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#1164 From: Desmond Nazareth <desnaz@...>
Date:: Tue Feb 14, 2006 2:26 pm
Subject:: "Contacto Goa" Episode 3 - 13 to be available on cable in Portugal!!!
DesNaz
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Hello all:
 
Good news (see emails below)!!! We reported to RTP that people in Portugal who have only cable could not receive the "Contacto Goa" programs.
 
Per RTP, that problem has been resolved going forward. People in Portugal who wish to see our program will now be able to do so on cable at least, on RTP-Africa at 18:30 hours Lisbon time, on alternate Sundays starting Feb 26, 2006.
 
Please pass the word around widely, for the benefit of Goans and friends of Goa who live in Portugal and (presumably) Africa.
 
Obrigado,
 
Desmond
(on behalf of the CG team)
============================================================================================
Nalini,
 
Problema resolvido.
A partir de 26 de Fevereiro o Goa Contacto vai às 18.30 h-hora de Lisboa na
RTP-África aos domingos alternadamente com o Timor-Contacto.Assim já se vê
em Portugal.
.....
 
cumprimentos,
 
Lopes de Araújo
Head of International Broadcasting
Director de Antenas Internacionais da RTP
RTP-Av.Marechal Gomes da Costa,37
1849-030-Lisboa Portugal
 
----- Original Message -----
From: nalini souza
To: Lopes Araújo
Sent: Saturday, February 11, 2006 7:59 PM
Subject: Contacto-Goa

Dr. Lopes Araújo,
A sua secretária disse-me que quem tinha "cabo" poderia ver a RTPi mas isso não acontece.
Foi uma decepcção para muitos goeses não poderem ver o programa "Contacto Goa" em Portugal.
Não se esqueça que a comunidade de goeses em Portugal não é de se desprezar e penso que seria de interesse passar o mesmo a horas convenientes pelo menos na RTP Africa que se "apanha" por cabo.
 
Os únicos que podem ver a RTPi são uma minoria que possui parabólica.
 
Sou apenas uma mensageira dos desejos destes goeses. Espero que os possa ajudar.
 
Nalini Elvino de Sousa


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#1163 From: Desmond Nazareth <desnaz@...>
Date:: Fri Feb 10, 2006 2:32 am
Subject:: : For Press/Email notification and general circulation: CONTACTO GOA Episode 2 (Story Outline)
DesNaz
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Dear all:
 
The first broadcasts went well and responses from non-resident Goans and friends of Goa from around the world indicate that the series is being much appreciated.
 
Thanks very much to those of you who publicised our Episode 1 broadcast on Jan 29/30. I hope many of you and your friends got to watch it and will continue to watch the series.
 
This next episode (Episode 2) is on this coming Sunday (Feb 12th) at around 8:15pm, with a repeat of the same on Monday (Feb 13th) at about 10:00am.
 
Please note: further episodes will be EVERY TWO WEEKS until July, on the same days (Sun/Mon) at about the same times. Please include this information in what you publish/circulate.
 
Below are the story outlines from the four stories that will be featured in "Contacto Goa" Episode 2.
 
I tried sending pictures as well earlier but the emails bounced from your addresses... perhaps the files were too big :-(
 
Thanks and regards,
 
Desmond Nazareth
(on behalf of the Contacto Goa team)
 
EPISODE 2 Stories
  • BONDO – Goa’s best known and much loved percussionist drums up some enchanting Indo – Latin rhythms
  • MENEZES BRAGANZA HOUSE : Portrait of a feisty eight five year old widow who’s devoted her life to preserving her Indo -Portuguese family heritage
  • PORTUGUESE CONSULATE : Find out how Goa’s dynamic new young Consul General is building new bridges between India and Portugal 
  • FATIMA FEAST : Discover the deep devotion that Goan Catholics have for Our Lady of Fatima- the famous site of the apparitions of the Virgin Mary in Portugal


Relax. Yahoo! Mail virus scanning helps detect nasty viruses!

