa? Seria o mesmo que na vida política de qualquer país um homem que foi senador, governador, ministro, surgindo a oportunidade, não quisesse ser presidente da República. E excluindo os dogmas, a fé e o respeito a tradições milenares, no Vaticano se faz política do mesmo jeito que ela ocorre em outros países. O Vaticano é um país, singular sem dúvida alguma, mas um país que não existe nem se realiza sem política.

Com o discurso da segunda-feira (anteontem), Joseph Ratzinger ratificou "quero ser o substituto de João Paulo II" (com outras palavras, claro), acabou com toda e qualquer dúvida, seria o papa. Ele seria o predileto de João Paulo II, tem 78 anos e com isso atendia a muitos que não ficariam satisfeitos com um papa muito moço, que pudesse repetir os 26 anos de Wojtyla. Pode até haver milagre, mas se Benedito XVI chegar aos 90 anos terá sido papa por 12 anos.

Além do mais, o novo papa não é apenas conservador, é C-O-N-S-E-R-V-A-D-O-R-Í-S-S-I-M-O, que é o que a maioria da Igreja deseja. E que ele deixou bem claro no discurso de aceitação antecipada. Por outro lado, a própria Igreja gostou dos 26 anos sem um papa italiano, o que invalidou e excluiu o cardeal Martini, de Milão.

Nada vezes nada em matéria de mudança, não será a Igreja da Inquisição (os tempos são outros), mas se vivesse hoje Galileu novamente teria que esconder suas convicções. Aborto permitido, casamento de padres ou entre pessoas do mesmo sexo, eutanásia, nem se cogitará disso com Benedito XVI.

PS - Ratzinger, poderoso em todos os tempos, apareceu pouco. Mas ontem, quando surgiu na janela do Vaticano, surpresa para muita gente: é um homem bonito. Em termos civis e leigos, tem a fisionomia de um estadista, desmentiu muita gente que acredita que um conservador tem que ser obrigatoriamente reacionário.

PS 2 - Ratzinger decididamente não é da linha social de Jesus Cristo. Será pelo menos um novo Wojtyla? Vai fazer a Igreja se fechar ainda mais, quando outros credos avançam em matéria de popularidade? Não houve suspense na escolha de Ratzinger, o suspense será enorme em relação a ele mesmo. Por onde começará?


Tribuna da Imprensa (20/04/05)

http://www.tribuna.inf.br/coluna.asp?coluna=helio

 


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#1047 From: FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...>
Date:: Sat Apr 23, 2005 1:32 pm
Subject:: Fwd: : PROVERBIO
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#1046 From: FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...>
Date:: Sun Apr 24, 2005 6:08 am
Subject:: Fwd: Keyword News: ["Vatican"] > hãode gostar de ver
fernandodorego@...
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Domingo as 11.25
Caros amigos
Este Vatican que a Yahoo me manda todos os dias, dá muitas noticias sobre o acontecimento a ter lugar daqui a horas em Roma.E um link puxa outro, encontra-se toda a lista dos Papa desde Pedro com seus dados biograficos,Profecias do Malaquias,etc.etc.primeiro encontro com a Media( onde nao aceitou perguntas ao contrario do que J.P.II fizera) ,etc.
Pelo anexo mando os dados biografico do Cardias Ratzinger antes de ser Papa
Dentro de poucas horas o grande acontecimento: 10.00Roma>14.30 Goa
Abracos a todos
Fernando.

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Yahoo! Alerts Yahoo! News - My Alerts - Edit Alert
Saturday, April 23, 2005 9:45 PM PDT

Vatican Prepares for Papal Installation
AP via Yahoo! News Sat, 23 Apr 2005 12:39 PM PDT
Security forces went on alert around the Vatican on Saturday and cleared streets for an expected 500,000 pilgrims arriving for the ceremony to formally install Pope Benedict XVI and offer the pontiff a major chance to set the tone for his papacy.

Vatican prepares for papal installation
USA Today Sat, 23 Apr 2005 1:58 PM PDT
Security forces went on alert around the Vatican on Saturday and cleared streets for an expected 500,000 pilgrims arriving for ...

The Vatican's longtime enforcer promises a kinder, gentler pontificate. Can he deliver?
US News World Report Sat, 23 Apr 2005 3:15 PM PDT
The Vatican's longtime enforcer promises a kinder, gentler pontificate. Can he deliver? R ome--It seemed almost inevitable--or, as the faithful would say, preordained.

Vatican Prepares for Papal Installation
ABC News Sat, 23 Apr 2005 12:55 PM PDT
Vatican Security Clears Streets for Pilgrims Arriving for Ceremony to Install Pope Benedict XVI

The Pope’s Death Finally Hits the Vatican Press Corps
MSNBC Sat, 23 Apr 2005 12:41 PM PDT
Their stories filed, the Vatican press corps comes to terms with the death of John Paul

Documentary crew finds Vatican insiders talkative, not secretive
KRON 4 Bay Area Sat, 23 Apr 2005 9:41 PM PDT
NEW YORK When a documentary crew went to the Vatican to make a film on the election of a new pope, they discovered how much of a media institution the church has become.

Vatican set for crush of pilgrims for papal Mass to install Benedict XVI
Seattle Times Sat, 23 Apr 2005 5:12 PM PDT
Security forces went on alert around the Vatican today and cleared streets for an expected 500,000 pilgrims arriving for the ceremony to formally install Pope Benedict XVI.

Vatican Prepares for Papal Installation
RedNova Sat, 23 Apr 2005 1:05 PM PDT
VATICAN CITY - Security forces went on alert around the Vatican on Saturday and cleared streets for an expected 500,000 pilgrims arriving for the ceremony to formally install Pope Benedict XVI and offer the pontiff a major chance to set the tone for his papacy. The open-air Mass in St.




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Biographical notes

Cardinal Joseph Ratzinger, Prefect of Congregation for the Doctrine of the Faith , President of the Pontifical Biblical Commission and International Theological Commission, Dean of the College of Cardinals, was born on 16 April 1927 in Marktl am Inn, Germany. He was ordained a priest on 29 June 1951.

His father, a police officer, came from a traditional family of farmers from Lower Baviera. He spent his adolescent years in Traunstein, and was called into the auxiliary anti-aircraft service in the last months of World War II. From 1946 to 1951, the year in which he was ordained a priest and began to teach, he studied philosophy and theology at the University of Munich and at the higher school in Freising. In 1953 he obtained a doctorate in theology with a thesis entitled: "The People and House of God in St. Augustine’s doctrine of the Church". Four years later, he qualified as a university teacher. He then taught dogma and fundamental theology at the higher school of philosophy and theology of Freising, then in Bonn from 1959 to 1969, Münster from 1963 to 1966, Tubinga from 1966 to 1969. From 1969, he was a professor of dogmatic theology and of the history of dogma at the University of Regensburg and Vice President of the same university.

Already in 1962 he was well known when, at the age of 35, he became a consultor at Vatican Council II, of the Archbishop of Cologne, Cardinal Joseph Frings. Among his numerous publications, a particular post belongs to the ‘Introduction to Christianity’, a collection of university lessons on the profession of apostolic faith, published in 1968; Dogma and revelation, an anthology of essays, sermons and reflections dedicated to the pastoral ministry, published in 1973.

In March 1977, Paul VI elected him Archbishop of Munich and Freising and on 28 May 1977 he was consecrated, the first diocesan priest after 80 years to take over the pastoral ministry of this large Bavarian diocese.

Created and proclaimed Cardinal by Paul VI in the consistory of 27 June 1977, of the Titles of the Suburbicarian Church of Velletri-Segni (5 April 1993) and Suburbicarian Church of Ostia (30 November 2002).

On 25 November 1981 he was nominated by John Paul II Prefect of the Congregation for the Doctrine of the Faith; President of the Biblical Commission and of the Pontifical International Theological Commission.

Relator of the 5th General Assembly of the Synod of Bishops (1980).

President Delegate to the 6th Synodal Assembly (1983).

Elected Vice Dean of the College of Cardinals, 6 November 1998. On 30 November 2002, the Holy Father approved the election, by the order of cardinal bishops, as Dean of the College of Cardinals.

President of the Commission for the Preparation of the Catechism of the Catholic Church, and after 6 years of work (1986-92) he presented the New Catechism to the Holy Father.

Laurea honoris causa in jurisprudence from the Libera Università Maria Santissima Assunta, 10 November 1999.

Honorary member of the Pontifical Academy of Sciences, 13 November 2000.

Curial Membership:

Secretariat of State (second section)

Oriental Churches, Divine Worship and Discipline of the Sacraments, Bishops, Evangelization of Peoples, Catholic Education (congregations)

Christian Unity (council)

Latin America, Ecclesia Dei (commissions)

 

 

 

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#1045 From: FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...>
Date:: Sun Apr 24, 2005 1:42 am
Subject:: Re: [Goa-Portuguese] Re: "TIMES OF INDIA">> Cardeal POLICARPO um dos PROVAVEIS !!
fernandodorego@...
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Domingo,24.04 as 06.36
 
Caro Jorge,
Inacreditavel:!! agora ao abrir a MALA ,encontro esta carta tua datada de 20 de abril !! por onde andou ela, ao longo destes dias? certamente, não houve erro na tua carta .
Eu respondi-te quando a este teu ponto,mas pelos modos não recebeste a carta ou passou-te despercebida,
Eu comentara assim: Não me lembrava que as azeitonas as havia pretas também.Mas a profecia dizia não do nome/apelido do Provavel,mas da sua aldeia natal ou donde fosse originario,e assim eu "delirei" com o Ivan Dias, natural de V-ELCAO.
Se fossemos para o "P" das azeitonas Pretas, teriamos de ver onde o Policarpo nascera: Valverde...Vila Nova...Vizeu. Se considerarmos o "P" como nome do Paiz teriamos tambem além de Portugal, o Peru. Paraguai, Panama, e....Paquistão.(cujo primeiro Cardial,em Karachi, fora o goes Arc. Cordeiro...não sei quem seja agora).
Mas como vemos hoje, desta feita, o Malaquias falhou redondamente !!! e temos um alemão cujo paiz ou aldeia não começam nem pelo V nem pelo P.!!
Um abraço e votos para um bom Domingo para todos, Domingo este em que o novo Papa vai ser "entronado" numa Eucaristia às 10.00  hrs de Roma.Aguardemos a sua homilia pois suponho que nos revelaria as directrizes que vai dar ao seu Papado
 
Fernando

Jorge/Livia de Abreu Noronha <joli.goa@...> wrote:
Fernando: Até ao momento em que escrevo (manhã de terça-feira dia 19) nenhum comentário fizeste àquilo que eu disse no sábado (dia 16) a respeito do Cardeal Policarpo de Portugal (sendo "P" a inicial de uma das cores da azeitona). Que se passa? - Jorge
 
 
----- Original Message -----
Sent: Monday, April 18, 2005 1:13 PM
Subject: "TIMES OF INDIA">> Cardeal POLICARPO um dos PROVAVEIS !!

 

Monday, April 18, 2005   12:21:00

 Caros Amigos,

Uma manhã horrivel: durante a noite trovejou e choveu, e quando acordamos não tinhamos electricidade e até o tel. morto! E um calor pavoroso,e como o frig., ficara parado,nem um golada de água fresca.!! Felizmente,agora a elect, voltou e assim o suplicio diminuiu. 

Nisto chegou-me o Times of India e que vejo? !! 

Os cardiais não querem o RAT-zinger porque bateu os calcanhares  na  ’ HITLER’S YOUTH”( =Mocidade Portuguesa de Salazar !!) quando garoto e mais tarde  trabalhou numa fábrica de armamentos cuja

 “work force included slaves from the Dachau concentration camp”>

dai não lhe dá mais de 40 votos do bloco conservativo e como o Times diz: um contraste com J.P.II que não so lutou contra os Nazis e ainda visitou uma sinagoga(o 1o Papa a fazer isso!)

Como é que JP.II deu tanta palha ao RAT ? um mistério.Suponho que cada Cardial teria recebido o “curriculum Vitae” de todos asssim, E a maioria diria:’Libera nobis, Domine 

Dai ,o Times passa uma revista pelos Prováveis:

Uma  tendencia notável é  a maioria de 50% que os bispos de linguas Latinas tem, e dai os provaveis reduzem-se  à America Latina, Espanha e Portugal e assim os candidatos são:

’Bergoglio de Buenos Aires,Hoyos da Columbia >>>>’ and JOSE DA CRUZ POLICARPO, the Arc.of Lisbon’ !!!

E se o Policarpo nasceu em V-izeu ou outra terra com a mesma consoante,a profecia de Malaquias vai bater certa:”Da terra cuja primeira letra tem a cor da azeitona” 

Mas como disse um Cardial na EWTN:

 “ A escolha JA está feita pelo Espirito Santo… so nos resta saber qual ela é” 

E se essa “escolha “for o Policarpo, poderei FANFARRONAR:

 O Papa jantou em minha casa,petiscou picantes, deliciou-se com uma bebinca e…fumou um Cigarro SG, e como me ofereceu um, o Papa e eu fumamos juntos” 

Enfim, os Cardiais vão ter um “tough time” para saberem o que o Espirito Santo tem escolhido. 

Como sabem, correm tambem muitas histórias  e anedotas > umas delas que apanhei na Net:

1 .No conclave anterior um dos Papiles era o italiano Cardial FUMAZONI BIONDI,mas os Cardiais recearam eleger um Papa que passase o seu tempo

Fumando  e Bebendo!! 

2.Quando JP-II morreu, um jornalista das Filipinas , o paiz com maior número de Católicos na Asia, correu a saber do Cardeal SIN ( “pecado) quais eram as suas probabilidades,e ele respondeu: NENHUMAS, Porque não se pode imaginar um PAPA PECADO !! 

3.Durante as presentes  Novenodiales, os Cardeais jantavam juntos e deitaram sortes quem  devia ser o Hospedeiro com a sua culinária e  seu folclore.

Num dia calhou a sorte ao Ivan Dias: lá lhes serviu as delicias da cosinha goesa com cavalas recheadas com “girem-mirim, sorpatela com sannas,baji puri ,etc e bebinca e dodol, tudo regado com um bom fenim, vidima 2005.

No fim teve de cantar como mandava o protocolo ,: e ele não hesitou cantando um Manddó, uma dos mais afamados do nosso folclore em Goa: 

 Adeus korso vell salo maka      Soou a hora de vos dizer

                                                             Adeus

Maka Pap Saib korta                    Váo fazer Papa de mim

Mag re mag,bau- á                       Pede, irmão, pede

Devacho Axirvad Maka               A  benção de Deus p’ramim..

 

Noutro dia, a sorte calhou ao Policarpo. E ele lá lhes serviu : bacalhau a Gomes de Sa,  Leitão a Bairada….pasteis de Nata de Belem, …tudo regado com um bom Mateus Rosé., No fim, o Cardeal Saraiva puxou de uma guitarra e mal dado os primeiros sons, todos os cardiais puseram-se a dançar; 

Vira… vira… virou,

Vira vira, torna a Virar

Roda,roda.. rodou

Cada Roda Com seu Cardial 

 Cardiais! vamos dançar o Vira

Pois o Vira é coisa boa

Nós  já vimos  dançar o Vira

Aos Cardiais de Lisboa.” 

Após muitos aplausos,os Cardiais quizeram um fado, enquanto eles se deliciavam  com  uma bagaceira e café Nicola.Policarpo tossiu, afinou a garganta e cantou: 

“ Perguntastes-me naquele dia

Se eu sabia o que era o fado

Eu vos  disse que não sabia

Mas vou dizer-vos agora:

 

Ides escolher o novo Papa

E todos dizem eu vou ser eu

Livrai-me dessa Cruz pesada!

Irmãos de toda Cristandade.

Ai..,Ai.. Ai,.. ela não é pr’a mim.

Nem sei porque vim!!

 

Tudo isto é triste, tudo isto existe

Tudo isto é Fado

Livrai-me, Senhor ,deste fardo pesado” 

Bem, aguardemos os acontecimentos e o Senhor nos dê um segundo “J.P.II”

Abracos

 

Fernando



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#1044 From: FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...>
Date:: Fri Apr 22, 2005 1:31 pm
Subject:: Fwd: Cardeal. Ivan Dias, Arcebispo de Bombai
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O Cardeal. Ivan Dias, Arcebispo de Bombai comenta a intenção missionária 

Os cristãos da Índia serviram o país por 2000 anos e pedem apenas poder continuar a fazê-lo em plena liberdade.
Comentário do Cardeal Ivan Dias, Arcebispo de Bombaim,Índia, sobre a Intenção Missionária do mês de julho de 2002: "Para que os cristãos da Índia não sejam impedidos de professarem publicamente a própria fé e anunciarem livremente o Evangelho".
Bombaim(Agência Fides)- Na Índia existem discípulos de Jesus há dois mil anos. Hoje são cerca de 18 milhões. Além disso, neste país de maioria Hindu, os Cristãos, que representam uma ínfima minoria de uma população de um bilhão de pessoas( 2,3% cristãos, 1,8% católicos), têm contribuído enormemente para o desenvolvimento da educação, dos serviços sociais e da promoção dos grupos de pessoas marginalizadas. Este testemunho cristão de vida e serviço aproxima muitas pessoas da fé. A Índia sempre foi um país aberto para todas as religiões. Porém, há 5 anos atrás, grupos de militantes fundamentalistas hindus deram início a uma campanha para que a Índia se transforme em um Estado totalmente hindu, aos moldes do Paquistão que é um Estado muçulmano. Os grupos minoritários, em particular os cristãos, são submetidos a perseguição e opressão, missionários cristãos e personalidades da Igreja Católica Local foram mortos. As assim chamadas leis "anti-conversão" vigentes tiveram, em muitos estados, um efeito restritivo sobre o ministério pastoral e sobre o serviço social. Em três estados indianos, a polícia local deve ser informada quando há uma conversão para averiguar se esta ocorreu em plena liberdade. Atualmente, a Corte Suprema está discutindo os direitos das minorias. Estamos confiantes que esta chegará a uma decisão que garantirá a tradição secular desta grande nação e que os cidadãos de todas as religiões poderão viver em harmonia.
 A fé cristã chegou nas costas deste subcontinente da Ásia centro- meridional em tempos muito antigos. Segundo a tradição, foram os Apóstolos Tomé e Bartolomeu que introduziram a Boa Nova de Jesus Cristo na região de Kerala. A evangelização prosseguiu com o estabelecimento dos Portugueses e a conquista de Goa em 1510. Jesuítas, Franciscanos, Dominicanos e Agostinianos foram ordens religiosas que tiveram um papel importante na primitiva história missionária. Em 1558 foi erigida uma arquidiocese em Goa com duas dioceses sufragantes. Em 1886, quando o número de católicos chegou a milhões, foi criada a Arquidiocese de Bombaim.
 Não obstante a perseguição, a Igreja na Índia floresce e temos muitas vocações. Os 18 milhões de católicos são assistidos por 23 .000 sacerdotes, existem 80.000 religiosos e muitos missionários indianos em outros países. Os cristãos na Índia constituem uma pequena minoria, mas ocupam-se de boa parte dos serviços: 20% de toda a educação primária; 10% da instrução dos analfabetos e da assistência sanitária comunitária; 25% da assistência aos órfãos e viúvas; 30% da assistência aos deficientes, doentes de Aids ou de lepra. Os católicos indianos têm uma grande devoção à Eucaristia: na arquidiocese de Bombaim por exemplo, em 80 das 115 paróquias há a adoração do Santíssimo Sacramento ao longo de todo o dia. Também a devoção à Virgem Maria é  difundida. Este ano, por ocasião da Jornada Mundial dos Doentes, no dia 11 de fevereiro, dia em que se celebra -conforme pedido do Papa - a Vailankanny, "a Lourdes do Leste", pelo menos 40.000 pessoas vieram ao templo mariano sobre a costa do Golfo de Bengala.
 Em sua visita mais recente à Índia, em 1999, quando veio para promulgar a exortação apostólica pós-sinodal "Ecclesia in Asia", o Papa João Paulo II disse a respeito da responsabilidade missionária: "o primeiro e o segundo milênios pertenceram à Europa e à África, o terceiro milênio pertencerá à Ásia". As orações de todos os católicos do mundo possam acompanhar os cristãos da Índia a levar avante a sua missão de amor. Cardeal Ivan Dias (Agência Fides 1/7/2002)
Nota biográfica- O Cardeal Ivan Dias nasceu em Mumbai (Índia) a 14 de abril de 1936. Recebeu a ordenação sacerdotal em 8 de dezembro de 1958 e foi sagrado bispo em 19 de junho de 1982. Desenvolveu atividade diplomática a serviço da Santa Sé em diversas nações, primeiramente como conselheiro, depois como Núncio Apostólico. Em 8 de novembro de 1996, foi transferido para a Arquidiocese de Bombaim. O Papa João Paulo II o criou Cardeal no Consistório de 21 de fevereiro de 2001. (Agência Fides 1/7/2002)
 
O Card. Ivan Dias nasceu em Mumbaí (índia) em 14 de abril de 1936. Recebeu a ordenação sacerdotal em 8 de dezembro de 1.958 e a espiscopal em 19 de junho de 1982. Desenvolveu atividade Diplomática à serviço da Santa Sé em diversas nações, primeiro como Conselheiro e depois como Núncio Apostólico. Em 8 de novembro de 1996 foi transferido para a arquidiocese de Bombai. Papa João Paulo II o criou Cardeal no Consistório de 21 de fevereiro de 2001.

http://www.fides.org/por/animazione/int_072002.html


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#1043 From: FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...>
Date:: Fri Apr 22, 2005 1:23 pm
Subject:: Fwd: Cardeal Ivan Dias em Fátima
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 Apresentamos de seguida a homilia proferida  pelo presidente da peregrinação:

MISSA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO

Fátima, 13 de Outubro 2004

 

Senhor Bispo Dom Serafim

Amados Irmãos no Episcopado

Estimados Sacerdotes, Religiosos e Religiosas

Caríssimos Irmãos e Irmãs em Cristo

 

Alegremo-nos todos neste dia que nos deu o Senhor! Viemos a Fátima de diversas partes de Portugal, da Europa e do mundo inteiro, com grande fé e em espírito de oração e de penitência reparadora, para render homenagem a Nossa Senhora e comemorar a sua aparição neste lugar bendito no dia 13 de Outubro 1917. Quem vos fala neste momento vem como peregrino de Índia que foi evangelizada por dois apóstolos, São Tomé e São Bartolomeu, e depois por muitos missionários que, há 500 anos, saíram de Belém em Lisboa e foram levar-nos o santo Evangelho de Jesus Cristo. Aproveito esta ocasião para dar graças a Deus por o dom de fé cristã que recebemos deles e para exprimir a nossa profunda gratidão pela parte que os portugueses tiveram nesta missão da evangelização na Índia.

Como filhos e filhas de Maria Santíssima, Mãe de Deus e nossa querida Mãe celestial, queremos hoje sentir o palpitar do seu coração materno e ouvir mais uma vez ela dizer-nos, como disse nas bodas de Caná em Galileia: “Fazei tudo o que Ele, meu Filho, vos disser».

Ela não só disse estas palavras, mas também as praticou toda a sua vida que pode ser resumida em três palavras: Fiat, Magnificat e Stabat. Fiat, quer dizer "seja feita a vontade de Deus”, Magnificat, “que Deus seja sempre louvado”, e Stabat, “ser fiel a Deus e aos nossos compromissos até ao fim de vida”.

O evangelho que acabamos de ouvir, trouxe-nos à memória aquele momento solene quando Maria Santíssima disse um “sim” total e incondicional, um Fiat, à mensagem do Arcanjo Gabriel que lhe comunicou que Deus queria que ela fosse a Mãe do seu Filho incarnado.

O “sim” de Maria não terminou com a Anunciação do Arcanjo. Maria foi imediatamente a toda a pressa visitar sua prima Isabel que precisava de ajuda, pois estava grávida. E quando a sua prima, divinamente inspirada, a proclamou “Mãe de Deus” e “bendita entre todas as mulheres”, o coração de Maria Santíssima prorrompeu num cântico de louvor e agradecimento a Deus todo-poderoso pelas maravilhas que fez n´ela e na história de humanidade. Este cântico da Virgem chama-se o Magnificat.

Depois disto, Maria Santíssima viveu o seu Fiat e Magnificat toda a sua vida, nas alegrias e nas dores, até ao pé da cruz do seu Filho no Calvário. O evangelho tem uma palavra que descreve bem esta atitude de fidelidade e perseverança de Nossa Senhora: Stabat, quer dizer, estava firme, resoluta e decidida.

Com estes sentimentos — Fiat, Magnificat e Stabat — a Virgem Maria ensinou-nos o que significa viver como discípulos de Jesus Cristo. Fiat: dizendo sempre “sim” à vontade de Deus a nosso respeito. Magnificat vivendo na alegria, paz e amor ainda que a vida nos traga frequentemente cruzes e amarguras. Stabat: sendo fiéis até à morte aos nossos compromissos e deveres. É um ensinamento profundo, pois muitas vezes dizemos “sim” a Deus e rejubilamos pelos efeitos imediatos, mas falhamos no terceiro elemento de fidelidade e perseverança. Por isso muitas iniciativas perdem-se pela estrada, muitos matrimónios fracassam com o divórcio, muitas pessoas interrompem a sua vocação da vida, e às vezes até a própria vida. Ora, estes três sentimentos - Fiat, Magniflcat e Stabat - se obtêm só com sacrifício e oração. Foi isto o que Nossa Senhora veio pedir-nos nas suas aparições aqui em Cova de Iria.

Nesta Missa honramos Nossa Senhora do Rosário: é o apelido com que ela mesma se designou na última aparição neste local bendito, há 87 anos, diante de 70.000 pessoas. Naquela ocasião, Nossa Senhora pediu que se rezasse o terço todos os dias pela conversão dos pecadores e pela paz no mundo. O Santo Rosário faz- nos recordar os sentimentos do Fiat, Magnificat e Stabat que marcaram a vida de Nossa Senhora e inspira-nos a imitá-la para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Queridos irmãos e irmãs, normalmente quando rezamos o terço, pensamos — como é natural - às nossas intenções pessoais, às nossas famílias e necessidades. Mas não esqueçamos as intenções que nos propôs a nossa Mãe de Céu: a conversão dos pecadores e a paz no mundo. São intenções muito caras ao coração de Deus.

Antes de tudo: a conversão dos pecadores. Hoje o mundo está espiritualmente doente e, mais do que nunca, aumentam os pecados e os pecadores; até porque o mal se apresenta como bem, e os vícios são exibidos como virtudes. Há ideologias e doutrinas chamadas New Age que negam a existência de Deus e exaltam o poder humano. Há modas de vestir e de viver que traduzem um modo pagão de viver sem Deus e ofendem muito o coração de Deus, porque reduzem o homem - a obra-prima da sua criação - à uma condição indigna da sua dignidade de filho de Deus. Abundam hoje também os atentados contra a vida, desde as inocentes crianças no seio materno até a eutanásia e há leis civis contra a moralidade matrimonial. Há seitas secretas, cultos satânicos, o terrorismo e poderosos meios de comunicação social que destroem muitos, especialmente os jovens, da atenção que devem dar a Deus e ao próximo.

Durante a aparição no dia 13 de Julho 1917 aqui na Cova de Iria, Nossa Senhora mostrou aos três pastorinhos Lúcia, Francisco e Jacinta uma terrível visão do inferno onde caíam almas humanas “como folhas em grandes incêndios”. E quando os videntes gritaram com pavor, Nossa Senhora disse-lhes: “Viestes o inferno para onde vão as almas dos pobres pecadores... porque não há ninguém que reze por eles”. São palavras que Nossa Senhora nos diz hoje também; muitas pessoas vão para a perdição eterna, porque não há ninguém que peça por elas.

E onde chega o pecado, aí faz falta a paz de Jesus. No mundo hoje, há guerras não só entre nações, mas entre habitantes duma mesma nação, nas próprias famílias e comunidades, e sobretudo no íntimo dos corações. As causas são diversas: a inveja, o egoísmo, a avidez, honras e posição social, a arrogância de comportar-se como se Deus não existisse ou fosse irrelevante na vida do homem ou, pior ainda, como se o homem mesmo fosse Deus. Estamos no meio dum combate espiritual entre o bem e o mal; entre o amor de Deus e do próximo, duma parte, e o amor egoísta que escraviza o mundo e busca só a prosperidade, a popularidade e o poder. Mas, uma coisa é certa: a vitória final será de Deus, graças às orações dos fiéis e à intercessão poderosa de Nossa Senhora que já predisse: “Finalmente o meu Coração triunfará”.

Queridos peregrinos! A nossa peregrinação não deve ser só um acto de devoção e homenagem à Nossa Senhora, mas deve convencer-nos da actualidade da sua mensagem aqui proclamada em Fátima. Hoje mais do que nunca, o mundo necessita de nossos sacrifícios e preces pela conversão dos pecadores e pela paz no mundo. Vivamos fielmente os sentimentos do Fiat, Magnificat e Stabat de Nossa Senhora e, obedientes ao seu apelo materno, vamos fazer muita penitência e oração e, em particular, vamos rezar o terço cada dia pedindo a Deus, Pai de misericórdia, que tenha piedade de nós e nos dê a paz de Jesus que tanto necessitamos e desejamos.

Que Nossa Senhora de Fátima, Mãe de Misericórdia e Rainha da Paz, nos abençoe e interceda por nós, pobres pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amen.

 

Cardeal Ivan Dias

Arcebispo de Bombaim

 

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#1042 From: FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...>
Date:: Wed Apr 20, 2005 11:55 am
Subject:: Fwd: Potenciais Papas no Ciberespaço e o NOVO PAPA
fernandodorego@...
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Wednesday, April 20, 2005  11:20:59 

Caros Amigos.

E…. “HABEMOS PAPUM” -  como diz o’ Herald’ em  letras  garrafais a toda a largura do jornal e uma Linda foto do Beato XVI a saudar a multidão.

Foi certamente mais um espectáculo : às 21.15, eu já ia dormir quando o nosso Arvind veio correndo a dar a noticia da escolha de UM Papa.Ficamos colados ao TV( BBC,RTP., CNN,EWNT,NDTV) passando de uma à outra para ver a melhor reportagem
Veio uma noticia  de que um Cardial chileno faria o anúncio e eu disse: “Vamos ter um Papa sul-americano.” Falhei redondamente ! veio o tal Chileno e…anunciou :RATZINGER !!

E eu disse:” Santo Espirito! A quem foste escolher ?!”O homem que praticamente NINGUEM queria.!!! Mas admiti: “Fiat Voluntas Tua”.

Quando abençou Urbi et Orbi,  recebia –a com humildade.!! 

Estes são alguns pontos meus:

1.O Conclave preferiu NAO ter Papas “novos” para não termos longos Papados como o do JP.II .Este teria sido um ponto de acordo comum dos 115.

2.O Rat. daria uma certa continuidade ao J.P.II de quem fora braço direito por longos anos.

3.O Rat quiz ter a sua personalidade e preferiu NAO ser J.P.-III e ir aos arquivos e escolher o Bento XVI.Haveria qualquer afinidade ideologica com o Bento XV… não sei ( como se vai dizer o seu nome nas missas em concani?" PapSaib Bentú Soddaho”?ou” Benedit Soddaho’?

4. A sua cara pareceu-me mais atraente,menos  altaneira, mais terra-a- terra,ao longo da suas breves palavras ao Mundo e sua reação aos aplausos..

5.Poderia vir a ter o carisma UNIVERSAL do J.P.II ? certamente > NAO!

6.O PORTO que o Policarpo lhe deu no dia 17 (como ouvi na RTP-I) ter-lhe-ia caido bem!!

7.Apreciei muito este gesto: o primeiro jantar não foi nos seus aposentos Papais, mas numa confraternização com todos os Cardiais na Pensão Santa Marta…onde o jantar foi sóbrio e terminou com Champagne !!!!( CNN) .> Jesus na Betania com os seus amigos privilegiados!

Agora aguardemos a Eucaristia da Entronização no domingo às10.00 de Roma.Em especial a sua Homilia onde, suponho , se poderão ler as directrizes que vai tomar para o seu Papado.

Lembram-se do Passado?: a Coroação do Papa> sedia gestatória aos ombros dos “Primos do Froilano”( como alguém chamou aos Guardas Suiços pois a  primeira mulher dele era suiça).> a Tripla Coroa > toda essa pompa … e Jesus foi coroado com uma coroa de espinhos.

Aqueles Papa da Idade Media arruinaram a Igreja !!!

Lembro-me: fui visitar o Museu dos Coches em Lisboa e entre muitos vi um:

Todo doirado e pomposo a ser puxado por dois homens: um KAPRI( (Preto da Africa )e outro um “konkno" de "dotti e  chendi”( Hindu de Goa)!!! oferecido à sua Magestade ( não me lembro qual) da Fidelissima Nação pelo PAPA ( tambem não me lembro qual) como gratidão da Santa Madre Igreja de Jesus de Nazare!!

”O tempora, O mores” !!! 

Enfim, temos a consolação de termos vivido nesta época em que a Igreja anseia voltar para o real Jesus. E esperemos com Fé que Bento XVI nos guiará iluminado pelo Espirito Santo

Abracos
Fernando.
 

Segue um “posting” que recebi da sra.D. Maria da Silva do Brasil com interessantes detalhes sobre o Conclave.Ver em especial o link no fim da carta.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Note: forwarded message attached.


FernandodoRego
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Reuters - 12:12 - 06/04/2005

Potenciais papas conversam com fiéis no ciberespaço


ROMA (Reuters) - O próximo papa estará a um clique de distância. O papa João Paulo 2o, conhecido como "O Grande Comunicador" transmitia sua mensagem ao mundo usando alto-falantes, telas de televisão, rádios e jornais.

Alguns de seus possíveis sucessores estão dando um passo a mais e usando sites para conversar com os fiéis.

"Publiquem seus pedidos, intenções e graças, e o cardeal Ivan Dias os mencionará em suas operações", diz o site do arcebispo de Bombaim na Web, em www.archbom.org.

"Solicite orações do cardeal -petições, intenções, graças... donativo para uma criança... assistência financeira... paz mundial", prossegue o site, na página seguinte, e cada uma dessas categorias pode ser clicada separadamente. Há até uma pesquisa online semanal: "A morte é o fim de tudo? Sim. Não. Não tenho certeza."

Apesar de lançar o site, Dias é considerado conservador em questões de fé e, por exemplo, rejeita a doutrina que acata a diversidade religiosa da Índia ao aceitar que o trabalho de Deus está presente em todas as religiões.

O site da arquidiocese de Buenos Aires, cujo titular é o cardeal Jorge Mario Bergoglio, inclui uma lista de vídeos sobre assuntos que variam de questões de moral sexual ao tango, passando pela bioética, e podem ser encomendados por email.

Outros potenciais papas, como o cardeal austríaco Christoph Schoenborn, divulgam seus sermões e citações favoritas online (www.stephanscom.at), enquanto os seguidores de alguns dos príncipes da Igreja criaram sites extra-oficiais para promover seus favoritos.

Um homem começou uma campanha (no site www.deuceofclubs.com/danneels/danneels.htm) para que o cardeal belga Godfried Danneels se torne Papa, porque os dois têm o mesmo sobrenome.

Já o cardeal Joseph Ratzinger, que responde pela defesa da doutrina da Igreja, tem dois sites extra-oficiais de fãs, em www.ratzinger.it e www.ratzingerfanclub.com, o segundo dos quais defende a linha dura promovida pelo cardeal quanto aos preceitos católicos.

A Arquidiocese de São Paulo (www.arquidiocese-sp.org.br) mantém um site com informações sobre os trabalhos da Igreja e sobre um dos nomes mais cotados para substituir João Paulo 2o., o arcebispo dom Cláudio Hummes. Já o site do padre Marcelo Rossi (www.padremarcelorossi.org.br), além do contato com os fiéis oferece até discador de acesso grátis à Internet.

http://noticias.aol.com.br/mundo/fornecedores/rts/2005/04/06/0011.adp


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#1041 From: FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...>
Date:: Tue Apr 19, 2005 11:52 am
Subject:: Re: "TIMES OF INDIA">> Cardeal POLICARPO um dos PROVAVEIS !!
fernandodorego@...
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Caro Jorge
Escrevo-te em VERDE, a cor de uma das duas raças da Azeitona.Supunha que ja te respondera quanto ao" P": Repito: a profecia de Malaquias dizia "da terra cuja primeira consoante é a mesma da cor da Azeitona."
Ora a terra podia ter nome que começa por V ou por P.
Ora P-ortugal não é uma "terra", mas uma Nação e assim temos Panama, Peru, Polonia, e Paquistão.!!
Agora,se o Policarpo nasceu em Vizeu ou Valverde ou Valencia, ou outra aldeia em V,teriamos a ele como Papa> como o Times of India preve!!

E uma noticia da Net: logo que o J.P.II foi eleito, a USA quiz compra-lo e um Rep da FORD foi ao Vaticano e pediu-lhe encarecidamente que o velho PATER NOSTER da missa latina voltasse a ser obrigatorio e mais, o "FIAT voluntas tua" fosse mudado para " FORD voluntas tua"
.O Ratzinger que estava perto fez um gesto ao Papa que rejeitasse o pedido.
O REP: "Santidade,!! A FORD esta disposta a dar a V. S. um milhao de dollars"
 
Nada, o Papa ( leia-se RAT.) regeita.
 
O REP:Mas, Santidade,por favor note: a substituicao da FIAT pelo FORD, não torna o Pater Noster mais cumprido: quatro letras por outras quatro...a FORD autorisa-me a prometer Dez milhoes de Dollars"
 
Nada: O Papa ( leias-se RAT) torna a rejeitar.
 
O REP:" Caramba !! Santidade! pelo menos diga-me quanto a Fabrica FIAT lhe pagou e a FORD , da-lhe tudo o que V.Santidade disser"
 
E ainda esta: Quando o J.P.Primeiro foi eleito,uma companhia portuguesa, A MUNDIAL, ofereceu-se a fazer um seguro de vida de cinco anos.A Curia regeitou...e o Papa morria dentro de um mez !!
 
E porque nao mais uma sobre o  Santo Karol:
 
Onde esta Deus?
Deus  ?!! esta em toda a parte. do Mundo ..mas antes DELE , João.Paulo .II ja la esteve.
 
Quantas votaçoes iria haver? Talves nem Deus o saiba!! segundo me parece vai ser uma luta renhida entre os conservadores comandados pelo Ratzinger, discipulo de Hitler,e o Terceiro Mundo.
Os italianos ja sabem que não tem chance.
Os Africanos estão conscios que mesmo após dois mil anos, a Igreja continua afectada pelo racismo.Os asiaticos tambem sabem que a cor lhes tira uma chance e assim o Asia, Africa e a America do Sul unem-se e votam por um sul-americano..
Aguardemos ...como todo o Mundo
Fernando

Jorge/Livia de Abreu Noronha <joli.goa@...> wrote:
Fernando: Até ao momento em que escrevo (manhã de terça-feira dia 19) nenhum comentário fizeste àquilo que eu disse no sábado (dia 16) a respeito do Cardeal Policarpo de Portugal (sendo "P" a inicial de uma das cores da azeitona). Que se passa? - Jorge
 
 
----- Original Message -----
Sent: Monday, April 18, 2005 1:13 PM
Subject: "TIMES OF INDIA">> Cardeal POLICARPO um dos PROVAVEIS !!

 

Monday, April 18, 2005   12:21:00

 Caros Amigos,

Uma manhã horrivel: durante a noite trovejou e choveu, e quando acordamos não tinhamos electricidade e até o tel. morto! E um calor pavoroso,e como o frig., ficara parado,nem um golada de água fresca.!! Felizmente,agora a elect, voltou e assim o suplicio diminuiu. 

Nisto chegou-me o Times of India e que vejo? !! 

Os cardiais não querem o RAT-zinger porque bateu os calcanhares  na  ’ HITLER’S YOUTH”( =Mocidade Portuguesa de Salazar !!) quando garoto e mais tarde  trabalhou numa fábrica de armamentos cuja

 “work force included slaves from the Dachau concentration camp”>

dai não lhe dá mais de 40 votos do bloco conservativo e como o Times diz: um contraste com J.P.II que não so lutou contra os Nazis e ainda visitou uma sinagoga(o 1o Papa a fazer isso!)

Como é que JP.II deu tanta palha ao RAT ? um mistério.Suponho que cada Cardial teria recebido o “curriculum Vitae” de todos asssim, E a maioria diria:’Libera nobis, Domine 

Dai ,o Times passa uma revista pelos Prováveis:

Uma  tendencia notável é  a maioria de 50% que os bispos de linguas Latinas tem, e dai os provaveis reduzem-se  à America Latina, Espanha e Portugal e assim os candidatos são:

’Bergoglio de Buenos Aires,Hoyos da Columbia >>>>’ and JOSE DA CRUZ POLICARPO, the Arc.of Lisbon’ !!!

E se o Policarpo nasceu em V-izeu ou outra terra com a mesma consoante,a profecia de Malaquias vai bater certa:”Da terra cuja primeira letra tem a cor da azeitona” 

Mas como disse um Cardial na EWTN:

 “ A escolha JA está feita pelo Espirito Santo… so nos resta saber qual ela é” 

E se essa “escolha “for o Policarpo, poderei FANFARRONAR:

 O Papa jantou em minha casa,petiscou picantes, deliciou-se com uma bebinca e…fumou um Cigarro SG, e como me ofereceu um, o Papa e eu fumamos juntos” 

Enfim, os Cardiais vão ter um “tough time” para saberem o que o Espirito Santo tem escolhido. 