#1162 From: FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...>
Date:: Sat Feb 4, 2006 3:58 am
Subject:: " O MEU IDEAL" - poema "quase" inédito do Orlando Costa
fernandodorego@...
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Caros Amigos
 
Desejo compartilhar convosco alguns factos que recordo do meu amigo Orlando Costa,que faleceu no mes passado em Lisboa:
Por um acaso, estando a ver o noticiário da RTPi, nessas notícias que correm na base do écran,sucedeu notar:
Faleceu hoje o escritor Orlando Costa cujo funeral se realiza.”.
Seria o meu amigo dos tempos do Liceu Nacional Afonso de Albuquerque?!
E era mesmo, como informações posteriores da sua famiia em Goa e e-mails de Portugal, me confirmaram.
Feito o Liceu, ele seguiu a Lisboa para estudos superiores e só nos encontramos em Lisboa,em 1960 quando da minha estadia ali .
 
Li alguns “In Memoriams’ sobre ele , e o mais impressionante foi  o do Dr. Teotónio Souza, no seu “GOA HISTORY GROUP” que subscrevo,
A última vez que me encontrei com o Orlando foi numa sessão de homenagem organizada pela Fundação Oriente-Goa, onde falaram , entre outros , o Pe. Martinho Noronha ( hoje R.I.P) recordando a sua amizade com ele, e o poeta Manohar SarDesai numa apreciação de um  homem de letras,da obra literária do Orlando Costa.
( Uma nota para os que não o conheçam:Manohar Sardesai, formado nas Universidades de Bombaim e depois da Sourbonne, é um dos mais distintos poetas de Goa na nossa lingua materna, o concani,e conhecendo muito bem a lingua portuguesa)
 
Nos obituários que li, nenhum fazia referencia ao que seria a primeira produção literária em verso, publicada e premiada , mesmo em Goa quando teria uns 18 anos.
Por causa da sua  obra  literaria variada, Orlando poderia e ser considerado um dos maiores escritores goeses em Portugues, da moderna geração, comparável a Adeotado Barreto,tendo ambos actuado em Portugal, e a de Dom Moraes em ingles.
 
Em 1945…já lá vão 55 anos(,e para mim , esta carta está a ser um “recorder   é viver)”, o Liceu tinha uma pleade de Profs, distintos: Grevi De Figueiredo,( com o cacoete de mexer os seus  ombros), Antonio de Figueiredo,( o inesquecivel Maestro e Prof. do Canto Coral), Carlos Viegas,( com uma mania de bater com a vara nas cabeças dos alunos para qualquer disparate,.. e ainda tenho dores de cabeça de uma varada que levei),  Filipe Pinto ( ensinado-nos História de uma forma tão encantadora que parecia ele ter   estado presente ),
 Raul Fernandes ( que nos ensinava Portugues e Frances pela gramática e que nos lia páginas da literatura portuguesa como “ A ultima corrida de toiros em Salvaterra”, etc), Garcia da Silva ( um terror nas aulas de matemática), Lucio Miranda ( que conseguia ensinar o Desenho ainda a alunos , como eu, que não podiam  desenhar uma linha recta nem com o auxilio de uma régua, escritor e orador brilhante e assim me lembro da sua conferencia no dia 7 de agosto quando Rabidranath Tagore, o Nobelista indiano , falecera, e quase cantando passagens do seu celebrado GITANJALI, ) , Videira Pires,( ensinado-nos Filosofia e que pronunciava o seu nome como Bideira Vires,),  Araujo Mascarenhas, (Prof do Portugues no 2o Ciclo que ,- os meus amigos, perdoem-me a “vaidedezinha” –no exame final  do 6o ano me deu 19 valores para  um ensaio “ Antes burro que me leve do que cavalo que me derrube”, a mais alta nota de toda a  sua vida professional pois uns 15 dias depois morria de uma sincope ) ….  e tantos outros !!
 Uma verdadeira estrela de primeira grandeza foi FRANCISCO BRAS GOMES.
“Alto na sua estatura fisica, como alto na sua estrutura moral” , como eu escrevi num artigo na revista” ALA “,quando do  seu regresso a Lisboa,. FBG marcou pelas inúmeras actividades que iniciou e patrocinou, além das suas excelentes aulas de fisica-quimica.
 
Uma dessas actividades foi o” CONCURSO LITERARIO” e Orlando Costa ganhou o primeiro Prémio  para o seu poema:
O meu ideal”  .Suponho que o mesmo nunca foi publicado em parte alguma e assim é desconhecido.Orlando teria composto mais versos e botado quadras humoristicas às moças dos seus tempos de estudante,mas este poema foi ,sem dúvida, a primeiro da sua veia poética a ser premiado.
 
Lembrei-me que eu o  teria no No. da Revista”ALA” onde ele fora publicado. Procurei-o e fui encontrá-lo entre alguns livros e “cadernos diários “dos meus estudos no Liceu, que ainda preservo  como uma “reliquia”!!
Nenhuma melhor homeangem eu posso  prestar à memória do ORLANDO COSTA,senão dar vasta publicidade a esse poema. Assim , cá vai ele pelo “Anexo”para o deleite dos meus amigos.
 
Sirvo-me desta carta para pedir a sua publicidade aos Moderadores dos “sites” em Portugues, como Constantino Xavier e Leão Fernandes, e Editores das revistas “Boletim  da Casa de Goa” e “Ecos do Oriente”, respectivamente, a Sra. D.Maria Virginia Bras Gomes e o  Sr. Mário Viegas.
Peço também aos Amigos Recipientes, o favor de FWD-ar aos seus amigos, em especial ao seu filho  Sr. Dr. Antonio Costa,cujo e-mail  eu não tenho, e que  gostaria de saber do poema do seu Pai.
Tendo-se tornado um agnóstico, o “MEU IDEAL ‘do Orlando, não teria sido estar um dia no Paraizo Celestial.Parece-me ser lógico.   Mas os seus ideais sociais e politicos, mesmo se algo esquerditas,  o seu amor sempre dedicado à sua Goa e que manifesta nos seus livros, para lá o teriam conduzido.
 
REQUIEM ETERNAM DONA EI, DOMINE!
 
É a prece que este seu amigo faz
 
FernandodoRego/


FernandodoRego
143-Fontainhas.Pangim 403.001.
GOA. INDIA TEL:222.6353.


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#1161 From: "Paulo Colaco Dias" <paulocd@...>
Date:: Tue Jan 31, 2006 3:31 pm
Subject:: RE: "Contacto: GOA" na RTP.I: impressões e sugestões de um goes.
paulocd
Offline Offline
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*** (re-sending to all sancharnet addresses as this bounced back from sancharnet server and the yahoogroups addresses...) ***

 

Tal como o meu amigo Fernando do Rego, eu também achei que o primeiro episódio do programa Contacto Goa foi excelente. Aprendi muita coisa e vi imensa gente conhecida, incluindo muitos familiares. Mal posso esperar pelos próximos 12 episódios.

 

Um programa sobre a nossa terra apresentado e produzido por pessoas da nossa terra não pode deixar de ser um verdadeiro sucesso.

 

A RTPi é um canal português de recepção gratuita (free-to-air) e pode ser apanhado no mundo inteiro através de vários satélites que o transmitem 24 horas, 365 dias por ano. É claro que tem que se ter uma antena parabólica (satellite dish). Informação sobre os horários dos programas da RTPi bem como toda a informacao relativa à recepção gratuita (free-to-air) da RTPi no mundo inteiro pode ser obtida através do site da RTP em: http://www.rtp.pt .

 

Creio que é motivo de muito orgulho para Goa e para todos nós goeses ver um programa sobre a nossa gente e sobre a nossa terra ser transmitido simultâneamente para o mundo inteiro através da RTPi.  Ainda para mais 13 episódios de meia hora cada. Será talvez a primeira vez que Goa tenha merecido essa atenção e creio que o sucesso de audiências que decerto se irá constantar permitirá talvez abrir portas para mais programas sobre Goa na RTPi. Assim esperamos...

 

Não há dúvida alguma que os goeses de Goa são muito amigos do povo português (citando as palavras do Dr. Hugo Meneses) e a amizade que se sente e que se vive entre os dois povos, quer em Goa quer em Portugal, torna-se justificação suficiente para que se façam mais programas deste género, com o benefício de renovar e enriquecer as relações culturais e de amizade que sempre nos uniram e que nos distinguem pela troca de culturas que ambos povos absorveram e continuam a absorver.