Como sabem, correm tambem muitas histórias  e anedotas > umas delas que apanhei na Net:

1 .No conclave anterior um dos Papiles era o italiano Cardial FUMAZONI BIONDI,mas os Cardiais recearam eleger um Papa que passase o seu tempo

Fumando  e Bebendo!! 

2.Quando JP-II morreu, um jornalista das Filipinas , o paiz com maior número de Católicos na Asia, correu a saber do Cardeal SIN ( “pecado) quais eram as suas probabilidades,e ele respondeu: NENHUMAS, Porque não se pode imaginar um PAPA PECADO !! 

3.Durante as presentes  Novenodiales, os Cardeais jantavam juntos e deitaram sortes quem  devia ser o Hospedeiro com a sua culinária e  seu folclore.

Num dia calhou a sorte ao Ivan Dias: lá lhes serviu as delicias da cosinha goesa com cavalas recheadas com “girem-mirim, sorpatela com sannas,baji puri ,etc e bebinca e dodol, tudo regado com um bom fenim, vidima 2005.

No fim teve de cantar como mandava o protocolo ,: e ele não hesitou cantando um Manddó, uma dos mais afamados do nosso folclore em Goa: 

 Adeus korso vell salo maka      Soou a hora de vos dizer

                                                             Adeus

Maka Pap Saib korta                    Váo fazer Papa de mim

Mag re mag,bau- á                       Pede, irmão, pede

Devacho Axirvad Maka               A  benção de Deus p’ramim..

 

Noutro dia, a sorte calhou ao Policarpo. E ele lá lhes serviu : bacalhau a Gomes de Sa,  Leitão a Bairada….pasteis de Nata de Belem, …tudo regado com um bom Mateus Rosé., No fim, o Cardeal Saraiva puxou de uma guitarra e mal dado os primeiros sons, todos os cardiais puseram-se a dançar; 

Vira… vira… virou,

Vira vira, torna a Virar

Roda,roda.. rodou

Cada Roda Com seu Cardial 

 Cardiais! vamos dançar o Vira

Pois o Vira é coisa boa

Nós  já vimos  dançar o Vira

Aos Cardiais de Lisboa.” 

Após muitos aplausos,os Cardiais quizeram um fado, enquanto eles se deliciavam  com  uma bagaceira e café Nicola.Policarpo tossiu, afinou a garganta e cantou: 

“ Perguntastes-me naquele dia

Se eu sabia o que era o fado

Eu vos  disse que não sabia

Mas vou dizer-vos agora:

 

Ides escolher o novo Papa

E todos dizem eu vou ser eu

Livrai-me dessa Cruz pesada!

Irmãos de toda Cristandade.

Ai..,Ai.. Ai,.. ela não é pr’a mim.

Nem sei porque vim!!

 

Tudo isto é triste, tudo isto existe

Tudo isto é Fado

Livrai-me, Senhor ,deste fardo pesado” 

Bem, aguardemos os acontecimentos e o Senhor nos dê um segundo “J.P.II”

Abracos

 

Fernando



FernandodoRego
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#1040 From: "Jorge/Livia de Abreu Noronha" <joli.goa@...>
Date:: Tue Apr 19, 2005 9:41 am
Subject:: Re: "TIMES OF INDIA">> Cardeal POLICARPO um dos PROVAVEIS !!
joli.goa@...
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Fernando: Até ao momento em que escrevo (manhã de terça-feira dia 19) nenhum comentário fizeste àquilo que eu disse no sábado (dia 16) a respeito do Cardeal Policarpo de Portugal (sendo "P" a inicial de uma das cores da azeitona). Que se passa? - Jorge
 
 
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Sent: Monday, April 18, 2005 1:13 PM
Subject: "TIMES OF INDIA">> Cardeal POLICARPO um dos PROVAVEIS !!

 

Monday, April 18, 2005   12:21:00

 Caros Amigos,

Uma manhã horrivel: durante a noite trovejou e choveu, e quando acordamos não tinhamos electricidade e até o tel. morto! E um calor pavoroso,e como o frig., ficara parado,nem um golada de água fresca.!! Felizmente,agora a elect, voltou e assim o suplicio diminuiu. 

Nisto chegou-me o Times of India e que vejo? !! 

Os cardiais não querem o RAT-zinger porque bateu os calcanhares  na  ’ HITLER’S YOUTH”( =Mocidade Portuguesa de Salazar !!) quando garoto e mais tarde  trabalhou numa fábrica de armamentos cuja

 “work force included slaves from the Dachau concentration camp”>

dai não lhe dá mais de 40 votos do bloco conservativo e como o Times diz: um contraste com J.P.II que não so lutou contra os Nazis e ainda visitou uma sinagoga(o 1o Papa a fazer isso!)

Como é que JP.II deu tanta palha ao RAT ? um mistério.Suponho que cada Cardial teria recebido o “curriculum Vitae” de todos asssim, E a maioria diria:’Libera nobis, Domine 

Dai ,o Times passa uma revista pelos Prováveis:

Uma  tendencia notável é  a maioria de 50% que os bispos de linguas Latinas tem, e dai os provaveis reduzem-se  à America Latina, Espanha e Portugal e assim os candidatos são:

’Bergoglio de Buenos Aires,Hoyos da Columbia >>>>’ and JOSE DA CRUZ POLICARPO, the Arc.of Lisbon’ !!!

E se o Policarpo nasceu em V-izeu ou outra terra com a mesma consoante,a profecia de Malaquias vai bater certa:”Da terra cuja primeira letra tem a cor da azeitona” 

Mas como disse um Cardial na EWTN:

 “ A escolha JA está feita pelo Espirito Santo… so nos resta saber qual ela é” 

E se essa “escolha “for o Policarpo, poderei FANFARRONAR:

 O Papa jantou em minha casa,petiscou picantes, deliciou-se com uma bebinca e…fumou um Cigarro SG, e como me ofereceu um, o Papa e eu fumamos juntos” 

Enfim, os Cardiais vão ter um “tough time” para saberem o que o Espirito Santo tem escolhido. 

Como sabem, correm tambem muitas histórias  e anedotas > umas delas que apanhei na Net:

1 .No conclave anterior um dos Papiles era o italiano Cardial FUMAZONI BIONDI,mas os Cardiais recearam eleger um Papa que passase o seu tempo

Fumando  e Bebendo!! 

2.Quando JP-II morreu, um jornalista das Filipinas , o paiz com maior número de Católicos na Asia, correu a saber do Cardeal SIN ( “pecado) quais eram as suas probabilidades,e ele respondeu: NENHUMAS, Porque não se pode imaginar um PAPA PECADO !! 

3.Durante as presentes  Novenodiales, os Cardeais jantavam juntos e deitaram sortes quem  devia ser o Hospedeiro com a sua culinária e  seu folclore.

Num dia calhou a sorte ao Ivan Dias: lá lhes serviu as delicias da cosinha goesa com cavalas recheadas com “girem-mirim, sorpatela com sannas,baji puri ,etc e bebinca e dodol, tudo regado com um bom fenim, vidima 2005.

No fim teve de cantar como mandava o protocolo ,: e ele não hesitou cantando um Manddó, uma dos mais afamados do nosso folclore em Goa: 

 Adeus korso vell salo maka      Soou a hora de vos dizer

                                                             Adeus

Maka Pap Saib korta                    Váo fazer Papa de mim

Mag re mag,bau- á                       Pede, irmão, pede

Devacho Axirvad Maka               A  benção de Deus p’ramim..

 

Noutro dia, a sorte calhou ao Policarpo. E ele lá lhes serviu : bacalhau a Gomes de Sa,  Leitão a Bairada….pasteis de Nata de Belem, …tudo regado com um bom Mateus Rosé., No fim, o Cardeal Saraiva puxou de uma guitarra e mal dado os primeiros sons, todos os cardiais puseram-se a dançar; 

Vira… vira… virou,

Vira vira, torna a Virar

Roda,roda.. rodou

Cada Roda Com seu Cardial 

 Cardiais! vamos dançar o Vira

Pois o Vira é coisa boa

Nós  já vimos  dançar o Vira

Aos Cardiais de Lisboa.” 

Após muitos aplausos,os Cardiais quizeram um fado, enquanto eles se deliciavam  com  uma bagaceira e café Nicola.Policarpo tossiu, afinou a garganta e cantou: 

“ Perguntastes-me naquele dia

Se eu sabia o que era o fado

Eu vos  disse que não sabia

Mas vou dizer-vos agora:

 

Ides escolher o novo Papa

E todos dizem eu vou ser eu

Livrai-me dessa Cruz pesada!

Irmãos de toda Cristandade.

Ai..,Ai.. Ai,.. ela não é pr’a mim.

Nem sei porque vim!!

 

Tudo isto é triste, tudo isto existe

Tudo isto é Fado

Livrai-me, Senhor ,deste fardo pesado” 

Bem, aguardemos os acontecimentos e o Senhor nos dê um segundo “J.P.II”

Abracos

 

Fernando


#1039 From: FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...>
Date:: Mon Apr 18, 2005 11:13 am
Subject:: "TIMES OF INDIA">> Cardeal POLICARPO um dos PROVAVEIS !!
fernandodorego@...
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Monday, April 18, 2005   12:21:00

 Caros Amigos,

Uma manhã horrivel: durante a noite trovejou e choveu, e quando acordamos não tinhamos electricidade e até o tel. morto! E um calor pavoroso,e como o frig., ficara parado,nem um golada de água fresca.!! Felizmente,agora a elect, voltou e assim o suplicio diminuiu. 

Nisto chegou-me o Times of India e que vejo? !! 

Os cardiais não querem o RAT-zinger porque bateu os calcanhares  na  ’ HITLER’S YOUTH”( =Mocidade Portuguesa de Salazar !!) quando garoto e mais tarde  trabalhou numa fábrica de armamentos cuja

 “work force included slaves from the Dachau concentration camp”>

dai não lhe dá mais de 40 votos do bloco conservativo e como o Times diz: um contraste com J.P.II que não so lutou contra os Nazis e ainda visitou uma sinagoga(o 1o Papa a fazer isso!)

Como é que JP.II deu tanta palha ao RAT ? um mistério.Suponho que cada Cardial teria recebido o “curriculum Vitae” de todos asssim, E a maioria diria:’Libera nobis, Domine 

Dai ,o Times passa uma revista pelos Prováveis:

Uma  tendencia notável é  a maioria de 50% que os bispos de linguas Latinas tem, e dai os provaveis reduzem-se  à America Latina, Espanha e Portugal e assim os candidatos são:

’Bergoglio de Buenos Aires,Hoyos da Columbia >>>>’ and JOSE DA CRUZ POLICARPO, the Arc.of Lisbon’ !!!

E se o Policarpo nasceu em V-izeu ou outra terra com a mesma consoante,a profecia de Malaquias vai bater certa:”Da terra cuja primeira letra tem a cor da azeitona” 

Mas como disse um Cardial na EWTN:

 “ A escolha JA está feita pelo Espirito Santo… so nos resta saber qual ela é” 

E se essa “escolha “for o Policarpo, poderei FANFARRONAR:

 O Papa jantou em minha casa,petiscou picantes, deliciou-se com uma bebinca e…fumou um Cigarro SG, e como me ofereceu um, o Papa e eu fumamos juntos” 

Enfim, os Cardiais vão ter um “tough time” para saberem o que o Espirito Santo tem escolhido. 

Como sabem, correm tambem muitas histórias  e anedotas > umas delas que apanhei na Net:

1 .No conclave anterior um dos Papiles era o italiano Cardial FUMAZONI BIONDI,mas os Cardiais recearam eleger um Papa que passase o seu tempo

Fumando  e Bebendo!! 

2.Quando JP-II morreu, um jornalista das Filipinas , o paiz com maior número de Católicos na Asia, correu a saber do Cardeal SIN ( “pecado) quais eram as suas probabilidades,e ele respondeu: NENHUMAS, Porque não se pode imaginar um PAPA PECADO !! 

3.Durante as presentes  Novenodiales, os Cardeais jantavam juntos e deitaram sortes quem  devia ser o Hospedeiro com a sua culinária e  seu folclore.

Num dia calhou a sorte ao Ivan Dias: lá lhes serviu as delicias da cosinha goesa com cavalas recheadas com “girem-mirim, sorpatela com sannas,baji puri ,etc e bebinca e dodol, tudo regado com um bom fenim, vidima 2005.

No fim teve de cantar como mandava o protocolo ,: e ele não hesitou cantando um Manddó, uma dos mais afamados do nosso folclore em Goa: 

 Adeus korso vell salo maka      Soou a hora de vos dizer

                                                             Adeus

Maka Pap Saib korta                    Váo fazer Papa de mim

Mag re mag,bau- á                       Pede, irmão, pede

Devacho Axirvad Maka               A  benção de Deus p’ramim..

 

Noutro dia, a sorte calhou ao Policarpo. E ele lá lhes serviu : bacalhau a Gomes de Sa,  Leitão a Bairada….pasteis de Nata de Belem, …tudo regado com um bom Mateus Rosé., No fim, o Cardeal Saraiva puxou de uma guitarra e mal dado os primeiros sons, todos os cardiais puseram-se a dançar; 

Vira… vira… virou,

Vira vira, torna a Virar

Roda,roda.. rodou

Cada Roda Com seu Cardial 

 Cardiais! vamos dançar o Vira

Pois o Vira é coisa boa

Nós  já vimos  dançar o Vira

Aos Cardiais de Lisboa.” 

Após muitos aplausos,os Cardiais quizeram um fado, enquanto eles se deliciavam  com  uma bagaceira e café Nicola.Policarpo tossiu, afinou a garganta e cantou: 

“ Perguntastes-me naquele dia

Se eu sabia o que era o fado

Eu vos  disse que não sabia

Mas vou dizer-vos agora:

 

Ides escolher o novo Papa

E todos dizem eu vou ser eu

Livrai-me dessa Cruz pesada!

Irmãos de toda Cristandade.

Ai..,Ai.. Ai,.. ela não é pr’a mim.

Nem sei porque vim!!

 

Tudo isto é triste, tudo isto existe

Tudo isto é Fado

Livrai-me, Senhor ,deste fardo pesado” 

Bem, aguardemos os acontecimentos e o Senhor nos dê um segundo “J.P.II”

Abracos

 

Fernando



FernandodoRego
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#1038 From: DeMeloFly <demelofly@...>
Date:: Mon Apr 18, 2005 9:01 am
Subject:: Re: [Goa-Portuguese] Digest Number 507
demelofly
Offline Offline
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Very much interesting.
 
Thank you very much.
 
Joao Mel.


Joao Socorro-Larin Nunilla de Melo
Sulaiman Centre, P. O. Box 26814 Safat, Code 13129, Kuwait


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#1037 From: FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...>
Date:: Sun Apr 17, 2005 1:20 am
Subject:: Re: NOSSO PAPA JOÃO PAULO II
fernandodorego@...
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Caros Amigos
Bom Dia a todos na manhã deste Domingo, o ultimo em que estamos sem Papa,pois espero que esta seja a semana em que o Espirito Santo iluminara o Colegio dos Cardiais para uma escolha de um "vere et dignum est" de ser o sucessor do Karol Wojtyla.
Umas comentarios no texto:

Jorge/Livia de Abreu Noronha <joli.goa@...>
wrote:
Caro Fernando,
 
Tenho seguido com interesse o diálogo entre ti e o Paulo sobre o assunto supra, e devo dizer-te que, se por um lado estou inteiramente de acordo com o Paulo sobre Velsão não ser o local de nascimento do Cardeal Ivan Dias (se bem que seja a terra da sua ancestralidade), por outro é bom notares que "verde" em latim não é "verdi" mas sim "viridis" (masc. e fem.) e "viride" (neutro). Isto no entanto não é mais que um pormenor, destinado apenas a colocar as coisas nos seus devidos lugares, visto que para o que quiseste focar não faz diferença nenhuma: temos, na mesma, a letra "v".
 
Nota porém o seguinte: O verde não é a única cor da azeitona. Nunca ouviste a canção: "Azeitona já está preta, / Azeitona já está preta, / Já se pode armar aos tordos, / Já se pode armar aos tordos" ?
Nao conheço a canção,mas lembro0me agora que as azeitonas são tambem pretas.
 
 Vamos portanto analisar o assunto pela letra "p" desta cor preta da azeitona. Qual é o cardeal oriundo de uma terra cujo nome começa por "p"? É aquele cujo apelido também, por coincidência, começa pela mesma lertra: Policarpo, de Portugal. Que dizes a isto?
 
Sim,mas parece-me que a profecia falava não da Nação,mas sim da aldeia de nascimento,Pois o "P" pode tambem ser Polonia...Paraguai...Panama...
 
Mas deixa-me acrescentar que eu não acredito que a escolha recaia em D. José da Cruz Policarpo.
Concordo contigo.
 
Parece-me que as atenções dos "purpurados", superiormente orientadas pelo Divino Espírito Santo, estarão mais viradas para a América Latina.
 
Tambem suponho o mesmo e mesmo ontem,a CNN dava mtos detalhes de um Cardial dessas bandas como o Provavel.
 
No entanto, se de facto os eleitores escolherem o nosso Policarpo, ele será, na história bi-milenar da Igreja Católica, o primeiro Papa fumador.
 
Onde descobriste isto? e,bem possivel, que por ser fumador, os Cardiais não o escolham.As Co. de tabaco dos USA como a Malborough ,podem vir a utilizar para as suas campanha pro-tabaco!
 
 Mas, seja para que direcção o Divino Espírito Santo oriente os "conclavados", que Ele nos livre do Card. Ratzinger!
 
De T O T A L acordo!!os proprios Cardiais, excluindo alguns, pediriam ao Espirito: "Libera nobis, Domine" Seria o desastre para a Igreja.
De novo na CNN> as possibilidades do RAT estavam a descer, pois todos os Purpurados o conhecem.
Mas devo dizer que gostei da sua homilia durante a missa do funeral.
 
Portanto, ate o outro Domingo, poderemos deixar de ser "orfãos" com um Papa de calibre.
Abracos a todos

Fernando
 
Jorge
----- Original Message -----
Sent: Friday, April 15, 2005 1:18 PM
Subject: Fwd: NOSSO PAPA JOÃO PAULO II

 

Friday, April 15, 2005

Caro Amigo Julio

Das longiquas terras do Brasil, recebo a tua carta.

Fico contente em saber que o “diálogo” sobre a inculturação foi apreciado por ti, pois na tua terra e outras partes do Ocidente que sempre seguiram o rito latino, este problema não existe

O “dialogo’continua aberto após a opinião do Pe. Vasco do Rego e espero que mais recipientes se pronunciem. 

Agradeço-te o ‘anexo” sobre o Papa J.P.-II,pois é mto interessante e pelo CC mando a alguns dos meus amigos.

O Espirito Santo ilumine os Cardeais para um escolha do successor do grande Santo Karol Wojtila.

Has-de gostar de saber: existem uma profecias de um São Malaquias, em Latim, e em breves palavras. Quando do Conclave para a escolha do falecido,elas diziam:

Das terras da Europa onde o Sol nasce”

 

.Ora o sol nasce na Russia,mas esta não tinha nenhum Cardeal.E vai dai o Conclave vota por um desconhecido:”Karol Wojtila”..da Polónia das terras da Europa onde o Sol nasce após a Russia.!!! 

Para esta eleição a começar a proferia anuncia: 

Nascido na terra cujo nome começa pela mesma letra da cor da azeitona”  

Ora a primeira letra da cor’Verdi’da azeitona é V. Os cardiaiscorreram a ver qual deles nascera numa terra cujo nome começa pela letra V e encontraram:

…VELÇÃO…..mas onde fica esta aldeia que ninguem conhece ?!! e qual de nós nasceu ali?!!! Continuarão a ler os registos dos batizados de cada um e descobriram:

 O Cardial  nascido em Velção é Sua Eminencia o Cardeal IVAN DIAS,Arcebispo de Bombaim

..Mas onde fica essa aldeia de Velção ?

Fica  aqui nesta terra bendita que se chama  GOA., a  uns cincoenta minutos de auto de Pangim.

Assim se cumprirá o que eu creio ter sido preparado pelo J.P.II !!! 

Abraços

Fernando. 

Dear Friends

The above is a reply to a Brasilian friend Julio  who wrote to me about a dialogue that I started in PORTUGUESE about Inculturation in our Lithurgy.

But I "fwd" it to you by CC because of a very interesting attachment about J.P.II which he was kind to send.

 Please note: it is very long>about 2000 Mb, but worth seeing. 

Who is going to be our next Pope? A MISTERY !! but some predictions are going round :

Your will remember the Funeral Mass of J.P.II, rather of Saint Karol Wojtila. There was a Litany of Saints.To each call, the choir and the Faithfull  had to respond: “Orate pro nobis"….But, the Cardinals would humbly beg  in the innermost shrines of their hearts:

Libera me, Domine”…Spare me, O Lord , of being the successor of Karol Wojtila.!!! 

You must have heard of the prophecies in Latin, of St.Malaquias(?)about each Pope to be.He had prophecised:

 “From the country where the Sun rises in Europe

.Well, the Sun rises in Russia,but it had no cardinals. Next came Poland >> and Karol Wojtila was elected !!

For the coming  election he  has predicted: 

 From the land whose first letter has the colour of the olives” 

Now the colour of Olives is green > V- erdi in Latin.The Cardinals rushed to see which of them, had been born in a village whose name started with  V and they found that Cardinal Ivan Dias ,Arch.of Bombay was born  in the village of  

V – elsaum!!

 And Velsaum is in our beloved GOA!!

Let’s hope that it is the WILL of the Holy Spirit

Regards 

Fernando



FernandodoRego
143-Fontainhas.Pangim 403.001.
GOA. INDIA TEL:222.6353.

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#1036 From: "Jorge/Livia de Abreu Noronha" <joli.goa@...>
Date:: Sat Apr 16, 2005 6:48 pm
Subject:: Re: NOSSO PAPA JOÃO PAULO II
joli.goa@...
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Caro Fernando,
 
Tenho seguido com interesse o diálogo entre ti e o Paulo sobre o assunto supra, e devo dizer-te que, se por um lado estou inteiramente de acordo com o Paulo sobre Velsão não ser o local de nascimento do Cardeal Ivan Dias (se bem que seja a terra da sua ancestralidade), por outro é bom notares que "verde" em latim não é "verdi" mas sim "viridis" (masc. e fem.) e "viride" (neutro). Isto no entanto não é mais que um pormenor, destinado apenas a colocar as coisas nos seus devidos lugares, visto que para o que quiseste focar não faz diferença nenhuma: temos, na mesma, a letra "v".
 
Nota porém o seguinte: O verde não é a única cor da azeitona. Nunca ouviste a canção: "Azeitona já está preta, / Azeitona já está preta, / Já se pode armar aos tordos, / Já se pode armar aos tordos" ? Vamos portanto analisar o assunto pela letra "p" desta cor preta da azeitona. Qual é o cardeal oriundo de uma terra cujo nome começa por "p"? É aquele cujo apelido também, por coincidência, começa pela mesma lertra: Policarpo, de Portugal. Que dizes a isto?
 
Mas deixa-me acrescentar que eu não acredito que a escolha recaia em D. José da Cruz Policarpo. Parece-me que as atenções dos "purpurados", superiormente orientadas pelo Divino Espírito Santo, estarão mais viradas para a América Latina. No entanto, se de facto os eleitores escolherem o nosso Policarpo, ele será, na história bi-milenar da Igreja Católica, o primeiro Papa fumador. Mas, seja para que direcção o Divino Espírito Santo oriente os "conclavados", que Ele nos livre do Card. Ratzinger!
 
Jorge
----- Original Message -----
Sent: Friday, April 15, 2005 1:18 PM
Subject: Fwd: NOSSO PAPA JOÃO PAULO II

 

Friday, April 15, 2005

Caro Amigo Julio

Das longiquas terras do Brasil, recebo a tua carta.

Fico contente em saber que o “diálogo” sobre a inculturação foi apreciado por ti, pois na tua terra e outras partes do Ocidente que sempre seguiram o rito latino, este problema não existe

O “dialogo’continua aberto após a opinião do Pe. Vasco do Rego e espero que mais recipientes se pronunciem. 

Agradeço-te o ‘anexo” sobre o Papa J.P.-II,pois é mto interessante e pelo CC mando a alguns dos meus amigos.

O Espirito Santo ilumine os Cardeais para um escolha do successor do grande Santo Karol Wojtila.

Has-de gostar de saber: existem uma profecias de um São Malaquias, em Latim, e em breves palavras. Quando do Conclave para a escolha do falecido,elas diziam:

Das terras da Europa onde o Sol nasce”

 

.Ora o sol nasce na Russia,mas esta não tinha nenhum Cardeal.E vai dai o Conclave vota por um desconhecido:”Karol Wojtila”..da Polónia das terras da Europa onde o Sol nasce após a Russia.!!! 

Para esta eleição a começar a proferia anuncia: 

Nascido na terra cujo nome começa pela mesma letra da cor da azeitona”  

Ora a primeira letra da cor’Verdi’da azeitona é V. Os cardiaiscorreram a ver qual deles nascera numa terra cujo nome começa pela letra V e encontraram:

…VELÇÃO…..mas onde fica esta aldeia que ninguem conhece ?!! e qual de nós nasceu ali?!!! Continuarão a ler os registos dos batizados de cada um e descobriram:

 O Cardial  nascido em Velção é Sua Eminencia o Cardeal IVAN DIAS,Arcebispo de Bombaim

..Mas onde fica essa aldeia de Velção ?

Fica  aqui nesta terra bendita que se chama  GOA., a  uns cincoenta minutos de auto de Pangim.

Assim se cumprirá o que eu creio ter sido preparado pelo J.P.II !!! 

Abraços

Fernando. 

Dear Friends

The above is a reply to a Brasilian friend Julio  who wrote to me about a dialogue that I started in PORTUGUESE about Inculturation in our Lithurgy.

But I "fwd" it to you by CC because of a very interesting attachment about J.P.II which he was kind to send.

 Please note: it is very long>about 2000 Mb, but worth seeing. 

Who is going to be our next Pope? A MISTERY !! but some predictions are going round :

Your will remember the Funeral Mass of J.P.II, rather of Saint Karol Wojtila. There was a Litany of Saints.To each call, the choir and the Faithfull  had to respond: “Orate pro nobis"….But, the Cardinals would humbly beg  in the innermost shrines of their hearts:

Libera me, Domine”…Spare me, O Lord , of being the successor of Karol Wojtila.!!! 

You must have heard of the prophecies in Latin, of St.Malaquias(?)about each Pope to be.He had prophecised:

 “From the country where the Sun rises in Europe

.Well, the Sun rises in Russia,but it had no cardinals. Next came Poland >> and Karol Wojtila was elected !!

For the coming  election he  has predicted: 

 From the land whose first letter has the colour of the olives” 

Now the colour of Olives is green > V- erdi in Latin.The Cardinals rushed to see which of them, had been born in a village whose name started with  V and they found that Cardinal Ivan Dias ,Arch.of Bombay was born  in the village of  

V – elsaum!!

 And Velsaum is in our beloved GOA!!

Let’s hope that it is the WILL of the Holy Spirit

Regards 

Fernando


#1035 From: FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...>
Date:: Tue Apr 12, 2005 1:49 pm
Subject:: Re: Re avivando o dialogo sobre a INCULTURACAO / ACULTURACAO NA iGREJA CATOLICA
fernandodorego@...
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Tuesday, April 12, 2005 

Caros Amigos 

O Mundo católico e com ele todo o Mundo, choraram a morte do grande Papa João Paulo II,ou talvez , eu diria rejubilaram tambem por já termos o Santo Karol Wojtila.

Parece-me que agora poderemos recomeçar este Diálogo qe eu deixara parado prepositadamente.

E recomeço – o enviando,novamente,a opinião do Pe. Vasco do Rego s.j., a seu pedido,porque na primeira enviada dias atras e está nesta seris, houvera alguns êrros ortográficos.Devido a sua extensão ( vinte paginas !!)mando-a também pelo anexo, para uma leitura mais detalhada,se isto vos for mais conveniente.

Peço aos meus recipientes que nos deem as suas opinõessobre o assunto focando talvez ainda, o futuro da “inculturação” após o Espirito Santo nos dar um novo Papa que, nas pisadas de gigante de Karol Wojtila , possa guiar a Igreja Católica Romana, sim, mas Universal.

Eis a contribuição do Pe. Vasco: 

                     Inculturação  E  Diálogo

                                         ––  Exigências do Evangelho

                                                                                                    por Vasco do Rego s.j.

Observações preliminares importantes:

1)                  Esta não é, nem de longe, uma dissertação sobre a Inculturação. Apenas uns pontos que espero ajudarão os leitores a compreender pelo menos um pouco o problema muito sério que está a ser seriamente ventilado na Igreja de hoje, sobretudo na Ásia. Isto mesmo será feito só nas suas grandes linhas.

 

2)                  Não desejo comentar directamente sobre nenhuma das contribuições de quem quer que tenha tomado parte neste diálogo. É possível que essas pessoas e outras encontrem qualquer confirmação ou esclarecimento nesta minha apresentação. Se sim, fico satisfeito. Se não as ajuda, a falta talvez seja da minha apresentação deficiente.

 

3)                  Apresento as minhas observações como filho leal da Igreja Católica, que amo entranhadamente e que, por dom divino, tenho servido e que espero servir lealmente até o fim dos meus dias. Não sou nenhum “teólogo”, mas, desde os “bancos da escola” de Teologia em Lovaina (1952) sob a orientação de Mestres de fama mundial, não tenho deixado de estudar e aprofundar os meus conhecimentos “aos pés” de Mestres eminentes e sobretudo “aos pés de JESUS”, sob a luz do Seu ESPÍRITO, em filial e leal atenção ao Magistério. Dou graças a Deus, nosso PAI, pelos peritos cristãos da Ásia (sobretudo da Índia) universalmente reconhecidos pela sua competência a quem muito devo nesta modesta apresentação.

 

4)      Não tenho lido nada deste género em Português. Nem consigo, porisso, exprimir certos conceitos ou tournure de phrase na língua de Camões. Estou suficientemente familiarizado com o que se publica em Inglês. A única palavra usada para o caso é “Inculturation”. Após o Sínodo da Ásia João Paulo II promulgou o seu Documento Ecclesia in Asia (EA). Na versão inglesa deste documento muitas vezes o Papa usa a palavra “inculturation”, “inculturated theology” etc, sem nenhuma explicação do termo. Em outros documentos seus também (por ex. “Fides et Ratio”). Tanto basta para sabermos que esse termo técnico já adquiriu “cidadania” no vocabulário mesmo official da Igreja. Terei de citar certos textos em Inglês, que prefiro não traduzir quer porque em tal e tal caso (documentos oficiais) não possuo a tradução oficial portuguesa, quer porque traduzí-los adequadamente demandaria um esforço muito grande e bastante tempo.

 

5)        Segundo me dizem, “aculturação” é a única palavra portuguesa registada nos dicionários. Não extranha, porque “inculturação” é um termo técnico relativamente recente, de significado especial, que ainda não tem entrado na usança habitual dos que falam português. Talvez teólogos portugueses já usem a palavra “Inculturação”.

               Mas para o nosso caso eu não posso aceitar esse termo: “aculturação”. Logo   abaixo vereis porquê.

 

6)           Não tendo comigo neste momento o texto original de EA, as citações são tiradas de vários artigos publicados na revista mensal VIDYAJYOTI Journal of Theological Reflection, ou noutras.

 

7)           Considero unicamente e muito sumariamente certos aspectos da inculturação na nossa Ásia multi- cultural, multi-religiosa, multi-étnica, multi-linguística.

 

Vocabulário explicado: Aculturação, Inculturação, Diálogo

Aculturação”: significaria para mim o resultado de duas culturas estarem lado a lado, em comunicação mais ou menos consciente, mais ou menos profunda, donde  resulta irem mutuamente assimilando elementos duma e doutra. Aqui se situa, por ex.,  a adopção de certos trajes, mobiliário, vocábulos de uso corrente nas línguas faladas pela gente das duas culturas, digamos, coisas de utilidade prática na vida diária etc. etc.. Esta espécie de “assimilação” ou “absorção” não é regimentada ou imposta por qualquer legislação, mas faz-se expontaneamente.

Inculturação”: é, no nosso vocabulário Cristão, algo de muito mais profundo, que toca a Religião, a Teologia e Filosofia, a Liturgia, a vida dos discípulos de JESUS. Ela indica a inserção (qual semente lançada ao solo) do Evangelho puro numa cultura.

Diálogo”: No nosso contexto não se trata dum diálogo como o que estamos a ter aqui sobre o tema que nos foi proposto, no qual cada um vai exprimindo as suas opiniões. Não falamos de simples encontros e conversas mesmo interesantes e úteis entre amigos ou entre peritos duma certa ciência ou ocupação.

         João Paulo II no seu documento pos-sinodal Ecclesia in Asia (EA) reconhece que “a importância do diálogo é uma maneira característica da vida da Igreja na Ásia.” E explica que tal diálogo não é “uma simples estratégia para uma coexistência pacífica entre os povos; ele é uma parte essencial da missão da Igreja, ... uma parte da missão evangelizadora da Igreja..., mais do que uma maneira de fomentar mútuo conhecimento e enriquecimento.”

 

Sem pretender dar uma definição perfeita, tentei apenas esboçar uma certa breve explicação destes termos, pois isto me pareceu não só útil mas mesmo necessário para o nosso caso.

 

***

ENCARNAÇÃO  --   Fundamento da Inculturação e do Diálogo

 

Desejo primeiro focar que a Inculturação e o Diálogo de que nos ocupamos aqui se baseiam no Mistério da Encarnação, são expressão deste Mistério.

A bem ver, o Diálogo de Deus com a humanidade começou desde o início da criação e tem continuado através dos séculos. Mas, segundo a nossa Fé cristã, ele atingiu o cume no Mistério da Encarnação. Na Encarnação o Diálogo se fez adentro duma perfeita Inculturação.

O Filho de Deus entrou na nossa humanidade como uma semente lançada à terra. Muito concretamente, Ele entrou na cultura socio-religiosa judaica; fez-se perfeito Judeu! Assumiu, absorveu e viveu tudo quanto de bom encontrou nessa raça, nessa cultura, fruto da obra do ESPÍRITO DO SEU ABBA; e, pela Sua inserção nessa humanidade, fez aos Seus patrícios e co-religionários um vibrante apelo para tomarem novo rumo (“convertei-vos”), e aos poucos, pela Seu modo de viver, pelos Seus ensinamentos, pelos Seus actos que por vezes chocavam a gente em volta, lançou-lhes um “desafio”, um challenge, para que o Judaismo ─ a sua maneira de viver nas relações com Deus e com o próximo ─ ficasse assim purificado, renovado, transformado. Não exigiu nem pediu uma conversão para outra “nova Religião”, para a “Sua” nova Religião. A Sua inculturação era um convite, um apelo, para um novo modo de vida ..., um novo Caminho.

Esta nova maneira de viver não aceitava nenhuma discriminação ou marginalização, nenhuma injustiça, mas unicamente uma autêntica fraternidade e paz. Pois que JESUS revelou ─ ainda e sobretudo pela Sua morte na cruz e ressurreição ─ que, na base e no cume, Deus Infinito, Invisível, Inacessível, que os Judeus e os povos da terra veneram sem O conhecer, é para todos e cada um o ABBA sempre amante, Deus de amor incondicional, ABBA todo compaixão, ainda quando os Seus caminhos nos são imcompreensíveis. Mostrou JESUS que este ABBA quer que Seus “adoradores” O aceitem como tal por uma fé total e Lhe prestem este culto em Verdade. Era para que cada sociedade, a humanidade inteira, se torne uma Família que esta inculturação e este diálogo tiveram lugar. :

JESUS trazia aos homens qualquer coisa de inaudito, que toca o mais íntimo do Seu Ser e dos seus discípulos: a relação de cada pessoa com Deus. Como comunicar-lha?

 

JESUS próprio fê-lo por esta inculturação :

·        Num diálogo com os Seus discípulos Ele lhes disse: “quando orardes dizei ‘ABBA ...’ ”.

“ABBA” é a palavra que a criança judía dirige sómente ao seu Pai pelo sangue e a nenhum outro homem; nem a usa para com uma outra criança referindo-se ao Pai desta ―  aspecto intrínsico da cultura.

·        Num outro diálogo depois da Ressurreição Ele disse à primeira missionária:

“... diz aos meus irmãos ... eu subo para o Meu ABBA e vosso ABBA,

                           para o Meu Deus e vosso Deus ... ”.

 

E assim Ele deixava esta Inaudita Revelação para todos quantos quisessem recebê-la em todas as culturas:

Falai a Deus com a intimidade que tendes com o vosso pai

e chamai-Lhe assim com o termo íntimo que usais na vossa cultura, na vossa família.

 

A Encarnação do Filho de Deus foi portanto uma perfeita “Inculturação” que Ele viveu num constante “Diálogo” em profundidade com as pessoas que formavam esse grupo socio-cultural-religioso. Os Evangelhos lidos e meditados em profundidade revelam-nos esta Sua maneira de viver e agir.

Mas JESUS RESSUSCITADO é o Homem Universal que continua e quer continuar a Sua missão entre todos os grupos de culturas socio-religiosas as mais variadas. Pedro e os primeiros Cristãos, sem nenhuma preparação intelectual, e mesmo com certa resistência dos Judeus que haviam pedido o Baptismo e assim se tinham juntado ao grupo dos primeiros discípulos, foram vivendo como podiam a mesma “inculturação” e o mesmo “diálogo”. O mesmo sucedeu nas outras cristandades que se iam formando no mundo greco-romano.

E não só em Roma, mas no resto da própria Europa, foi a Igreja adoptando e adaptando costumes e ritos dos povos que se convertiam ... tirando deles o que neles encontrou de bom.

Mas quando chegou às nossas praias o Cristianismo do Século XVI, infelizmente esta Grande Realidade ou exigência evangélica de uma “inculturação” e um “diálogo” no sentido profundo ficou, por vários factores, esquecida na Igreja.

 

 Inculturação e Diálogo:  Encarnação Continuada

A Inculturação e o Diálogo, quais outrostermos modernos” que, espero, podem servir para melhor penetrarmos no insondável Mistério da Encarnação, são portanto, como acabamos de ver, o Mistério do Verbo Divino (=Palavra de Deus) que entra duma maneira nova e totalmente inesperada num diálogo inaudito com a humanidade, Mistério do Filho de Deus “que se fez carne” ... que penetrou na nossa humanidade,  num povo determinado ... na cultura desse povo ... : inculturação perfeita! Foi como a semente lançada neste “solo”. 

Mas este inexgotável Mistério destina-se ao mundo inteiro, a todas as épocas, a todas as raças e culturas... Nelas todas, em cada uma delas, a “Semente” tem de ser lançada ao “solo”. Quer dizer que a Inculturação e o Diálogo têm de continuar através dos séculos e através das nações e culturas do universo.

Esta “Semente”, sublinho, é o “Mistério” de JESUS, da Sua Pessoa e da Sua visão, da Sua dedicação sem reservas a Deus e aos homens até a morte culminando com a ressurreição, da Sua mensagem libertadora ─ este Evangelho puro, é todo ele proclamado primeiro pelos Apóstolos e continuado através dos séculos.

A cultura (o “solo”) onde ela é plantada “reage” à sua maneira à “Semente” para  aí produzir frutos autênticos mas originais a partir do “solo” que é essa cultura.

Mas há mais:

              essa “Semente”, no seu aspecto de proclamação e vivência subsequente, não só absorve do “solo” e faz seu tudo quanto de bom Deus Criador e Seu Espírito sempre activo tenham posto nele ao longo da sua história, mas também, à medida que se vai desenvolvendo, esta “Semente muito especial” vai “purificando” o “solo”, vai lançando um “desafio” (a challenge, diríamos em Inglês) ao que nele encontra de malsão, de contrário à vontade divina para a verdadeira felicidade dos que vivem nessa cultura, dos que se nutrem do “solo”. Assim a própria cultura (o “solo”) se vê aos poucos renovada, se torna mais e mais “reino de Deus”.

        Pois foi para estabelecer este “reino de Deus” já nesta terra que JESUS veio ao mundo, viveu a Sua vida humana, ensinou, fez as obras do Seu PAI e finalmente deu a vida. E é para continuar esta Sua missão pelo mundo inteiro até a consumação dos séculos que Ele fundou a Sua Igreja, a Sua Comunidade de discípulos, e para isso os enche do Seu ESPÍRITO.

Esta “Semente”  não é lançada ao “solo” primariamente por livros ou coisas deste género, mas pelos discípulos de JESUS, Seus membros vivos, que já se deixaram impregnar pelo “Mistério” e cuja vida, mesmo no meio de fraquezas e limites humanos, está pautada sobre JESUS e o Seu Evangelho. São eles, sobretudo pela sua vida, os “mensageiros”, são eles os “semeadores”, em quem vive o Grande Semeador, JESUS RESSUSCITADO. Bem resume e esclarece com vigor o missiólogo Jacob Kavunkal, como a história confirma:

“The Church has to stand for what Jesus Christ stood and worked for: the realization of God’s reign on earth, which was the foundational and only theme of Jesus’ work.”