 

Está Goa de parabéns por ser palco do mundo inteiro neste episódio (e nos próximos 12 episódios que se seguem brevemente).

Está a equipa de produção de parabéns.

Está a RTPi de parabéns.

 

Com os melhores cumprimentos,

 

Paulo Colaço Dias ( Email: PauloCD@... )

Londres – Reino Unido.

 

 


From: FERNANDO DO REGO [mailto:fernandodorego@...]
Sent: 31 January 2006 12:38
To: Walter COSTA; Vasco DO Rego; Vasco PINHO; Vincent Figueiredo; Virginia.B.Gomes; Viviana; Teotonio SOUSA; Tomasinho CARDOSO; Tome Elvino SOUZA; Tony (Gera) REGO; Tony Correia Afonso; Savio/ Layla; Sergio MASCARENHAS; Sergio Mascarenhas; Sergio & Fatima Carvalho; Simon-Joyce FERNANDES; Sofia PERNADAS; Sofia_ Remedios DE FARIA; Sylvester/ Lilia D'SOUSA; Ralph FLORES; Rector-Seminary; Rita Marques; Paula PEREIRA DA COSTA; Paulo/Bernadette COLACO DIAS.; Pe.Antonio COLIMAO; Pedro do Carmo Costa; Oscar NORONHA; Nalini De Souza; Nelinha/Francisco SALDANHA; Nisha Alvares; Mahendra/Maureen ALVARES; Manuel Marques dos Santos; Mario VIEGAS; Miguel Braganza; Miguel/ Manuela BOIEIRO; J Loiola Pereira; João Calvão; Joao Paulo Cota; Joaquim LOIOLA PEREIRA; Joaquim/Telma CORREIA AFONSO; Jorge de Abreu Noronha; Jose Julio PEREIRA; Jose/Ema COLACO; Jose/Maria BRAS GOMES; Info SCAP Mendes Oliveira; Isabel SantaRita Vaz; Gabriel FIGUEIREDO; goa-portuguese@...; Fatima GRACIAS; Fernando COLACO; Fernando Nascimento da Costa; Fernando/Belica CORREIA AFONSO; forum_portugal_goa@yahoogroups.com; Fr. Joseph Velinkar S.J.; Fr.Jaime COUTO; Fr.Mousinho Ataide; Francisco Monteiro; Francisco Gutemberg Lopes Filho; Esnestina/Donato CARREIRA PASCALE; Everton MACHADO; D._Mendonça; Dacosta Amilcar; dcultura@...; Desmond Nazareth; dinomira@...; Dr. Carmo SOUZA; Dr.L.J.de Souza; CAA; carlos soares; Carlos Fernando Pó; CASA DE GOA; Casa de Goa; Claude/Norma ALVARES; Constantino XAVIER; Ben ANTAO; Berardo PINTO PEREIRA; Bosco; Alfred de Tavares; Alfredo BRUTO DA COSTA; Alfredo de MELLO; Alice Faria; Ana Maria de Souza-Goswami; Aurobindo XAVIER; Aurora/Albano Couto; basilio MAGNO
Cc: Contacto GOA
Subject: "Contacto: GOA" na RTP.I: impressões e sugestões de um goes.

 

Tuesday, January 31, 2006

 

Caros Amigos

Uns dias atrás , eu vos informei que a RTP.I ia apresentar um programa” CONTACTO:GOA” no dia 29 e 30 deste mes.

Não sei quantos dos meus amigos o teriam visto,pois nem para todos a hora teria sido conveniente.

As minhas impressões pessoais foram estas:

EXCELENTE !!!

A filmagem, o colorido, a actualidade ,etc foram muito boas.Não era sem tempo a RTP.I apresentar ao mundo lusófono um documentário sobre a nossa Terra.  Como não podia deixar de suceder, houve uma e outra falha de pouca importancia.

 


#1160 From: FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...>
Date:: Tue Jan 31, 2006 3:35 pm
Subject:: RE: "Contacto: GOA" na RTP.I: impressões e sugestões de um goes.
fernandodorego@...
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Obrigado , Paulo
Agora espero que mais recipiente nos deem a sua impressao aos grupo organizadotor que tão  bom trabalho fez.
Sao21.18 e asssim Boa noite a todos
 
FernandodoRego/


"Dias, Paulo R" <Paulo.Dias@...> wrote:
Tal como o meu amigo Fernando do Rego, eu também achei que o primeiro episódio do programa Contacto Goa foi excelente. Aprendi muita coisa e vi imensa gente conhecida, incluindo muitos familiares. Mal posso esperar pelos próximos 12 episódios.
 
Um programa sobre a nossa terra apresentado e produzido por pessoas da nossa terra não pode deixar de ser um verdadeiro sucesso.
 
A RTPi é um canal português de recepção gratuita (free-to-air) e pode ser apanhado no mundo inteiro através de vários satélites que o transmitem 24 horas, 365 dias por ano. É claro que tem que se ter uma antena parabólica (satellite dish). Informação sobre os horários dos programas da RTPi bem como toda a informacao relativa à recepção gratuita (free-to-air) da RTPi no mundo inteiro pode ser obtida através do site da RTP em: http://www.rtp.pt .
 
Creio que é motivo de muito orgulho para Goa e para todos nós goeses ver um programa sobre a nossa gente e sobre a nossa terra ser transmitido simultâneamente para o mundo inteiro através da RTPi.  Ainda para mais 13 episódios de meia hora cada. Será talvez a primeira vez que Goa tenha merecido essa atenção e creio que o sucesso de audiências que decerto se irá constantar permitirá talvez abrir portas para mais programas sobre Goa na RTPi. Assim esperamos...
 
Não há dúvida alguma que os goeses de Goa são muito amigos do povo português (citando as palavras do Dr. Hugo Meneses) e a amizade que se sente e que se vive entre os dois povos, quer em Goa quer em Portugal, torna-se justificação suficiente para que se façam mais programas deste género, com o benefício de renovar e enriquecer as relações culturais e de amizade que sempre nos uniram e que nos distinguem pela troca de culturas que ambos povos absorveram e continuam a absorver.
 
Está Goa de parabéns por ser palco do mundo inteiro neste episódio (e nos próximos 12 episódios que se seguem brevemente).
Está a equipa de produção de parabéns.
Está a RTPi de parabéns.
 
Com os melhores cumprimentos,
 
Paulo Colaço Dias ( Email: PauloCD@... )
Londres – Reino Unido.
 
 

From: FERNANDO DO REGO [mailto:fernandodorego@...]
Sent: 31 January 2006 12:38
To: Walter COSTA; Vasco DO Rego; Vasco PINHO; Vincent Figueiredo; Virginia.B.Gomes; Viviana; Teotonio SOUSA; Tomasinho CARDOSO; Tome Elvino SOUZA; Tony (Gera) REGO; Tony Correia Afonso; Savio/ Layla; Sergio MASCARENHAS; Sergio Mascarenhas; Sergio & Fatima Carvalho; Simon-Joyce FERNANDES; Sofia PERNADAS; Sofia_ Remedios DE FARIA; Sylvester/ Lilia D'SOUSA; Ralph FLORES; Rector-Seminary; Rita Marques; Paula PEREIRA DA COSTA; Paulo/Bernadette COLACO DIAS.; Pe.Antonio COLIMAO; Pedro do Carmo Costa; Oscar NORONHA; Nalini De Souza; Nelinha/Francisco SALDANHA; Nisha Alvares; Mahendra/Maureen ALVARES; Manuel Marques dos Santos; Mario VIEGAS; Miguel Braganza; Miguel/ Manuela BOIEIRO; J Loiola Pereira; João Calvão; Joao Paulo Cota; Joaquim LOIOLA PEREIRA; Joaquim/Telma CORREIA AFONSO; Jorge de Abreu Noronha; Jose Julio PEREIRA; Jose/Ema COLACO; Jose/Maria BRAS GOMES; Info SCAP Mendes Oliveira; Isabel SantaRita Vaz; Gabriel FIGUEIREDO; goa-portuguese@...; Fatima GRACIAS; Fernando COLACO; Fernando Nascimento da Costa; Fernando/Belica CORREIA AFONSO; forum_portugal_goa@yahoogroups.com; Fr. Joseph Velinkar S.J.; Fr.Jaime COUTO; Fr.Mousinho Ataide; Francisco Monteiro; Francisco Gutemberg Lopes Filho; Esnestina/Donato CARREIRA PASCALE; Everton MACHADO; D._Mendonça; Dacosta Amilcar; dcultura@...; Desmond Nazareth; dinomira@...; Dr. Carmo SOUZA; Dr.L.J.de Souza; CAA; carlos soares; Carlos Fernando Pó; CASA DE GOA; Casa de Goa; Claude/Norma ALVARES; Constantino XAVIER; Ben ANTAO; Berardo PINTO PEREIRA; Bosco; Alfred de Tavares; Alfredo BRUTO DA COSTA; Alfredo de MELLO; Alice Faria; Ana Maria de Souza-Goswami; Aurobindo XAVIER; Aurora/Albano Couto; basilio MAGNO
Cc: Contacto GOA
Subject: "Contacto: GOA" na RTP.I: impressões e sugestões de um goes.
 