Sem este testemunho vital, “a sheer proclamation of the uniqueness of Jesus Christ will turn out to be a religious competition which in the Asian context can only lead to fanaticism and religious violence, the opposite of the divine reign!”

 

 

João Paulo e as Igrejas da Ásia: duas visões, dois “approaches

 

I  -  A visão e o approach de João Paulo II

O Papa no seu documento pos-sinodal EA tem certamente muito de positivo, coligido sobretudo das intervenções dos Bispos no Sínodo da Ásia e dos seus próprios contactos com os países da Ásia por ocasião das suas várias visitas pastorais.  Cito apenas certas passagens:

“The Spirit who moved upon Asia in the time of the patriarchs and prophets, and still more powerfully in the time of Jesus Christ and the early Church, moves now among Asian Christians, strengthening the witness of their faith among the peoples, cultures and religions of the continent…. . The Church well knows that she can accomplish her mission only in obedience to the promptings of the Holy Spirit. Committed to being a genuine sign and instrument of the Spirit’s action in the complex realities of Asia, she must discern, in all diverse circumstances of the continent, the Spirit’s call to witness to Jesus the Saviour in new and effective ways… . The Church is convinced that deep within the peoples, cultures and religions of Asia there is a thirst for ‘living water’. (EA 18)

 “The faith which the Church offers as a gift to her Asian sons and daughters cannot be confined within the limits of understanding and expression of any single human culture, for it transcends these limits and indeed challenges all cultures to rise to new heights of understanding and expression.” (EA 20)

“For two thousand years the Church has been closely associated with the Greco-Roman European culture. This does not mean that our transcendent universal faith cannot be expressed in other cultures, in our case in the Indian cultures. Indeed, Indian religiosity and cultures will be greatly enriched by Christianity. – Christology in India needs have an Indian countenance and this can be done through appropriate Indian categories.” (EA 21)

“Through inculturation the Church becomes a more intelligible sign of what she is and a more effective instrument of mission. (John Paul II, Redemptoris Missio 52)

 This engagement with cultures has always been part of the Church’s pilgrimage through history. But it has a special urgency today in the multi-ethnic, multi-religious and multi-cultural situation os Asia, where Christianity is still too often seen as foreign.” (EA 21)

 

Apesar destas e doutras várias declarações, que não só justificam mas encorajam o esforço de inculturação, em EA João Paulo propõe com insistência para a Evangelização da Ásia neste Terceiro Milénio a proclamação explícita de JESUS CRISTO como o único Salvador, e isto com as formulações dogmáticas do Ocidente. Para ela procura o Papa impelir com todo o vigor as Igrejas da Ásia.

É esta a sua visão para a Evangelização da Ásia, é este o seuapproach”.

 

II  -  A visão e o“approach”das Igrejas da Ásia e seus peritos

Evocando os grandes iniciadores da inculturação na Índia dos séculos passados – os Jesuitas Roberto Nobili, João de Brito, Constant Beschi, C. Bulke – e citando e confirmando várias declarações positivas do Papa sobre a inculturação e o diálogo, para os quais o Concílio Vat. II deu sanção oficial, o Bispo Thomas Dabre, de Vasai (perto de Bombaim), escreve:

“The Church in India should assiduously seek to promote meaningful communication of the Christian message to the Indian people. This requires that inculturation, inter-religious dialogue and human emancipation and development be launched in all earnestness…”  (Artigo na Revista mensal VIDYAJYOTI, Dez. 2004).

O Bispo Dabre mostra com razão a importância de criar uma atmosfera apropriada para o estudo e reflexão dos documentos romanos relativos à Fé, à Moral e à Liturgia, mas não manifesta nesse artigo digamos os aspectos negativos da visão e do “approach” de João Paulo.

Enquanto outros peritos católicos Asiáticos sérios e de grande reputação, mesmo leigos, têm muitas reservas a fazer sobre a visão do Papa e o seu approach a vários pontos de importância capital para a Evangelização da Ásia.

Um dos mais respeitados Bispos Indianos é o Arcebispo Salesiano Thomas Menamparampil (de Guwahati, Estado de Assam, nordeste da Índia), conhecido pela sua teologia segura e fiel à tradição, pelo seu zelo e experiência de Pastor e pela sua grande sensibilidade às necessidades pastorais na situação actual da Índia. Num artigo recente (VIDYAJYOTI, Jan. 2005) em que também cita palavras muito justas de João Paulo (EA 18, 7, 12, 14) ele escreve:

“Pastorally experienced persons in Asia testify that arguments from philosophy and historicity do not impress the Asian seeker, but the gracious words of Jesus always win attention. The impressive works that the Church does for education, health and social welfare are greatly admired, but hearts are touched only by sharing deep spiritual experiences. People flock to where there is a genuine spiritual atmosphere, and are not moved by elaborate structures and organizational set-ups, whether institutional or ashramite.”  

E mais abaixo:

“Anyone who has the experience of sharing the Faith knows that arguing about the uniqueness of Christ is an idle exercise. Bringing theological contentions to the ardent Searcher only dampens his or her enthusiasm. Persons at the service of the Gospel must stop being wranglers and keep away from sterile apologetics. And we have to go beyond tolerance. Inter-religious relationship is far more than sullen co-existence.”

Por seu lado o Pe. John Mansford Prior SVD, Inglês de origem mas já por longos anos missionário na Indonésia, nomeado pelo Vaticano director da secção Inglesa do “Press Office” durante o Sínodo da Ásia (1998) com direito a assistir a todas as sessões do mesmo, perito bem conceituado e experimentado, num comentário ao Documento EA (na East Asian Pastoral Review 37 (2000) 261: “Unfinished Encounter: A Note on the Voice and Tone of Ecclesia in Asia”), faz uma observação muito importante, muito elucidativa. Cito-a por extenso em Inglês, tal a sua profunda penetração na realidade da Ásia:

Whatever the nuances, however great the social contribution of the mission Churches in the past, however heroic the sacrifices of cross-cultural missioners over the centuries, the fact remains in stark clarity: the Latin Churches of Asia are a foreign presence.

 They are

-                 alien in the official dress of its leaders; alien in its rituals (despite use of mother tongue);

-                 alien in its formation of cultic and community leaders in foreign thought patterns in seminaries whose professors are foreign-educated;

-                 alien in its large, often rich, institutions among the people who are generally poor;

-                 above all alien in that Christians have had to uproot themselves from their own cultural identity in order to claim a ‘hybrid’ Christian one.

 This is a major issue for most Asian bishops. However, Ecclesia in Asia mentions it in passing in a single sentence as though the problem was over: the Church in many places was still considered as foreign to Asia, and indeed was often associated in people’s minds with the colonial powers’” (EA 9) (emphasis added). (são meus o sublinhado e a salientação.)

 

* * *

Como é difícil a alguém de mentalidade ocidental entrar na “realidade asiática”! Mesmo a João Paulo II! Pastor Universal bem cônscio da sua enorme responsabilidade, homem duma Fé profunda e dum amor acendrado pela pessoa do JESUS, nosso Salvador, está ele dotado dum indiscutível zelo pela Evangelização da Ásia neste terceiro milénio. Mas, todo mergulhado no sistema filosófico greco-romano dentro do qual se originaram formulações dogmáticas cristãs, julga deverem ser estas proclamadas tais quais são aos Asiáticos. Custa-lhe compreender que as conclusões dogmáticas em roupagem de linguagem filosófica greco-romana são completamente extranhas a estes, enquanto eles têm seus sistemas próprios. Custa-lhe também apreender, da maneira como se apercebem os Bispos da Ásia e outros peritos, toda a profundidade do valor salvífico que, por vontade divina, se revela nas religiões da Ásia. Na sua visão, admitir isto parece contradizer várias expressões bíblicas e tradição da Igreja.

            A Providência tem-nos dado um grande Papa desde 1978. Mas esta sua maneira de ver o problema na Ásia contrasta com o que sentem peritos asiáticos, sobretudo no campo da teologia, liturgia, e acção pastoral em que tem lugar a proclamação de JESUS CRISTO e a Sua “Uniqueness”. Por exemplo, o erudito missiólogo Jacob Kavunkal  mostra como, enquanto João Paulo admite as dificuldades desta proclamação, insiste contudo com grande ênfase nas formulações clássicas – ocidentais - da Fé. Ora para adeptos convencidos de religiões asiáticas as nossas afirmações apresentam-se como “outright arrogance and blind superiority.” Assim fica bloqueada ainda uma aproximação de carácter religioso entre Cristãos e membros de outras religiões.

 

Entre outras coisas afirmara João Paulo na EA:

There can be no true evangelization without the explicit proclamation of Jesus as Lord. (sublinhado por mim)

Escreve Kavunkal, comentando várias destas expressões e afirmações do Papa na EA:

“Christians in Asia, without denying that God reveals and gives himself in Christ, have reason to believe, because of their experience of people of other religions and the fruits of the Spirit manifest in their lives, that God has also revealed and given Godself to other peoples through other mediations in other religions. People indeed have a ‘right’ to hear the Good News. But for over two thousand years people in Asia, especially those belonging to the ‘great’ religions of Asia, have also affirmed their ‘right’ to follow their religion, even when exposed to Christianity. They have not experienced Christianity as a ‘fulfillment’.”

 Michael Amaladoss S.J., Josef Neuner S.J. e outros teólogos sérios e de fama universal, filhos leais da Igreja, salientam os mesmos sérios inconvenientes dessa espécie de proclamação. Nenhum deles deixa de aceitar que o Mistério total de JESUS tem de ser proclamado também no nosso Continente.

 

Mas como fazê-lo? Qual deve ser o nosso “approach” cá na Ásia?

Amaladoss com muitos outros sugere que os Cristãos são chamados a proclamar a sua experiência vivida de JESUS e dos Seus feitos em vez de o fazerem por conclusões intelectuais dogmáticas. Neuner (Austríaco naturalizado Indiano, que tem vivido na Índia pelos menos 65 anos dos seus 95, perito dos Bispos Indianos no Vat.II) chega a dizer que a proclamação feita da maneira desejada pelo Papa implicaria “a condemnation of other religions”. Falam de experiência pessoal, e assim mostram o que muitas pessoas de boa vontade pertencentes a outras religiões sentem e exprimem sobre este approach da Igreja.

 Afinal o que a Igreja tem de fazer é prolongar a maneira de fazer, o approach, de JESUS DE NAZARÉ.

Já no Sínodo da Ásia, a maneira dos Bispos Asiáticos de responder ao tema reforçado pelos homens da Cúria era de falar repetidas vezes de proclamação através dum autêntico testemunho de vida. Seguindo vários outros, o Bispo Siro-Malabar Gratian Mundanan afirmara corajosamente: “In the religious ethos of Asia mere doctrinal, legal and institutional power does not have any appeal. Further, the image projected by the Church of power, riches, institutional, influential, is looked upon as a threat.”

Ali mesmo o Cardial Ricardo Vidal das Filipinas declarara: “Accepting Jesus as Lord of one’s life should be accompanied by an emphasis on the social dimension of conversion, necessarily seeking to dismantle the structures of sin.”

Mas não são só indivíduos com a toda a sua indisputada competência que assim sentem e falam. Ouçamos inteiras Conferências Episcopais. Ao fazê-lo, lembremo-nos de que, sempre em comunhão com o Bispo de Roma, todos os Bispos da Igreja ─ como bem frisa Vat. II ─ têm a responsabilidade colectiva de velar pela Fé Cristã autêntica, pela Verdade que nos foi revelada principalmente na Pessoa de JESUS CRISTO e de a propagar pelo universo.

Ora os Bispos da Ásia têm formado desde a conclusão do Concílio a chamada Federation of Asian Bishops’ Conference (FABC), associação voluntária das Conferências Episcopais dos paises da Ásia do Sul, do Sudeste, do Leste e do Centro. Cônscios da grande responsabilidade que lhes foi divinamente confiada, reunem-se em Assembleia Geral cada quatro anos junto com os melhores peritos e discutem problemas de suma actualidade segundo as exigências do pluralismo religioso e da situação concreta das ingentes populações deste Continente. Assim têm eles vindo dando uma orientação positiva à Teologia e à acção pastoral. Nesta orientação figuram sempre em proeminência a Inculturação e o Diálogo.

A sua VIIa. Assembleia Plenária (FABC VII) após a promulgação de EA, convocada precisamente como continuação do Sínodo da Ásia, tomou como tema “Uma Igreja Renovada na Ásia: Uma Missão de Amor e Serviço”. Guardando diante dos olhos EA, desejando sempre deixar-se conduzir pelo ESPÍRITO, produziu um documento de singular importância. Mantendo a sua lealdade ao Papa e a sua comunhão com a Igreja Universal, os nossos Bispos focam duma maneira bem diferente e totalmente adaptada à Realidade Asiática as exigências da Evangelização bem compreendida.

 

Em vez de adoptar a terminologia de João Paulo (“Nova Evangelização”), FABC VII emprega um novo termo para explicar e desenvolver “a nossa Missão de Amor e Serviço”. Esse termo é: “Evangelização activa integral”. Cito:

“We need to feel and act integrally. As we face the needs of the 21st century, we do so with Asian hearts, in solidarity with the poor and the marginalized, in union with all our Christian brothers and sisters, and by joining hands with all men and women of Asia of many different faiths. Inculturation, dialogue, justice and the option for the poor are aspects of whatever we do.”

Citando este e os textos infra da FABC, muito bem frisa Jonathan TAN YUN-KA (téologo leigo da Malásia, professor de Teologia, Religião etc nos EUA) que os nossos Bispos mostram sem ambiguidades que a nossa compreensão e execução  da “evangelização” deve partir da vida dos povos na Ásia, na sua grande diversidade cultural e religiosa, peregrinando juntos, e procurando com eles enfrentar os seus problemas existenciais:

“The most effective means of evangelization and service in the name of Christ has always been and continues to be the witness of life. The embodiment of our faith in sharing and compassion (sacrament) supports the credibility of our obedience to the Word (proclamation). This witnessing has to become the way of the Gospel for persons, institutions and the whole Church community. Asian people will recognize the Gospel that we announce when they see in our life the transparency of the message of Jesus and the inspiring and healing figure of men and women immersed in God.”

“We are committed to the emergence of the Asianness of the Church in Asia. This means that the Church has to be an embodiment of the Asian vision and values of life…”

 

 Isto é, em outras palavras, o que chamamos Inculturação.

 

Para todo o programa delineado pela FABC temos de prestar atenção, com os nossos Bispos, a mais um ponto capital. Cito desta vez FABC I :

“The great religions of Asia are significant and positive elements in the economy of God’s design and salvation. In them we recognize and respect profound spiritual and ethical meanings and values. Over many centuries they have been the treasury of the religious experience of our ancestors, from which our contemporaries do not cease to draw light and strength. They have been (and continue to be) the authentic expression of the noblest longings of their hearts, and the home of their contemplation and prayer. How can we not give them reverence and honour? And how can we not acknowledge that God has drawn our peoples to Himself through them? (FABC I, arts 14-15).

Em outro documento (Bira IV/3) dizem os nossos Bispos:

“It is the same Spirit who has been active in the Incarnation, life, death and resurrection of Jesus and in the Church, who was active among all peoples before the Incarnation and is active among the nations, religions and peoples of Asia today.”

 

Chegamos a perceber que este reconhecimento nos impele ao Diálogo? Exactamente como fizera JESUS DE NAZARÉ na Palestina...

 

Impossível a Proclamação do Evangelho sem Inculturação e Diálogo

Que expressões de fé estas dos nossos Bispos, as que acabamos de ler, na acção do ESPÍRITO, acção que vai muito além de tudo quanto possamos imaginar!

Se compreendemos esta verdade, esta maneira divina de agir no mundo, e na Ásia, mesmo nos séculos que precederam a Encarnação, compreenderemos que não poderemos proclamar o Evangelho senão primariamente  ─ como dizem os nossos peritos, bem como pastores muito experimentados e a FABC ─  proclamando a nossa experiência vivida de JESUS e dos Seus feitos em vez de o fazer por conclusões intelectuais dogmáticas.

 

Ora esta espécie de “proclamação” segue as pisadas de JESUS DE NAZARÉ, isto é, por meio duma inculturação bem compreendida. Como autênticos Cristãos, veremos na inculturação e no diálogo profundo com as populações e suas culturas nas quais a Providência nos tem colocado uma exigência da nossa vocação cristã. A vivência da nossa Fé cristã só ficará enriquecida com essas riquezas da Ásia, e, por seu turno, os povos da Ásia viriam a enriquecer-se com a Riqueza que lhes traz JESUS e o Seu Evangelho!

 Nesta atmosfera e nesta Inculturação nenhum receio de ficar negada ou diluida a Verdade Revelada, nenhum receio de proselitismo indesejado, nenhuma inibição causada por um sentimento de superioridade, nenhuma sombra de dominação religiosa do Cristianismo ou do Ocidente, nenhuma acusação de tácticas de conversão...

A conversão é sempre obra do ESPÍRITO. Haveria conversões (i. e. novos adeptos baptizados) para o Cristianismo? Talvez. Provavelmente até. Se sim, seriam elas, sob o impulso do ESPÍRITO, uma livre opção de indivíduos ou de grupos. Mas não teríamos de enfrentar oposição sob acusações de pressão, de aliciamento condenável, etc. Os convertidos não se veriam desarraigados do seu meio cultural; antes, encontrariam as manifestações sadias da sua cultura socio-religiosa confirmadas e quiçás purificadas na senda nova que terão escolhido. Pessoas de diferentes religiões, em mútuo respeito e amizade, se dariam as mãos para construir um mundo novo, uma sociedade nova, que seria o “Reino de Deus” na nossa Ásia.

Mesmo a nossa CBCI já na sua resposta oficial às “Lineamenta” (Guidelines) enviadas a todas as Conferências Episcopais em preparação para o Sínodo da Ásia, declarara não ser aceitável cá na Índia um approach exclusivista (= pregar salvação como possível somente através de JESUS e da Sua Igreja) que não tomaria em consideração  a situação multicultural e multireligiosa do nosso país. Dissera entre outras coisas:

“...for hundreds of millions of our fellow human beings, salvation is seen as being channeled to them, not in spite of, but through and in their various socio-cultural and religious traditions.”

Seguiu a mesma linha de pensamento a Conferência Episcopal dos Bispos da Indonésia. E ainda mais fortemente a dos Bispos Japoneses:

“Jesus is the Way, the Truth and the Life, but in Asia, before stressing that Jesus is the TRUTH, we must search much more deeply into how he is the WAY and the LIFE. If we stress too much that ‘Jesus Christ is the One and Only Saviour’, we can have no dialogue, common living, or solidarity with other religions.”  (sublinhado por mim)

Todas estas declarações autoritativas mostram a necessidade absoluta dum Diálogo sincero, aberto e profundo, com as populações dessas religiões e culturas, um Diálogo que se integra na Inculturação e por seu turno leva para ela.

 

Durante o Sínodo até que ponto os Bispos da Ásia, deixando-se guiar pelo ESPÍRITO,  quiseram afirmar com ênfase a necessidade do DIÁLOGO fica manifestado assim: durante os primeiros 7 dias houve 191 intervenções. Destas 43 (=22,5%) falavam da missão da Igreja na Ásia para entrar em diálogo com outras tradições (não-cristãs) de fé;  41 (=21.4%) referiam-se ao diálogo com as culturas vivas da Ásia; 33 (= 17.2 %) salientaram o diálogo com os pobres. O último lugar ─ 29 (=15.2 %) ─ coube ao tema Igrejas do laicado.

João Paulo é certamente o Papa que mais que qualquer outro tem trabalhado para avançar a causa do diálogo e harmonia entre as religiões. Mas para ele este diálogo, adentro da sua visão, é apenas um método pedagógico de “evangelização”, um caminho ou uma preparação para a conversão (livre, evidentemente!) dos ouvintes para o Cristianismo.

Porisso mesmo Aloysius Pieris S.J., insigne teólogo de Sri Lanka, junta-se a outros peritos asiáticos para mostrar que as afirmações do Papa “can be labelled pejorative, paternalistic, and smacking of religious-cultural imperialism if they attempt to appropriate and reorientate the cultural, religious and philosophical traditions of Asia to serve the Christian Gospel and the Church without regard to their intrinsic integrity.”

 

 

 

 

 

Inculturação na Liturgia

A inculturação na vida social deve ser um fenómeno normal para nós Cristãos. Infelizmente, como já acima disse, por várias circunstâncias de ordem politica e religiosa, chegamos nós, (refiro-me sobretudo aos Cristãos de Goa), a pôr de parte e mesmo a olhar com desprezo para muitos costumes locais, bons e mesmo bem significativos. Mas disso não falarei.

Abordar o problema da falta de inculturação na Teologia e Filosofia seria provavelmente inacessível e fastidioso para quem não está versado nela.

Mas desejo propor-vos que considereis o que tem sucedido na Liturgia da Igreja Latina, que nos foi imposta há séculos.

Suponho que sabeis que, mesmo dentro da Igreja Católica Romana, ainda na Europa, existem ritos de Igrejas que não pertencem ao Rito Latino e que de forma alguma estariam prontas a aceitar o “jugo” do Rito Latino. A Igreja Católica, mesmo no Vat. II, confirmou-as nestes seus ritos próprios.

E contudo a Igreja Católica Universal continua una. O Pe. John Prior, que presenciara durante o Sínodo da Ásia o contraste entre os 2 grupos de Bispos tanto nas sessões oficiais como em encontros informais, numa crítica do Sínodo, deu assim o seu testemunho: “Asia is the one continent where Christians stubbornly remain a tiny minority, where the languages and cultures, philosophies and theologies are not European. (Referia-se às Igrejas indígenas do Médio Oriente e do Sul da Índia (Kerala), de origem apostólica.) Latin Christianity is struggling to escape from its five-century western cocoon and come to life as inculturated, local ecclesial communities, authentically Asian.”

 

A Liturgia é, sobretudo nas grandes religiões, a área religiosa em que um povo ou uma comunidade colectivamente se vê e se define nas suas mais íntimas relações com Deus. Haverá também chefes religiosos que dirigem ou animam estas assembleias, mas nelas o povo sente-se chez soi e sente-se mais invigorado. A comunidade adora, louva, pede perdão, implora; ela celebra ocasiões especiais e ouve mensagens que podem alimentar a sua vida ─ mensagens tiradas dos seus livros sagrados ou “homilias” dos seus dirigentes espirituais; ela fortifica-se nas suas convicções espirituais... Este ritos contêm certamente elementos que se cristalizaram através dos anos. Por vezes misturam-se aos ritos certas práticas que classificaríamos de superstições.

Mas nas regiões evangelizadas por missionários da Igreja Latina TUDO na Liturgia Católica ficou diferente, extranho, extrangeiro.

 

A causa desta “metodologia missionária”

Como é que se chegou a isso?

Submeto a minha tentativa de resposta, que certamente não discorda dos nossos grandes pensadores Asiáticos, sempre leais à Igreja: a causa está na absoluta falta de “inculturação” do Evangelho desde que a Igreja de Roma se tornou “imperial” a partir do imperador Romano Constantino que deu à Igreja liberdade religiosa e fez do humilde sucessor de Pedro um super-rei, um “imperador” religioso.

A partir de então, exactamente como os reis do mundo, a Igreja Latina de Roma foi “estendendo o seu império” através de leis uniformes rígidas, de formulações “imutáveis” das verdades da Fé, formulações que nasceram num certo contexto cultural-filosófico, duma visão greco-ocidental do mundo...  etc. 

É levados por esta “visão” e por estas leis que homens como Roberto Nobili e João de Brito foram muito mal compreendidos pelos seus próprios irmãos Jesuitas e pelas autoridades em Roma. Pensaram que eles renunciavam a sua Fé Cristã!

 

Frutos indesejáveis dessa metodologia

Lembro-vos, entre muitas outras coisas, o Latim obrigatório da Liturgia durante séculos. Assim não foi possível, sobretudo na celebração da Eucaristia, a aliás necessária e essencial “participação plena, consciente e activa dos fiéis”, “participação inteligente, devota e activa”, como bem frisa Vat. II, como condição primária para uma Liturgia frutuosa,  “Fonte e Cume” da vida e actividade da Igreja!

Os fiéis nem podiam compreender patavina da Palavra de Deus que lhes era “proclamada” ... de costas voltadas para eles, nem as orações recitadas ou “solenemente cantadas” unicamente pelo celebrante!

Nem mesmo o PAI NOSSO !!!! Haveria qualquer pai ou mãe que quereria entrar em comunicação com seus filhos em língua estrangeira que eles não percebessem??? 

E isso mesmo se diga de todos os Ritos Sacramentais! O texto acima citado do Pe. Prior diz o resto sobre esses ritos.

 

SÓ o ESSENCIAL em todas as culturas

Não se trata minimamente de mudar o essencial do que JESUS instituiu. Nem se pode esquecer que a Liturgia Católica não é nenhum negócio particular de algum indivíduo ou grupo, a ser organizado segundo caprichos individuais. Ela é o culto público da Igreja. Portanto tem de ser sempre guiada por um certo número de normas gerais e outras particulares, derivadas da nossa Fé. Estas normas têm de ser dadas pelos Pastores da Igreja, sucessores dos Apóstolos. Mas elas não podem ser, não devem ser, absolutamente e universalmente uniformes e rigidamente fixadas por uma autoridade central, para cada detalhe da celebração.

Contudo, devido à falha grave que indiquei, nunca pôde cada povo das Igrejas “Latinas” exprimir com expontaneidade à sua maneira, a partir da sua cultura, com seus símbolos próprios que lhe falariam à alma, a sua veneração do PAI; a sua oferenda das alegrias e dores quotidianas, da vida quase sempre cheia das agruras de pobreza ou mesmo miséria, dos seus suores... ; a sua comunhão com o Filho de Deus que Se fez seu Irmão, seu Redentor, seu Sacrifício, seu Alimento; a sua comunhão com os irmãos que participavam no mesmo Banquete de Família....

Nem agora é permitido criar textos novos locais/regionais para os ritos litúrgicos.

Certamente ninguém vai manter que o ESPÍRITO SANTO limita a Sua inspiração aos compositores desses textos antigos ou de textos novos compostos em Roma!

Contudo é bom que tomeis conhecimento duma norma obrigatória actual: ainda as traduções desses textos romanos, que muitas vezes e por mil motivos não mesmo apelam aos nossos povos ─ traduções preparadas por pessoas competentes locais e revistas pelos respectivos Bispos ─ têm de ter a aprovação de Roma, onde nem sequer conhecem a língua!! ... !!!

Naturalmente os pastores locais sentem-se doridos e frustrados com tantas e tão rigorosas restrições. Não há nem uma inculturação positivamente encorajada nem a liberdade que as autoridades Romanas deveriam reconhecer e dar, sob a orientação e liderança dos respectivos Bispos da região, aos filhos de Deus espalhados pelo mundo, às Igrejas locais.

Pergunta-se o que é que é mais importante: a unicidade tornada obrigatória do rito latino (de legislação puramente humana) ou a divinamente outorgada liberdade de filhos de Deus? E não estão lá os Bispos duma região para dirigir a inculturação dos ritos litúrgicos?

 

Em que consiste a unidade da Igreja Universal ?

 A Igreja é una pela sua única fé, esperança e amor. Nisso ninguém pode nem deve tocar. Pertence sobretudo aos Pastores, mas também a todos os membros da Igreja velar por ela e fortificá-la sob a acção do ESPÍRITO.

A unidade da Igreja Universal nunca pode consistir em um só rito, uma só língua, uma única expressão em falar ao PAI (orações a Deus), etc.  ... do norte ao sul e do ocidente ao oriente !

Unidade ou Inculturação ?

                    Unidade ou Romanização ?

            Na prática, sem a inculturação, fica salva uma “dominação” sobre os cristãos, dominação que JESUS nunca quis e não quer (cf Mt 20/25-26; Mc 10/42-43; 1 Ped 5/3)!

Não sei se sabeis: 

1.      As vestes que os nossos Padres usam à missa são o estilo das vestes dos sacerdotes dos templos romanos. Em Roma isto seria inculturação. Mas passando para as outras partes mesmo da Europa isto tornou-se imposição/ romanização.

2.      Nos países nórdicos europeus havia a festa do “Sol Invencível” que se celebrava no Inverno. A Igreja Latina adoptou esta festa para o que é hoje o nosso Natal.

Ora na África, no sul da Ásia onde não há neve, Natal  com neve é sem sentido.

Nas Igrejas Católicas de rito Oriental o Natal é celebrado em 6 de Janeiro.

 

            Inculturação não significa sómente pinceladas, embora sinceras, na Liturgia apenas.

Para que haja inculturação não basta que os textos litúrgicos, compostos e aprovados por Roma, sejam traduzidos, como actualmente, para o vernáculo, pois que os ritos litúrgicos são impregnados de símbolos. Os símbolos “falam”. Porisso eles têm que ter significado para as respectivas populações nas suas culturas próprias. Alguém que queira seguir Jesus não deve ser desenraizado : TODA a sua vida, na sua cultura, fica impregnada do Mistério de Jesus.  

Apesar da abertura sobretudo de Vaticano II, até aqui as autoridades romanas têm escolhido insistir em manter a unidade substancial do Rito Romano para toda a Igreja Latina i.e. na América e na Ásia, na Europa e na África, e na Oceânia !

Além disso, elas reservam para si o direito exclusivo de controlar o processo da inculturação na Liturgia.

Com todo o respeito por elas, acha-se muito extranho e irregular que uma autoridade central, localizada num lugar e numa cultura particular, tão distanciada da realidade local de nações e culturas tão diversas, esteja capaz de examinar e de se pronunciar sobre particularidades de línguas desconhecidas ou a usança de tais ou tais símbolos e coisas assim. E sugere-se que em pontos assim é que se deveriam encorajar e desenvolver a colegialidade episcopal e as dimensões democráticas da Igreja a que Vat. II deu tanta importância.

 

“Romanização” ─ essencial à Fé Cristã?

 Contudo, com este arranque dos convertidos da cultura local, ficou através dos séculos a tal ponto vincada em nós a “romanização” como sendo essencial à vida cristã, à fidelidade a JESUS, que sobretudo nos meios mais afectados pela ocidentalização (como na nossa Goa, em Bombaim etc), houve há anos, a começar pelos sacerdotes, oposição à inculturação mesmo em pequena medida.

Esta mentalidade e consequente oposição ainda continuam em pequeno grau, em certos grupos. Os pastores e teólogos têm de exercer muita paciência quer na sua actuação pastoral quer nos seus esforços por concretizar as exigências da inculturação, porque Roma continua bastante centralizante e fortemente controladora.

No princípio eram, em geral, missionários estrangeiros de visão larga que a promoviam.

Depois de muitos esforços a Catholic Bishops’ Conference of India (CBCI) conseguiu obter de Roma autorização para os hoje célebres “12 pontos”, que são mesmo em si por demais restrictivos. Pergunta-se: então os Bispos da Índia todos reunidos não podem decidir por si este detalhe? Esta autorização foi dada já há uns 30 anos ou mais. E contudo, na nossa Goa, não foi e ainda não é permitido o uso de todos os 12 pontos.

 

História recente da Igreja

Após o Concílio ─ imensa graça para a Igreja e para o mundo ─ na decada dos 70, entusiasmo de muitos, reticências de certos. Paulatinamente, tensões e polarização com consequências tristes e indesejáveis nas duas direcções. Na década dos 80 foi-se apertando a disciplina. Ainda os Sínodos não funcionam como tais desde 1985.

Bem sublinha um crítico que muitos começaram a usar a linguagem de Vat. II mas guardando a mentalidade e maneira de ser e agir pre-conciliar. “Comunhão”, “colegialidade”, “diálogo” tornaram-se meras palavras, enquanto a centralização e unilateralismo nas relações entre Igrejas se foi acentuando. Mas há ainda factos mais recentes e mais significativos (negativamente) no Sínodo da Ásia.

A este  propósito, pergunta o editor do conceituado semanário católico Inglês THE TABLET em 6 de Junho de 1998 após a conclusão do Sínodo da Ásia, que, segundo ele próprio diz, foi um dos mais bem sucedidos: “Porque então o tão espalhado sentimento de desilusão quanto a estes sínodos?” Relembrando que Paulo VII os institutiu em 1965 para serem como que uma continuação da experiência colegial de Vat. II, explica o distinto editor: “The bishops attending the council came into their own as the college which governs the Church, under the leadership of the pope, and put the Curia in its correct place as a civil service whose task is to assist, not to dominate. Compare the council and the synods, and one sees that at the former the bishops were free, whereas at the latter they are controlled….”   

O Pe. John Prior, como testemunha directa, faz uma análise do Sínodo da Ásia e expõe todos os mecanismos bastante indesejáveis de controle no regulamento actual da preparação e da realização dos sínodos, e da sua execução durante o Sínodo da Ásia. (artigo em VIDYAJYOTI, Set. 1998). Poupo aos meus leitores todos estes detalhes.

Só sublinho o “comportamento” misterioso dos computadores do Vaticano: “Whenever the computer came across a proposal from one of the bishops’ groups urging for more autonomy, for freedom, for true collegiality, for trust, or was critical of the Vatican Curia, or praised the work of the Asian theologians, the proposal was automatically erased by an anonymous virus! The term ‘Asian churches’ became ‘the Catholic Church in Asia’, ‘other Christian churches’ was changed to ‘other Christian confessions’. Words deemed untheological like ‘subsidiarity’, ‘decentralisation’, ‘deregulation’ and ‘democracy’ were all erased without discussion. The final propositions move from local Church (diocese) directly to Universal Church (Rome). All proposals on enhancing the authority of Episcopal Conferences disappeared. The one form of collaboration between local churches that survives is mutual help through prayer and finance (No. 14). It, surely, would have been extremely rewarding if the different theologies of the curia and the majority of Asian bishops were brought out into the open and discussed. That was not to be. Without a word, FABC theology was subsumed into official ideology.”

 

CONFIANÇA : atmosfera necessária para a Inculturação adentro da Unidade

Na velha situação a gente sentia-se mais segura.

Mas onde é que o Evangelho promove “segurança” mesmo “religiosa” como um valor a ser cuidadosamente guardado pelos discípulos de JESUS?

Ele inculca e exige a confiança  ─ uma confiança total, absoluta, no PAI e no Seu Ungido JESUS, na condução do Seu ESPÍRITO. A  multiplicação de leis e o rigorismo legal, como claramente demonstrou JESUS, revelam um medo fundamental e matam a liberdade dos filhos de Deus, dom do ESPÍRITO. A nossa segurança está não em controle e manipulação mas nas promessas de JESUS, na presença e assistência do Seu ESPÍRITO. Este com a Sua acção é imprevisível, sim, mas sempre digno de nossa plena confiança! Confiança no ESPÍRITO gera confiança um no outro, confiança entre os membros duma mesma Igreja, entre as várias igrejas locais, entre Roma e as Igrejas locais.

É neste contexto de confiança que se deve promover a exigência evangélica de Inculturação”.

Haverá erros? Certamente, como sempre os houve desde o primeiro século do Cristianismo, como os houve nos peritos do Ocidente e nos grandes Luminares da Igreja do Ocidente. Numa atmosfera de confiança e de diálogo é muito mais fácil mostrar e corrigir erros. E o ESPÍRITO está lá sem nunca nos largar!

 

Cristandade “nova” ou cristandade “velha” transplantada?

Reconheço com gratidão todos os grandes benefícios que temos recebido do Ocidente e evoco sobretudo neste momento os imensos sacrifícios dos missionários de várias nacionalidades que ofereceram a sua vida pelo nosso país. Mas, por outro lado, devo dizer: tão habituados estamos ao estado de coisas nesta nossa “Roma do Oriente”, que não nos damos conta do que falhou grandemente na missão da Igreja.

O que segue neste parágrafo está bem desenvolvido pelo eminente Jesuita de origem Goesa
Pe.  Parmananda Diwarkar no seu livro “Monsoon of the Spirit”.

A Igreja Latina era não só estrangeira cá na Índia e formada em moldes ocidentais, mas uma “velha” cristandade que crescera e se tornara plenamente “adulta” através de séculos de desenvolvimento na Europa.  Em Goa como em outros centros mais afectados por estes 5 séculos de missionação pela Igreja Latina desde o descobrimento do caminho marítimo para a Índia,  o que temos não é uma Cristandade nova, mas uma transplantação da velha cristandade europeia. As nossas cristandades não se desenvolveram passo a passo como um organismo vivo desde a primeira célula. Saltaram-se as étapes e assim produziu-se grande perda de vitalidade e consequentemente a infertilidade. Foi uma árvore já crescida que foi transplantada para o solo da Índia.

Não nos contentemos com mostrar as nossas diversas actividades, o prestígio das nossas instituições que são reprodução do Ocidente.

Que temos de original?

-    De todas as formas possíveis, a começar pelos nomes e apelidos (por uma errada concepção do que significava “fazer cristãos”), desarraigaram-se os novos cristãos do seu meio social-cultural-religioso e perdemos imenso com esta “policy” que resultou da mentalidade religiosa e do contexto político dos séculos passados, mas com que não podemos minimamente concordar hoje.

-       Que são as nossas igrejas em Goa, senão uma transplantação do Ocidente, mesmo  de Roma?

-      Onde estão as obras de arte como as que a Fé Cristã inspirou e produziu no Ocidente em todos os ramos?

-      Um Angelo da Fonseca com as suas telas de temas cristãos em arte indiana só surgiu em meados do século XX, e seguiram-se outros depois dele.

-      Em comparação com o Ocidente, onde está a poesia cristã em Concani inspirada do Mistério da nossa Fé?

O Jesuita Inglês Thomas Stephens foi neste ramo um verdadeiro pioneiro com o seu épico Khrista Purana (em Marata) moldado sobre as escrituras hindús para alimentar a fé dos convertidos brâmanes em Goa habituados às suas escrituras em Marata. Mas lá ficamos...

-       Onde estão (nos anos pre-Vat. II) os cânticos adaptados à liturgia eucarística e às várias quadras do Ano Litúrgico?

-       Onde refulgem os luminares nativos ─ Mestres em Teologia e S. Escritura?

Hoje sim, na Índia e no resto da Ásia, temos nestes campos, apesar de tantos factores que militam contra eles, homens de valor universalmente reconhecidos como tais. Mas nos séculos passados ....??? 

-       Onde estão os heróis oficialmente reconhecidos como “Santos”?

Em Goa temos o Padre José Vaz, missionário do Ceilão (hoje Sri Lanka), apóstolo gigante e original que salvou e fortificou a Cristandade católica dessa Ilha muito perseguida pelos Calvinistas holandeses! Venerado pelo povo como santo desde ainda a sua vida (1651-1711), foi beatificado só em 1995!... Somente um  a ser reconhecido como heróico discípulo de JESUS em 500 anos?! Podemos crer que o ESPÍRITO não levou ao heroismo tantos que aceitaram JESUS  e o Seu Evangelho?...

 

Não entro nos outros detalhes dos maus efeitos deste desarraigamento dos convertidos do seu milieu social e religioso. Não terá tudo isso sido fruto duma compreensão muito deficiente do Evangelho e das suas exigências? Não será fruto sobretudo da maneira de ser adoptada pela Igreja na sua hierarquia? Reconhecer humildemente esta grave falha só nos ajudará a marchar corajosamente para o futuro ao longo duma nova senda, já indicada por Vat. II.

 

Acção do ESPÍRITO nos adeptos de outras religiões

Quereremos ver a situação na Ásia sob a luz que o ESPÍRITO nos dá sobretudo desde Vat II? Aqui na Ásia vivemos num contexto pluri-religioso, com cada uma das grandes religiões contendo doutrinas bastante nobres e tendo guiado e alimentado seus adeptos durante séculos, levando-os para Deus. Muito mais do que nos séculos anteriores a Igreja oficialmente, e muito mais os seus peritos e mesmo os simples fiéis, chegam a ver e admirar a acção do ESPÍRITO nessas religiões e na vida dos seus adeptos. Que sede de Deus! Que vida de comunhão com Ele, que vidas mesmo heróicas de abnegação pessoal, de caridade e sacrifício pelos outros!

Se assim é, a Inculturação levaria os discípulos de JESUS a reconhecer, admirar e absorver toda essa riqueza espiritual, e neste clima de fraterna amizade compartilhar com esses irmãos a Riqueza que para nós é JESUS e o Seu Evangelho!

O Diálogo inter-religioso torna-se neste contexto uma exigência evangélica, intimamente ligado à própria Inculturação, e não simplesmente um meio pedagógico de pregar JESUS CRISTO a essas massas.

 

Inculturação e Diálogo: o ESPÍRITO urge!

O ESPÍRITO inspira, impele, urge... Colocando-nos unicamente adentro da missão que JESUS RESSUCITADO nos confiou no mundo, na sociedade, a inculturação e o diálogo, compreendidos como acima procurei mostrar, são a maneira característica de vivermos cá na Ásia a nossa vocação de Cristãos (EA 3). Sobretudo porque cremos e proclamamos que a Igreja é “católica”, universal, na sua identidade, missão e serviço, portanto abrangendo todas as populações que constituem a imensa e complexa diversidade deste continente.

-           Se o Diálogo é a maneira de ser e agir de Deus e de JESUS, como pode ele deixar de ser a nossa maneira de ser e agir?

 

-           Se a Inculturação é precisamente a maneira como o Filho de Deus entrou no nosso mundo, como pode ela deixar de ser a nossa maneira de entrar e viver na sociedade em que a Providência nos coloca ou para a qual nos envia?

 

Diálogo que expontaneamente flui da Inculturação.

Inculturação que promove o Diálogo e a transformação gradual da sociedade.

 

Diálogo com as ricas culturas e religiões Asiáticas, com as suas populações marcadas pela pobreza e mesmo pela miséria, com os grupos oprimidos e frequentemente marginalizados ─ significa falar, escutar e agir de mãos dadas; assim ir vivendo “inculturadamente”, construindo relações e criando, fortificando e transformando a comunidade.

 Como bem resume um brilhante reformador hindú Narayana Guru: “Do not debate and defeat; but know and make known”(citado por Arc. Menamparampil, no dito artigo).

Nós, discípulos de JESUS, não somos membros dum clube de debates com membros doutras religiões e culturas, procurando lançar uns contra outros definições e argumentos, provas e contra-provas. Com a missão que nos foi confiada por JESUS no mundo, quereremos ansiosamente enriquecer-nos com a divina riqueza encerrada nas tradicões religiosas e culturais do nosso povo, ainda dos que julgamos os mais atrasados.

Ao mesmo tempo procuraremos dar sem espalhafatos, humildemente, fraternalmente, aos nossos irmãos e irmãs deste continente o testemunho vivido da nossa Fé em JESUS, nosso Irmão e Salvador,  nossa experiência de vidas paulatinamente transformadas pelo ESPÍRITO DE JESUS RESSUSCITADO que vive em nós. Será este um testemunho que, no plano divino, ajudará por seu turno a purificar essas tradições do que está viciado nela, contrário à vontade divina para a nossa sociedade.

É só assim que poderemos, segundo a expressão muito significativa do Arcebispo Thomas Menamparampil:

 

“Whisper the Gospel to the Soul of Asia

“Segredar o Evangelho à Alma da Ásia”

sempre profundamente sequiosa de Deus.

 

 

Como JESUS aos que queriam segui-Lo diremos sómente com humilde e fraterno Amor:

                                                                      

                                                                       “Vinde  e  vede ... ”

 



FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...> wrote:
 

30 de Março

Depois de vos ter dado algumas opiniões sobre este assunto,dou a palavra ao Pe. Vasco do Rego.S.J.que vos apresento com alguns dos seus dados biográficos: 

Feito o curso de Filosofia no Seminário de Rachol, ele entrou na Companhia de Jesus em 1945. Em 1952, os seus Superiores enviaram-no para o curso de Teologia a Lovaina, onde foi ordenado sacerdote em 15 de agosto de  1955. No seu regresso à Índia, ocupou vários lugares: entre outros, o de Conselheiro de estudantes da St. Vincent’s High School em Puna, Director Espiritual do Seminário de Rachol, Reitor do Colégio Loyola de Margão, Mestre de Noviços e Reitor da Casa do Noviciado em Desur (Belgão), Director da Casa de Retiros em Baga (Calangute, Goa), Reitor da Basílica do Bom Jesus, etc.

Ouça-mo-lo:

 

                     Inculturação  E  Diálogo

                                         ––  Exigências do Evangelho

                                                                                                    por Vasco do Rego s.j.

Observações preliminares importantes:

1)                  Esta não é, nem de longe, uma dissertação sobre a Inculturação. Apenas uns pontos que espero ajudarão os leitores a compreender pelo menos um pouco o problema muito sério que está a ser seriamente ventilado na Igreja de hoje, sobretudo na Ásia. Isto mesmo será feito só nas suas grandes linhas.

 

2)                  Não desejo comentar directamente sobre nenhuma das contribuições de quem quer que tenha tomado parte neste diálogo. É possível que essas pessoas e outras encontrem qualquer confirmação ou esclarecimento nesta minha apresentação. Se sim, fico satisfeito. Se não as ajuda, a falta talvez seja da minha apresentação deficiente.

 

3)                  Apresento as minhas observações como filho leal da Igreja Católica, que amo entranhadamente e que, por dom divino, tenho servido e que espero servir lealmente até o fim dos meus dias. Não sou nenhum “teólogo”, mas, desde os “bancos da escola” de Teologia em Lovaina (1952) sob a orientação de Mestres de fama mundial, não tenho deixado de estudar e aprofundar os meus conhecimentos “aos pés” de Mestres eminentes e sobretudo “aos pés de JESUS”, sob a luz do Seu ESPÍRITO, em filial e leal atenção ao Magistério. Dou graças a Deus, nosso PAI, pelos peritos cristãos da Ásia (sobretudo da Índia) universalmente reconhecidos pela sua competência a quem muito devo nesta modesta apresentação.

 

4)      Não tenho lido nada deste género em Português. Nem consigo, porisso, exprimir certos conceitos ou tournure de phrase na língua de Camões. Estou suficientemente familiarizado com o que se publica em Inglês. A única palavra usada para o caso é “Inculturation”. Após o Sínodo da Ásia João Paulo II promulgou o seu Documento Ecclesia in Asia (EA). Na versão inglesa deste documento muitas vezes o Papa usa a palavra “inculturation”, “inculturated theology” etc, sem nenhuma explicação do termo. Em outros documentos seus também (por ex. “Fides et Ratio”). Tanto basta para sabermos que esse termo técnico já adquiriu “cidadania” no vocabulário mesmo official da Igreja. Terei de citar certos textos em Inglês, que prefiro não traduzir quer porque em tal e tal caso (documentos oficiais) não possuo a tradução oficial portuguesa, quer porque traduzí-los adequadamente demandaria um esforço muito grande e bastante tempo.

 

5)        Segundo me dizem, “aculturação” é a única palavra portuguesa registada nos dicionários. Não extranha, porque “inculturação” é um termo técnico relativamente recente, de significado especial, que ainda não tem entrado na usança habitual dos que falam português. Talvez teólogos portugueses já usem a palavra “Inculturação”.

               Mas para o nosso caso eu não posso aceitar esse termo: “aculturação”. Logo   abaixo vereis porquê.

 

6)           Não tendo comigo neste momento o texto original de EA, as citações são tiradas de vários artigos publicados na revista mensal VIDYAJYOTI Journal of Theological Reflection, ou noutras.

 

7)           Considero unicamente e muito sumariamente certos aspectos da inculturação na nossa Ásia multi- cultural, multi-religiosa, multi-étnica, multi-linguística.

 

Vocabulário explicado: Aculturação, Inculturação, Diálogo

Aculturação”: significaria para mim o resultado de duas culturas estarem lado a lado, em comunicação mais ou menos consciente, mais ou menos profunda, donde  resulta irem mutuamente assimilando elementos duma e doutra. Aqui se situa, por ex.,  a adopção de certos trajes, mobiliário, vocábulos de uso corrente nas línguas faladas pela gente das duas culturas, digamos, coisas de utilidade prática na vida diária etc. etc.. Esta espécie de “assimilação” ou “absorção” não é regimentada ou imposta por qualquer legislação, mas faz-se expontaneamente.

Inculturação”: é, no nosso vocabulário Cristão, algo de muito mais profundo, que toca a Religião, a Teologia e Filosofia, a Liturgia, a vida dos discípulos de JESUS. Ela indica a inserção (qual semente lançada ao solo) do Evangelho puro numa cultura.

Diálogo”: No nosso contexto não se trata dum diálogo como o que estamos a ter aqui sobre o tema que nos foi proposto, no qual cada um vai exprimindo as suas opiniões. Não falamos de simples encontros e conversas mesmo interesantes e úteis entre amigos ou entre peritos duma certa ciência ou ocupação.

         João Paulo II no seu documento pos-sinodal Ecclesia in Asia (EA) reconhece que “a importância do diálogo é uma maneira característica da vida da Igreja na Ásia.” E explica que tal diálogo não é “uma simples estratégia para uma coexistência pacífica entre os povos; ele é uma parte essencial da missão da Igreja, ... uma parte da missão evangelizadora da Igreja..., mais do que uma maneira de fomentar mútuo conhecimento e enriquecimento.”

 

Sem pretender dar uma definição perfeita, tentei apenas esboçar uma certa breve explicação destes termos, pois isto me pareceu não só útil mas mesmo necessário para o nosso caso.

 

***

INCARNAÇÃO  --   Fundamento da Inculturação e do Diálogo

 

Desejo primeiro focar que a Inculturação e o Diálogo de que nos ocupamos aqui se baseiam no Mistério da Incarnação, são expressão deste Mistério.

A bem ver, o Diálogo de Deus com a humanidade começou desde o início da criação e tem continuado através dos séculos. Mas, segundo a nossa Fé cristã, ele atingiu o cume no Mistério da Incarnação. Na Incarnação o Diálogo se fez adentro duma perfeita Inculturação.

O Filho de Deus entrou na nossa humanidade como uma semente lançada à terra. Muito concretamente, Ele entrou na cultura socio-religiosa judaica; fez-se perfeito Judeu! Assumiu, absorveu e viveu tudo quanto de bom encontrou nessa raça, nessa cultura, fruto da obra do ESPÍRITO DO SEU ABBA; e, pela Sua inserção nessa humanidade, fez aos Seus patrícios e co-religionários um vibrante apelo para tomarem novo rumo (“convertei-vos”), e aos poucos, pela Seu modo de viver, pelos Seus ensinamentos, pelos Seus actos que por vezes chocavam a gente em volta, lançou-lhes um “desafio”, um challenge, para que o Judaismo ─ a sua maneira de viver nas relações com Deus e com o próximo ─ ficasse assim purificado, renovado, transformado. Não exigiu nem pediu uma conversão para outra “nova Religião”, para a “Sua” nova Religião. A Sua inculturação era um convite, um apelo, para um novo modo de vida ..., um novo Caminho.

Esta nova maneira de viver não aceitava nenhuma discriminação ou marginalização, nenhuma injustiça, mas unicamente uma autêntica fraternidade e paz. Pois que JESUS revelou ─ ainda e sobretudo pela Sua morte na cruz e ressurreição ─ que, na base e no cume, Deus Infinito, Invisível, Inacessível, que os Judeus e os povos da terra veneram sem O conhecer, é para todos e cada um o ABBA sempre amante, Deus de amor incondicional, ABBA todo compaixão, ainda quando os Seus caminhos nos são imcompreensíveis. Mostrou JESUS que este ABBA quer que Seus “adoradores” O aceitem como tal por uma fé total e Lhe prestem este culto em Verdade. Era para que cada sociedade, a humanidade inteira, se torne uma Família que esta inculturação e este diálogo tiveram lugar. :

JESUS trazia aos homens qualquer coisa de inaudito, que toca o mais íntimo do Seu Ser e dos seus discípulos: a relação de cada pessoa com Deus. Como comunicar-lha?

 

JESUS próprio fê-lo por esta inculturação :

·        Num diálogo com os Seus discípulos Ele lhes disse: “quando orardes dizei ‘ABBA ...’ ”.

“ABBA” é a palavra que a criança judía dirige sómente ao seu Pai pelo sangue e a nenhum outro homem; nem a usa para com uma outra criança referindo-se ao Pai desta ―  aspecto intrínsico da cultura.

·        Num outro diálogo depois da Ressurreição Ele disse à primeira missionária:

“... diz aos meus irmãos ... eu subo para o Meu ABBA e vosso ABBA,                            para o Meu Deus e vosso Deus ... ”. 

E assim Ele deixava esta Inaudita Revelação para todos quantos quisessem recebê-la em todas as culturas:

Falai a Deus com a intimidade que tendes com o vosso pai

e chamai-Lhe assim com o termo íntimo que usais na vossa cultura, na vossa família. 

A Incarnação do Filho de Deus foi portanto uma perfeita “Inculturação” que Ele viveu num constante “Diálogo” em profundidade com as pessoas que formavam esse grupo socio-cultural-religioso. Os Evangelhos lidos e meditados em profundidade revelam-nos esta Sua maneira de viver e agir.

Mas JESUS RESSUSCITADO é o Homem Universal que continua e quer continuar a Sua missão entre todos os grupos de culturas socio-religiosas as mais variadas. Pedro e os primeiros Cristãos, sem nenhuma preparação intelectual, e mesmo com certa resistência dos Judeus que haviam pedido o Baptismo e assim se tinham juntado ao grupo dos primeiros discípulos, foram vivendo como podiam a mesma “inculturação” e o mesmo “diálogo”. O mesmo sucedeu nas outras cristandades que se iam formando no mundo greco-romano.

E não só em Roma, mas no resto da própria Europa, foi a Igreja adoptando e adaptando costumes e ritos dos povos que se convertiam ... tirando deles o que neles encontrou de bom.

Mas quando chegou às nossas praias o Cristianismo do Século XVI, infelizmente esta Grande Realidade ou exigência evangélica de uma “inculturação” e um “diálogo” no sentido profundo ficou, por vários factores, esquecida na Igreja. 

 Inculturação e Diálogo:  Incarnação Continuada

A Inculturação e o Diálogo, quais outrostermos modernos” que, espero, podem servir para melhor penetrarmos no insondável Mistério da Incarnação, são portanto, como acabamos de ver, o Mistério do Verbo Divino (=Palavra de Deus) que entra duma maneira nova e totalmente inesperada num diálogo inaudito com a humanidade, Mistério do Filho de Deus “que se fez carne” ... que penetrou na nossa humanidade,  num povo determinado ... na cultura desse povo ... : inculturação perfeita! Foi como a semente lançada neste “solo”. 

Mas este inexgotável Mistério destina-se ao mundo inteiro, a todas as épocas, a todas as raças e culturas... Nelas todas, em cada uma delas, a “Semente” tem de ser lançada ao “solo”. Quer dizer que a Inculturação e o Diálogo têm de continuar através dos séculos e através das nações e culturas do universo.

Esta “Semente”, sublinho, é o “Mistério” de JESUS, da Sua Pessoa e da Sua visão, da Sua dedicação sem reservas a Deus e aos homens até a morte culminando com a ressurreição, da Sua mensagem libertadora ─ este Evangelho puro, é todo ele proclamado primeiro pelos Apóstolos e continuado através dos séculos.

A cultura (o “solo”) onde ela é plantada “reage” à sua maneira à “Semente” para  aí produzir frutos autênticos mas originais a partir do “solo” que é essa cultura.

Mas há mais:

              essa “Semente”, no seu aspecto de proclamação e vivência subsequente, não só absorve do “solo” e faz seu tudo quanto de bom Deus Criador e Seu Espírito sempre activo tenham posto nele ao longo da sua história, mas também, à medida que se vai desenvolvendo, esta “Semente muito especial” vai “purificando” o “solo”, vai lançando um “desafio” (a challenge, diríamos em Inglês) ao que nele encontra de malsão, de contrário à vontade divina para a verdadeira felicidade dos que vivem nessa cultura, dos que se nutrem do “solo”. Assim a própria cultura (o “solo”) se vê aos poucos renovada, se torna mais e mais “reino de Deus”.

        Pois foi para estabelecer este “reino de Deus” já nesta terra que JESUS veio ao mundo, viveu a Sua vida humana, ensinou, fez as obras do Seu PAI e finalmente deu a vida. E é para continuar esta Sua missão pelo mundo inteiro até a consumação dos séculos que Ele fundou a Sua Igreja, a Sua Comunidade de discípulos, e para isso os enche do Seu ESPÍRITO.

Esta “Semente”  não é lançada ao “solo” primariamente por livros ou coisas deste género, mas pelos discípulos de JESUS, Seus membros vivos, que já se deixaram impregnar pelo “Mistério” e cuja vida, mesmo no meio de fraquezas e limites humanos, está pautada sobre JESUS e o Seu Evangelho. São eles, sobretudo pela sua vida, os “mensageiros”, são eles os “semeadores”, em quem vive o Grande Semeador, JESUS RESSUSCITADO. Bem resume e esclarece com vigor o missiólogo Jacob Kavunkal, como a história confirma:

“The Church has to stand for what Jesus Christ stood and worked for: the realization of God’s reign on earth, which was the foundational and only theme of Jesus’ work.”

Sem este testemunho vital, “a sheer proclamation of the uniqueness of Jesus Christ will turn out to be a religious competition which in the Asian context can only lead to fanaticism and religious violence, the opposite of the divine reign!” 

 

João Paulo e as Igrejas da Ásia: duas visões, dois “approaches 

I  -  A visão e o approach de João Paulo II

O Papa no seu documento pos-sinodal EA tem certamente muito de positivo, coligido sobretudo das intervenções dos Bispos no Sínodo da Ásia e dos seus próprios contactos com os países da Ásia por ocasião das suas várias visitas pastorais.  Cito apenas certas passagens:

“The Spirit who moved upon Asia in the time of the patriarchs and prophets, and still more powerfully in the time of Jesus Christ and the early Church, moves now among Asian Christians, strengthening the witness of their faith among the peoples, cultures and religions of the continent…. . The Church well knows that she can accomplish her mission only in obedience to the promptings of the Holy Spirit. Committed to being a genuine sign and instrument of the Spirit’s action in the complex realities of Asia, she must discern, in all diverse circumstances of the continent, the Spirit’s call to witness to Jesus the Saviour in new and effective ways… . The Church is convinced that deep within the peoples, cultures and religions of Asia there is a thirst for ‘living water’. (EA 18)

 “The faith which the Church offers as a gift to her Asian sons and daughters cannot be confined within the limits of understanding and expression of any single human culture, for it transcends these limits and indeed challenges all cultures to rise to new heights of understanding and expression.” (EA 20)

“For two thousand years the Church has been closely associated with the Greco-Roman European culture. This does not mean that our transcendent universal faith cannot be expressed in other cultures, in our case in the Indian cultures. Indeed, Indian religiosity and cultures will be greatly enriched by Christianity. – Christology in India needs have an Indian countenance and this can be done through appropriate Indian categories.” (EA 21)

“Through inculturation the Church becomes a more intelligible sign of what she is and a more effective instrument of mission. (John Paul II, Redemptoris Missio 52)

 This engagement with cultures has always been part of the Church’s pilgrimage through history. But it has a special urgency today in the multi-ethnic, multi-religious and multi-cultural situation os Asia, where Christianity is still too often seen as foreign.” (EA 21) 

Apesar destas e doutras várias declarações, que não só justificam mas encorajam o esforço de inculturação, em EA João Paulo propõe com insistência para a Evangelização da Ásia neste Terceiro Milénio a proclamação explícita de JESUS CRISTO como o único Salvador, e isto com as formulações dogmáticas do Ocidente. Para ela procura o Papa impelir com todo o vigor as Igrejas da Ásia.

É esta a sua visão para a Evangelização da Ásia, é este o seuapproach”. 

II  -  A visão e o“approach”das Igrejas da Ásia e seus peritos

Evocando os grandes iniciadores da inculturação na Índia dos séculos passados – os Jesuitas Roberto Nobili, João de Brito, Constant Beschi, C. Bulke – e citando e confirmando várias declarações positivas do Papa sobre a inculturação e o diálogo, para os quais o Concílio Vat. II deu sanção oficial, o Bispo Thomas Dabre, de Vasai (perto de Bombaim), escreve:

“The Church in India should assiduously seek to promote meaningful communication of the Christian message to the Indian people. This requires that inculturation, inter-religious dialogue and human emancipation and development be launched in all earnestness…”  (Artigo na Revista mensal VIDYAJYOTI, Dez. 2004).

O Bispo Dabre mostra com razão a importância de criar uma atmosfera apropriada para o estudo e reflexão dos documentos romanos relativos à Fé, à Moral e à Liturgia, mas não manifesta nesse artigo digamos os aspectos negativos da visão e do “approach” de João Paulo.

Enquanto outros peritos católicos Asiáticos sérios e de grande reputação, mesmo leigos, têm muitas reservas a fazer sobre a visão do Papa e o seu approach a vários pontos de importância capital para a Evangelização da Ásia.

Um dos mais respeitados Bispos Indianos é o Arcebispo Salesiano Thomas Menamparampil (de Guwahati, Estado de Assam, nordeste da Índia), conhecido pela sua teologia segura e fiel à tradição, pelo seu zelo e experiência de Pastor e pela sua grande sensibilidade às necessidades pastorais na situação actual da Índia. Num artigo recente (VIDYAJYOTI, Jan. 2005) em que também cita palavras muito justas de João Paulo (EA 18, 7, 12, 14) ele escreve:

“Pastorally experienced persons in Asia testify that arguments from philosophy and historicity do not impress the Asian seeker, but the gracious words of Jesus always win attention. The impressive works that the Church does for education, health and social welfare are greatly admired, but hearts are touched only by sharing deep spiritual experiences. People flock to where there is a genuine spiritual atmosphere, and are not moved by elaborate structures and organizational set-ups, whether institutional or ashramite.”  

E mais abaixo:

“Anyone who has the experience of sharing the Faith knows that arguing about the uniqueness of Christ is an idle exercise. Bringing theological contentions to the ardent Searcher only dampens his or her enthusiasm. Persons at the service of the Gospel must stop being wranglers and keep away from sterile apologetics. And we have to go beyond tolerance. Inter-religious relationship is far more than sullen co-existence.”

Por seu lado o Pe. John Mansford Prior SVD, Inglês de origem mas já por longos anos missionário na Indonésia, nomeado pelo Vaticano director da secção Inglesa do “Press Office” durante o Sínodo da Ásia (1998) com direito a assistir a todas as sessões do mesmo, perito bem conceituado e experimentado, num comentário ao Documento EA (na East Asian Pastoral Review 37 (2000) 261: “Unfinished Encounter: A Note on the Voice and Tone of Ecclesia in Asia”), faz uma observação muito importante, muito elucidativa. Cito-a por extenso em Inglês, tal a sua profunda penetração na realidade da Ásia:

Whatever the nuances, however great the social contribution of the mission Churches in the past, however heroic the sacrifices of cross-cultural missioners over the centuries, the fact remains in stark clarity: the Latin Churches of Asia are a foreign presence.

 They are

-                 alien in the official dress of its leaders; alien in its rituals (despite use of mother tongue);

-                 alien in its formation of cultic and community leaders in foreign thought patterns in seminaries whose professors are foreign-educated;

-                 alien in its large, often rich, institutions among the people who are generally poor;

-                 above all alien in that Christians have had to uproot themselves from their own cultural identity in order to claim a ‘hybrid’ Christian one.

 This is a major issue for most Asian bishops. However, Ecclesia in Asia mentions it in passing in a single sentence as though the problem was over: the Church in many places was still considered as foreign to Asia, and indeed was often associated in people’s minds with the colonial powers’” (EA 9) (emphasis added). (são meus o sublinhado e a salientação.)

* * *

Como é difícil a alguém de mentalidade ocidental entrar na “realidade asiática”! Mesmo a João Paulo II! Pastor Universal bem cônscio da sua enorme responsabilidade, homem duma Fé profunda e dum amor acendrado pela pessoa do JESUS, nosso Salvador, está ele dotado dum indiscutível zelo pela Evangelização da Ásia neste terceiro milénio. Mas, todo mergulhado no sistema filosófico greco-romano dentro do qual se originaram formulações dogmáticas cristãs, julga deverem ser estas proclamadas tais quais são aos Asiáticos. Custa-lhe compreender que as conclusões dogmáticas em roupagem de linguagem filosófica greco-romana são completamente extranhas a estes, enquanto eles têm seus sistemas próprios. Custa-lhe também apreender, da maneira como se apercebem os Bispos da Ásia e outros peritos, toda a profundidade do valor salvífico que, por vontade divina, se revela nas religiões da Ásia. Na sua visão, admitir isto parece contradizer várias expressões bíblicas e tradição da Igreja.

            A Providência tem-nos dado um grande Papa desde 1978. Mas esta sua maneira de ver o problema na Ásia contrasta com o que sentem peritos asiáticos, sobretudo no campo da teologia, liturgia, e acção pastoral em que tem lugar a proclamação de JESUS CRISTO e a Sua “Uniqueness”. Por exemplo, o erudito missiólogo Jacob Kavunkal  mostra como, enquanto João Paulo admite as dificuldades desta proclamação, insiste contudo com grande ênfase nas formulações clássicas – ocidentais - da Fé. Ora para adeptos convencidos de religiões asiáticas as nossas afirmações apresentam-se como “outright arrogance and blind superiority.” Assim fica bloqueada ainda uma aproximação de carácter religioso entre Cristãos e membros de outras religiões.  

Entre outras coisas afirmara João Paulo na EA:

There can be no true evangelization without the explicit proclamation of Jesus as Lord. (sublinhado por mim)

Escreve Kavunkal, comentando várias destas expressões e afirmações do Papa na EA:

“Christians in Asia, without denying that God reveals and gives himself in Christ, have reason to believe, because of their experience of people of other religions and the fruits of the Spirit manifest in their lives, that God has also revealed and given Godself to other peoples through other mediations in other religions. People indeed have a ‘right’ to hear the Good News. But for over two thousand years people in Asia, especially those belonging to the ‘great’ religions of Asia, have also affirmed their ‘right’ to follow their religion, even when exposed to Christianity. They have not experienced Christianity as a ‘fulfillment’.”

 Michael Amaladoss S.J., Josef Neuner S.J. e outros teólogos sérios e de fama universal, filhos leais da Igreja, salientam os mesmos sérios inconvenientes dessa espécie de proclamação. Nenhum deles deixa de aceitar que o Mistério total de JESUS tem de ser proclamado também no nosso Continente.

 

Mas como fazê-lo? Qual deve ser o nosso “approach” cá na Ásia?

Amaladoss com muitos outros sugere que os Cristãos são chamados a proclamar a sua experiência vivida de JESUS e dos Seus feitos em vez de o fazerem por conclusões intelectuais dogmáticas. Neuner (Austríaco naturalizado Indiano, que tem vivido na Índia pelos menos 65 anos dos seus 95, perito dos Bispos Indianos no Vat.II) chega a dizer que a proclamação feita da maneira desejada pelo Papa implicaria “a condemnation of other religions”. Falam de experiência pessoal, e assim mostram o que muitas pessoas de boa vontade pertencentes a outras religiões sentem e exprimem sobre este approach da Igreja.

 Afinal o que a Igreja tem de fazer é prolongar a maneira de fazer, o approach, de JESUS DE NAZARÉ.

Já no Sínodo da Ásia, a maneira dos Bispos Asiáticos de responder ao tema reforçado pelos homens da Cúria era de falar repetidas vezes de proclamação através dum autêntico testemunho de vida. Seguindo vários outros, o Bispo Siro-Malabar Gratian Mundanan afirmara corajosamente: “In the religious ethos of Asia mere doctrinal, legal and institutional power does not have any appeal. Further, the image projected by the Church of power, riches, institutional, influential, is looked upon as a threat.”

Ali mesmo o Cardial Ricardo Vidal das Filipinas declarara: “Accepting Jesus as Lord of one’s life should be accompanied by an emphasis on the social dimension of conversion, necessarily seeking to dismantle the structures of sin.”

Mas não são só indivíduos com a toda a sua indisputada competência que assim sentem e falam. Ouçamos inteiras Conferências Episcopais. Ao fazê-lo, lembremo-nos de que, sempre em comunhão com o Bispo de Roma, todos os Bispos da Igreja ─ como bem frisa Vat. II ─ têm a responsabilidade colectiva de velar pela Fé Cristã autêntica, pela Verdade que nos foi revelada principalmente na Pessoa de JESUS CRISTO e de a propagar pelo universo.

Ora os Bispos da Ásia têm formado desde a conclusão do Concílio a chamada Federation of Asian Bishops’ Conference (FABC), associação voluntária das Conferências Episcopais dos paises da Ásia do Sul, do Sudeste, do Leste e do Centro. Cônscios da grande responsabilidade que lhes foi divinamente confiada, reunem-se em Assembleia Geral cada quatro anos junto com os melhores peritos e discutem problemas de suma actualidade segundo as exigências do pluralismo religioso e da situação concreta das ingentes populações deste Continente. Assim têm eles vindo dando uma orientação positiva à Teologia e à acção pastoral. Nesta orientação figuram sempre em proeminência a Inculturação e o Diálogo.

A sua VIIa. Assembleia Plenária (FABC VII) após a promulgação de EA, convocada precisamente como continuação do Sínodo da Ásia, tomou como tema “Uma Igreja Renovada na Ásia: Uma Missão de Amor e Serviço”. Guardando diante dos olhos EA, desejando sempre deixar-se conduzir pelo ESPÍRITO, produziu um documento de singular importância. Mantendo a sua lealdade ao Papa e a sua comunhão com a Igreja Universal, os nossos Bispos focam duma maneira bem diferente e totalmente adaptada à Realidade Asiática as exigências da Evangelização bem compreendida 

Em vez de adoptar a terminologia de João Paulo (“Nova Evangelização”), FABC VII emprega um novo termo para explicar e desenvolver “a nossa Missão de Amor e Serviço”. Esse termo é: “Evangelização activa integral”. Cito:

“We need to feel and act integrally. As we face the needs of the 21st century, we do so with Asian hearts, in solidarity with the poor and the marginalized, in union with all our Christian brothers and sisters, and by joining hands with all men and women of Asia of many different faiths. Inculturation, dialogue, justice and the option for the poor are aspects of whatever we do.”

Citando este e os textos infra da FABC, muito bem frisa Jonathan TAN YUN-KA (téologo leigo da Malásia, professor de Teologia, Religião etc nos EUA) que os nossos Bispos mostram sem ambiguidades que a nossa compreensão e execução  da “evangelização” deve partir da vida dos povos na Ásia, na sua grande diversidade cultural e religiosa, peregrinando juntos, e procurando com eles enfrentar os seus problemas existenciais:

“The most effective means of evangelization and service in the name of Christ has always been and continues to be the witness of life. The embodiment of our faith in sharing and compassion (sacrament) supports the credibility of our obedience to the Word (proclamation). This witnessing has to become the way of the Gospel for persons, institutions and the whole Church community. Asian people will recognize the Gospel that we announce when they see in our life the transparency of the message of Jesus and the inspiring and healing figure of men and women immersed in God.”

“We are committed to the emergence of the Asianness of the Church in Asia. This means that the Church has to be an embodiment of the Asian vision and values of life…” 

 Isto é, em outras palavras, o que chamamos Inculturação. 

Para todo o programa delineado pela FABC temos de prestar atenção, com os nossos Bispos, a mais um ponto capital. Cito desta vez FABC I :

“The great religions of Asia are significant and positive elements in the economy of God’s design and salvation. In them we recognize and respect profound spiritual and ethical meanings and values. Over many centuries they have been the treasury of the religious experience of our ancestors, from which our contemporaries do not cease to draw light and strength. They have been (and continue to be) the authentic expression of the noblest longings of their hearts, and the home of their contemplation and prayer. How can we not give them reverence and honour? And how can we not acknowledge that God has drawn our peoples to Himself through them? (FABC I, arts 14-15).

Em outro documento (Bira IV/3) dizem os nossos Bispos:

“It is the same Spirit who has been active in the incarnation, life, death and resurrection of Jesus and in the Church, who was active among all peoples before the Incarnation and is active among the nations, religions and peoples of Asia today.”  

Chegamos a perceber que este reconhecimento nos impele ao Diálogo? Exactamente como fizera JESUS DE NAZARÉ na Palestina... 

Impossível a Proclamação do Evangelho sem Inculturação e Diálogo

Que expressões de fé estas dos nossos Bispos, as que acabamos de ler, na acção do ESPÍRITO, acção que vai muito além de tudo quanto possamos imaginar!

Se compreendemos esta verdade, esta maneira divina de agir no mundo, e na Ásia, mesmo nos séculos que precederam a Incarnação, compreenderemos que não poderemos proclamar o Evangelho senão primariamente  ─ como dizem os nossos peritos, bem como pastores muito experimentados e a FABC ─  proclamando a nossa experiência vivida de JESUS e dos Seus feitos em vez de o fazer por conclusões intelectuais dogmáticas.  

Ora esta espécie de “proclamação” segue as pisadas de JESUS DE NAZARÉ, isto é, por meio duma inculturação bem compreendida. Como autênticos Cristãos, veremos na inculturação e no diálogo profundo com as populações e suas culturas nas quais a Providência nos tem colocado uma exigência da nossa vocação cristã. A vivência da nossa Fé cristã só ficará enriquecida com essas riquezas da Ásia, e, por seu turno, os povos da Ásia viriam a enriquecer-se com a Riqueza que lhes traz JESUS e o Seu Evangelho!

 Nesta atmosfera e nesta Inculturação nenhum receio de ficar negada ou diluida a Verdade Revelada, nenhum receio de proselitismo indesejado, nenhuma inibição causada por um sentimento de superioridade, nenhuma sombra de dominação religiosa do Cristianismo ou do Ocidente, nenhuma acusação de tácticas de conversão...

A conversão é sempre obra do ESPÍRITO. Haveria conversões (i. e. novos adeptos baptizados) para o Cristianismo? Talvez. Provavelmente até. Se sim, seriam elas, sob o impulso do ESPÍRITO, uma livre opção de indivíduos ou de grupos. Mas não teríamos de enfrentar oposição sob acusações de pressão, de aliciamento condenável, etc. Os convertidos não se veriam desarraigados do seu meio cultural; antes, encontrariam as manifestações sadias da sua cultura socio-religiosa confirmadas e quiçás purificadas na senda nova que terão escolhido. Pessoas de diferentes religiões, em mútuo respeito e amizade, se dariam as mãos para construir um mundo novo, uma sociedade nova, que seria o “Reino de Deus” na nossa Ásia.

Mesmo a nossa CBCI já na sua resposta oficial às “Lineamenta” (Guidelines) enviadas a todas as Conferências Episcopais em preparação para o Sínodo da Ásia, declarara não ser aceitável cá na Índia um approach exclusivista (= pregar salvação como possível somente através de JESUS e da Sua Igreja) que não tomaria em consideração  a situação multicultural e multireligiosa do nosso país. Dissera entre outras coisas:

“...for hundreds of millions of our fellow human beings, salvation is seen as being channeled to them, not in spite of, but through and in their various socio-cultural and religious traditions.”

Seguiu a mesma linha de pensamento a Conferência Episcopal dos Bispos da Indonésia. E ainda mais fortemente a dos Bispos Japoneses:

“Jesus is the Way, the Truth and the Life, but in Asia, before stressing that Jesus is the TRUTH, we must search much more deeply into how he is the WAY and the LIFE. If we stress too much that ‘Jesus Christ is the One and Only Saviour’, we can have no dialogue, common living, or solidarity with other religions.”  (sublinhado por mim)

Todas estas declarações autoritativas mostram a necessidade absoluta dum Diálogo sincero, aberto e profundo, com as populações dessas religiões e culturas, um Diálogo que se integra na Inculturação e por seu turno leva para ela.

 

Durante o Sínodo até que ponto os Bispos da Ásia, deixando-se guiar pelo ESPÍRITO,  quiseram afirmar com ênfase a necessidade do DIÁLOGO fica manifestado assim: durante os primeiros 7 dias houve 191 intervenções. Destas 43 (=22,5%) falavam da missão da Igreja na Ásia para entrar em diálogo com outras tradições (não-cristãs) de fé;  41 (=21.4%) referiam-se ao diálogo com as culturas vivas da Ásia; 33 (= 17.2 %) salientaram o diálogo com os pobres. O último lugar ─ 29 (=15.2 %) ─ coube ao tema Igrejas do laicado.

João Paulo é certamente o Papa que mais que qualquer outro tem trabalhado para avançar a causa do diálogo e harmonia entre as religiões. Mas para ele este diálogo, adentro da sua visão, é apenas um método pedagógico de “evangelização”, um caminho ou uma preparação para a conversão (livre, evidentemente!) dos ouvintes para o Cristianismo.

Porisso mesmo Aloysius Pieris S.J., insigne teólogo de Sri Lanka, junta-se a outros peritos asiáticos para mostrar que as afirmações do Papa “can be labelled pejorative, paternalistic, and smacking of religious-cultural imperialism if they attempt to appropriate and reorientate the cultural, religious and philosophical traditions of Asia to serve the Christian Gospel and the Church without regard to their intrinsic integrity.”  

 

Inculturação na Liturgia

A inculturação na vida social deve ser um fenómeno normal para nós Cristãos. Infelizmente, como já acima disse, por várias circunstâncias de ordem politica e religiosa, chegamos nós, (refiro-me sobretudo aos Cristãos de Goa), a pôr de parte e mesmo a olhar com desprezo para muitos costumes locais, bons e mesmo bem significativos. Mas disso não falarei.

Abordar o problema da falta de inculturação na Teologia e Filosofia seria provavelmente inacessível e fastidioso para quem não está versado nela.

Mas desejo propor-vos que considereis o que tem sucedido na Liturgia da Igreja Latina, que nos foi imposta há séculos.

Suponho que sabeis que, mesmo dentro da Igreja Católica Romana, ainda na Europa, existem ritos de Igrejas que não pertencem ao Rito Latino e que de forma alguma estariam prontas a aceitar o “jugo” do Rito Latino. A Igreja Católica, mesmo no Vat. II, confirmou-as nestes seus ritos próprios.

E contudo a Igreja Católica Universal continua una. O Pe. John Prior, que presenciara durante o Sínodo da Ásia o contraste entre os 2 grupos de Bispos tanto nas sessões oficiais como em encontros informais, numa crítica do Sínodo, deu assim o seu testemunho: “Asia is the one continent where Christians stubbornly remain a tiny minority, where the languages and cultures, philosophies and theologies are not European. (Referia-se às Igrejas indígenas do Médio Oriente e do Sul da Índia (Kerala), de origem apostólica.) Latin Christianity is struggling to escape from its five-century western cocoon and come to life as inculturated, local ecclesial communities, authentically Asian.”

 

A Liturgia é, sobretudo nas grandes religiões, a área religiosa em que um povo ou uma comunidade colectivamente se vê e se define nas suas mais íntimas relações com Deus. Haverá também chefes religiosos que dirigem ou animam estas assembleias, mas nelas o povo sente-se chez soi e sente-se mais invigorado. A comunidade adora, louva, pede perdão, implora; ela celebra ocasiões especiais e ouve mensagens que podem alimentar a sua vida ─ mensagens tiradas dos seus livros sagrados ou “homilias” dos seus dirigentes espirituais; ela fortifica-se nas suas convicções espirituais... Este ritos contêm certamente elementos que se cristalizaram através dos anos. Por vezes misturam-se aos ritos certas práticas que classificaríamos de superstições.

Mas nas regiões evangelizadas por missionários da Igreja Latina TUDO na Liturgia Católica ficou diferente, extranho, extrangeiro.

 

A causa desta “metodologia missionária”

Como é que se chegou a isso?

Submeto a minha tentativa de resposta, que certamente não discorda dos nossos grandes pensadores Asiáticos, sempre leais à Igreja: a causa está na absoluta falta de “inculturação” do Evangelho desde que a Igreja de Roma se tornou “imperial” a partir do imperador Romano Constantino que deu à Igreja liberdade religiosa e fez do humilde sucessor de Pedro um super-rei, um “imperador” religioso.

A partir de então, exactamente como os reis do mundo, a Igreja Latina de Roma foi “estendendo o seu império” através de leis uniformes rígidas, de formulações “imutáveis” das verdades da Fé, formulações que nasceram num certo contexto cultural-filosófico, duma visão greco-ocidental do mundo...  etc. 

É levados por esta “visão” e por estas leis que homens como Roberto Nobili e João de Brito foram muito mal compreendidos pelos seus próprios irmãos Jesuitas e pelas autoridades em Roma. Pensaram que eles renunciavam a sua Fé Cristã!

 

Frutos indesejáveis dessa metodologia

Lembro-vos, entre muitas outras coisas, o Latim obrigatório da Liturgia durante séculos. Assim não foi possível, sobretudo na celebração da Eucaristia, a aliás necessária e essencial “participação plena, consciente e activa dos fiéis”, “participação inteligente, devota e activa”, como bem frisa Vat. II, como condição primária para uma Liturgia frutuosa,  “Fonte e Cume” da vida e actividade da Igreja!

Os fiéis nem podiam compreender patavina da Palavra de Deus que lhes era “proclamada” ... de costas voltadas para eles, nem as orações recitadas ou “solenemente cantadas” unicamente pelo celebrante!

Nem mesmo o PAI NOSSO !!!! Haveria qualquer pai ou mãe que quereria entrar em comunicação com seus filhos em língua estrangeira que eles não percebessem??? 

E isso mesmo se diga de todos os Ritos Sacramentais! O texto acima citado do Pe. Prior diz o resto sobre esses ritos.  

SÓ o ESSENCIAL em todas as culturas

Não se trata minimamente de mudar o essencial do que JESUS instituiu. Nem se pode esquecer que a Liturgia Católica não é nenhum negócio particular de algum indivíduo ou grupo, a ser organizado segundo caprichos individuais. Ela é o culto público da Igreja. Portanto tem de ser sempre guiada por um certo número de normas gerais e outras particulares, derivadas da nossa Fé. Estas normas têm de ser dadas pelos Pastores da Igreja, sucessores dos Apóstolos. Mas elas não podem ser, não devem ser, absolutamente e universalmente uniformes e rigidamente fixadas por uma autoridade central, para cada detalhe da celebração.

Contudo, devido à falha grave que indiquei, nunca pôde cada povo das Igrejas “Latinas” exprimir com expontaneidade à sua maneira, a partir da sua cultura, com seus símbolos próprios que lhe falariam à alma, a sua veneração do PAI; a sua oferenda das alegrias e dores quotidianas, da vida quase sempre cheia das agruras de pobreza ou mesmo miséria, dos seus suores... ; a sua comunhão com o Filho de Deus que Se fez seu Irmão, seu Redentor, seu Sacrifício, seu Alimento; a sua comunhão com os irmãos que participavam no mesmo Banquete de Família....