Tuesday, January 31, 2006
 
Caros Amigos
Uns dias atrás , eu vos informei que a RTP.I ia apresentar um programa” CONTACTO:GOA” no dia 29 e 30 deste mes.
Não sei quantos dos meus amigos o teriam visto,pois nem para todos a hora teria sido conveniente.
As minhas impressões pessoais foram estas:
EXCELENTE !!!
A filmagem, o colorido, a actualidade ,etc foram muito boas.Não era sem tempo a RTP.I apresentar ao mundo lusófono um documentário sobre a nossa Terra.  Como não podia deixar de suceder, houve uma e outra falha de pouca importancia.
 



FernandodoRego
143-Fontainhas.Pangim 403.001.
GOA. INDIA TEL:222.6353.


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#1159 From: FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...>
Date:: Tue Jan 31, 2006 11:23 am
Subject:: Re: [Goa-Portuguese] Antropologias do Sul: um olhar sobre o Brasil e a Índia
fernandodorego@...
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ORIGADO, Walter
Gostei de ler o que nos mandou.
Abraços
 
FernandodoRego


Walter <waltercaetanocosta@...> wrote:
Aos Amigos
 
Walter.
 
Antropologias do Sul: um olhar sobre o Brasil e a Índia.
O propósito deste artigo é, partindo de uma discussão teórica sobre o que se entende como “Antropologias do Sul”, analisar comparativamente o caso Brasil-India, tendo como foco de análise tanto a bibliografia produzida sobre o tema quanto minha experiência pessoal de participação em seminário Internacional de Cultural Studies naquele país, durante dez dias, seguida de investigações de campo no estado de Orissa, bem como na capital cultural, a cidade de Kolkata.
Tal experiência de participação numa área ampla como Cultural Studies traz contribuições para a análise e reflexão sobre a antropologia indiana como “antropologia do sul”, não apenas pela presença de um número considerável de antropólogos no encontro, incluindo o próprio diretor do Centro de Pesquisa em Ciências Sociais que o promoveu, Dr. Partha Chatterjee, mas também por ter sido organizado pela SEPHIS. Trata-se de uma organização que tem como objetivo a promoção do intercâmbio entre países ao Sul do Globo, valorizando a troca e o compartilhamento de formação e informação entre os profissionais e estudantes dessas regiões.
Neste encontro estiveram presentes, além dos professores do Centro de Estudos em Ciências Sociais de Kolkata, aproximadamente umas dez pessoas, outros dez especialistas indianos de áreas correlatas, tais como Sociologia, Ciência Política, Estudos de Desenvolvimento Internacional e Academia de Arte e Estética de Delhi. Este grupo tinha como propósito apresentar leituras de autores clássicos como Foucault e Johannes Fabian, entre outros, e discutir os trabalhos apresentados diariamente pelo outro grupo de