Nem agora é permitido criar textos novos locais/regionais para os ritos litúrgicos.

Certamente ninguém vai manter que o ESPÍRITO SANTO limita a Sua inspiração aos compositores desses textos antigos ou de textos novos compostos em Roma!

Contudo é bom que tomeis conhecimento duma norma obrigatória actual: ainda as traduções desses textos romanos, que muitas vezes e por mil motivos não mesmo apelam aos nossos povos ─ traduções preparadas por pessoas competentes locais e revistas pelos respectivos Bispos ─ têm de ter a aprovação de Roma, onde nem sequer conhecem a língua!! ... !!!

Naturalmente os pastores locais sentem-se doridos e frustrados com tantas e tão rigorosas restrições. Não há nem uma inculturação positivamente encorajada nem a liberdade que as autoridades Romanas deveriam reconhecer e dar, sob a orientação e liderança dos respectivos Bispos da região, aos filhos de Deus espalhados pelo mundo, às Igrejas locais.

Pergunta-se o que é que é mais importante: a unicidade tornada obrigatória do rito latino (de legislação puramente humana) ou a divinamente outorgada liberdade de filhos de Deus? E não estão lá os Bispos duma região para dirigir a inculturação dos ritos litúrgicos?  

Em que consiste a unidade da Igreja Universal ?

 A Igreja é una pela sua única fé, esperança e amor. Nisso ninguém pode nem deve tocar. Pertence sobretudo aos Pastores, mas também a todos os membros da Igreja velar por ela e fortificá-la sob a acção do ESPÍRITO.

A unidade da Igreja Universal nunca pode consistir em um só rito, uma só língua, uma única expressão em falar ao PAI (orações a Deus), etc.  ... do norte ao sul e do ocidente ao oriente !

Unidade ou Inculturação ?

                    Unidade ou Romanização ?

            Na prática, sem a inculturação, fica salva uma “dominação” sobre os cristãos, dominação que JESUS nunca quis e não quer (cf Mt 20/25-26; Mc 10/42-43; 1 Ped 5/3)!

Não sei se sabeis: 

1.      As vestes que os nossos Padres usam à missa são o estilo das vestes dos sacerdotes dos templos romanos. Em Roma isto seria inculturação. Mas passando para as outras partes mesmo da Europa isto tornou-se imposição/ romanização.

2.      Nos países nórdicos europeus havia a festa do “Sol Invencível” que se celebrava no Inverno. A Igreja Latina adoptou esta festa para o que é hoje o nosso Natal.

Ora na África, no sul da Ásia onde não há neve, Natal  com neve é sem sentido.

Nas Igrejas Católicas de rito Oriental o Natal é celebrado em 6 de Janeiro.

 

            Inculturação não significa sómente pinceladas, embora sinceras, na Liturgia apenas.

Para que haja inculturação não basta que os textos litúrgicos, compostos e aprovados por Roma, sejam traduzidos, como actualmente, para o vernáculo, pois que os ritos litúrgicos são impregnados de símbolos. Os símbolos “falam”. Porisso eles têm que ter significado para as respectivas populações nas suas culturas próprias. Alguém que queira seguir Jesus não deve ser desenraizado : TODA a sua vida, na sua cultura, fica impregnada do Mistério de Jesus.  

Apesar da abertura sobretudo de Vaticano II, até aqui as autoridades romanas têm escolhido insistir em manter a unidade substancial do Rito Romano para toda a Igreja Latina i.e. na América e na Ásia, na Europa e na África, e na Oceânia !

Além disso, elas reservam para si o direito exclusivo de controlar o processo da inculturação na Liturgia.

Com todo o respeito por elas, acha-se muito extranho e irregular que uma autoridade central, localizada num lugar e numa cultura particular, tão distanciada da realidade local de nações e culturas tão diversas, esteja capaz de examinar e de se pronunciar sobre particularidades de línguas desconhecidas ou a usança de tais ou tais símbolos e coisas assim. E sugere-se que em pontos assim é que se deveriam encorajar e desenvolver a colegialidade episcopal e as dimensões democráticas da Igreja a que Vat. II deu tanta importância. 

“Romanização” ─ essencial à Fé Cristã?

 Contudo, com este arranque dos convertidos da cultura local, ficou através dos séculos a tal ponto vincada em nós a “romanização” como sendo essencial à vida cristã, à fidelidade a JESUS, que sobretudo nos meios mais afectados pela ocidentalização (como na nossa Goa, em Bombaim etc), houve há anos, a começar pelos sacerdotes, oposição à inculturação mesmo em pequena medida.

Esta mentalidade e consequente oposição ainda continuam em pequeno grau, em certos grupos. Os pastores e teólogos têm de exercer muita paciência quer na sua actuação pastoral quer nos seus esforços por concretizar as exigências da inculturação, porque Roma continua bastante centralizante e fortemente controladora.

No princípio eram, em geral, missionários estrangeiros de visão larga que a promoviam.

Depois de muitos esforços a Catholic Bishops’ Conference of India (CBCI) conseguiu obter de Roma autorização para os hoje célebres “12 pontos”, que são mesmo em si por demais restrictivos. Pergunta-se: então os Bispos da Índia todos reunidos não podem decidir por si este detalhe? Esta autorização foi dada já há uns 30 anos ou mais. E contudo, na nossa Goa, não foi e ainda não é permitido o uso de todos os 12 pontos.  

História recente da Igreja

Após o Concílio ─ imensa graça para a Igreja e para o mundo ─ na decada dos 70, entusiasmo de muitos, reticências de certos. Paulatinamente, tensões e polarização com consequências tristes e indesejáveis nas duas direcções. Na década dos 80 foi-se apertando a disciplina. Ainda os Sínodos não funcionam como tais desde 1985.

Bem sublinha um crítico que muitos começaram a usar a linguagem de Vat. II mas guardando a mentalidade e maneira de ser e agir pre-conciliar. “Comunhão”, “colegialidade”, “diálogo” tornaram-se meras palavras, enquanto a centralização e unilateralismo nas relações entre Igrejas se foi acentuando. Mas há ainda factos mais recentes e mais significativos (negativamente) no Sínodo da Ásia.

A este  propósito, pergunta o editor do conceituado semanário católico Inglês THE TABLET em 6 de Junho de 1998 após a conclusão do Sínodo da Ásia, que, segundo ele próprio diz, foi um dos mais bem sucedidos: “Porque então o tão espalhado sentimento de desilusão quanto a estes sínodos?” Relembrando que Paulo VII os institutiu em 1965 para serem como que uma continuação da experiência colegial de Vat. II, explica o distinto editor: “The bishops attending the council came into their own as the college which governs the Church, under the leadership of the pope, and put the Curia in its correct place as a civil service whose task is to assist, not to dominate. Compare the council and the synods, and one sees that at the former the bishops were free, whereas at the latter they are controlled….”   

O Pe. John Prior, como testemunha directa, faz uma análise do Sínodo da Ásia e expõe todos os mecanismos bastante indesejáveis de controle no regulamento actual da preparação e da realização dos sínodos, e da sua execução durante o Sínodo da Ásia. (artido em VIDYAJYOTI, Set. 1998). Poupo aos meus leitores todos estes detalhes.

Só sublinho o “comportamento” misterioso dos computadores do Vaticano: “Whenever the computer came across a proposal from one of the bishops’ groups urging for more autonomy, for freedom, for true collegiality, for trust, or was critical of the Vatican Curia, or praised the work of the Asian theologians, the proposal was automatically erased by an anonymous virus! The term ‘Asian churches’ became ‘the Catholic Church in Asia’, ‘other Christian churches’ was changed to ‘other Christian confessions’. Words deemed untheological like ‘subsidiarity’, ‘decentralisation’, ‘deregulation’ and ‘democracy’ were all erased without discussion. The final propositions move from local Church (diocese) directly to Universal Church (Rome). All proposals on enhancing the authority of Episcopal Conferences disappeared. The one form of collaboration between local churches that survives is mutual help through prayer and finance (No. 14). It, surely, would have been extremely rewarding if the different theologies of the curia and the majority of Asian bishops were brought out into the open and discussed. That was not to be. Without a word, FABC theology was subsumed into official ideology.” 

CONFIANÇA : atmosfera necessária para a Inculturação adentro da Unidade

Na velha situação a gente sentia-se mais segura.

Mas onde é que o Evangelho promove “segurança” mesmo “religiosa” como um valor a ser cuidadosamente guardado pelos discípulos de JESUS?

Ele inculca e exige a confiança  ─ uma confiança total, absoluta, no PAI e no Seu Ungido JESUS, na condução do Seu ESPÍRITO. A  multiplicação de leis e o rigorismo legal, como claramente demonstrou JESUS, revelam um medo fundamental e matam a liberdade dos filhos de Deus, dom do ESPÍRITO. A nossa segurança está não em controle e manipulação mas nas promessas de JESUS, na presença e assistência do Seu ESPÍRITO. Este com a Sua acção é imprevisível, sim, mas sempre digno de nossa plena confiança! Confiança no ESPÍRITO gera confiança um no outro, confiança entre os membros duma mesma Igreja, entre as várias igrejas locais, entre Roma e as Igrejas locais.

É neste contexto de confiança que se deve promover a exigência evangélica de Inculturação”.

Haverá erros? Certamente, como sempre os houve desde o primeiro século do Cristianismo, como os houve nos peritos do Ocidente e nos grandes Luminares da Igreja do Ocidente. Numa atmosfera de confiança e de diálogo é muito mais fácil mostrar e corrigir erros. E o ESPÍRITO está lá sem nunca nos largar! 

Cristandade “nova” ou cristandade “velha” transplantada?

Reconheço com gratidão todos os grandes benefícios que temos recebido do Ocidente e evoco sobretudo neste momento os imensos sacrifícios dos missionários de várias nacionalidades que ofereceram a sua vida pelo nosso país. Mas, por outro lado, devo dizer: tão habituados estamos ao estado de coisas nesta nossa “Roma do Oriente”, que não nos damos conta do que falhou grandemente na missão da Igreja.

O que segue neste parágrafo está bem desenvolvido pelo eminente Jesuita de origem Goesa
Pe.  Parmananda Diwarkar no seu livro “Monsoon of the Spirit”.

A Igreja Latina era não só estrangeira cá na Índia e formada em moldes ocidentais, mas uma “velha” cristandade que crescera e se tornara plenamente “adulta” através de séculos de desenvolvimento na Europa.  Em Goa como em outros centros mais afectados por estes 5 séculos de missionação pela Igreja Latina desde o descobrimento do caminho marítimo para a Índia,  o que temos não é uma Cristandade nova, mas uma transplantação da velha cristandade europeia. As nossas cristandades não se desenvolveram passo a passo como um organismo vivo desde a primeira célula. Saltaram-se as étapes e assim produziu-se grande perda de vitalidade e consequentemente a infertilidade. Foi uma árvore já crescida que foi transplantada para o solo da Índia.

Não nos contentemos com mostrar as nossas diversas actividades, o prestígio das nossas instituições que são reprodução do Ocidente.

Que temos de original?

-    De todas as formas possíveis, a começar pelos nomes e apelidos (por uma errada concepção do que significava “fazer cristãos”), desarraigaram-se os novos cristãos do seu meio social-cultural-religioso e perdemos imenso com esta “policy” que resultou da mentalidade religiosa e do contexto político dos séculos passados, mas com que não podemos minimamente concordar hoje.

-       Que são as nossas igrejas em Goa, senão uma transplantação do Ocidente, mesmo  de Roma?

-      Onde estão as obras de arte como as que a Fé Cristã inspirou e produziu no Ocidente em todos os ramos?

-      Um Angelo da Fonseca com as suas telas de temas cristãos em arte indiana só surgiu em meados do século XX, e seguiram-se outros depois dele.

-      Em comparação com o Ocidente, onde está a poesia cristã em Concani inspirada do Mistério da nossa Fé?

O Jesuita Inglês Thomas Stephens foi neste ramo um verdadeiro pioneiro com o seu épico Khrista Purana (em Marata) moldado sobre as escrituras hindús para alimentar a fé dos convertidos brâmanes em Goa habituados às suas escrituras em Marata. Mas lá ficamos...

-    Onde estão (nos anos pre-Vat. II) os cânticos adaptados à liturgia eucarística e às várias quadras do Ano Litúrgico?

-      Onde refulgem os luminares nativos ─ Mestres em Teologia e S. Escritura?

Hoje sim, na Índia e no resto da Ásia, temos nestes campos, apesar de tantos factores que militam contra eles, homens de valor universalmente reconhecidos como tais. Mas nos séculos passados ....???  

-      Onde estão os heróis oficialmente reconhecidos como “Santos”?

Em Goa temos o Padre José Vaz, missionário do Ceilão (hoje Sri Lanka), apóstolo gigante e original que salvou e fortificou a Cristandade católica dessa Ilha muito perseguida pelos Calvinistas holandeses! Venerado pelo povo como santo desde ainda a sua vida (1651-1711), foi beatificado só em 1995!... Somente um  a ser reconhecido como heróico discípulo de JESUS em 500 anos?! Podemos crer que o ESPÍRITO não levou ao heroismo tantos que aceitaram JESUS  e o Seu Evangelho?... 

Não entro nos outros detalhes dos maus efeitos deste desarraigamento dos convertidos do seu milieu social e religioso. Não terá tudo isso sido fruto duma compreensão muito deficiente do Evangelho e das suas exigências? Não será fruto sobretudo da maneira de ser adoptada pela Igreja na sua hierarquia? Reconhecer humildemente esta grave falha só nos ajudará a marchar corajosamente para o futuro ao longo duma nova senda, já indicada por Vat. II. 

Acção do ESPÍRITO nos adeptos de outras religiões

Quereremos ver a situação na Ásia sob a luz que o ESPÍRITO nos dá sobretudo desde Vat II? Aqui na Ásia vivemos num contexto pluri-religioso, com cada uma das grandes religiões contendo doutrinas bastante nobres e tendo guiado e alimentado seus adeptos durante séculos, levando-os para Deus. Muito mais do que nos séculos anteriores a Igreja oficialmente, e muito mais os seus peritos e mesmo os simples fiéis, chegam a ver e admirar a acção do ESPÍRITO nessas religiões e na vida dos seus adeptos. Que sede de Deus! Que vida de comunhão com Ele, que vidas mesmo heróicas de abnegação pessoal, de caridade e sacrifício pelos outros!

Se assim é, a Inculturação levaria os discípulos de JESUS a reconhecer, admirar e absorver toda essa riqueza espiritual, e neste clima de fraterna amizade compartilhar com esses irmãos a Riqueza que para nós é JESUS e o Seu Evangelho!

O Diálogo inter-religioso torna-se neste contexto uma exigência evangélica, intimamente ligado à própria Inculturação, e não simplesmente um meio pedagógico de pregar JESUS CRISTO a essas massas.  

Inculturação e Diálogo: o ESPÍRITO urge!

O ESPÍRITO inspira, impele, urge... Colocando-nos unicamente adentro da missão que JESUS RESSUCITADO nos confiou no mundo, na sociedade, a inculturação e o diálogo, compreendidos como acima procurei mostrar, são a maneira característica de vivermos cá na Ásia a nossa vocação de Cristãos (EA 3). Sobretudo porque cremos e proclamamos que a Igreja é “católica”, universal, na sua identidade, missão e serviço, portanto abrangendo todas as populações que constituem a imensa e complexa diversidade deste continente.

-           Se o Diálogo é a maneira de ser e agir de Deus e de JESUS, como pode ele deixar de ser a nossa maneira de ser e agir?  

-           Se a Inculturação é precisamente a maneira como o Filho de Deus entrou no nosso mundo, como pode ela deixar de ser a nossa maneira de entrar e viver na sociedade em que a Providência nos coloca ou para a qual nos envia?  

Diálogo que expontaneamente flui da Inculturação.

Inculturação que promove o Diálogo e a transformação gradual da sociedade. 

Diálogo com as ricas culturas e religiões Asiáticas, com as suas populações marcadas pela pobreza e mesmo pela miséria, com os grupos oprimidos e frequentemente marginalizados ─ significa falar, escutar e agir de mãos dadas; assim ir vivendo “inculturadamente”, construindo relações e criando, fortificando e transformando a comunidade.

 Como bem resume um brilhante reformador hindú Narayana Guru: “Do not debate and defeat; but know and make known”(citado por Arc. Menamparampil, no dito artigo).

Nós, discípulos de JESUS, não somos membros dum clube de debates com membros doutras religiões e culturas, procurando lançar uns contra outros definições e argumentos, provas e contra-provas. Com a missão que nos foi confiada por JESUS no mundo, quereremos ansiosamente enriquecer-nos com a divina riqueza encerrada nas tradicões religiosas e culturais do nosso povo, ainda dos que julgamos os mais atrasados.

Ao mesmo tempo procuraremos dar sem espalhafatos, humildemente, fraternalmente, aos nossos irmãos e irmãs deste continente o testemunho vivido da nossa Fé em JESUS, nosso Irmão e Salvador,  nossa experiência de vidas paulatinamente transformadas pelo ESPÍRITO DE JESUS RESSUSCITADO que vive em nós. Será este um testemunho que, no plano divino, ajudará por seu turno a purificar essas tradições do que está viciado nela, contrário à vontade divina para a nossa sociedade.

É só assim que poderemos, segundo a expressão muito significativa do Arcebispo Thomas Menamparampil: 

“Whisper the Gospel to the Soul of Asia

“Segredar o Evangelho à Alma da Ásia”

sempre profundamente sequiosa de Deus. 

Como JESUS aos que queriam segui-Lo diremos sómente com humilde e fraterno Amor:

                            Vinde  e  vede ...          

Caros amigos,

Acabamos de ler a opinião do Rev. Thomas Justus Lopes, sacerdote da Arquidioce de Goa. Ela é, evidentemente, a sua opinião pessoal sobre o assunto que nos ocupa.

Agora, a última contribuição nos veio do Padre Jesuita Vasco do Rego, há longos anos ao serviço desta nossa Arquidiocese. Ele vos diz como preferiu dar, para quem quisesse conhecer mais a fundo, o contexto da Inculturação adentro da Fé Cristã. Porisso mesmo tinha de focar vários aspectos provavelmente menos conhecidos deste ponto muito importante e mostrar as exigências do mesmo para nós Cristãos. Não podia fazê-lo sem apontar também as falhas havidas adentro desta mesma visão, e as aspirações para o futuro.

A conclusão a que podemos chegar é que  Jesus veio ao Mundo com a sua Mensagem para a sua Igreja ser UNIVERSAL, adaptável a todas as culturas.

E foi isto que Paulo defendeu no “Concilio de Jerusalém” : Jesus viera com o dom divino da salvação, de vida nova, não só para os Judeus, mas também para os chamados “pagãos”. E tendo o Concílio aprovado o seu princípio e a sua maneira de agir, de “evangelizar”, lá foi ele calcoreando de Jerusalém a Atenas e a Roma, passando por várias regiões. E o Apóstolo Tomé veio à nossa Índia. Eles nos inspirem agora a marchar para a frente, corajosamente, generosamente.

E com esta mensagem dou por encerrado este diálogo. Contudo, se algums dos meus recipientes  desejar manifestar a sua opinião, será bem vindo, mas era favor fazê-lo pelo REPLY ALL, e não esperar que haverá respostas e contra-opiniões. 

Fernando do Rego. 

Tenho o prazer de vos enviar pelos Anexos algumas telas do afamado pintor Goês ANGELO FONSECA, “inculturando” cenas da Revelação Cristã (quatro passagens da Bíblia) e exibindo-as nas suas telas segundo as exigências da arte tipicamente indiana.

Certamente, vieram após ele mais artistas Goeses como Angela Trindade, bem como muitos doutras partes da Índia, que  têm dedicado o seu talento artístico para este belo apostolado  ― evangelização pela arte.

Há também  muitas congregações religiosas através da Índia que se têm dedicado a esta missão de várias maneiras, como tem sido feito pelas “Missionárias Franciscanas de Cristo Rei”, as primeiras que na Índia adoptaram como seu uniforme de religiosas, desde a sua fundação (1937), o nosso sari indiano. Este passo foi então, mesmo sem nenhum espalhafato, um passo de gigante. Agora temos também, entre várias outras, as muito conhecidas “Missionárias da Caridade” da Madre Teresa.

Aqui em Goa, a SOCIEDADE MISSIONÁRIA DE SÃO FRANCISCO XAVIER (s.f.x.) tem sido, em certo sentido, uma pioneira na  inculturação nas várias regiões em que exercem a sua actividade missionária. 

Há uma outra faceta da inculturação que tem de ser mais activada em Goa: os missionários latinos (Portugueses e Espanhois), mais do que os Ingleses e outros, tiveram empenho, numa interpretação errada do que vinham pregar, em mudar radicalmente ainda os nomes dos neo-convertidos.

É porisso que eu levo o nome de Fernando do Rego.!! Quando um dos meus antepassados hindús se converteu, por convição ou à força, o seu nome e  o seu apelido foram mudados. Porquê? Senão para dividir e imperar?! Sabemos que vinham, mesmo com imensos sacrifícios, para evangelizar A.M.D.G.. Contudo o resultado foi que os missionários fracturaram até a nossa sociedade diferenciado-a até nos nomes, fruto da mentalidade político-religiosa dos séculos passados. 

A desejada mudança está a ser feita gradualmente, embora até aqui poucos leigos entre nós vejam o alcance dela. Cito-vos somente um exemplo: o Pe. Roque Correia Afonso s.j. foi um dos mais distintos Jesuitas Goeses desta geração. Ele estudou profundamente este problema e depois mudou o seu nome para PARMANANDA DIWARKAR. Muitos outros sacerdotes, em especial Jesuitas, têm feito o mesmo, como o Pe. PRATAP NAIK s.j., Director do “THOMAS STEPHENS KONKNNI KENDR (Centro Concani Thomas Stephens)

Procurando compartilhar neste movimento, a Aurea, minha esposa, e eu nós demos aos nossos filhos nomes indianos: Arvind , Sunil, Waheeda e Vivek. 

Tambem vos envio pelo Anexo, a opinião que lemos acima do Pe.Vasco do Rego , para a eventualidade de qualquer dos recipientes a querer guardar para uma leitura mais pormenorizada no futuro.

 E termino agradecendo a todos os participantes neste dialogo, bem como a todos os Recipientes do mesmo

F.R.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                 

VINDE E VEDE 

 

Como JESUS aos que queriam segui-Lo diremos sómente com humilde e fraterno Amor:

                                                                      

                                                                       “Vinde  e  vede ... ”



FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...> wrote:
 

Domingo da Pascoa, March 27, 2005 

Caros amigos

Meus votos para que cada um dos recipientes tenha uma Páscoa Feliz,abençoada pelo Jesus Ressuscitado.

Neste diálogo, tentamos ter várias opiniões sobre a inculturação.Antes de o encerrar, seria útil saber qual a opinião da nossa Arquidiocese de Goa. Por isso, transcrevo, quase na íntegra, um artigo que veio na revista ‘RENOVACAO/ Renewal/ novsarni) ,seu orgão oficial. ( no.5.Vol. XXXIV, Marco-2005) escrito pelo Padre Thomas Justus (de Souza): “INCULTURATION”. Ele vai aqui em português, em tradução gentilmente feita, a meu pedido, por Oscar de Noronha, de Pangim, favor este que lhe agradeço.  

Fernando do Rego.  

                    INCULTURAÇÃO

A cultura é um elemento essencial ao ser humano. A relação entre este e a cultura é como a de peixe para a água. Tal como o peixe não pode viver senão na água, também um ser civilizado não o pode fazer sem o seu médium cultural. É por isso que, quando Deus se fez Homem na pessoa de Jesus Cristo, sendo Ele uma criança indefesa, sem mecanismo herdado que o guiasse no seu comportamento, foi preciso que o ensinassem a fazê-lo dentro da tradição cultural do povo judaico. A Boa Nova da Salvação que Ele proclamou à humanidade, pregou-a pelo médium cultural judaico, a que estava sujeito em virtude do seu nascimento. A razão fundamental para a INCULTURAÇÃO foi a sua INCARNAÇÃO. E é por isso que a igreja local tem o direito e a responsabilidade de corresponder à Boa Nova por meio da sua cultura local.

A palavra “inculturação” foi tomada da antropologia cultural, em que o termo “enculturação” se refere ao processo pelo qual o indivíduo adquire a sua cultura e participa dela. Um missiólogo cristão cunhou o termo, por volta dos anos 70, para expressar o processo pelo qual a Boa Nova vem a fazer parte do povo que a recebe. O termo é preferível à ‘adaptação’,  ‘acomodação’, ‘indigenização’ e ‘contextualização’, porque, enquanto estes termos sugerem que a Igreja é um ‘agente’ externo, “inculturação” encara a Igreja como agente nato duma determinada cultura, donde provém a creatividade cultural duma certa comunidade no contexto da História Salvífica.

Após o Vaticano II, a Igreja tem vindo a corresponder à necessidade de haver sensibilidade cultural na pregação da Boa Nova às Gentes. Pelo processo de inculturação, a Igreja torna-se parte integrante da cultura do povo, e a vida cristã fica integrada e expressa em símbolos da cultura local.

O processo de inculturação deve assumir a natureza dinámica da cultura, que nunca é estática, mas adapta-se a todas as situações. No mundo de hoje, vêem-se dois importantes processos culturais a desenrolarem-se simultaneamente: por um lado, graças à explosão da informação, as culturas ficam todas elas mutuamente expostas, vindo a criar uma cultura universal. É por isso que, hoje, a inculturação deve realizar-se no contexto de realidades tanto universais como particulares. É preciso tomar em conta essas duas realidades da igreja local e da universal. Os símbolos a usar devem reflectir esta comunhão.

“O cristianismo do terceiro milénio,” diz o Papa, na Novo Millenio Enuente (Nº 40), “deverá responder cada vez melhor a esta exigência de inculturação. Permanecendo o que é, na fidelidade total ao anúncio evangélico e à tradição eclesial, o cristianismo assumirá também o rosto das diversas culturas e dos vários povos onde for acolhido e se radicar. Ao longo do ano jubilar, pudemos saborear de modo especial a beleza deste rosto pluriforme da Igreja. Talvez seja só um início, um ícone apenas esboçado do futuro que o Espírito de Deus nos prepara.”

A inculturação deve inculcar em nós, cristãos da Índia, uma ideia firme de que pertencemos à Índia Mãe, e de que nós e as nossas crianças, já desde tenra idade, apreciemos o nosso ethos e cultura.

Foi o padre jesuíta, Thomas Stephens, o primeiro a lançar a semente da inculturação na Igreja de Goa, por via do seu poema épico Krist-Puranna, no qual a Palavra de Deus é expressa no estilo das escrituras hindus, para que os brâmanes de Salcete, que tinham então recentemente aceite a Boa Nova, pudessem recitá-lo no tom a que estavam acostumados, derivado das maneiras e categorias do pensar da cultura e tradição religiosa local. É o exemplo por excelência da inculturação realizada em Goa.

 

          



FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...> wrote:

 Caros Amigos, 

Por via da COMUNIDADE LUSOFONA tive o prazer de receber estas palavras de um leitor em Portugal e outro no Brasil

Jaime Ramalhete Neves(Portugal), escreveu:

Fiquei extremamente sensibilizado com as palavras escritas entre o
Senhor Padre e o Senhor Fernando Rego. Penso no entanto que seria de
aferir conceitos, mormente os de inculturação e aculturação,
submetendo-os a uma perspectiva subjectiva / objectiva.
Quanto ao chocolate e à Coca-Cola tenho uma outra apreciação.
O primeiro português a fazer publicidade da Coca-Cola foi Fernando
Pessoa. Correspondente em línguas estrangeiras, poeta relativamente
malquisto na sua época, a Mensagem, inclusive apenas recebeu um
segundo prémio, vivendo muitas vezes em condições extremamente
precárias e, por vezes apanhado em flagrante delitro, morrendo de
cirrose, teve a lucidez de dizer da americana bebida que primeiro
estranha-se, depois entranha-se.
O Senhor Professor Doutor António de Oliveira Salazar - Deus sempre
escreveu direito por linhas tortas, diz o povo - não esteve com mais
medidas: proibiu a Coca-Cola.
Quanto ao chocolate é diferente: todos nós gostamos. Mas, cuidado!!!
Recentes investigações conduziram à conclusão de que é um poderoso
bloqueador de carências afectivas. Poderemos perguntar aonde irá
parar o crescei e multiplicai-vos, do Génesis. Sem referir, é claro,
que se trata de um produto usado pelos aborígenes americanos que,
rapidamente, depois de subjugados pelos espanhois, passou a ser
apropriado, esse tal produto, por suiços, alemães e belgas.
Compreendo perfeitamente as reticências feitas as estes dois produtos.

>
> Francisco Amorim ,
Rio de Janeiro, comentou:
> De:oyarzun@
>
Para:
> Cópia:
> Data:
Tue, 15 Mar 2005 10:05:47 -0300
> Assunto:Re: inculturação/aculturação na Igreja Católica-em
Goa
> > Muito bom este diálogo.
> > Mais uma vez estão de parabéns com os diálogos.
> > Francisco

OBRIGADO, SRS. NEVES E AMORIM.

A TO-DOS OS MEUS RECIPIENTES DESEJO UMA PASCOA MUITO FELIZ, ABENCOADA PELO JESUS RESSUSCITADO  

FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...> wrote: 

Caros Amigos,

 Depois da participação do Dr. Dino Miranda e do Dr. Sergio Mascarenhas, tenho hoje o prazer de vos apresentar o ponto de vista sobre este tópico, do Pe. António Colimão.Ele é hoje o Pároco na Igreja de São Francisco em Lisboa.Começou o seu sacerdócio na Ordem de São Francisco Xavier( S.F.X) em Pilar-Goa.Dai tem experiencia pessoal na inculturação que ela  tem introduzido nas áreas de Goa e da India onde  actua.

O  apostolado  da S.F.X.foi recentemente exibido num documentário  intitulado “THE LOTUS AND THE CROSS’ que seria muito de se desejar que o Mundo lusófono pudesse ver.

Tem a palavra o Rev. Colimão:

 

 Caro Fernando,

                                        Muito de longe tenho seguido o vosso diálogo, sobre aculturação na liturgia da Igreja Católica. Por isso felicito-o, bem como os intervenientes. Alegro-me ver leigos(as) interessados no tema.

                                        É verdade, com muita honra, fui membro da Sociedade do Pilar que nos educou na prespectiva missionária e, segundo me é dado saber, os missionários do Pilar continuam a integrar-se nas diferentes Comunidades, no sub- continente Indiano e nas Ilhas de Andamans e Nicobar, valorizando as riquezas que elas possuem.

                                        Como bem recordo o amigo, de facto, este esforço já vem de muito longe, diria mesmo, desde o alvoracer do cristianismo. Na Índia, o Pe Thomas Stephen, Pe Ricci, S. João de Brito e muitos outros foram grandes pioneiros nessa matéria.

                                        Se bem me recordo, a Santa Sé, quando eu ainda me encontrava na Índia, permitiu integrar alguns pontos, no Ritual da Eucaristia, ( 12 se não me engano). Isso lá vão cerca ou mais de 40 anos! A partir do Concílio Vaticano II, várias Conferências Episcopais do mundo católico pediram à Santa Sé algumas adoptações de costumes nacionais na Liturgia. O exemplo disso é a riqueza que vemos quando o Santo Padre preside às Celebrações nas suas deslocações, para as diversas nações.

Eu creio que as Conferências Episcopais devem ter uma responsabilidade, na petição destas adaptações à Sagrada Congregação da Liturgia e não deixar que se faça experiências desenfreadas: como celebração com pedaços de chocolate e Coca Cola (nos E.U.A), etc.

                                         A minha experiência pessoal começou em Goa, no Convento da Santa Mónica, e diga-se de passagem, bastante ténua. Depois, na Escola da Música Classica Indiana, em Mussorie, foi rica, principalmente na introdução do canto e música nas Missas. Há 5 ou 6 anos, numa das minhas visitas à Índia, numa Missão Católica, cerca de 100km ao norte de Damão, com 2 padres jesuítas, um diocesano e eu (de visita à essa Missão) concelebramos, acompanhados de algumas freiras e leigos, sentados no chão, durante toda a Celebração, e fazendo da Estola um pano indiano, um encharpe.

                                        Sabe, amigo Fernando, aqui na Europa, naturalmente em Portugal também, as pessoas estão mais abertas às experiências.Há uns anos, em 1989, celebrei uma Missa transmitida pela RTP, com uma dança indiana, durante o Ofertório, que foi muito apreciada por vários sectores, tendo repetido mais uma vez na TVI. No ano passado,  no dia da Beatificação da Madre Teresa de Calcutá, na Sé Catedral de Lisboa, o Cardeal Patriarca de Lisboa celebrou uma Missa, com cantares e danças, africanas, indianas. As Irmãs Missionárias de Caridade (de Calcutá) pediram-me que lhes arranjasse umas jovens para isso. É evidente que isso não se pode comparar com a rioqueza da Celebração no Vaticano que eu tive o privilégio de celebrar!

                                . Acredito também que na Índia e em  Goa  haja Bispos e  Padres, bem como leigos e leigas, abertos à aculturação. Penso que é um ritmo natural de crescimento da Igreja lá e em qualquer parte do Mundo Católico.

Com a minha amizade e orações,

                                         Pe Colimão  

Obrigado, Sr. Padre Colimão.Vejo com surpresa que a Eucaristia com a inculturação indiana já foi celebrada pelo meu Amigo não só aos presentes, mas ainda transmitida pelas TV portuguesas.Era noticia que eu não sabia.

Os Prelados ,o clero  e os leigos em Goa e na India, em especial no sul da India, no Estado do Kerala,vão aos poucos aceitando as novas directrizes que o VAT.II nos deu. Mas como é natural, tradições centeniais não podem ser mudadas rapidamente.

Fernando. 



FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...> wrote:


FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...> wrote:
  Caro Dr. Sérgio,
Foi um prazer receber a sua carta, se mandei ao Fernando a minha resposta foi porque desde o início encarei-o, na qualidade
de promotor do "diálogo", digamos, um moderador.
Agradeço os seus esclarecimentos, como não há  da parte de nenhum de nós a preocupação de convencer o outro das
suas idéias, só posso repetir que o diálogo, pelo menos para mim, foi gratificante e frutífero, até para ver em quais delas
possa estar incorrendo em erro.
Acho que deixei suficientemente claro na minha carta a diferenciação que faço da colonização portuguesa das demais.
Talvez a minha defesa da igreja como instituição decorra do fato de pertencer-lhe, como católico praticante que sou e esta relação de pertinência às vezes pode levar-nos a suavizar aquilo que aos olhos dos outros, estranhos a ela, aparece com maior gravidade. Creio que é isto mesmo que ocorre consigo quando fala da colonização portuguesa.
Foi um prazer conhecê-lo, ainda que por este meio e nestas circunstâncias, tendo tido a oportunidade de apreciar os seus conhecimentos e a sua cultura.
Um abraço e felicidades,
Custodio Miranda.

Sergio Mascarenhas wrote:
Caro Dr. Custódio Miranda,
 
Torna-se penoso retorquir as pontos que levanta por interposta pessoa, pelo que opto agora por me dirigir directamente a si em lugar de o fazer ao nosso comum amigo Fernando do Rego.
 
Há dois aspectos naquilo que escreve com os quais não posso de forma alguma concordar. Comecemos pelo segundo:
 
O Sr. Doutor equaciona mais de uma vez o processo colonial europeu com o Apartheid ao ponto de ficar a impressão de que todo o colonialismo, já para não dizer toda a colonização e expansão europeia (insisto em que são conceitos diferentes, historica e ideologicamente). Isso não é correcto. O Apartheid foi um fenómeno extremo e tardio, localizado no tempo e no espaço (e para o qual contribuiram, inclusivamente, parte dos indianos residentes na África do Sul). Por exemplo, Portugal nunca teve fenómenos equacionáveis com o Apartheid (sem prejuízo de ter havido quem defendesse soluções semelhantes, sobretudo em Moçambique), ao contrário do que o Sr. Doutor dá a entender. Isto não isenta Portugal dos seus próprios processos de discriminação, como é evidente.
O que me parece é que o Sr. Doutor aplica dois pesos e duas medidas. O processo de expansão europeia é por si equacionado com as situações mais extremas, caso do Apartheid, elevando estas à condição de regra. Por outro lado, a situação dos povos colonizados é por si equacionada com o extremo oposto ou seja com a ideia do bom e pacífico nativo (a sua «média» - mas com que base é que pode afirmar ser o bom selvagem a média?). Isto distorce de forma extrema o processo histórico pois simplifica o mesmo reduzindo todos os gradiantes à imagem do sanguinolento e bárbaro europeu que brutalizou o cândido e vitimizado autóctone.
Pessoalmente acho isto inaceitável.
(De caminho devo referir que o facto de ter mencionado o conceito de «bom selvagem» não foi, obviamente, para contrapor selvajaria a civilização, nem de apelar para esta contraposição como forma de justificar o processo colonial. Isso parece-me ser evidente naquilo que escrevi.)
 
Quanto ao primeiro ponto, ele é importante quer num processo de análise histórica, quer para o dia de hoje. Trata-se do facto de o Sr. Doutor isentar a igreja como instituição das dos actos dos religiosos do passado quando estes se associaram aos aspectos mais extremos do processo colonial. Basicamente o Sr. Doutor reduz a responsabilidade aos agentes activos e pessoalmente participantes em práticas condenáveis. Isto não é aceitável.
A responsabilidade histórica tem que ser atribuída à igreja católica como um todo, como instituição ou conjunto de instituições. O que os padres fizeram em suporte e instigação do processo colonial nos séculos XV a XIX ocorreu com o beneplácito da igreja ao mais alto nível. Basta ler as bulas papais que sustentaram a expansão portuguesa e espanhola. Basta considerar que o sucesso da Companhia de Jesus se deveu em grande parte à sua implicação no processo colonial.
Não se pode aceitar a isenção de responsabilidades da instituição, atribuindo estas apenas aos agentes imediatamente participantes em actos condenáveis. Não, a participação cristã no processo colonial não foi apenas acção de algumas «bad apples». Essas «bad apples» fizeram aquilo que fizeram porque tinham o apoio da instituição a que pertenciam.
Reparemos que este tipo de situações não é novo mas continua a repetir-se hoje. O tipo de raciocínio do Sr. Doutor é, por exemplo, aquele que isenta o Estado americano dos abusos cometidos no Iraque, no Afeganistão ou em Gantanamo. Em todos os casos os extremos são atribuídos aos indivíduos que os cometem e o Estado americano, do mais alto nível para baixo, lava as mãos.
Pensar como o Sr. Doutor é eliminar o princípio da responsabilidade institucional. Se há algo que a história da Europa e do mundo ocidental revela é o que há de pernicioso nesta eliminação.
 
Melhores cumprimentos,
 
Sérgio Mascarenhas
 
São Paulo, 12/03/2005  

Caro Fernando,  

                                                Volto a endereçar-te esta carta, na qualidade de moderador, mas confesso que não tenho a pretensão nem a veleidade de ser o dono da verdade. Dei, apenas, a minha opinião e esta carta tem o objetivo de esclarecer alguns pontos que possam ter ficado obscuros na minha carta anterior. 

                                                Antes de mais, é preciso notar aquilo que de algum modo já se subentendia da leitura do meu texto anterior e que se pode resumir em uma frase, necessária, aliás, para evitar quaisquer mal entendidos: pode-se dizer que o processo colonial dos ingleses, holandeses e espanhóis foi uma mancha negra na história da humanidade e dos portugueses e franceses uma mancha cinzenta. Mas também aqui não haverá preto no branco, o que se quer é apontar a média, bem entendido. Assente isto, repito, que o colonialismo , tal como exercido na prática ( não falo do colonialismo em tese ou como fenômeno cultural),  foi, pelas razões que apontei na minha carta anterior, uma mancha negra ou cinzenta na história da humanidade. 

                                                Quem não se lembra de incidentes como o de Amritsar na India, do apartheid na África do Sul e na própria India, do genocídio na América do Sul e de tantos outros males já apontados do colonialismo?. Qual é o ser humano do século XX  (já  nem digo XXI) que pode deixar de se indignar até à medula com essa praga, reconhecida pela gente das próprias potências coloniais numa era posterior? O que é que tudo isso tem a ver com o cristianismo? Quando falo de cristianismo, falo do ideal cristão, tal como o viveu Jesus Cristo e não na igreja católica que, embora divina na sua origem é humana a partir de Pedro e humana será pelo resto dos tempos, com todos os desvios e erros próprios de tudo o que é humano. Separemos, pois, a civitas Dei da civitas terrena. 

                                                Daqui não se conclui evidentemente que as gerações posteriores sejam de algum modo responsáveis pelos atos das anteriores; ninguém ignora que a barbárie tem a sua época e o que é considerado normal hoje pode parecer barbárie amanhã aos olhos de uma geração mais evoluída, como sem dúvida, somos, em  muitos aspectos, em relação à dos nossos antepassados.  

                                                 É por tudo isso que estabeleci uma distinção radical entre o processo colonial e o cristianismo; o que  não quer dizer que o colonialismo não tenha sido a porta da entrada do cristianismo nos territórios pagãos,  mais precisamente dos que não professavam uma religião monoteísta. Como essa porta de entrada poderia também  ter sido outra: o simples espírito missionário dos cristãos, como foi o de Paulo, como até hoje, extinto o colonialismo, o é o dos evangélicos, por exemplo, e até mesmo, porque não, dos católicos. 

                                                É uma acusação grave dizer-se que a igreja, como instituição, tenha pactuado com os desvios de qualquer processo, colonial ou outro; como sempre, em toda obra humana há desvios, imputáveis a determinados homens que arrastam, com o seu verbo ou a sua autoridade, outros homens, pertencentes ou não à mesma instituição. Isso também aconteceu, e ainda acontece, com a Igreja católica, mas não creio que se possa atribuir-lhe a ela esses desvios, mas a certos de seus membros. A Igreja católica, em matéria de fé, pelo menos na minha opinião, tem sido irrepreensível ao longo dos tempos, particularmente nos dias de hoje em que são grandes as pressões sociais para que compactue com desvios de ética e da moral tradicional. 

                                                Mutatis mutandis, eu perguntaria aos hindús de Goa ou aos budistas de Ceilão: vocês também não foram alvo do processo colonial? Se assim foi, como explicar que, não obstante aquele processo, vocês não são cristãos? Se sem colonização não haveria cristianismo,  como explicar que vocês permaneceram com as religiões de origem, ou seja as que precederam à chegada do colonizador? Como explicar que Goa, não obstante o colonialismo, tivesse 60 % de sua população, hindú? 

                                                Não há confusão nenhuma entre autenticidade e isolamento; o que pode haver é gradações na autenticidade e esta, na sua extrema pureza, supõe o isolamento. O colonizador, sendo especialista em apartheid, isolava as populações autóctones e daí a autenticidade  extrema das respectivas culturas. Diga-se, a bem de verdade, que isso não foi assim no caso de Portugal, salvo em relação ao negro; é por isso que Portugal produziu um tertium genus como eu, que me considero um indo-português. Mas, ainda assim, porque estudei em Portugal, ali passei os inesquecíveis anos da minha juventude. Além disso, quando falo em processo colonial, tenho muito menos em vista Portugal e a França, como potências coloniais, do que os outros países a que me referi.

                                                Certamente, os jesuítas procuravam ministrar aos índios, além dos ensinamentos da vida cristã, alguns outros, necessários à preservação de sua vida e saúde, não porque eram inerentes à civilização ocidental, mas porque, básicos que eram, os consideravam melhores para o próprio bem estar dos índios. Alguém já viu alguma foto da primeira missa aqui no Brasil ou de outros atos de evangelização? Porventura viu algum índio de fato ou uma índia de vestido, à ocidental?  

                                              A cristianização dos índios, no Brasil, se deveu exclusivamente aos jesuítas. Nunca, ninguém cantou – que injustiça - os seus feitos como mereciam. “Falar em ficção de inocência e paz do bom selvagem”, referindo-se aos índios ( quando falo pela média e não me refiro às tribos guerreiras nem aos canibais, falo da regra e não da excepção, como sempre) é desconhecer tudo quanto a moderna sociologia ensina sobre uma outra cultura, a dos índios. Não há, neste contexto, como contrapor o civilizado ao selvagem. Um índio, é portador de uma outra cultura e de uma outra civilização.  

                                              Não, realmente não são ecologistas, nem todos eles nos dias de hoje ( e portanto, “ab eterno”) porque já foram “convertidos” pelo homem branco. Em matéria de ecologia , como se está vendo, eram eles os civilizados e selvagem o homem branco. Também aqui não há preto e branco. 

                                                São estes os esclarecimentos que comporta a carta do Dr. Mascarenhas , ele tem toda a razão em dizer que não se pode ver as coisas de forma tão categórica, que  há que ver a interação, o processo dialético... Talvez a veemência com que eu sustento os meus pontos de vista, fruto de convicções ( feliz ou infelizmente sou assim em tudo), não só deixe a impressão de que não partilho dessa opinião, absolutamente correta, mas também conduza a  equívocos de interpretação, de parte a parte. Quis apenas deixar claro como eu vejo as coisas.  

                                               Conheço razoavelmente bem a América do Sul, algo da sua história e muito do seu presente. E, em viagens turísticas, alguns países  que a constituem. Toda ela foi fruto de colonização e é um excelente instrumento de pesquisa no tema que nos ocupa. Conheço também razoavelmente bem a África do Sul, o México, melhor ainda a India  e já estive algumas vezes nos Estados Unidos. Todos, países colonizados e contêm, na vida atual, uma amostra do seu passado. Isso me dá algum conforto em externar o que penso. 

                                                . Mas não posso deixar de manifestar aqui o meu respeito pelas idéias dos meus interlocutores, o Dr. Mascarenhas e o meu amigo Fernando e dizer-lhes que foi extremamente gratificante e frutuoso para mim este “triálogo”, que, da minha parte, aqui termina. 

Um abraço,

                                                 Dino Miranda.

 Caros Amigos

Eis a resposta do Dr DIno Miranda ao dr. Sergio Mascarenhas. Parece-me que como "moderador" tenho o dever de dar - mais uma vez - a palavra ao Dr. Sergio, pedindo-lhe que se desejar o faça até a segundafeira, 14 de março.

Agradeço aos dois a sua participação e desejo a todos um bom fim da semana

Fernando do Rego.

                                              

tertium genus

                                   



FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...> wrote:
Caros Amigos
Este dialago está a tornar-se cada vez mais interessante.A carta que segue foi por mim recebida do Dr.Sergio Mascarenhas,directamente, e autorisa-me a disseminá-la o que faço com prazer.
Agora tem a palavra o dr. Custodio "Dino" Miranda.!!
Sao 19.35 e assim desejo uma boa noite a todos
 
Fernando do Rego.
 
Caro amigo,
 
Obrigado por me ter enviado o texto do Dr. Miranda. Dado esta me mencionar especificamente, merece-me um conjunto de comentários que seguem adiante. Eu enviarei esta resposta directamente para o Dr. Miranda ficando ao seu critério disseminá-la pelos destinatários da sua lista de discussão.
 
Um abraço,
 
Sérgio Mascarenhas
 
 
O Dr. Miranda esclarece de forma concludente a questão da aculturação/inculturação fazendo o que, de tão óbvio, nós não fizemos: ir ao dicionário.
Refere também de forma muito interessante o carácter de subrevivência cultural do sistema de castas em Goa no processo de aculturação aqui ocorrido. Devo dizer que tendo a pensar (de forma intuitiva pois não fiz qualquer estudo aprofundado nesse sentido) que o actual sistema de castas católicas é diferente do que prevalece entre a população hindu por corresponder a uma fusão de elementos deste com o sistema nobiliárquico português. Ainda um processo de aculturação...
 
Agora, quanto aos pontos em que o Dr. Miranda comenta o que eu escrevi:
 
Refere ele que o processo de colonização "é uma mancha negra na história da humanidade, na medida em que cultivou a escravatura, a pilhagem, o genocídio, a perversão dos costumes das culturas locais e por aí fora" mas com uma "única 'virtude' do colonialismo:  ter levado às populações autóctones, alguma coisa de bom da civilização ocidental: o progresso material, intelectual e de costumes, com a eliminação de atos de barbárie por elas praticados". Vemos que o Dr. Miranda, como muita gente aliás, olha para a expansão europeia a preto. Depois vê branco. Mas acaba concluindo que tudo é preto. Pessoalmente fico-me pelo cinzento: A expansão teve aspectos positivos e negativos. Ela não foi idêntica em todo o lado pelo que zonas houve onde predominaram os aspectos positivos e zonas onde os negativos levaram a melhor.
É útil adoptarmos uma tal posição para deixarmos de olhar para a história à sombra do dedo acusador de juízos categóricos do tipo 'colonialismo = mancha negra'. E deixarmos de projectar esses juízos no presente em termos de equacionar os descendentes dos colonizadores com os crimes do passado e os descendentes dos colonizados com a vitimação pretérita. Digo isto porque não aceito ser objecto de processos - como é comum acontecer - por actos que não cometi, não aceito ser tratado como um criminoso porque os meus antepassados supostamente foram criminosos (supostamente, insisto, porque como referi antes não é claro que a expansão europeia tenha sido no global tão má como a pintam).
 
Voltemos, no entanto caro amigo, ao ponto central da discordância manifestada pelo Dr. Miranda para com aquilo que eu escrevi. Ela decorre de o nosso interlocutor afirmar, preto no branco, que "A religião cristã nada tem a ver com o processo de colonização". Isto porque, "O colonialismo é obra da civitas terrena, o cristianismo da civitas Dei: portanto uma nada tem a ver com a outra e ponto final".
Porém, já vimos que para o Dr. Miranda o colonialismo é um produto europeu, ocidental. Ora, a "A religião cristã tem a ver, sim, com a civilização ocidental". No entanto, "A identificação da igreja católica com a civilização ocidental é assim um mero 'acidente de percurso' do cristianismo", daí que "uma coisa é os países do Ocidente terem adotado a religião cristã e daí ter  nascido, como fruto, e é assim que eu penso, a civilização ocidental e outra, dizer-se que ela se identifica, de algum modo, com o colonialismo: uma coisa nada tem a ver com a outra". Confesso que há aqui uma grande confusão e me é difícil perceber como é que o Dr. Miranda consegue conciliar afirmações tão categóricas. Talvez valha a pena distinguir algumas nuances que afloram no seu pensamento.
 
O Dr. Miranda implicitamente distingue:
O cristianismo que remete para a Civitas Dei, obra de Deus.
A religião cristã que, tendo a ver com a civilização ocidental que a adoptou, não se reduz a esta (neste contexto se entendendo a diferenciação entre a recepção da religião cristã via ocidente - estranhamente equacionados com os ingleses - relativamente à anterior chegada daquela religião imputada a S. Tomé). A religião cristã parece ser, assim, obra humana mas obra que transcende particularismos culturais.
Finalmente, temos a igreja. Ora a igreja em questão é a igreja católica, apostólica e romana. Não o diz o Dr. Miranda mas digo eu, esta igreja está na sua história intrinsecamente ligada à civilização ocidental, europeia (isto sem prejuízo de nas últimas décadas ter procurado uma postura mais ecuménica, verdadeiramente católica; sinais dos tempos). Desta igreja nos diz o Dr. Miranda que "deve se preocupar não só com a  vida espiritual do ser humano, mas também com a sua vida temporal" e que está sujeita ao princípio de que "Toda a árvore dá, na sua grande maioria,  frutos bons, e, por vezes,  frutos podres".
Esta diferenciação de cristianismo, religião cristã e igreja é altamente discutível, deve dizer-se em abono da verdade. Mas essa é discussão que não é necessário encetar no presente contexto, aceitemo-la pois (assim como não discuto aqui a diferença, igualmente importante, entre expansão e colonização europeia, e colonialismo). É, no entanto, necessário coordenar de alguma forma os três conceitos. Do meu ponto de vista, só há uma forma possível de o fazer (mais uma vez, o que se segue não é proposto pelo Dr. Miranda mas penso que decorre da lógica da sua argumentação):
Para se chegar à Civitas Dei, para se ser cristão no sentido pleno do termo, é necessário praticar a religião cristã. Para se praticar a religião cristã é necessário que o crente se integre numa igreja. Uma dessas igrejas é a igreja católica, apostólica e romana.
 
A questão que se levanta é, pois, esta: Quando se discute a implicação do fenómeno religioso na processo colonial, estamos a falar de quê (à luz dos conceitos utilizados mas não definidos pelo Dr. Miranda), estamos a situar-nos a que nível? No plano do cristianismo, da religião cristã ou da igreja?
O Dr. Miranda exclui categoricamente que o cristianismo ou a religião cristã estejam implicados no processo colonial. Mas, e a igreja? Poderá ser tão categorico quanto a esta? Ou será antes que esta participou no processo colonial, tirando partido deste para, precisamente, poder chegar a mais seres humanos? E ao fazê-lo, tendo em vista a sua preocupação com a vida espiritual, interferiu necessariamente com a vida temporal? E não será que, neste processo, a igreja contribuiu para a "mancha negra" do colonialismo? Não será este um dos "frutos podres" da grande árvore católica?
A resposta só pode ser uma, os factos históricos demonstram-no: A igreja católica apostólica e romana (e também as igrejas protestantes em contextos diferentes - para não falar de outras) participou activamente no processo colonial, não apenas por arrasto, mas como um dos seus mais importantes motores. É indubitável que os processos de aculturação e interferência cultural que ocorreram ao longo dos últimos cinco séculos, com o seu rol de desgraças, foram em grande medida impulsionados pela igreja.
 
Mas porque se deu a igreja ao trabalho de participar em tal empresa? Porque entendeu que era essa a sua missão. Porque entendeu que tinha que contribuir para uma mudança radical da vida espiritual de todos aqueles que ainda não participavam na religião cristã. Entendeu ainda que isso poderia exigir uma não menos radical mudança na sua vida temporal. Não sou eu que o digo. Dizem-no os padres e religiosos do passado.
A conclusão inelutável é a de que há uma implicação essencial entre expansão e colonização europeia, igrejas cristãs europeias e propagação da / participação na religião cristã. Mesmo na Índia ou em Goa. Daí que é insustentável dizer-se que "é uma aberração dizer que ser cristão na India (ou em Goa?) é aceitar uma  importação colonial essencial", pelo menos para aqueles cristãos que receberam a sua religião por via colonial (logo, não se incluindo aqui os cristãos de S. Tomé).
 
O facto que não pode ser ignorado de forma alguma é este: Sem processo colonial não haveriam os milhões de cristãos que existem por esse mundo fora na América, na África, na Ásia e na Oceânia.
Há, aliás, uma contraprova que é muito fácil de fazer: Pergunte-se aos descendentes daqueles que, sugeitos ao processo colonial, escaparam à conversão. Pergunte-se aos hindus de Goa, por exempo; aos budistas do Ceilão; aos cristãos de S. Tomé do sul da Índia que se oposeram à sua catolização no século XVII. Pergunte-se-lhes se, eles também, concordam que não há nada que ligue cristianismo, religião cristã, igrejas cristãs ao processo colonial. Eu sei a resposta mas deixo ao critério do meu amigo obtê-la para si.
 
Mas o processo de aculturação decorrente da expansão europeia não se restringiu apenas à religião, antes tocou nos patrimónios culturais a ela sujeitos como um todo. Hoje, no termo do processo, torna-se por isso importante discutir o produto do mesmo. Perdeu-se ou ganhou-se? À luz de que critérios é que se pode avaliar o que se perdeu ou ganhou? É neste contexto que é fundamental discutir a questão da autenticidade cultural.
Diz-nos o Dr. Miranda que "há culturas autênticas, sim, e que pouca ou nenhuma influência tiveram, de elementos exógenos". Bem, há aqui uma confusão entre autenticidade e isolamento.
Há, de facto, culturas que se desenvolvem num estado de isolamento. As culturas americanas pré-colombianas, por exemplo. Mas isso não quer dizer que elas não tenham sofrido influências e cruzamentos culturais. Desde logo pelo facto de que, no passado distante, os povos da América vieram da Ásia. Se olharmos para aquelas culturas onde situamos a génese da sua autênticidade?
Punhamos as coisas nos seguintes termos: As culturas americanas de hoje, produto de processos de aculturação e combinação cultural, abertas a influências muito diversas vindas de pontos muito distantes, não são autênticas? Quem se atreve a defender tal ideia?
Do meu ponto de vista todas as culturas são autênticas. O que as faz autênticas é o facto de terem algo a dizer que lhes é único, algo que não se encontra em nenhuma outra cultura. Por isso todas são valiosas. Independentemente de terem por trás uma história documentada de intercâmbios culturais ou de, por a não terem devido a longos períodos de isolamento, projectarem a ideia de que cresceram sem quaisquer influências externas.
 
Há ainda que reparar em que o Dr. Miranda analisa alguns fenómenos históricos de forma parcial. Tomemos o que ele nos diz ao referir que "Enquanto os jesuítas portugueses procuravam cristianizar o índio, sem nenhuma preocupação de lhes ministrar os elementos da civilização ocidental ( falo dos jesuítas e não dos “senhores do engenho” ) as autoridades nunca se preocuparam em protegê-los, preservando a sua cultura".
Em primeiro lugar, os jesuítas interferiram profundamente com a cultura dos índios: Deram-lhes uma nova religião, deram-lhes uma nova economia, novas práticas sociais, militares, de consumo, etc. Os jesuítas não preservaram a cultura dos índios que encontraram. Também não a eliminaram de forma radical, antes procederam a um processo de aculturação, sem dúvida mais benigno do que o que estava a ocorrer noutros espaços.
Em segundo lugar, o Dr. Miranda implicitamente contrapõe o processo benigno de interacção realizado por religiosos - os jesuítas - face ao processo nefando realizado por não religiosos - os senhores dos engenhos. Nada mais falso. Os jesuítas não representavam toda a igreja do Brasil. Os senhores dos engenhos inseriam-se num sistema social de que fazia parte a igreja secular e outras ordens religiosas que não subscreveram a prática dos jesuítas. A igreja foi activa participante na assimilação/segregação/eliminação dos índios e não se opôs à destruição dos territórios dos jesuítas.
 
O Dr. Miranda diz ainda que "Não é falso que as culturas indígenas da América tenham sido completamente destruídas. O que nos restou dos incas e da sua avançada civilização? Não foi completamente destruída pelos espanhóis, os bárbaros dessa época?". Não. Sobrevive entre os povos andinos, pelo menos em parte. Felizmente.
 
Ou o regresso à ficção da inocência e paz do bom selvagem que aflora ao referir que os "pobres índios, que viviam numa absoluta paz e tranqüilidade, em plena harmonia com a natureza". Desde quando? Os índios não eram pobres nem pacíficos. Quanto a serem ecologistas, nada garante que o continuassem a ser 'ab eterno'.
 
Afirmar que "A política era uma só: ou o extermínio, com a invasão de suas terras, destruição de sua gente e a abolição de seus mitos e de sua cultura, ou a completa indiferença, o índio abandonado à própria sorte, não obstante todos os males levados aos seus territórios pelo homem branco" é igualmente incorrecto. Houve políticas diferentes em sítios diferentes e em momentos diferentes da história. É por isso que muitas populações da América Central e de alguns países da América do Sul são ainda maioritariamente compostas por descendentes de índios. Mais uma vez, felizmente que a interferência foi profunda mas não total.
 
Em suma, fico onde estava. Não há preto e branco neste domínio. O processo de expansão europeia teve pontos positivos e pontos negativos. Não foi como o cavalo de Átila que onde pisava não mais crescia a erva, antes permitiu a subsistência e, em alguns casos, o florescimento de traços culturais pré-existentes. E ocorreu com a plena e dedicada implicação das igrejas cristãs do ocidente, fosse por motivos religiosos ou mundanos.
 
Um abraço,
 
Sérgio Mascarenhas


FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...> wrote:
 

Monday, March 07, 2005  17:05:48

 

Caro Dino,

Foi grande prazer para mim, que, graças à nossa amizade  de  quase meio século, tivesses concordado comigo a dar a tua opinião sobre este ponto de inculturação e/ ou  aculturação, em especial tu estando agora estabelecido em São Paulo- Brasil, um dos paizes onde  estes problemas tem  sido debatidos com intensidade.

O tua carta que li com muito interesse, mostra-me que, apesar dos teus trabalhos professionais de advogado, tens-te dedicado muito à leitura de assuntos relacionados com este tópico.

Como me autorizas a enviar o anexo aos meus próprios amigos e parentes, vou fazê-lo pois o tema é de grande importancia para a Igreja neste século

.Naturalmente, vou mandar só  aos meus recipientes que falam o portugues, em especial no Brasil onde tu vives.

Um abraço

Fernando

 

Caros amigos,

Custodio Ubaldino Miranda é filho do Eng.Agr. José Miranda,de Loutolim

Feito o seu curso de Direito,em Lisboa, trabalhou em Goa por alguns anos,em vários cargos judiciais.Finalmente, estabeleceu-se em São Paulo onde tem a sua própria Firma de advogados.

Como devem estar lembrados,este diálogo sobre a inculturação / aculturação foi começado por mim quando vos relatei um” Facto UNIQUE na Arquidiocese de Goa”,: tendo-se realizado na Igreja de Chicalim,  a cerimónia do Crisma, nela participou como recipiente um cidadão portugues de origem goesa, o Sr, Constantino Xavier, que foi vestido de “kurtá- pijama” como fora  sugerido pelo Pároco/Prior dessa Freguesia. 

Eu vos convido a participar neste renovado diálogo, graças à carta que o “Dino” me escreveu e  que vai pelo “anexo”.

NOTA : a  carta é bem longa de  seis páginas. Faço esta prevenção porque muitos recipientes não gostam de receber “anexos” longos.Portanto, podem delitar esta carta sem a ler. 

Convido a dois sacerdotes para dar a sua opinião, uma vez mais: 

1.Pe. Vasco do Rego s.j., da Provincia de Goa

2.Pe.Antonio Colimão ,originário de Damão, hoje Reitor da Igreja de São Francisco Xavier em Lisboa, e que pertenceu à Sociedade de São Francisco Xavier ( S.F.X.), fundada em Goa  – ordem esta que tem sido uma das pioneiras na inculturação. 

Peço a todos os meus amigos que desejem participar que o façam pelo REPLY ALL.

A todos agradeço a vossa colaboração, mesmo que não venham a concordar com quaisquer das ideas expresssas pelos participantes.

Cordiais cumprimentos de 

Fernando do Rego.



Fernando do Rego.
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#1034 From: FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...>
Date:: Sat Apr 9, 2005 5:34 am
Subject:: Fwd: [goa-research-net] Bishop Emeritus of Belgaum (India) presents Cardinal Ivan Dias
fernandodorego@...
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09.04 at 10.47
Dear Friends,
J.P. II has been laid to rest with the 'GREATEST FUNERAL EVER WITNESSED"( BBC).All of you must have been in the milllions around the world that withnessed it in the various canals of TV.
On the 18th. the College of Cardinals will meet to select the sucessor.Whoever he may turn to be, I guess that he will take the name of JOHN PAUL III.
I also guess that while the Litany of the Saints was being Sung, each of the Cardinals would be saying within himself:"Libera me, Domine" de ser um sucessor.
As usual theree are many names doing the rounds around the world of the PAPILES, amongst them of the Arcebishop of Bombay, Cardinal IVAN DIAS.
I ahve received letters asking me if he is a Goan.
The "fwd" carries his biography written by Bishop Ignatius Lobo, former Bishop of Belgaum, and now retired.
 
Fernando do Rego

Note: forwarded message attached.


Fernando do Rego.
143-Fontainhas.Pangim 403.001.
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Ivan Cardinal Dias, the present Archbishop of Bombay was marked out
for higher things already when he joined St Pius X College, Mumbai, for
ecclesiastical studies.

No sooner he completed his studies, in Humanities, Phylosophy and Theology,
he was picked by the then Archbishop of Bombay, Valerian Cardinal Gracias
for studies in Canon Law in Rome.

He had a stint as Assistant Secretary, while I was Secretary to the
Cardinal at Archbishop's House, Bombay. Thus, I had occasion to be closely
associated with him and to strike up a close friendship. The purpose of the
Cardinal sending him for studies in Canon Law was to prepare him to enter
the Diplomatic School of the Church in Rome. Having come out with flying
colours in Canon Law, he was asked to continue his studies in the
Diplomatic School. Having graduated from there, he had to work for a time
in the Secretariate of the Holy See.

After his preliminary training, he was posted as Secretary to the Apostolic
Delegate in Denmark. There he picked up Danish. The Danes were pleasantly
surprised to hear him speak their language. Later he was posted to
Indonesia as Secretary to the Apostolic Delegate, where he picked
Indonesian. Then he was brought back to Rome for further training in the
Secretariate in Rome. It was then that I had occasion to continue our
friendship, as I had to attend meetings of Caritas Internationalis, of
which I was Vice-President for Asia and Oceania.

Whilst he worked at the Secretariat, he had special care of the Communist
countries. This brought him in touch with the Archbishop of Krakow, who was
elected in 1978 as Pope John Paul II. Thus explains the close relationship
with the late Pope and Mgr Ivan Dias.

Having completed his stint at the Secretariate, he was ordained Archbishop
of Rusubisic on 19 January, 1982 and posted as Apostolic Pro-Nuncio to
Ghana, Togo and Benin till 1987.

   From 1987 till 1991, he was Pro-Nuncio to South Korea and from 1991 till
1997 he was Apostolic Pro-Nuncio to Albania, which is largely a Muslim
country. Archbishop Ivan Dias had the task of building the Church in
Albania and he consecrated the first Bishop in that country.

Pope John Paul II visited Albania and was pleased with the growth of the
Church.

Subsequently, as the See of Bombay fell vacant with the retirement of Simon
Cardinal Pimenta, the Holy Father Pope John Paul II appointed Archbishop
Ivan Dias to his parent archdiocese of Bombay on 22 January, 1997.

In addition, he had been appointed as a member to several congregations,
which explains his many visits to Rome.

He is a linguist, and has a flair for languages. Besides, Italian, Spanish,
French and Portuguese, he is reputed to speak in more than 15 languages. In
Mumbai he says Mass in Korean for the people of Korea.
Ivan Cardinal Dias was born on 14 April, 1936. Been born in Bombay, he
studied at St Stanislaus High School, Bandra.

After joining St Pius X College in Bombay, he spent his holidays regularly
in Velsao, Goa, to be with his old aunt.


http://campussocial.ulusofona.pt/

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#1033 From: FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...>
Date:: Thu Apr 7, 2005 3:41 am
Subject:: The funeral of Pope John Paul.
fernandodorego@...
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Caros amigos

Nestes dias to-dos nós estamos com os olhos colados à  TVs e aos computadores.”Visitando “ o site “Vatican.va” encontrei o Rito da Eucaristia para amanhã, sextafeira,às 08.00 ( GMT). Note-se que uma das Orações dos Fiéis vai ser em portugues. 

Dear Friends

During these days, we are with our minds in the Vatican.Having visited its site “Vatican.va” I got this full ritual of the Eucaristic service for the funeral Mass of our Pope to take place at 08.00 (GMT.) 

Fernando do Rego



Fernando do Rego.
143-Fontainhas.Pangim 403.001.
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UFFICIO DELLE CELEBRAZIONI LITURGICHE
DEL SOMMO PONTEFICE

MESSA ESEQUIALE
E TUMULAZIONE DELLA SALMA
DEL ROMANO PONTEFICE

GIOVANNI PAOLO II

 

PIAZZA SAN PIETRO, VENERDÌ 8 APRILE 2005

 

RITO DELLE ESEQUIE
DEL ROMANO PONTEFICE

DALLE PREMESSE

1. Nel rito delle esequie la Chiesa manifesta la sua fede nella vittoria di Cristo risorto sul peccato e sulla morte. Tale fede è espressa in modo particolare nelle esequie del Romano Pontefice, che a motivo del ministero da lui svolto nella Chiesa, ha confermato nella fede tutti i pastori e i fedeli.

2. All’annuncio della morte del Sommo Pontefice la Chiesa che è in Roma e nelle varie parti del mondo eleva al Padre, Signore della vita e della morte, un’intensa preghiera di ringraziamento, per il bene che il Pontefice defunto ha compiuto a favore della Chiesa e dell’umanità, di suffragio e di supplica, perché egli sia accolto dal Signore nella dimora di luce e di pace insieme con tutti i santi, in attesa che si compia la beata speranza.

3. Nelle preghiere si raccomanda a Dio la Santa Chiesa, priva del Romano Pontefice, perché si affidi con fiducioso abbandono a Cristo, Supremo Pastore, che ad essa ha promesso la sua perenne presenza e assistenza.

Si ricordano anche coloro che per ragioni di parentela, di servizio o di collaborazione sono stati più vicini al Sommo Pontefice defunto. Per tutti, poi, questa è occasione per ravvivare la speranza della vita eterna e testimoniare la fede nella futura risurrezione con Cristo.

4. Al corpo del Sommo Pontefice defunto che con i sacramenti dell’iniziazione cristiana è divenuto tempio dello Spirito Santo e con il sacramento dell’Ordine episcopale si è totalmente dedicato al servizio del popolo di Dio, è reso il dovuto onore, secondo le usanze e la tradizione cristiana, ma soprattutto a motivo della fede nella vita eterna e nella risurrezione della carne. Ciò si fa in alcuni momenti significativi: nell’accertamento della morte, nell’esposizione della salma nella Casa Pontificia, nella sua solenne traslazione nella Basilica Vaticana, nella deposizione nella bara, nella Messa esequiale con l’ultima raccomandazione e il commiato, nella traslazione al sepolcro e nell’inumazione.

 

MESSA ESEQUIALE

La Messa esequiale, in cui avviene la tumulazione del Romano Pontefice Giovanni Paolo II è preceduta dalla deposizione della salma del Pontefice defunto nella bara; dopo la Messa avvengono la traslazione al sepolcro e la tumulazione. A queste due parti del rito è prevista la partecipazione di un ristretto numero di persone.

DEPOSIZIONE DELLA SALMA
DEL ROMANO PONTEFICE NELLA BARA

Prima della Messa esequiale, la salma del Pontefice defunto viene deposta in una cassa di legno di cipresso. Essa viene chiusa alla presenza del Cardinale Camerlengo, dei Cardinali Capi d’Ordine, del Cardinale Arciprete della Basilica Vaticana, del Cardinale già Segretario di Stato, del Cardinale Vicario per la Diocesi di Roma, del Sostituto della Segreteria di Stato, del Prefetto della Casa Pontificia, dell’Elemosiniere del Sommo Pontefice, del Vice Camerlengo, di una rappresentanza dei Canonici della Basilica di San Pietro, del Segretario del Sommo Pontefice, vestiti dell’abito corale, e dei familiari del Defunto.

 

Il Cardinale Camerlengo introduce il rito della chiusura della bara con queste parole:

Fratres et sorores carissimi, in nomine Domini huc convenimus ad quædam pietatis officia adimplenda ante Missam exsequialem pro Romano Pontifice Ioanne Paulo.

Eius corpore mortali in capsa deposito, rogitum legemus quod defuncti Pontificis commemorat vitam et opera præcipua, pro quibus gratias Deo Patri persolvimus.

Vultum Defuncti reverenter operiemus, fulti spe eum Patris vultum posse contemplari et beatæ Virginis Mariæ omniumque Sanctorum frui consortio.

 

Fratelli e sorelle carissimi, siamo qui riuniti per compiere alcuni atti di umana pietà, prima della Messa esequiale del Romano Pontefice Giovanni Paolo.

Dopo aver deposto nella bara il suo corpo mortale, leggeremo il Rogito, che ricorda la vita e le opere più importanti del defunto Pontefice, per le quali rendiamo grazie a Dio.

Copriremo il suo volto con rispetto e venerazione, nella viva speranza che egli possa contemplare il volto del Padre, insieme con la beata Vergine Maria e tutti i Santi.

Il Maestro delle Celebrazioni Liturgiche del Sommo Pontefice dà lettura del Rogito, i cui esemplari verranno sottoscritti dai presenti.

Frattanto si canta l’antifona:

L’anima mia ha sete di Dio, del Dio vivente: quando verrò e vedrò il volto di Dio?

E, secondo l’opportunità, si canta un salmo adatto.

Il Cardinale Camerlengo invita i presenti alla preghiera dicendo:

Oremus.

Preghiamo.

E tutti pregano per qualche tempo in silenzio.

Poi il Cardinale Camerlengo prosegue:

Omnipotens sempiterne Deus, vitæ et mortis Domine, speramus et credimus vitam Summi Pontificis Ioannis Pauli nunc in te absconditam esse.

Vultus eius, cui lumen huius mundi evanuit, vera luce quæ ex te, indeficienti fonte, manat, iugiter collustretur.

Vultus eius, qui tua itinera est perscrutatus ut ea Ecclesiæ ostenderet, tuum paternum vultum videat.

Vultus eius, qui e nostro conspectu discedit, pulchritudinem tuam contempletur et gregem tibi, æterno Pastori, commendet. Qui vivis et regnas per omnia sæcula sæculorum.

Dio onnipotente ed eterno, Signore della vita e della morte, noi speriamo e crediamo che la vita del Santo Padre Giovanni Paolo è ora nascosta in te.

Il suo volto, a cui è venuta meno la luce di questo mondo, sia illuminato per sempre dalla vera luce che ha in te la sorgente inesauribile.

Il suo volto, che ha scrutato le tue vie per mostrarle alla Chiesa, veda ora il tuo volto paterno.

Il suo volto, che viene sottratto alla nostra vista, contempli la tua bellezza e raccomandi il suo gregge a te, eterno Pastore, che vivi e regni nei secoli dei secoli.

Il Maestro delle Celebrazioni Liturgiche del Sommo Pontefice e il Segretario del Sommo Pontefice, stendono il velo di seta bianca sul volto del Defunto. Poi il Cardinale Camerlengo asperge la sua salma con l’acqua benedetta.

Il Maestro depone nella bara la borsa con le medaglie coniate durante il Pontificato del Pontefice defunto e il tubo con il Rogito, dopo averlo sigillato con il sigillo dell’Ufficio delle Celebrazioni Liturgiche del Sommo Pontefice.

Mentre la bara viene chiusa si dice il Salmo 41 (42).

SALMO 41 (42), 2-6

Quemadmodum desiderat cervus ad fontes aquarum, * ita desiderat anima mea ad te, Deus.

Sitivit anima mea ad Deum, Deum vivum;* quando veniam et apparebo ante faciem Dei?

Fuerunt mihi lacrimæ meæ panis die ac nocte, * dum dicitur mihi quotidie: «Ubi est Deus tuus?».

Hæc recordatus sum et effudi in me animam meam; † quoniam transibam in locum tabernaculi admirabilis* usque ad domum Dei,

in voce exsultationis et confessionis,* multitudinis festa celebrantis.

Quare tristis es, anima mea,* et quare conturbaris in me?

Spera in Deo, quoniam adhuc confitebor illi,* salutare vultus mei et Deus meus.

Gloria Patri.

 

Come la cerva anela ai corsi d’acqua,* così l’anima mia anela a te, o Dio.

L’anima mia ha sete di Dio, del Dio vivente: * quando verrò e vedrò il volto di Dio?

Le lacrime sono mio pane giorno e notte, * mentre mi dicono sempre: «Dov’è il tuo Dio?».

Questo io ricordo, e il mio cuore si strugge: † attraverso la folla avanzavo tra i primi * fino alla casa di Dio,

in mezzo ai canti di gioia * di una moltitudine in festa.

Perché ti rattristi, anima mia, * perché su di me gemi?

Spera in Dio: ancora potrò lodarlo, * lui, salvezza del mio volto e mio Dio.

Gloria al Padre.

 

CELEBRAZIONE DELLA MESSA

La Messa esequiale è celebrata dai Cardinali e dai Patriarchi delle Chiese Orientali. Presiede la concelebrazione il Cardinale Decano del Collegio Cardinalizio. Si usano le vesti sacre di colore rosso.

RITI DI INTRODUZIONE

Canto d’ingresso

L’eterno riposo donagli, Signore: e splenda a lui la luce perpetua.

L’assemblea ripete: Requiem æternam dona ei; Domine: et lux perpetua luceat ei.

SALMO 64 (65), 2-6

1. Te decet hymnus, Deus, in Sion;* et tibi reddetur votum in Ierusalem.

Ant. Requiem.

2. Qui audis orationem,* ad te omnis caro veniet propter iniquitatem. R/

3. Etsi prævaluerunt super nos impietates nostræ,* tu propitiaberis eis. R/

4. Beatus, quemelegisti et assumpsisti;* inhabitabit in atriis tuis. R/

5. Replebimur bonis domus tuæ,* sanctitate templi tui. R/

6. Mirabiliter in æquitate exaudies nos, Deus salutis nostræ,* spes omnium finium terræ et maris longinqui. R/

 

1. A te si deve lode, o Dio, in Sion;* a te si sciolga il voto in Gerusalemme. R/

2. A te, che ascolti la preghiera,* viene ogni mortale. R/

3. Pesano su di noi le nostre colpe,* ma tu perdoni i nostri peccati. R/

4. Beato chi hai scelto e chiamato vicino,* abiterà nei tuoi atrii. R/

5. Ci sazieremo dei beni della tua casa,* della santità del tuo tempio. R/

6. Con i prodigi della tua giustizia, tu ci rispondi, o Dio, nostra salvezza,* speranza dei confini della terra e dei mari lontani. R/

Il Celebrante:

In nomine Patris, et Filii, et Spiritus Sancti.

R/. Amen.

Nel nome del Padre e del Figlio e dello Spirito Santo.

R/. Amen.

... saluta l’assemblea:

Pax vobis.

R/. Et cum spiritu tuo.

La pace sia con voi.

R/. E con il tuo spirito.

... invita all’atto penitenziale:

Fratres, agnoscamus peccata nostra, ut apti simus ad sacra mysteria celebranda.

Fratelli, per celebrare degnamente i santi misteri, riconosciamo i nostri peccati.

Dopo una breve pausa di silenzio, tutti insieme dicono:

Confiteor Deo omnipotenti et vobis, fratres, quia peccavi nimis cogitatione, verbo, opere et omissione: mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa. Ideo precor beatam Mariam semper Virginem, omnes Angelos et Sanctos, et vos, fratres, orare pro me ad Dominum Deum nostrum.

Confesso a Dio onnipotente e a voi, fratelli, che ho molto peccato in pensieri, parole, opere e omissioni, per mia colpa, mia colpa, mia grandissima colpa. E supplico la beata sempre Vergine Maria, gli Angeli, i Santi e voi, fratelli, di pregare per me il Signore Dio nostro.

Il Celebrante:

Misereatur nostri omnipotens Deus, et, dimissis peccatis nostris, perducat nos ad vitam æternam.

R/.  Amen.

Dio onnipotente abbia misericordia di noi, perdoni i nostri peccati e ci conduca alla vita eterna.

R/. Amen.

La schola e l’assemblea cantano alternativamente il

Kyrie

Kyrie, eleison. bis Christe, eleison. bis Kyrie, eleison. Kyrie, eleison.     

Colletta

Il Celebrante:

Oremus.

Deus omnium fidelium pastor et rector, qui Ioannem Paulum Pastorem Ecclesiæ tuæ præesse voluisti et nunc de hoc sæculo migrare iussisti, concede, quæsumus, ut in cælesti regno pastorum tuorum perpetuo aggregetur consortio.

Per Dominum nostrum Iesum Christum Filium tuum, qui tecum vivit et regnat in unitate Spiritus Sancti, Deus, per omnia sæcula sæculorum.

R/. Amen.

Preghiamo.

O Dio, padre e pastore della umanità, guarda la tua famiglia radunata in preghiera e concedi al tuo servo e nostro Papa Giovanni Paolo che nell’amore del Cristo ha presieduto la tua Chiesa, di condividere, col gregge a lui affidato, la ricompensa promessa ai fedeli ministri del Vangelo.

Per il nostro Signore Gesù Cristo, tuo Figlio, che è Dio, e vive e regna con te, nell’unità dello Spirito Santo, per tutti i secoli dei secoli.

R/. Amen.

 

LITURGIA DELLA PAROLA

Prima lettura

Cristo è costituito da Dio giudice dei vivi e dei morti

Lectura de los Hechos de los Apóstoles. 10, 34-43

En aquellos días, Pedro tomó la palabra y dijo: «Está claro que Dios no hace distinciones; acepta al que lo teme y practica la justicia, sea de la nación que sea. Envió su palabra a los israelitas anunciando la paz por Jesucristo el Señor de todos.

Conocéis lo que sucedió en el país de los judíos, cuando Juan predicaba el bautismo, aunque la cosa empezó en Galilea. Me refiero a Jesús de Nazaret, ungido por Dios con la fuerza del Espíritu Santo, que pasó haciendo el bien y curando a los oprimidos por el diablo; porque Dios estaba con él.

Nosotros somos testigos de todo lo que hizo en Judea y en Jerusalén. Lo mataron colgándolo de un madero. Pero Dios lo resucitó al tercer día y nos lo hizo ver, no a todo el pueblo, sino a los testigos que él había designado: a nosotros, que hemos comido y bebido con él después de su resurrección. Nos encargó predicar al pueblo, dando solemne testimonio de que Dios lo ha nombrado juez de vivos y muertos. El testimonio de los profetas es unánime: que los que creen en él reciben, por su nombre, el perdón de los pecados».

Dagli Atti degli Apostoli. 10, 34-43

In quei giorni, Pietro prese la parola e disse: « In verità sto rendendomi conto che Dio non fa preferenze di persone, ma chi lo teme e pratica la giustizia, a qualunque popolo appartenga, è a lui accetto. Questa è la parola che egli ha inviato ai figli d’Israele, recando la buona novella della pace, per mezzo di Gesù Cristo, che è il Signore di tutti.

Voi conoscete ciò che è accaduto in tutta la Giudea, incominciando dalla Galilea, dopo il battesimo predicato da Giovanni; cioè come Dio consacrò in Spirito Santo e potenza Gesù di Nazaret, il quale passò beneficando e risanando tutti coloro che stavano sotto il potere del diavolo, perché Dio era con lui.