 
participantes constituído por alunos de cursos de doutorado provenientes de países ao Sul do globo. Num total de 23 pessoas, este segundo grupo era composto por doutorandos indianos, provenientes de Delhi (6), Calcutta (2), Hyderabad (3) e Bangalore (3), e por doutorandos e recém-doutores estrangeiros, provenientes da África do Sul (1), Brasil (1), Filipinas (1), Indonésia (1), Nigéria (1), Trinidade e Tobago (1), e Uganda (3).
A partir desse contato com pesquisadores de outros países localizados ao sul do globo, acredito poder trazer novos elementos para a reflexão sobre os possíveis significados e dimensões de uma antropologia do sul, questionando se é realmente possível falar de uma antropologia do sul e que diferentes características ela assumiria em países como a Índia e o Brasil.
A noção de Antropologia do Sul
De acordo com a formulação de Krotz (1997), a parte Sul do mundo tem sido considerada como campo privilegiado para a pesquisa antropológica, realizada a partir de uma perspectiva do norte, onde se localizam as raízes científicas da disciplina. Segundo este autor, se observa um grande silêncio sobre a produção teórica gerada nestes países, considerando que ela exista, e esse fato estaria relacionado à posição política periférica em que se encontram tais países do sul.
O autor chama a atenção para a ironia presente no fato de que o surgimento da antropologia como disciplina científica, dedicada particularmente ao estudo da diversidade cultural, ocorre lado-a-lado com a forte tendência da missão civilizatória de normalizar essa diversidade. Obviamente essa meta não foi atingida e as contradições presentes no modelo

 
Norte Atlântico de civilização criaram novas heterogeneidades tanto ao Norte quanto ao Sul numa escala mundial.
Hoje as diferenças entre Norte e Sul podem ser profundamente sentidas, tanto no que se refere a desigualdades tecnológicas quanto econômicas, informacionais e em muitas outras esferas, bem como em termos teóricos, nos binômios associados à relação Norte-Sul tais como: civilização e selvageria, desenvolvido e sub-desenvolvido, moderno e tradicional, dominação e dependência, globalismo e localismo e tantos outros.
Não é necessário estender muito a questão de que há diferenças entre os países, já que elas são facilmente observáveis, e de que as diferenças são maiores entre os países considerados como Norte em relação aos países considerados do Sul, do que em relação aos países vizinhos tanto no Norte quanto no Sul, mantendo-se essa perspectiva de distribuição dos países no globo, que em todo caso é mais política do que geográfica.
Uribe (1997) destaca essa razão em específico nas suas observações críticas ao texto de Krotz, sustentando que essa dicotomia Norte/Sul ofusca a percepção das nuances que estão contidas no cerne da questão das diferenças, lembrando que existem tradições fortes na disciplina que não se encaixam bem na divisão, tal como as tradições Inglesa e Francesa em Antropologia.
Portanto observa-se aqui um primeiro inconveniente dessa divisão entre países do Norte e países do Sul, por não se tratar de uma categoria de localização geográfica, mas sim de uma categoria política, já que a Índia seria considerada um país ao Norte, ao contrário do que de fato ocorre.Todavia, é patente que as principais produções teóricas discutidas nos cursos de pós-graduação e em seminários e encontros de profissionais são teorias produzidas na Europa, sejam Francesas ou Inglesas, ou nos Estados Unidos, de forma que independentemente da distribuição geográfica dos países silenciados e da adequação das