E noi siamo testimoni di tutte le cose da lui compiute nella regione dei Giudei e in Gerusalemme. Essi lo uccisero appendendolo a una croce, ma Dio lo ha risuscitato il terzo giorno e volle che apparisse, non a tutto il popolo, ma a testimoni prescelti da Dio, a noi, che abbiamo mangiato e bevuto con lui dopo la sua risurrezione dai morti. E ci ha ordinato di annunziare al popolo e di attestare che egli è il giudice dei vivi e dei morti costituito da Dio. Tutti i profeti gli rendono questa testimonianza: chiunque crede in lui ottiene la remissione dei peccati per mezzo del suo nome».

Verbum Domini     R/. Deo gratias.

Parola di Dio     R/. Rendiamo grazie a Dio.

 

Salmo responsoriale

Il salmista:   Salmo 22 (23)

V/. 1. Dominus pascit me, et nihil mihi deerit:
R/.
In loco pascuæ ibi me colocavit.

V/. 2. Super aquas quietis eduxit me, animam meam refecit. R/.

3. Deduxit me super semitas iustitiæ* propter nomen suum. R/.

4. Namet si ambulavero in valle umbræ mortis, non timebo mala,* quoniam tu mecum es. R/.

5. Virga tua et baculus tuus,* ipsa me consolata sunt. R/.

6. Parasti in conspectu meo mensam* adversus eos, qui tribulant me. R/.

7. Impinguasti in oleo caput meum,* et calix meus redundat. R/.

8. Etenimbenignitas et misericordia subsequentur me* omnibus diebus vitæ meæ. R/.

9. Et inhabitabo in domo Domini* in longitudinem dierum. R/.

 

1. Il Signore è il mio pastore:* non manco di nulla;
R/.
su pascoli erbosi mi fa riposare,

2. ad acque tranquille mi conduce. R/.

3. Mi rinfranca, mi guida per il giusto cammino,* per amore del suo nome. R/.

4. Se dovessi camminare in una valle oscura, † non temerei alcun male,* perché tu sei con me. R/.

5. Il tuo bastone e il tuo vincastro* mi danno sicurezza. R/.

6. Davanti a me tu prepari una mensa* sotto gli occhi dei miei nemici; R/.

7. cospargi di olio il mio capo.* Il mio calice trabocca. R/.

8. Felicità e grazia mi saranno compagne* tutti i giorni della mia vita, R/.

9. e abiterò nella casa del Signore* per lunghissimi anni. R/.

 

Seconda lettura

Cristo trasformerà il nostro corpo
e lo con formerà al suo corpo glorioso

A reading from the letter of Paul to the Philippians. 3,20-4, 1

As you well know, we have our citizenship in heaven; it is from there that we eagerly await the coming of our savior, the Lord Jesus Christ. He will give a new formto this lowly body of ours and remake it according to the pattern of his glorified body, by his power to subject everything to himself.

For these reasons, my brothers, you whomI so love and long for, you who are my joy and my crown, continue, my dear ones, to stand firm in the Lord.

 

Dalla lettera di san Paolo apostolo ai Filippesi. 3, 20—4, 1

Fratelli, la nostra patria è nei cieli e di là aspettiamo come salvatore il Signore Gesù Cristo, il quale trasfigurerà il nostro misero corpo per conformarlo al suo corpo glorioso, in virtù del potere che ha di sottomettere a sé tutte le cose.

Perciò, fratelli miei carissimi e tanto desiderati, mia gioia e mia corona, rimanete saldi nel Signore così come avete imparato, carissimi!

Verbum Domini     R/. Deo gratias.

Parola di Dio     R/. Rendiamo grazie a Dio.

Canto al Vangelo

La schola: Alleluia, alleluia, alleluia.

L’assemblea ripete: Alleluia, alleluia, alleluia.

La schola: Gv 6, 40

Hæc est voluntas Patris mei, ut omnis qui videt Filium et credit in eum habeat vitam æternam .

Questa è la volontà del Padre mio, che chiunque vede il Figlio e crede in lui abbia la vita eterna.

L’assemblea: Alleluia, alleluia, alleluia.

 

Vangelo

Tu seguimi

V/. Dominus vobiscum.

R/. Et cum spiritu tuo.

Lectio sancti Evangelii secundum Ioannem.

R/. Gloria tibi, Domine.

In illo tempore: Cum prandissent, dicit Simoni Petro Iesus: «Simon Ioannis, diligis me plus his? ». Dicit ei: «Etiam, Domine, tu scis quia amo te». Dicit ei: «Pasce agnos meos».

Dicit ei iterum secundo: «Simon Ioannis, diligis me?». Ait illi: «Etiam, Domine, tu scis quia amo te». Dicit ei: «Pasce oves meas».

Dicit ei tertio: «Simon Ioannis, amas me?». Contristatus est Petrus quia dixit ei tertio: «Amas me?», et dicit ei: «Domine, tu omnia scis, tu cognoscis quia amo te». Dicit ei: «Pasce oves meas. Amen, amen dico tibi: cum esses iunior, cingebas teipsum et ambulabas, ubi volebas; cum autem senueris, extendes manus tuas, et alius te cinget et ducet, quo non vis ».

Hoc autem dixit significans qua morte clarificaturus esset Deum. Et hoc cum dixisset, dicit ei: «Sequere me».

In quel tempo, quando si fu manifestato ai discepoli ed essi ebbero mangiato, Gesù disse a Simon Pietro: «Simone di Giovanni, mi ami tu più di costoro? ». Gli rispose: «Certo, Signore, tu lo sai che ti amo». Gli disse: « Pasci i miei agnelli ».

Gli disse di nuovo: «Simone di Giovanni, mi ami?». Gli rispose: «Certo, Signore, tu lo sai che ti amo». Gli disse: « Pasci le mie pecorelle».

Gli disse per la terza volta: « Simone di Giovanni, mi ami?». Pietro rimase addolorato che per la terza volta gli dicesse: Mi ami?, e gli disse: « Signore, tu sai tutto; tu sai che ti amo». Gli rispose Gesù: « Pasci le mie pecorelle. In verità, in verità ti dico: quando eri più giovane ti cingevi la veste da solo, e andavi dove volevi; ma quando sarai vecchio tenderai le tue mani, e un altro ti cingerà la veste e ti porterà dove tu non vuoi».

Questo gli disse per indicare con quale morte egli avrebbe glorificato Dio. E detto questo aggiunse: «Seguimi».

Verbum Domini.

R/. Laus tibi, Christe.

Omelia

Il Celebrante tiene l’omelia.

Credo

La schola e l’assemblea cantano il Credo, affermando la propria fede.

Il cantore: Credo, credo. Amen.

R/. Credo, credo. Amen.

La schola:

Credo in Deum, Patrem omnipotentem, creatorem cæli et terræ.

Io credo in Dio, Padre onnipotente, creatore del cielo e della terra.

R/. Credo, credo. Amen.

La schola:

Et in Iesum Christum , Filium eius unicum, Dominum nostrum: qui conceptus est de Spiritu Sancto, natus ex Maria Virgine, passus sub Pontio Pilato, crucifixus, mortuus et sepultus; descendit ad inferos.

E in Gesù Cristo, suo unico Figlio, nostro Signore, il quale fu concepito di Spirito Santo, nacque da Maria Vergine, patì sotto Ponzio Pilato, fu crocifisso, morì e fu sepolto; discese agli inferi.

R/. Credo, credo. Amen.

La schola:

Tertia die resurrexit a mortuis; ascendit ad cælos, sedet ad dexteram Dei Patris omnipotentis; inde venturus est iudicare vivos et mortuos.

Il terzo giorno risuscitò da morte; salì al cielo, siede alla destra di Dio Padre onnipotente; di là verrà a giudicare i vivi e i morti.

R/. Credo, credo. Amen.

La schola:

Credo in Spiritum Sanctum , sanctam Ecclesiam catholicam, Sanctorum communionem, remissionem peccatorum, carnis resurrectionem, vitam æternam.

Credo nello Spirito Santo, la santa Chiesa cattolica, la comunione dei santi, la remissione dei peccati, la risurrezione della carne, la vita eterna.

R/. Credo, credo. Amen.

Preghiera universale

Il Celebrante:

Fratres, Deum omnium Patrem deprecemur, qui hodie nos congregavit ad Unigeniti Filii sui paschale mysterium in universæ Ecclesiæ Pastoris exsequiis celebrandum, ut eum assumat in pacem suam et Ecclesiæ ac mundo bona cuncta largiatur.

Fratelli, preghiamo Dio, nostro Padre, che oggi ci ha riuniti per celebrare il mistero pasquale del suo Figlio Unigenito nelle esequie del Pastore della Chiesa universale, perché lo accolga nella sua pace ed elargisca ogni bene alla Chiesa e al mondo.

Il Diacono:

Una simul omnes deprecemur:
Te rogamus, audi nos.

Diciamo insieme:
Noi ti preghiamo, ascoltaci.

R/. Te rogamus, audi nos.

Francese

1. Pour notre Pape défunt, Jean-Paul II, afin que le Christ, Pasteur suprême qui, toujours vivant, intercède pour nous, l’accueille avec bienveillance dans son règne de lumière et de paix, prions le Seigneur.

1. Per il defunto Papa Giovanni Paolo: perché il supremo Pastore, che sempre vive per intercedere per noi, lo accolga benigno nel suo regno di luce e di pace, preghiamo il Signore.

R/. Te rogamus, audi nos.

Swahili

2. Kwa ajili ya Kanisa Takatifu la Mungu: tumwombe Bwana ili, likiwa aminifu kwa amri yake, liwe chachu ya familia ya ki binadamu, ya kujitengeneza upja katika Kristo.

2. Per la Chiesa santa di Dio; perché, fedele al suo mandato, sia fermento di rinnovamento in Cristo della famiglia umana, preghiamo il Signore. 

R/. Te rogamus, audi nos.

Filippino

3. Para sa lahat ng katauhan sa lahat ng bansa: sapagkat, sa kanilang pagbigay galang sa Katarungan, mabubuo nawa ang isang pamilya ng Kapayapaan at Pagkakaisa sa damdaming kapatiran.

3. Per i popoli di tutte le nazioni: perché, nel rispetto della giustizia, formino una sola famiglia nella pace e siano uniti da sentimenti fraterni, preghiamo il Signore.

R/. Te rogamus, audi nos.

Polacco

4. Za dusze zmarłych Papieży i wszystkich, którzy w Kościele głosili Ewangelię i wypełniali kapłańską posługę: aby zostali dopuszczeni do udziału w liturgii niebieskiej, módlmy się.

4. Per le anime dei Romani Pontefici defunti e di tutti coloro che nella Chiesa annunciarono il Vangelo ed esercitarono il ministero sacerdotale: perché siano fatti partecipi della liturgia del cielo, preghiamo il Signore.

R/. Te rogamus, audi nos.

Tedesco

5. Für alle verstorbenen Gläubigen: Wir bitten den Herrn, daß sie würdig befunden werden, umin das himmlische Reich Einlaß zu finden.

5. Per tutti i fedeli defunti: perché siano ammessi a partecipare al regno dei cieli, preghiamo il Signore.

R/. Te rogamus, audi nos.

Portoghese

6. Por todos nós aqui reunidos: a fimde que, depois de ter celebrado os santos mistérios, possamos um dia ser chamados por Cristo no seu reino glorioso, rezemos ao Senhor.

6. Per noi qui riuniti: perché, dopo aver celebrato i santi misteri, possiamo un giorno essere chiamati da Cristo nel suo regno glorioso, preghiamo il Signore.

R/. Te rogamus, audi nos.

Il Celebrante:

Exaudi nos, Deus, salutaris noster, una cumom nibus Sanctis te deprecantes, et animam famuli tui Papæ nostri Ioannis Pauli, qui Ecclesiæ oratione est confisus, electorum tuorum iunge consortio. Per Christum Dominum nostrum.

R/. Amen.

O Dio, nostra salvezza, ascolta noi che ti supplichiamo insieme con tutti i Santi, e accogli nell’assemblea dei tuoi eletti, l’anima del tuo servo e nostro Papa Giovanni Paolo, che ha confidato nella preghiera della Chiesa. Per Cristo nostro Signore.

R/. Amen.

 

LITURGIA EUCARISTICA

Mentre vengono portate all'Altare le offerte per il sacrificio, si esegue il

Canto di offertorio

La schola:

R/. Tu illuminas lucernam meam, Domine, Deus meus illuminas tenebras meas.

SALMO 17

La schola:

1. Diligam te, Domine, fortitudo mea.* Domine, firmamentum meum et refugium meum et liberator meus. R/.

2. Funes inferni circumdederunt me,* præoccupaverunt me laquei mortis. R/.

3. In tribulatione mea invocavi Dominum* et ad Deum meum clamavi. R/.

4. Exaudivit de templo suo vocem meam,* et clamor meus in conspectu eius introivit in aures eius. R/.

 

1. Ti amo, Signore, mia forza,* Signore, mia roccia, mia fortezza, mio liberatore; R/.

2. già mi avvolgevano i lacci degli inferi,* già mi stringevano agguati mortali. R/.

3. Nel mio affanno invocai il Signore,* nell’angoscia gridai al mio Dio: R/.

4. dal suo tempio ascoltò la mia voce,* al suo orecchio pervenne il mio grido. R/.

 

Orazione sulle offerte

Il Celebrante:

Immensam clementiam tuam, Domine, suppliciter imploramus, ut hoc sacrificium, quod famulus tuus Pastor noster Ioannes Paulus, dumesset in corpore, maiestati tuæ pro salute fideliumobtulit, ipsi nunc prosit ad veniam.

Per Christum Dominum nostrum.

R/. Amen.

Padre d’infinita clemenza, questa liturgia che il tuo servo e nostro Pastore Giovanni Paolo mentre era con noi, celebrava per la salvezza del suo popolo, sia ora per lui sorgente di perdono e di pace.

Per Cristo nostro Signore.

R/. Amen.

PREGHIERA EUCARISTICA I

Il Celebrante invita l’assemblea a innalzare il cuore verso il Signore nell’orazione e nell’azione di grazie, e l'associa a sé nella solenne preghiera, che a nome di tutti, rivolge al Padre per mezzo di Gesù Cristo nello Spirito Santo.

Prefazio

La speranza della risurrezione in Cristo

Il Celebrante:

Dominus vobiscum.

R/. Et cum spiritu tuo.

Sursum corda.

R/. Habemus ad Dominum.

Gratias agamus Domino Deo nostro.

R/. Dignum et iustum est.

Vere dignumet iustum est, æquumet salutare, nos tibi semper et ubique gratias agere: Domine, sancte Pater, omnipotens æterne Deus: per Christum Dominum nostrum.

In quo nobis spes beatæ resurrectionis effulsit, ut, quos contristat certa moriendi condicio, eosdemconsoletur futuræ immortalitatis promissio. Tuis enimfidelibus, Domine, vita mutatur, non tollitur, et, dissoluta terrestris huius incolatus domo, æterna in cælis habitatio comparatur.

Et ideo cum Angelis et Archangelis, cum Thronis et Dominationibus, cumque omni militia cælestis exercitus, hymnum gloriæ tuæ canimus, sine fine dicentes:

 

Il Signore sia con voi.

R/. E con il tuo spirito.

In alto i nostri cuori.

R/. Sono rivolti al Signore.

Rendiamo grazie al Signore nostro Dio.

R/. È cosa buona e giusta.

È veramente cosa buona e giusta, nostro dovere e fonte di salvezza, rendere grazie sempre e in ogni luogo a te, Signore, Padre santo, Dio onnipotente ed eterno.

In Cristo tuo Figlio, nostro salvatore, rifulge a noi la speranza della beata risurrezione, e se ci rattrista la certezza di dover morire, ci consola la promessa dell’immortalità futura. Ai tuoi fedeli, o Signore, la vita non è tolta, ma trasformata; e mentre si distrugge la dimora di questo esilio terreno, viene preparata un’abitazione eterna nel cielo.

Per questo mistero di salvezza uniti agli angeli e ai santi, cantiamo senza fine l’inno della tua lode:

 

Sanctus

La schola:       L'assemblea:

Sanctus, Sanctus, Sanctus, Dominus Deus Sabaoth. Pleni sunt cæli et terra gloria tua. Hosanna in excelsis. Benedictus qui venit in nomine Domini. Hosanna in excelsis.

Preghiera per la Chiesa universale e i suoi pastori ...

Il Celebrante:

Te igitur, clementissime Pater, per IesumChristum , Filium tuum, Dominum nostrum, supplices rogamus ac petimus, uti accepta habeas et benedicas hæc dona, hæc munera, hæc sancta sacrificia illibata, in primis, quæ tibi offerimus pro Ecclesia tua sancta catholica: quampacificare, custodire, adunare et regere digneris toto orbe terrarum: una cum omnibus orthodoxis atque catholicæ et apostolicæ fidei cultoribus.

Padre clementissimo, noi ti supplichiamo e ti chiediamo per Gesù Cristo, tuo Figlio e nostro Signore, di accettare questi doni, di benedire queste offerte, questo santo e immacolato sacrificio. Noi te l’offriamo anzitutto per la tua Chiesa santa e cattolica, perché tu le dia pace e la protegga, la raccolga nell’unità e la governi su tutta la terra con tutti quelli che custodiscono la fede cattolica, trasmessa dagli Apostoli.

... e per l'assemblea.

Un Concelebrante:

Memento, Domine, famulorum famularumque tuarum N. et N. et omnium circumstantium, quorum tibi fides cognita est et nota devotio, pro quibus tibi offerimus: vel qui tibi offerunt hoc sacrificium laudis, pro se suisque omnibus: pro redemptione animarum suarum, pro spe salutis et incolumitatis suæ: tibique reddunt vota sua æterno Deo, vivo et vero.

Ricordati, Signore, dei tuoi fedeli N. e N. Ricordati di tutti i presenti, dei quali conosci la fede e la devozione: per loro ti offriamo e anch’essi ti offrono questo sacrificio di lode, e innalzano la preghiera a te, Dio eterno, vivo e vero, per ottenere a sé e ai loro cari redenzione, sicurezza di vita e salute.

Memoria dei Santi.

Un altro Concelebrante:

Communicantes, et memoriam venerantes, in primis gloriosæ semper Virginis Mariæ, Genetricis Dei et Domini nostri Iesu Christi: sed et beati Ioseph, eiusdemVirginis Sponsi, et beatorum Apostolorum ac Martyrum tuorum, Petri et Pauli, Andreæ, Iacobi, Ioannis, Thomæ, Iacobi, Philippi, Bartholomæi, Matthæi, Simonis et Thaddæi, Lini, Cleti, Clementis, Xysti, Cornelii, Cypriani, Laurentii, Chrysogoni, Ioannis et Pauli, Cosmæ et Damiani et omnium Sanctorum tuorum; quorum meritis precibusque concedas, ut in omnibus protectionis tuæ muniamur auxilio.

In comunione con tutta la Chiesa, ricordiamo e veneriamo anzitutto la gloriosa e sempre vergine Maria, Madre del nostro Dio e Signore Gesù Cristo, san Giuseppe, suo sposo, i santi apostoli e martiri: Pietro e Paolo, Andrea, Giacomo, Giovanni, Tommaso, Giacomo, Filippo, Bartolomeo, Matteo, Simone e Taddeo, Lino, Cleto, Clemente, Sisto, Cornelio e Cipriano, Lorenzo, Crisogono, Giovanni e Paolo, Cosma e Damiano e tutti i santi: per i loro meriti e le loro preghiere donaci sempre aiuto e protezione.

Il Celebrante:

Hanc igitur oblationem servitutis nostræ, sed et cunctæ familiæ tuæ, quæsumus, Domine, ut placatus accipias: diesque nostros in tua pace disponas, atque ab æterna damnatione nos eripi et in electorum tuorum iubeas grege numerari.

Accetta con benevolenza, o Signore, l’offerta che ti presentiamo noi tuoi ministri e tutta la tua famiglia: disponi nella tua pace i nostri giorni, salvaci dalla dannazione eterna, e accoglici nel gregge degli eletti.

Invocazione a Dio perché consacri questi doni.

I Concelebranti:

Quam oblationem tu, Deus, in omnibus, quæsumus, benedictam, adscriptam, ratam, rationabilem, acceptabilemque facere digneris: ut nobis Corpus et Sanguis fiat dilectissimi Filii tui, Domini nostri Iesu Christi.

Santifica, o Dio, questa offerta con la potenza della tua benedizione, e degnati di accettarla a nostro favore, in sacrificio spirituale e perfetto, perché diventi per noi il Corpo e il Sangue del tuo amatissimo Figlio, il Signore nostro Gesù Cristo.

Racconto dell’istituzione.

Qui, pridie quampateretur, accepit panemin sanctas ac venerabiles manus suas, et elevatis oculis in cælumad te Deum Patrem suum omnipotentem, tibi gratias agens benedixit, fregit, deditque discipulis suis, dicens:

Accipite et manducate ex hoc omnes: hoc est enim Corpus meum, quod pro vobis tradetur.

La vigilia della sua passione, egli prese il pane nelle sue mani sante e venerabili, e alzando gli occhi al cielo a te, Dio Padre suo onnipotente, rese grazie con la preghiera di benedizione, spezzò il pane, lo diede ai suoi discepoli, e disse:

Prendete, e mangiatene tutti: questo è il mio Corpo offerto in sacrificio per voi.

Il Celebrante presenta al popolo l’ostia consacrata e genuflette in adorazione.

Simili modo, postquam cenatum est, accipiens et hunc præclarum calicem in sanctas ac venerabiles manus suas, item tibi gratias agens benedixit, deditque discipulis suis, dicens:

Accipite et bibite ex eo omnes: hic est enim calix Sanguinis mei, novi et æterni testamenti, qui pro vobis et pro multis effundetur in remissionem peccatorum. Hoc facite in meam commemorationem.

Dopo la cena, allo stesso modo, prese questo glorioso calice nelle sue mani sante e venerabili, ti rese grazie con la preghiera di benedizione, lo diede ai suoi discepoli, e disse:

Prendete, e bevetene tutti: questo è il calice del mio Sangue per la nuova ed eterna alleanza, versato per voi e per tutti in remissione dei peccati. Fate questo in memoria di me.

Il Celebrante presenta al popolo il calice e genuflette in adorazione.

Il Celebrante:

Mysterium fidei.         Mistero della fede.

L’assemblea:

Salvator mundi, salva nos, qui per crucem et resurrectionem tuam liberasti nos.

Tu ci hai redenti con la tua croce e la tua risurrezione: salvaci, o Salvatore del mondo.

Memoriale e offerta.

I Concelebranti:

Unde et memores, Domine, nos servi tui, sed et plebs tua sancta, eiusdem Christi, Filii tui, Domini nostri, tam beatæ passionis, necnon et ab inferis resurrectionis, sed et in cælos gloriosæ ascensionis: offerimus præclaræ maiestati tuæ de tuis donis ac datis hostiam puram, hostiam sanctam, hostiam immaculatam, Panem sanctum vitæ æternæ et Calicem salutis perpetuæ.

In questo sacrificio, o Padre, noi tuoi ministri e il tuo popolo santo celebriamo il memoriale della beata passione, della risurrezione dai morti e della gloriosa ascensione al cielo del Cristo tuo Figlio e nostro Signore; e offriamo alla tua maestà divina, tra i doni che ci hai dato, la vittima pura, santa e immacolata, pane santo della vita eterna e calice dell’eterna salvezza.

Invocazione a Dio perché accetti questo sacrificio ...

Supra quæ propitio ac sereno vultu respicere digneris: et accepta habere, sicuti accepta habere dignatus es munera pueri tui iusti Abel, et sacrificium Patriarchæ nostri Abrahæ, et quod tibi obtulit summus sacerdos tuus Melchisedech, sanctum sacrificium, immaculatam hostiam.

Volgi sulla nostra offerta il tuo sguardo sereno e benigno, come hai voluto accettare i doni di Abele, il giusto, il sacrificio di Abramo, nostro padre nella fede, e l’oblazione pura e santa di Melchisedech, tuo sommo sacerdote.

... e ci doni la sua grazia.

Supplices te rogamus, omnipotens Deus: iube hæc perferri per manus sancti Angeli tui in sublime altare tuum, in conspectu divinæ maiestatis tuæ; ut, quotquot ex hac altaris participatione sacrosanctum Filii tui Corpus et Sanguinem sumpserimus, omni benedictione cælesti et gratia repleamur.

Ti supplichiamo, Dio onnipotente: fa’ che questa offerta, per le mani del tuo Angelo santo, sia portata sull’altare del cielo davanti alla tua maestà divina, perché su tutti noi che partecipiamo di questo altare, comunicando al santo mistero del Corpo e Sangue del tuo Figlio, scenda la pienezza di ogni grazia e benedizione del cielo.

Preghiera di intercessione per i defunti ...

Un Concelebrante:

Memento etiam, Domine, Romani Pontificis Papæ nostri Ioannis Pauli, quemhodie ex hoc mundi vocasti atque famulorum famularumque tuarum N. et N., qui nos præcesserunt cum signo fidei, et dormiunt in somno pacis.

Ipsis, Domine, et omnibus in Christo quiescentibus, locum refrigerii, lucis et pacis, ut indulgeas, deprecamur.

Ricordati, o Signore, del Romano Pontefice il nostro Papa Giovanni Paolo, che oggi hai chiamato a te da questa vita e dei tuoi fedeli che ci hanno preceduto con il segno della fede e dormono il sonno della pace.

Dona loro, Signore, e a tutti quelli che riposano in Cristo, la beatitudine, la luce e la pace.

... e per la nostra felicità eterna.

Un altro Concelebrante:

Nobis quoque peccatoribus famulis tuis, de multitudine miserationum tuarum sperantibus, partem aliquam et societatem donare digneris, cumtuis sanctis Apostolis et Martyribus: cum Ioanne, Stephano, Matthia, Barnaba, Ignatio, Alexandro, Marcellino, Petro, Felicitate, Perpetua, Agatha, Lucia, Agnete, Cæcilia, Anastasia et omnibus Sanctis tuis: intra quorum nos consortium, non æstimator meriti, sed veniæ, quæsumus, largitor admitte.

Anche a noi, tuoi ministri, peccatori, ma fiduciosi nella tua infinita misericordia, concedi, o Signore, di aver parte nella comunità dei tuoi santi apostoli e martiri: Giovanni, Stefano, Mattia, Barnaba, Ignazio, Alessandro, Marcellino e Pietro, Felicita, Perpetua, Agata, Lucia, Agnese, Cecilia, Anastasia e tutti i santi: ammettici a godere della loro sorte beata non per i nostri meriti, ma per la ricchezza del tuo perdono.

Il Celebrante:

Per Christum Dominum nostrum, per quem hæc omnia, Domine, semper bona creas, sanctificas, vivificas, benedicis, et præstas nobis.

Per Cristo nostro Signore tu, o Dio, crei e santifichi sempre, fai vivere, benedici e doni al mondo ogni bene.

Lode alla Trinità.

I Concelebranti:

Per ipsum, et cum ipso, et in ipso, est tibi Deo Patri omnipotenti, in unitate Spiritus Sancti, omnis honor et gloria per omnia sæcula sæculorum.

L'assemblea:

Amen. Amen. Amen.

 

RITI DI COMUNIONE

Preghiera del Signore

Il Celebrante:

Libera nos, quæsumus, Domine, ab omnibus malis, da propitius pacem in diebus nostris, ut, ope misericordiæ tuæ adiuti, et a peccato simus semper liberi et ab omni perturbatione securi: exspectantes beatam spem et adventum salvatoris nostri Iesu Christi.

Liberaci, o Signore, da tutti i mali, concedi la pace ai nostri giorni, e con l’aiuto della tua misericordia vivremo sempre liberi dal peccato e sicuri da ogni turbamento, nell’attesa che si compia la beata speranza e venga il nostro salvatore Gesù Cristo.

L'assemblea:

Tuo è il regno, tua la potenza e la gloria nei secoli.

Rito della pace

Il Celebrante:

Domine Iesu Christe, qui dixisti apostolis tuis: Pacem relinquo vobis, pacem meam do vobis: ne respicias peccata nostra, sed fidem Ecclesiæ tuæ; eamque secundum voluntatem tuam pacificare et coadunare digneris. Qui vivis et regnas in sæcula sæculorum.

R/. Amen.

Signore Gesù Cristo, che hai detto ai tuoi apostoli: «Vi lascio la pace, vi do la mia pace», non guardare ai nostri peccati, ma alla fede della tua Chiesa e donale unità e pace secondo la tua volontà. Tu che vivi e regni nei secoli dei secoli.

R/. Amen.

Il Celebrante:

Pax Domini sit semper vobiscum.

R/. Et cumspiritu tuo.

La pace del Signore sia sempre con voi.

R/. E con il tuo spirito.

Il Diacono:

Nello Spirito di Cristo risorto datevi un segno di pace.

I presenti si scambiano un gesto di pace, come segno di comunione fraterna.

Mentre il Celebrante spezza il pane eucaristico, si canta:

Agnus Dei

La schola:         L’assemblea:

Il Celebrante:

Ecce Agnus Dei, ecce qui tollit peccata mundi. Beati qui ad Cenam Agni vocati sunt.

Beati gli invitati alla Cena del Signore. Ecco l’Agnello di Dio, che toglie i peccati del mondo.

L’assemblea:

Domine, non sum dignus ut intres sub tectum meum: sed tantum dic verbo, et sanabitur anima mea.

O Signore, non sono degno di partecipare alla tua mensa: ma di' soltanto una parola e io sarò salvato.

I Concelebranti si comunicano al Corpo e al Sangue di Cristo.

Anche i fedeli ricevono la comunione.

Canto di comunione

Splenda a lui la luce perpetua, insieme ai tuoi santi, in eterno, Signore, perché tu sei buono.

SALMO 129 (130)

1. De profundis clamavi ad te, Domine;* Domine, exaudi vocem meam.

Ant. Lux æterna.

2. Fiant aures tuae intendentes* in vocemdeprecationis meæ. R/.

3. Si iniquitates observaveris, Domine,* Domine, quis sustinebit? R/.

4. Quia apud te propitiatio est,* ut timeamus te. R/.

5. Sustinui te, Domine,* sustinuit anima mea in verbo eius. R/.

6. Speravit anima mea in Domino* magis quam custodes auroram. R/.

7. Magis quam custodes auroram* speret Israel in Domino. R/.

8. Quia apud Dominum misericordia,* et copiosa apud eum redemptio. R/.

9. Et ipse redimet Israel* ex omnibus iniquitatibus eius. R/.

 

1. Dal profondo a te grido, o Signore;* Signore, ascolta la mia voce. R/.

2. Siano i tuoi orecchi attenti* alla voce della mia preghiera. R/.

3. Se consideri le colpe, Signore,* Signore, chi potrà sussistere? R/.

4. Ma presso di te è il perdono* perciò avremo il tuo timore. R/.

5. Io spero nel Signore,* l’anima mia spera nella sua parola. R/.

6. L’anima mia attende il Signore* più che le sentinelle l’aurora. R/.

7. Più che le sentinelle l’aurora,* Israele attenda il Signore. R/.

8. Perché presso il Signore è la misericordia;* e grande presso di lui la redenzione. R/.

9. Egli redimerà Israele* da tutte le sue colpe. R/.

Orazione dopo la comunione

Il Celebrante:

Oremus.

Ad mensam æterni accedentes convivii, misericordiam tuam, Domine, pro anima famuli tui Papæ Ioannis Pauli suppliciter imploramus, ut veritatis possessione tandem congaudeat, in qua populum tuum fidenter confirmavit. Per Christum Dominum nostrum .

R/. Amen.

Preghiamo.

O Dio, che a questa mensa eucaristica ci hai fatto gustare le primizie del convito eterno, concedi al tuo servo e nostro Papa Giovanni Paolo di entrare con i tuoi santi nel pieno possesso della verità nella quale, con coraggio apostolico, confermò i suoi fratelli. Per Cristo nostro Signore.

R/. Amen.

ULTIMA RACCOMANDAZIONE E COMMIATO

Monizione

Detta l’orazione dopo la Comunione, il Cardinale Decano del Collegio Cardinalizio compie il rito dell’ultima raccomandazione e del commiato. Stando presso il feretro con gli altri concelebranti, invita i presenti alla preghiera con queste parole:

Fratres sororesque carissimi, dulcissimæ Dei misericordiæ commendemus animam Papæ nostri Ioannis Pauli, qui, Ecclesiæ catholicæ Episcopus, fratres in fide resurrectionis confirmavit.

Pro defuncto Pontifice Deum Patrem deprecem ur per Iesum Christum in Spiritu Sancto, ut eum, a morte redemptum, in pacem suam assumat, et corpus eius resuscitet in novissimo die.

Beata Virgo Maria, apostolorum Regina et Salus populi Romani, apud Deum intercedat ut vultum Filii sui benedicti Papæ nostro ostendat atque Ecclesiam luce resurrectionis eius consoletur.

Fratelli e sorelle carissimi, affidiamo alla soavissima misericordia di Dio l’anima del nostro Papa Giovanni Paolo, Vescovo della Chiesa cattolica, che confermò i fratelli nella fede della risurrezione.

Preghiamo Dio Padre per Gesù Cristo nello Spirito Santo per il Pontefice defunto, perché, riscattato dalla morte, sia accolto nella sua pace e il suo corpo risusciti nell’ultimo giorno.

La beata Vergine Maria, Regina degli Apostoli e Salvezza del popolo romano, interceda presso Dio perché mostri il volto del Figlio suo benedetto al nostro Papa e consoli la Chiesa con la luce della risurrezione.

Tutti pregano per qualche tempo in silenzio.

 

 

SUPPLICA DELLA CHIESA DI ROMA

Il Cardinale Vicario per la Diocesi di Roma si reca presso il feretro.

I cantori cantano le Litanie dei Santi e tutti rispondono alle invocazioni.

Invocazione dei Santi

Sancta Maria, Mater Dei, ora pro eo
Sancta Maria, Mater Ecclesiæ, ora pro eo
Sancta Maria, Salus populi Romani, ora pro eo
Sancti Michael, Gabriel et Raphael, orate pro eo
Omnes sancti Angeli, orate pro eo
Sancte Ioseph, ora pro eo
Sancte Ioannes Baptista, ora pro eo
Omnes Sancti Patriarchæ et Prophetæ, orate pro eo
Sancti Petre et Paule, orate pro eo
Sancte Andrea, ora pro eo
Sancti Ioannes et Iacobe, orate pro eo
Sancte Thoma, ora pro eo
Sancte Matthæe, ora pro eo
Sancte Matthia, ora pro eo
Sancte Luca, ora pro eo
Sancte Marce, ora pro eo
Omnes Sancti Apostoli et Evangelistæ, orate pro eo
Sancte Barnaba, ora pro eo
Sancta Maria Magdalena, ora pro eo
Omnes Sancti Discipuli Domini, orate pro eo
Sancte Clemens, ora pro eo
Sancte Calliste, ora pro eo
Sancte Fabiane, ora pro eo
Sancte Corneli, ora pro eo
Sancte Xyste, ora pro eo
Sancte Ioannes, ora pro eo
Sancte Martine, ora pro eo
Sancte Damase, ora pro eo
Sancte Leo Magne, ora pro eo
Sancte Gregori Magne, ora pro eo
Sancte Leo (None), ora pro eo
Sancte Pie (Decime), ora pro eo
Omnes Sancti Pontifices Romani, orate pro eo
Sancte Stephane, ora pro eo
Sancte Laurenti, ora pro eo
Sancti Protomartyres Romani, orate pro eo
Sancte Ignati Antiochene, ora pro eo
Sancte Hippolyte, ora pro eo
Sancti Iustine et Apolloni, orate pro eo
Sancte Tharsici, ora pro eo
Sancte Sebastiane, ora pro eo
Sancte Maximiliane (Kolbe), ora pro eo
Sanctæ Perpetua et Felicitas, orate pro eo
Sancta Agnes, ora pro eo
Sancta Cæcilia, ora pro eo
Sancta Eugenia, ora pro eo
Sancta Maria (Goretti), ora pro eo
Omnes Sancti Martyres, orate pro eo
Sancte Ambrosi, ora pro eo
Sancte Hieronyme, ora pro eo
Sancte Augustine, ora pro eo
Sancte Athanasi, ora pro eo
Sancti Basili et Gregori Nazianzene, orate pro eo
Sancte Ioannes Chrysostome, ora pro eo
Sancti Cyrille et Methodi, orate pro eo
Sancte Carole (Borromeo), ora pro eo
Sancti Benedicte et Bernarde, orate pro eo
Sancti Francisce et Dominice, orate pro eo
Sancte Ignati (de Loyola), ora pro eo
Sancte Francisce (Xavier), ora pro eo
Sancte Ioannes Maria (Vianney), ora pro eo
Sancte Philippe (Neri), ora pro eo
Sancte Gaspar (Del Bufalo), ora pro eo
Sancte Vincenti (Pallotti), ora pro eo
Sancta Sabina, ora pro eo
Sancta Marcella, ora pro eo
Sancta Paula, ora pro eo
Sancta Francisca (Romana), ora pro eo
Sancta Catharina (Senensis), ora pro eo
Sancta Teresia a Iesu, ora pro eo
Sancta Maria Faustina (Kowalska), ora pro eo
Omnes Sancti et Sanctæ Dei, orate pro eo

Terminato il canto delle Litanie, il Cardinale Vicario per la diocesi di Roma conclude la supplica della Chiesa di Roma con l’orazione seguente:

Deus, fidelis remunerator animarum, præsta ut famulus tuus Papa noster Ioannes Paulus, quem Petri constituisti successorem et Ecclesiæ tuæ pastorem, gratiæ et miserationis tuæ mysteriis, quæ fidenter dispensavit in terris, lætanter apud te perpetuo fruatur in cælis. Per Christum Dominum nostrum.

O Dio, che dài la giusta ricompensa agli operai del Vangelo, accogli il tuo servo e nostro Papa Giovanni Paolo, perché contempli in eterno il mistero di pace e di amore che egli, come successore di Pietro e pastore della Chiesa, dispensò fedelmente alla tua famiglia. Per Cristo nostro Signore.

C. Amen.

Quindi il Cardinale Vicario ritorna al suo posto.

SUPPLICA DELLE CHIESE ORIENTALI
(dall’Ufficio dei Defunti della Liturgia Bizantina)

Terminata la supplica della Chiesa di Roma, i Patriarchi, gli Arcivescovi Maggiori e i Metropoliti delle Chiese Metropolitane « sui iuris » orientali cattoliche, si recano davanti al feretro, rivolti verso l’altare.

Il coro:

Dona il riposo all’anima del tuo Servo, Padre e Vescovo nostro Giovanni Paolo Papa di Roma, o Dio salvatore, insieme con le anime dei giusti, conducila alla vita beata presso di te, amico degli uomini.

Conduci nel luogo del tuo riposo, Signore, dove riposano i tuoi Santi, anche l’anima del tuo Servo, Padre e Vescovo nostro Giovanni Paolo Papa di Roma, perché tu solo sei immortale.

Gloria al Padre e al Figlio e allo Spirito Santo.

Tu sei il nostro Dio, che sei disceso negli inferi ed hai liberato i prigionieri dalle pene; dona il riposo anche all’anima del tuo Servo, Giovanni Paolo Papa di Roma o Salvatore.

Ora e sempre e nei secoli dei secoli.
Amen.

Beata Vergine Maria sola pura e immacolata, che senza seme hai concepito Dio, intercedi per la salvezza dell’anima del tuo Servo.

Il Diacono:

Abbi pietà di noi, o Dio, secondo la tua grande misericordia; ti preghiamo, ascoltaci ed abbi pietà.

Il coro:

Signore, abbi pietà. (tre volte)

Il Diacono:

Preghiamo ancora per il riposo dell’anima di questo Servo di Dio il Padre e Vescovo nostro Giovanni Paolo Papa di Roma e perché gli sia perdonato ogni peccato, volontario o involontario.

Il coro:

Signore, abbi pietà. (tre volte)

Il Diacono:

Perché il Signore Iddio collochi la sua anima là, dove riposano i giusti. Chiediamo a Cristo, re immortale e nostro Dio, la divina misericordia, il regno dei cieli, e il perdono delle sue colpe.

Il coro:

Ascoltaci, Signore.

Il Diacono:

Preghiamo il Signore.

Il coro:

Signore, pietà.

Il Patriarca incensando la salma del Pontefice, mentre un sacerdote dice ad alta voce questa orazione:

Dio delle anime e di ogni carne, che hai schiacciato la morte, hai vinto il diavolo e hai donato la vita al mondo, concedi il riposo all’anima di questo tuo Servo defunto Giovanni Paolo Papa di Roma in un luogo di luce e di gioia, in un luogo verdeggiante, in un luogo di beatitudine dove non sono più sofferenza, dolore e pianto.

Perdona ogni colpa da lui commessa in parole, opere, pensieri, tu che sei un Dio buono e amico degli uomini; perché non vi è uomo che viva e non pecchi; tu solo infatti sei senza peccato; la tua giustizia è giustizia per sempre, e la tua parola è verità.

Perché tu sei la risurrezione, la vita e il riposo del tuo Servo Giovanni Paolo Papa di Roma che si è addormentato, o Cristo, Dio nostro; e ti rendiamo gloria con il tuo Padre senza principio e il tuo Spirito Santo, buono e datore di vita, ora e sempre e nei secoli dei secoli.

Il coro:

Amen.

Eterna la tua memoria, fratello nostro, degno di beatitudine, indimenticabile. Amen. (tre volte)

Poi tutti i Ministri orientali tornano al loro posto.

 

CONCLUSIONE

Terminata la supplica delle Chiese Orientali, tutti pregano per qualche tempo in silenzio.

Poi il Cardinale Decano asperge con l’acqua benedetta la salma del Romano Pontefice defunto e la incensa, mentre la schola canta il responsorio:

Credo quod Redémptor meus vivit et in novíssimo die de terra surrectúrus sum;* Et in carne mea vidébo Deum salvatórem meum.

Io credo: Il Signore è risorto e vive, e un giorno anch’io risorgerò con lui. Che io possa contemplarti, mio Dio e Salvatore mio.

L’assemblea:

V/. Quem visurus sum ego ipse et non alius et oculi mei conspecturi sunt.* Et in carne.

R/. Reposita est hæc spes mea in sinu meo.* Et in carne.

I miei occhi si apriranno alla sua luce, e su di lui si poserà il mio sguardo. Che io possa contemplarti, mio Dio e Salvatore mio.

Conservo salda questa speranza in cuore: Che io possa contemplarti, mio Dio e Salvatore mio.

Poi il Cardinale Decano dice la seguente orazione:

Misericordiæ tuæ, Pater clementissime, Papam nostrum Ioannem Paulum committimus, quem Petri successorem constituisti et Ecclesiæ pastorem, nuntium intrepidum verbi tui, divinorum mysteriorum fidelem dispensatorem.

Admitte eum, quæsumus, in cælorum sanctuarium, ubi cum omnibus electis tuis æterna gloria fruatur. Gratias tibi agimus, Domine, pro omnibus beneficiis quæ in tua bonitate, ad utilitatem plebis tuæ ei concessisti.

Ecclesiæ, Pastore orbatæ, dona solacium fidei et spei fortitudinem.

Tibi, Pater, fons vitæ, in Spiritu vivificante, per Christum,mortis victorem, omnis honor et gloria in sæcula sæculorum.

R/. Amen.

Padre clementissimo, affidiamo alla tua misericordia il nostro Papa Giovanni Paolo che tu hai costituito successore di Pietro e pastore della Chiesa, annunciatore intrepido della tua parola e fedele dispensatore dei divini misteri.

Ammettilo, ti preghiamo, nel santuario del cielo, a godere dell’eterna gloria con tutti i tuoi eletti. Ti rendiamo grazie, Signore per tutti i benefici che nella tua bontà gli hai concesso per il bene del tuo popolo.

Alla Chiesa, privata del suo Pastore, dona il conforto della fede e la forza della speranza.

A te, Padre, sorgente della vita, nello Spirito vivificante, per Cristo, vincitore della morte, ogni onore e gloria nei secoli dei secoli.

R/. Amen.

Tutti, restando in piedi al loro posto, cantano insieme:

In Paradiso ti accompagnino gli angeli, al tuo arrivo ti accolgano i martiri, e ti conducano nella santa Gerusalemme.

Ti accolga il coro degli angeli, e con Lazzaro povero in terra tu possa godere il riposo eterno nel cielo.

 

NEL LUOGO DELLA SEPOLTURA

Processione

Mentre il feretro del Romano Pontefice viene portato al luogo della tumulazione, tutti cantano il cantico evangelico Magnificat.

CANTICO DELLA BEATA VERGINE MARIA

Lc 1, 46-55 1.

1. Magnificat anima mea Dominum,

2. et exultavit spiritus meus* in Deo salvatore meo.

3. Quia respexit humilitatem ancillæ suæ.* Ecce enim ex hoc beatam me dicent omnes generationes.

4. Quia fecit mihi magna, qui potens est,* et sanctum nomen eius.

5. Et misericordia eius in progenies et progenies* timentibus eum.

6. Fecit potentiam in brachio suo,* dispersit supérbos mente cordis sui.

7. Deposuit potentes de sede* et exaltavit humiles.

8. Esurientes implevit bonis* et divites dimisit inanes.

9. Suscepit Israel puerum suum,* recordatus misericordiæ.

10. Sicut locutus est ad patres nostros,* Abraham et semini eius in sæcula.

11. Gloria Patri, et Filio,* et Spiritui Sancto.

12. Sicut erat in principio, et nunc et semper,* et in sæcula sæculorum. Amen

 

1. L’anima mia magnifica il Signore.

2. E il mio spirito esulta in Dio, mio salvatore.

3. Perché ha guardato l’umiltà della sua serva.* D’ora in poi tutte le generazioni mi chiameranno beata.

4. Grandi cose ha fatto in me l’Onnipotente * e Santo è il suo nome.

5. Di generazione in generazione la sua misericordia* si stende su quelli che lo temono.

6. Ha spiegato la potenza del suo braccio,* ha disperso i superbi nei pensieri del loro cuore.

7. Ha rovesciato i potenti dai troni,* ha innalzato gli umili.

8. Ha ricolmato di beni gli affamati,* ha rimandato i ricchi a mani vuote.

9. Ha soccorso Israele, suo servo, * ricordandosi della sua misericordia.

10. Come aveva promesso ai nostri padri, * ad Abramo e alla sua discendenza, per sempre.

11. Gloria al Padre e al Figlio * e allo Spirito Santo.

12. Come era nel principio, e ora e sempre * nei secoli dei secoli.

Amen.

 

Accompagnano il feretro il Cardinale Camerlengo, i Cardinali Capi d’Ordine, il Cardinale Arciprete della Basilica Vaticana, il Cardinale già Segretario di Stato, il Cardinale Vicario di Roma, il Sostituto della Segreteria di Stato, il Prefetto della Casa Pontificia, il Vice Camerlengo, una rappresentanza dei Canonici Vaticani, i familiari del Sommo Pontefice defunto.

Presiede la celebrazione il Cardinale Camerlengo, che indossa il piviale rosso.

Le spoglie del Sommo Pontefice vengono portate dalla Basilica Vaticana nelle Grotte Vaticane attraverso la porta detta di Santa Marta.

Mentre la salma è portata al sepolcro, la schola canta il Salmo 113 A e altri salmi, secondo l’opportunità con le loro antifone.

ANTIFONA 1

Cristo ti accolga in paradiso.

SALMO 113 A

In exitu Israel de Ægypto, * domus Iacobde populo barbaro,
factus est Iuda sanctuarium eius, * Israel potestas eius.

Mare vidit et fugit, * Iordanis conversus est retrorsum;
montes saltaverunt ut arietes, * et colles sicut agni ovium.

Quid est tibi, mare, quod fugisti? * et tu Iordanis, quia conversus es retrorsum?
Montes, quod saltastis sicut arietes, * et colles, sicut agni ovium?

A facie Domini contremisce, terra, * a facie Dei Iacob,
qui convertit petram in stagna aquarum * et silicem in fontes aquarum.

Gloria Patri.

Ant. Te suscipiat Christus in paradisum.

Quando Israele uscì dall’Egitto, la casa di Giacobbe da un popolo barbaro,
Giuda divenne il suo santuario, * Israele il suo dominio.

Il mare vide e si ritrasse, il Giordano si volse indietro,
i monti saltellarono come arieti, le colline come agnelli di un gregge.

Che hai tu, mare, per fuggire, * e tu, Giordano, perché torni indietro?
Perché voi monti saltellate come arieti * e voi colline come agnelli di un gregge?

Trema, o terra, davanti al Signore, * davanti al Dio di Giacobbe,
che muta la rupe in un lago, * la roccia in sorgenti d’acqua.

Gloria al Padre.

Ant. Cristo ti accolga in paradiso.

ANTIFONA 2

Apritemi le porte della giustizia: entrerò e renderò grazie al Signore.

SALMO 117 (118)

I

Confitemini Domino, quoniam bonus,* quoniam in sæculum misericordia eius.

Dicat nunc Israel, quoniam bonus, * quoniam in sæculum misericordia eius.

Dicat nunc domus Aaron, * quoniam in sæculum misericordia eius.

Dicant nunc, qui timent Dominum, * quoniam in sæculum misericordia eius.

De tribulatione invocavi Dominum, * et exaudivit me educens in latitudinem Dominus.

Dominus mecum, * non timebo, quid faciat mihi homo.

Dominus mecum adiutor meus, * et ego despiciam inimicos meos.

Bonum est confugere ad Dominum * quam confidere in homine.

Bonum est confugere ad Dominum * quam confidere in principibus.

 

Celebrate il Signore, perché è buono; * eterna è la sua misericordia.

Dica Israele che egli è buono: * eterna è la sua misericordia.

Lo dica la casa di Aronne: * eterna è la sua misericordia.

Lo dica chi teme Dio: * eterna è la sua misericordia.

Nell’angoscia ho gridato al Signore, * mi ha risposto, il Signore, e mi ha tratto in salvo.

Il Signore è con me, non ho timore; * che cosa può farmi l’uomo?

Il Signore è con me, è mio aiuto, * sfiderò i miei nemici.

È meglio rifugiarsi nel Signore * che confidare nell’uomo.

È meglio rifugiarsi nel Signore * che confidare nei potenti.

 

a

II

Omnes gentes circuierunt me, * et in nomine Domini excidi eos.

Circumdantes circumdederunt me, * et in nomine Domini excidi eos.

Circumdederunt me sicut apes † et exarserunt sicut ignis in spinis, * et in nomine Domini excidi eos.

Impellentes impulerunt me, ut caderem, * et Dominus adiuvit me.

Fortitudo mea et laus mea Dominus * et factus est mihi in salutem.

Vox iubilationis et salutis * in tabernaculis iustorum:

«Dextera Domini fecit virtutem! † Dextera Domini exaltavit me; * dextera Domini fecit virtutem! ».

Non moriar, sed vivam, * et narrabo opera Domini.

Castigans castigavit me Dominus, * et morti non tradidit me.

Tutti i popoli mi hanno circondato, * ma nel nome del Signore li ho sconfitti.

Mi hanno circondato, mi hanno accerchiato, * ma nel nome del Signore li ho sconfitti.

Mi hanno circondato come api, † come fuoco che divampa tra le spine, *ma nel nome del Signore li ho sconfitti.

Mi avevano spinto con forza per farmi cadere, * ma il Signore è stato mio aiuto.

Mia forza e mio canto è il Signore, * egli è stato la mia salvezza.

Grida di giubilo e di vittoria, * nelle tende dei giusti:

la destra del Signore ha fatto meraviglie, † la destra del Signore si è innalzata, * la destra del Signore ha fatto meraviglie.

Non morirò, resterò in vita * e annunzierò le opere del Signore.

Il Signore mi ha provato duramente, * ma non mi ha consegnato alla morte.

 

III

Aperite mihi portas iustitiæ; * ingressus in eas confitebor Domino.

Hæc porta Domini; * iusti intrabunt in eam.

Confitebor tibi, quoniam exaudisti me * et factus es mihi in salutem.

Lapidem, quem reprobaverunt ædificantes, * hic factus est in caput anguli;

Domino factum est istud, * et est mirabile in oculis nostris.

Hæc est dies, quam fecit Dominus:  * exsultemus et lætemur in ea.

O Domine, salvum me fac; * o Domine, da prosperitatem!

Benedictus, qui venit in nomine Domini. * Benedicimus vobis de domo Domini.

Deus Dominus et illuxit nobis. * Instruite sollemnitatem in ramis condensis usque ad cornua altaris.

Deus meus es tu, et confitebor tibi, * Deus meus, et exaltabo te.

Confitemini Domino, quoniam bonus, * quoniam in sæculum misericordia eius.

Gloria Patri.

Ant. Aperite mihi portas iustitiæ, et ingressus in eas confitebor Domino.

 

Apritemi le porte della giustizia:  * voglio entrarvi e rendere grazie al Signore.

È questa la porta del Signore, * per essa entrano i giusti.

Ti rendo grazie, perché mi hai esaudito, * perché sei stato la mia salvezza.

La pietra scartata dai costruttori * è divenuta testata d’angolo;

ecco l’opera del Signore: * una meraviglia ai nostri occhi.

Questo è il giorno fatto dal Signore: * rallegriamoci ed esultiamo in esso.

Dona, Signore, la tua salvezza, * dona, Signore, la vittoria!

Benedetto colui che viene nel nome del Signore. * Vi benediciamo dalla casa del Signore;

Dio, il Signore è nostra luce. † Ordinate il corteo con rami frondosi * fino ai lati dell’altare.

Sei tu il mioDio e ti rendo grazie, * sei il mio Dio e ti esalto.

Celebrate il Signore, perché è buono: * eterna è la sua misericordia.

 Gloria al Padre.

Ant. Apritemi le porte della giustizia: entrerò e renderò grazie al Signore.

Antifona 3

Nello splendido corteo dei santi andrò alla casa di Dio.

 

SALMO 41 (42), 2-6

Quemadmodum desiderat cervus ad fontes aquarum, * ita desiderat anima mea ad te, Deus.

Sitivit anima mea ad Deum, Deum vivum; * quando veniam et apparebo ante faciem Dei?

Fuerunt mihi lacrimæ meæ panis die ac nocte, * dum dicitur mihi quotidie: «Ubi est Deus tuus?».

Hæc recordatus sum et effudi in me animam meam; † quoniam transibam in locum tabernaculi admirabilis * usque ad domum Dei,

in voce exsultationis et confessionis, * multitudinis festa celebrantis.

Quare tristis es, anima mea, * et quare conturbaris in me?

Spera in Deo, quoniam adhuc confitebor illi, * salutare vultus mei et Deus meus.

Gloria Patri.

Ant. Ingrediar in locum tabernaculi admirabilis usque ad domum Dei.

 

Come la cerva anela ai corsi d’acqua,* così l’anima mia anela a te, o Dio.

L’anima mia ha sete di Dio, del Dio vivente:* quando verrò e vedrò il volto di Dio?

Le lacrime sono mio pane giorno e notte,* mentre mi dicono sempre: «Dov’è il tuo Dio?».

Questo io ricordo, e il mio cuore si strugge: † attraverso la folla avanzavo tra i primi * fino alla casa di Dio,

in mezzo ai canti di gioia * di una moltitudine in festa.

Perché ti rattristi, anima mia, * perché su di me gemi?

Spera in Dio: ancora potrò lodarlo, * lui, salvezza del mio volto e mio Dio.

Gloria al Padre.

Ant. Nello splendido corteo dei santi andrò alla casa di Dio.

 

Tumulazione della salma
del Sommo Pontefice Giovanni Paolo II

Il Celebrante:

Deum, misericordiarum Patrem, fratres carissimi, humiliter deprecemur pro Papa nostro Ioanne Paulo, qui in Domino obiit.

Fratelli carissimi, supplichiamo umilmente Dio, Padre di misericordia, per il nostro Papa Giovanni Paolo che è morto nel Signore.

Il Diacono:

1. Ut Deus animam Papæ nostri Ioannis Pauli de potestate tenebrarum liberare dignetur.

R/. Domine miserere.

2. Ut eius peccatis clementer indulgeat.

R/. Domine miserere.

3. Ut eius opera bona suscipiat.

R/. Domine miserere.

4. Ut eum in pacis et lucis regione collocare dignetur.

R/. Domine miserere.

5. Ut ei beatitudinem et societatem cum sanctis et electis suis donare dignetur.

R/. Domine miserere.

 

1. Perché Iddio si degni di liberare dal potere delle tenebre l’anima del nostro Papa Giovanni Paolo.

R/. Domine miserere.

2. Perché nella sua bontà perdoni i suoi peccati.

R/. Domine miserere.

3. Perché accetti le sue buone opere.

R/. Domine miserere.

4. Perché si degni di accoglierlo nella dimora della pace e della luce.

R/. Domine miserere.

5. Perché si degni di concedergli la beatitudine e la compagnia dei santi e dei suoi eletti.

R/. Domine miserere.

Tutti:

Pater noster, qui es in cælis: sanctificetur nomen tuum; adveniat regnum tuum; fiat voluntas tua, sicut in cælo, et in terra. Panem nostrum cotidianum da nobis hodie; et dimitte nobis debita nostra, sicut et nos dimittimus debitoribus nostris; et ne nos inducas in tentationem; sed libera nos a malo.

Padre nostro, che sei nei cieli, sia santificato il tuo nome, venga il tuo regno, sia fatta la tua volontà, come in cielo così in terra. Dacci oggi il nostro pane quotidiano, e rimetti a noi i nostri debiti come noi li rimettiamo ai nostri debitori, e non ci indurre in tentazione, ma liberaci dal male.

Il Celebrante:

Omnipotens Deus, qui mortem nostram per Filium tuum Iesum Christum in cruce demortuum destruxisti, et per ipsum, vel in sepulcro quiescentem vel a mortuis gloriose resurgentem, tumulos sanctificasti et vitam nobis atque immortalitatem mirabiliter reparasti, suscipe preces  nostras pro Papa nostro Ioanne Paulo qui, Christo commortuus et consepultus, beatam spem resurrectionis exspectat. Deus vivorum et mortuorum, concede propitius, ut te, quem agnovit in terra fidelis, sine fine laudet in cælo beatus.

Per Christum Dominum nostrum.

Dio onnipotente, che con la morte in croce del tuo Figlio hai vinto la nostra morte, con il suo riposo nel sepolcro hai santificato le tombe dei fedeli e con la sua gloriosa risurrezione ci hai ridato la vita immortale, accogli le nostre preghiere per il nostro Papa Giovanni Paolo che, morto e sepolto in Cristo, attende la beata speranza e la manifestazione gloriosa del Salvatore. Concedi, o Signore dei vivi e dei morti, a colui che ti ha servito fedelmente sulla terra di lodarti senza fine nella beatitudine del cielo.

Per Cristo nostro Signore.

R/. Amen.

Il Celebrante:

Requiem æternam dona ei, Domine.

R/. Et lux perpetua luceat ei.

Requiescat in pace.

R/. Amen.

L’eterno riposo donagli, Signore.

R/. E splenda a lui la luce perpetua.

Riposi in pace.

R/. Amen.

La cassa di legno di cipresso contenente le spoglie del Romano Pontefice, viene legata con nastri rossi, sui quali vengono impressi i sigilli della Camera Apostolica, della Prefettura della Casa Pontificia, dell’Ufficio delle Celebrazioni Liturgiche del Sommo Pontefice e del Capitolo Vaticano.

Quindi è collocata nella cassa di legno zincata, che immediatamente viene saldata; su di essa vengono impressi i sigilli degli Uffici suddetti.

Sul coperchio vi sono la croce e lo stemma del Pontefice defunto.

Mentre la bara viene deposta nel sepolcro, si canta l’antifona:

Salve, Regina, madre di misericordia,
vita, dolcezza e speranza nostra, salve.
A te ricorriamo, esuli figli di Eva;
a te sospiriamo, gementi e piangenti
in questa valle di lacrime.
Orsù dunque, avvocata nostra,
rivolgi a noi gli occhi tuoi misericordiosi.
E mostraci, dopo questo esilio, Gesù,
il frutto benedetto del tuo seno.
O clemente, o pia, o dolce vergine Maria.

Il notaio del Capitolo della Basilica Vaticana redige l’atto autentico della tumulazione e lo legge di fronte ai presenti.

 

***

ILLUSTRAZIONI:

MS REGINENSES LATINI 99 - F. 44 v.
SPECULUM HUMANÆ SALVATIONIS
HUNGRIA, 1428-1429
BIBLIOTECA APOSTOLICA
CITTÀ DEL VATICANO

Riproduzione vietata

TUTTI I DIRITTI RISERVATI
A CURA DELL'UFFICIO DELLE CELEBRAZIONI LITURGICHE
DEL SOMMO PONTEFICE

(La serie completa dei libretti 2005 sarà disponibile previa prenotazione)

TIPOGRAFIA VATICANA

 

 

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#1032 From: FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...>
Date:: Tue Apr 5, 2005 3:58 am
Subject:: Re: Nalgumas regiões da vossa Nação, o caminho para uma vida em Cristo ...
fernandodorego@...
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Presada Maria,
Aprecio o seu interesse pelos assuntos dos católicos na India.O Papa tem toda a razão pois de facto tem havido atravez da India - bem como em Goa, embora em escala mais pequena - muitos casos onde os Cristãos( digo Cristãos porque os Protestantes tambem) tem sofrido das mãos dos Hindus acerrados.
Mas de uma maneira geral, a nossa Constituição garante  o livre exercicio da religião de cada qual,e a Católica certamente tem muito respeito.
A India vai ser representada no funeral do Papa pelo nosso Vice- Presidente da Republica, um hindu, enquanto o Presidente é um maumetano.
Alem disso, tinham sido dado tres dias de luto nacional.Mas hoje o terceiro dia foi adiado para a sextafeira,por ser o funeral e as bandeiras por toda a India estarão de novo à meia- adriça
Tomo a liberdade de marcar a carta no CC a alguns dos meus amigos a quem hade interessar ler a sua carta e o documento do Papa
Fernando.

maria silva <identitate2004@...> wrote:
 
Neste discurso do Papa aos bispos indianos ele cita as dificuldades que os católicos enfrentam nalgumas regiões da Índia .
 
Disse o Papa:" Nalgumas regiões da vossa Nação, o caminho para uma vida em Cristo é ainda hoje uma senda que apresenta grandes obstáculos. É realmente desconcertante o facto de que algumas pessoas, que desejam tornar-se cristãs, devem receber a autorização das autoridades locais, enquanto outras chegaram a perder o seu direito à assistência social e ao apoio à sua família."
 
O dialogo inter religioso, inter culturas, inter povos , etc, etc. enfrenta muitas fronteiras . Mas é claro que a inculturação junto que o diálogo pode ajudar as comunidades a enfrentarem os obstáculos que surgem. Julgo que nalguns locais da Índia o problema surge na convivência com outras religiões, o que em Goa, Damão, Diu não acontece!?
 
Maria
 
DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II
A UM GRUPO DE BISPOS INDIANOS DE RITO LATINO
EM VISITA "AD LIMINA APOSTOLORUM"

23 de de Maio de 2003

 

Prezados Irmãos Bispos

1. No momento em que tem início esta série de visitas ad Limina dos Bispos de rito latino da Índia, dou-vos as minhas cordiais boas-vindas a vós, Pastores provenientes das Províncias Eclesiásticas de Calcutá, Guwahati, Imphal e Shillong. Reunidos em conjunto, damos graças a Deus pelos dons que Ele concedeu à Igreja que peregrina no vosso País enquanto recordamos as palavras que nosso Senhor dirigiu aos seus discípulos, quando subiu aos céus:  "Eis que estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo" (Mt 28, 20). Neste tempo pascal estais aqui congregados, junto dos túmulos dos Santos Pedro e Paulo, para manifestar novamente a vossa relação particular com a Igreja universal e com o Vigário de Cristo.

Agradeço ao Arcebispo D. Sircar os cordiais sentimentos e bons votos que me transmitiu em nome de todo o Episcopado, do clero, dos religiosos e dos fiéis leigos das Províncias Eclesiásticas por vós respresentadas. Por graça de Deus, pude visitar a vossa Pátria em duas ocasiões, e tive a ocasião de experimentar pessoalmente a calorosa hospitalidade indiana, que faz parte da rica herança cultural que caracteriza a vossa Nação. Desde os alvores do cristianismo, a Índia celebrou o mistério da salvação, contido na Eucaristia, que vos une misticamente às outras comunidades de fé, na "contemporaneidade" do Sacrifício pascal (cf. Ecclesia de Eucharistia, 5). Rezo a fim de que os fiéis da Índia continuem a crescer na unidade, enquanto a sua participação na celebração da Missão os confirma na força e na intenção.

2. Devemos ter sempre presente o facto de que "a Igreja evangeliza em obediência ao mandamento de Cristo, na consciência de que cada uma das pessoas tem o direito de ouvir a Boa Nova de Deus que se revela e se dá a si mesmo em Cristo" (Ecclesia in Asia, 20). Durante séculos, os católicos na Índia fizeram progredir o trabalho essencial de evangelização, de modo particular no campo da educação e dos serviços sociais, oferecidos com generosidade tanto aos cristãos como aos não-cristãos. Nalgumas regiões da vossa Nação, o caminho para uma vida em Cristo é ainda hoje uma senda que apresenta grandes obstáculos. É realmente desconcertante o facto de que algumas pessoas, que desejam tornar-se cristãs, devem receber a autorização das autoridades locais, enquanto outras chegaram a perder o seu direito à assistência social e ao apoio à sua família. Outras ainda foram afastadas ou expulsas das suas próprias aldeias. Infelizmente, determinados movimentos fundamentalistas estão criando confusão na mente de alguns católicos e chegam mesmo a desafiar directamente qualquer tentativa de evangelização. A minha esperança é de que, como guias na fé, vós não vos sintais desanimados por estas injustiças mas,  pelo  contário,  continueis  a  animar  a  sociedade,  de  tal  modo  que estas tendências alarmantes possam ser invertidas.

É também necessário observar que os obstáculos à conversão nem sempre são externos, mas podem apresentar-se também a partir de dentro das vossas comunidades. Isto acontece quando os membros das outras religiões observam a existência de desacordos, escândalos e desunião no seio das nossas instituições católicas. Por este motivo, é importante que os sacerdotes, os religiosos, as religiosas e os leigos trabalhem em conjunto e sobretudo colaborem com o seu Bispo, que é sinal e fonte de unidade. O Bispo tem a responsabilidade de ajudar todos os que estão comprometidos na tarefa vital da evangelização, assegurando que eles jamais percam o seu zelo missionário, que está no centro da nossa vida em Cristo. Estou convicto de que, em virtude destes desafios, continuareis a pregar a Boa Nova com coragem e convicção cada vez maiores. "O que  conta tanto  aqui,  como  em qualquer outro sector da vida cristã é a confiança que provém da fé, ou seja, a certeza de que não somos nós os protagonistas  da  missão,  mas  sim  Jesus Cristo e o seu Espírito" (Redemptoris missio, 36).

3. Fundamental para um esforço decidido de evangelização é o desenvolvimento de uma Igreja local madura que, por sua vez, se torne missionária (cf. Redemptoris missio, 48). Isto pressupõe a eventual formação de um clero local bem preparado, não só capaz de corresponder às necessidades de quantos lhe forem confiados, mas também pronto a abraçar a missão ad gentes. Como eu disse por ocasião da minha primeira visita pastoral à Índia:  "A vocação é tanto um sinal de amor como uma exortação ao amor (...) A decisão de  dizer "sim" ao  chamamento  de Cristo comporta muitas consequências importantes:  a necessidade de renunciar a outros projectos, a disponibilidade a abandonar pessoas queridas, a prontidão a encetar, com profunda confiança, o caminho que deverá levar a uma união cada vez mais estreita com Cristo" (Homilia em Pune, 10 de Fevereiro de 1986, n. 3).

O compromisso a seguir Cristo como sacerdote exige a melhor formação possível. "Para servir a Igreja como Cristo deseja, os Bispos e os sacerdotes têm necessidade de uma formação sólida e permanente, que lhes ofereça a oportunidade de uma renovação humana, espiritual e pastoral; portanto, eles precisam de frequentar cursos de teologia, de espiritualidade e de ciências humanas" (Ecclesia in Asia, 43).

Os candidatos ao sacerdócio devem compreender da maneira mais completa possível o Mistério que hão-de celebrar e o Evangelho que irão pregar. É preciso reconhecer as iniciativas que já tomastes, com vista a assegurar que os vossos institutos de formação presbiteral alcancem os elevados níveis de educação e de formação, necessários para o clero actual; por isso, encorajo-vos a continuar o vosso esforço, assegurando que todos aqueles que são chamados sejam verdadeiramente preparados para agir "em nome e na pessoa daquele que é Cabeça e Pastor da Igreja" (Pastores dabo vobis, 35).

4. Através do Corpo e Sangue de Cristo, a Igreja recebe a força espiritual necessária para difundir a Boa Nova. "Assim, a Eucaristia coloca-se como fonte e, ao mesmo tempo, como ápice de toda a evangelização, porque a sua finalidade é a comunhão dos homens com Cristo e, nele, com o Pai e com o Espírito Santo" (Ecclesia de Eucharistia, 22). Como Bispos, estais bem conscientes de que cada uma das Dioceses é responsável pela evangelização de base e pela formação permanente dos leigos. Na Índia, assim como noutros países, uma boa parte deste trabalho é realizada pelos catequistas. Estes trabalhadores da vinha são muito mais do que professores. Não só educam as pessoas para os princípios da fé, mas desempenham também muitos outras tarefas que integram a missão da Igreja, entre as quais:  trabalham com as pessoas em pequenos grupos, ajudam com os serviços de oração e a música, preparam os fiéis para receber os Sacramentos, em particular o sacramento do Matrimónio, formam outros catequistas, enterram os mortos e, com muita frequência, ajudam o sacerdote na administração diária da paróquia ou da estação externa. Para serem eficazes neste apostolado, os catequistas não têm necessidade unicamente de uma preparação adequada, mas devem saber também que é tarefa dos Bispos e dos sacerdotes oferecer-lhes o apoio espiritual e moral necessário para uma transmissão eficaz da Palavra de Deus (cf. Catechesi tradendae, 24 e 63-64).

5. Todos os fiéis cristãos são chamados a "comprometer-se na mudança da sua vida, fazendo-a num certo sentido totalmente eucarística. Isto significa amar os pobres e desejar aliviar os seus sofrimentos. Com efeito, é indigno de uma comunidade cristã participar na Ceia do Senhor no meio da divisão e da indiferença em relação aos pobres" (cf. Ecclesia de Eucharistia, 20). A Índia tem a ventura de possuir uma recordação directa da vocação da Igreja para servir os mais frágeis, no testemunho e no exemplo de Madre Teresa de Calcutá, que em breve será beatificada. A sua vida de sacrifício alegre e de amor incondicional pelos pobres suscita em nós o desejo de fazer a mesma coisa, porque amar os mais pequeninos entre nós, sem nada esperar, significa amar verdadeiramente Cristo. "Pois estava com fome e destes-me de comer; estava com sede e destes-me de beber" (Mt 25, 35).

Caros Bispos, também vós, como Madre Teresa, sois chamados a ser exemplos admiráveis de simplicidade, humildade e caridade para com quantos estão confiados aos vossos cuidados. Muito me encoraja o modo com que já estais a manifestar o vosso amor pelos pobres. As vossas Dioceses dispõem de muitos programas destinados à sua assistência:  casas para os necessitados, leprosários, orfanatos, hospícios, centros para famílias e centros de formação profissional, para mencionar apenas alguns deles. Enquanto a Igreja na Índia continua a enfrentar estes desafios, apesar da séria falta de pessoal e de recursos, rezo a fim de que sigais o exemplo de Madre Teresa, como modelo para as obras de caridade nas vossas comunidades.

6. O mundo contemporâneo está tão obcecado pelas coisas materiais, que muitas vezes pessoas já abastadas empreendem a louca corrida em busca de bens ainda maiores, na frívola tentativa de preencher o vazio da sua existência de todos os dias. Trata-se de uma tendência particularmente alarmante entre os nossos jovens, muitos dos quais vivem na pobreza espiritual, procurando respostas de maneiras que só suscitam novas interrogações. Porém, para o cristão deve ser diferente. Os nossos olhos foram abertos por Jesus Cristo e, portanto, somos capazes de reconhecer a insensatez destas tentações. Todos os cristãos e, de forma especial os Bispos, os sacerdotes, os religiosos e as religiosas são chamados a serem discretos, levando uma vida de pobreza evangélica, simples e contudo satisfatória, dando testemunho de que Deus é a verdadeira riqueza do coração humano.

Num mundo em que muitas pessoas levantam tantas interrogações, somente através de Cristo elas podem esperar encontrar as respostas certas. Porém, às vezes a clareza da resposta é confundida por uma cultura moderna que não reflecte apenas uma crise da consciência e do sentido de Deus, mas inclusivamente uma "progressiva debilitação do sentido do pecado" (cf. Reconciliatio et poenitentia, 18). Com efeito, somente a participação activa e comprometida no mistério da reconciliação pode trazer uma paz verdadeira e uma resposta autêntica aos fardos que pesam sobre a alma. É-me grato tomar conhecimento de que, em muitas das vossas Dioceses, os fiéis recorrem com frequência à graça do Sacramento da Reconciliação, e encorajo-vos a continuar a realçar a importância deste Sacramento.

7. Dilectos Irmãos Bispos, ao voltardes para as vossas respectivas Dioceses, formulo votos a fim de que leveis convosco um renovado sentido das vossas responsabilidades pastorais. Rezo para que sejais cumulados do mesmo zelo dos primeiros discípulos a quem Cristo, subindo aos céus, deixou esta missão:  "Ide, pois, e fazei com que todos os povos  se  tornem  meus discípulos, baptizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo quanto vos tenho mandado" (Mt 28, 19-20).

À intercessão de Maria, Mulher da Eucaristia, confio os sofrimentos e as alegrias das vossas Igrejas locais e de toda a comunidade católica do vosso País. A todos vós, ao clero, aos religiosos, às religiosas e aos fiéis leigos das vossas Dioceses, concedo do íntimo do coração a minha Bênção apostólica.

 

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Fernando do Rego.
143-Fontainhas.Pangim 403.001.
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#1031 From: FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...>
Date:: Mon Apr 4, 2005 2:33 pm
Subject:: Fwd: [comunidade_lusofona] Obrigado, Santo Padre ..........Thank you, Holy Father
fernandodorego@...
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O4.04 as 19,37
Meus Caros
Ao mandar esta carta, tive uns problemas com a Net e assim não sei que a recebeu e quem NAO.
Porisso torno a mandar-vos pois a noticia diz-nos como o Papa tinha o seu coração na India : o seu ULTIMO documento tendo sido a nomeação de tres bispos Indianos.
Oremos ao Santo  KAROL que ilumine os Cardiais na escolha do seu sucessor.Isso será antes do fim deste mes, desde que o seu funeral vai ser na sextafeira as 10.0 horas de Roma
Boa noite  e abraços
Fernando.

Note: forwarded message attached.


Fernando do Rego.
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Sunday, April 03, 2005   18:23:01 

Dear Friends, 

The World cried when Pope John Paul II  died, but soon the same World sang Hosannas of Joy because SAINT  Karol Wojtyla had entered in the Kingdom of God.!!

It is with this Joy that I convey to you the following news:

The media is full of news , but the one I am quoting below, was seen even in India only on the front page of ‘THE ASIAN AGE” : the very last document that he signed before  stopping his mission as our Pope, was to appoint three Bishops in  our INDIA!

 We owe him our gratitude. 

Fernando do Rego 

Caros Amigos

O Mundo chorou de dor ao saber da noticia da morte do Papa João Paulo II e o mesmo Mundo momentos depois cantava hosanas porque   o SANTO Karol Wojtila entrara no Reino de Deus.

É  neste espirito de Alegria que vos dou esta noticia: 

A media mundial está cheia de detalhes sobre ele,mas a que cito a seguir,veio somente na página de frente do diário ‘THE ASIAN AGE” – o ultimo documento que ele assinou antes de dar por terminada a sua missão de Papa, foi a nomeação de tres bispos na India. 

Fernando do Rego. 

“ THE ASIAN AGE’ – Mumbai,Sunday 3 April 2005: 

Last file signed by Pope on India –

 by P.PAVAN 

The last file signed by the critically ill Pope John Paul II on Friday afternoon pertained to the Roman Catholic Church in India.

The Pontiff promoted three Indian bishops before he slipped into coma at his chamber in the Vatican.Two of the person promoted by the Pope are from Chennai ( Madras/Madrasta): Vellore Bishop M.Chinappa has been named Archbishop of Chennai while Father Jebemalai Susainaickam was made Co-adjutor Bishop of the Diocee of Sivaganasai in Tamilnadu.Father Yunni Ambrose,director of Caritas-Asia was appointed Bishop of Tuticorin.

Church authorities told this correspondent that the Pope signed the file at 12 noon in Italy, which means 4.30 P.M.IST.Soon after the three promotions were approved by the ailing Pope,it was formally communicated to the Catholic Bishops’ Conference of India.Church authorities feel that the Pope’s gesture was a reflection of his concern for INDIA”

 

 



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#1030 From: FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...>
Date:: Sun Apr 3, 2005 1:41 pm
Subject:: Obrigado, Santo Padre ..........Thank you, Holy Father
fernandodorego@...
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Sunday, April 03, 2005   18:23:01 

Dear Friends, 

The World cried when Pope John Paul II  died, but soon the same World sang Hosannas of Joy because SAINT  Karol Wojtyla had entered in the Kingdom of God.!!

It is with this Joy that I convey to you the following news:

The media is full of news , but the one I am quoting below, was seen even in India only on the front page of ‘THE ASIAN AGE” : the very last document that he signed before  stopping his mission as our Pope, was to appoint three Bishops in  our INDIA!

 We owe him our gratitude. 

Fernando do Rego 

Caros Amigos

O Mundo chorou de dor ao saber da noticia da morte do Papa João Paulo II e o mesmo Mundo momentos depois cantava hosanas porque   o SANTO Karol Wojtila entrara no Reino de Deus.

É  neste espirito de Alegria que vos dou esta noticia: 

A media mundial está cheia de detalhes sobre ele,mas a que cito a seguir,veio somente na página de frente do diário ‘THE ASIAN AGE” – o ultimo documento que ele assinou antes de dar por terminada a sua missão de Papa, foi a nomeação de tres bispos na India. 

Fernando do Rego. 

“ THE ASIAN AGE’ – Mumbai,Sunday 3 April 2005: 

Last file signed by Pope on India –

 by P.PAVAN 

The last file signed by the critically ill Pope John Paul II on Friday afternoon pertained to the Roman Catholic Church in India.

The Pontiff promoted three Indian bishops before he slipped into coma at his chamber in the Vatican.Two of the person promoted by the Pope are from Chennai ( Madras/Madrasta): Vellore Bishop M.Chinappa has been named Archbishop of Chennai while Father Jebemalai Susainaickam was made Co-adjutor Bishop of the Diocee of Sivaganasai in Tamilnadu.Father Yunni Ambrose,director of Caritas-Asia was appointed Bishop of Tuticorin.

Church authorities told this correspondent that the Pope signed the file at 12 noon in Italy, which means 4.30 P.M.IST.Soon after the three promotions were approved by the ailing Pope,it was formally communicated to the Catholic Bishops’ Conference of India.Church authorities feel that the Pope’s gesture was a reflection of his concern for INDIA”

 

 



Fernando do Rego.
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#1029 From: FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...>
Date:: Thu Mar 31, 2005 2:18 am
Subject:: Fwd: [goa-research-net] New book "The Goa-Bahia intra-colonial relations, 1675-1825"
fernandodorego@...
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Philomena Siqueira Antony, *The goa-bahia intra-colonial relations,
1675-1825*, Tellichery, Institute for Research in Social Sciences and
Humanities, 2004, pp. 445. Price: Rs. 550/-

We have seen in the last decade fresh research  that has drawn our attention
to a relatively successful performance of the Portuguese and their
indigenous trade partners in the Indian Ocean during a period that had been
classified under contrary stereotypes.  Philomena Siqueira Antony, reader
and Head of the Department of History at the Chowgule College (Margão, Goa),
complements these recent findings in general and deepens them specifically
vis-a-vis the Brazillian mainstay of the declining Portuguese colonial
economy. Her published doctoral thesis throws up a wealth of archival
material, both from Goa and Lisbon. This will certainly help to enrich the
perception and conceptualization of a period that marked the transition to
England's domination of the world economy in the wake of its Industrial
Revolution. Portugal continued as a commercial redistributor. Its promotion
of the Brazilian snuff and tobacco leaf in India presents us with an
interesting parallel to the English promotion of Indian tea, though without
any visible repercussions of the kind of Boston Tea Party. Or did the Bahian
tobacco trade have any direct impact upon Brazilian march towards its own
declaration of independence? The near contemporary English promotion of
Indian opium to break open Chinese market is another parallel with very
different consequences from those in America.  However, just like the
tobacco trade in Portuguese India, it permitted a spurt of native
participation at various levels for wuite a while.

In eight chapters of the book Philomena Siqueira Antony has tried to
contextualize her findings in the intra-colonial and intra-peripheral
frameworks of the Portuguese imperial economy in the prevailing world
economic situation. Bahian tobacco played a pivotal rule in sustaining the
Portuguese metropolitan interests by linking the capitals of its first and
second empires. It meant a new lease of life to the Portuguese Indian
economy. It also meant corresponding impact upon the Goan social habits.
Many Hindu merchants made hay while the tobacco snuff brought them hefty
income and granted them extraordinary powers to enforce their monopoly. The
enhanced intra-peripheral linkages of the two capitals had also their impact
upon the food habits and indo-Portuguese cuisine. And more: Some turns and
twists of the liberal politics in Goa and many socio-political distrubances
need to be understood also as Brazil-influenced.

While Philomena Siqueira Antony has brought a plethora of archival data to
buttress the economic interchange between the two capitals of the distant
regions of the Portuguese colonial empire, she has not ignored the
socio-political aspects, including the ostensibly discriminating treatment
by the metropolitan colonial authorities of their Brazilian and their Indian
subjects. It brings to mind the parallel of the Azoreans. Another community
made up of white settlers and with no other language than Portuguese, were
utilized frequently as Bishops for pastoring the souls in Portuguese
colonial "padroado" Church sytem in Asia. Equally or more competent Indian /
Asian natives, too much rooted in their cultures, were not regarded as
compatible or reliable for defending and promoting the white colonial
interests.

Our congratulations to the author. We hope her study will enhance the
Goan-Brazillian relations, linking their common past with new joint-ventures
in the present and future. We also look forward to more contribuition from
Philomena Siqueira Antony to the history of Goa.


Teotonio R. de Souza

http://campussocial.ulusofona.pt/

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