 
categorias de Norte e Sul atribuídas a eles, é ainda válido questionar sobre o silêncio em torno de teorias produzidas em outras localidades. Ou antes, questionar se existe de fato uma produção teórica de fôlego paralela a que se realiza nos grandes centros. A pergunta que motiva essas reflexões, entre outras é: existe apenas uma disciplina antropológica ou existe uma antropologia do Sul, oposta complementar ou não da antropologia do Norte?
O fato de haver diferenças econômicas e sociais entre os países determina a existência de uma produção teórica diferenciada e própria daquele local?
Segundo Krotz, (1997) uma das razões que motiva esse tipo de questionamento sobre a centralidade das produções teóricas e a existência de produções periféricas, (trazendo a noção de centro e periferia como alternativa à noção de Norte e Sul) seria a situação conhecida do pesquisador vindo do Norte para realizar sua pesquisa de campo em um país do Sul, e hoje em dia encontrando ali não apenas nativos, mas nativos com formação semelhante a sua, portanto colegas-nativos e estudantes.
Essa nova forma de encontro com o “outro” produz uma situação de questionamento de autoridades, ou no mínimo conduz a uma maior reflexão sobre o tema.
Conforme foi observado na disputa entre Sahlins e Obeyesekere, resumidamente, temos de um lado a autoridade do pesquisador do Norte, portanto dotado de uma maior prestígio em relação aos colegas do Sul e dessa forma interlocutor legítimo. Do outro lado, o seu colega, por sua vez um nativo de um país também do Sul, com a autoridade de profundo conhecedor da realidade dos países do Sul justamente por ser nativo, além de antropólogo. Numa grande disputa sobre quem tem a autoridade para falar sobre a viagem do Capitão Cook ao Hawaii, o resultado prático foi que um antropólogo do Sul, mais precisamente do Sri Lanka, conseguiu se colocar internacionalmente como interlocutor de Marshal Sahlins, no que ambos saem ganhando.

 
A questão principal para os interesses desse trabalho que vejo emergir na disputa entre Sahlins e Obeyesekere diz respeito à autoridade do antropólogo para falar de seu próprio país, como nativo, que não é o caso nem de Sahlins nem de Obeyesekere, mas que surge como questão de reflexão a partir de seu diálogo. O antropólogo que é também nativo teria mais autoridade para falar sobre o país do que o antropólogo estrangeiro? Aparentemente, depende de onde vem este estrangeiro em termos do reconhecimento do prestígio de alguns centros de formação e também depende de quem é este nativo/antropólogo que fala de seu país, quais são suas credenciais acadêmicas. Portanto o jogo do reconhecimento da autoridade do pesquisador passa por um conjunto de regras que são internas ao próprio mundo acadêmico, e que não são regras estabelecidas no norte ou do sul, mas são internacionais, e facilmente perceptíveis.
Certamente há muito o que ser dito a respeito da disputa entre estes autores, Sahlins e Obeyesekere, e as questões que esse caso suscitou, mas um aprofundamento em tais questões fugiria dos limites propostos para este artigo, portanto sou levada a não desenvolver mais essa questão, me atendo ao caso dos antropólogos do Sul.
Voltando ao argumento de Krotz, o autor observa que na história da disciplina pouco se fala sobre as teorias ou os pesquisadores originários do Sul: “quando a antropologia do Sul se faz presente, ou quando há consciência de sua existência, ela é vista como algo “sub-desenvolvido” tanto quanto o país de terceiro mundo em que se originou.” Mesmo no Sul, a antropologia produzida localmente só aparece como exemplo de teorias do Norte, como um reflexo posterior, fortalecendo a imagem de extensão ou adaptação, o que torna o perfil dessa produção praticamente invisível.
Segundo este autor, um outro aspecto do problema da grande disparidade entre Norte e Sul reside no relacionamento entre os membros das comunidades acadêmicas, que

 
em geral se caracteriza por uma relação de paternalismo do Norte em relação ao Sul, ou no mínimo como uma relação fortemente marcada pelas diferenças entre os países: “A maioria dos antropólogos do Norte, mesmo estudantes, pensaria em passar uma temporada no Sul, na melhor das hipóteses, como uma possibilidade de trabalho de campo.” (KROTZ, 1997)
Considerando-se que há realmente diferenças entre os países, é difícil que as relações entre os membros dessas comunidades não tenha traços dessas diferenças, e que cada membro individualmente não tenha traços de seu país de origem, entretanto, tal relação não precisa ser necessariamente marcada pelo paternalismo, e não creio que seja sempre.
A partir de uma perspectiva Latino-Americana, Krotz formula quatro questões críticas que caracterizariam as antropologias do Sul: (i) aqueles que pesquisam e aqueles que são pesquisados são cidadãos do mesmo país, o que possibilita um maior acesso aos resultados da pesquisa e favorece mesmo a contestação desses resultados; (ii) o conceito que se tem do conhecimento científico produzido no exterior é tido como superior ao produzido nos países do Sul, resultando no preconceito da sociedade a respeito de sua própria produção científica; (iii) a hipótese de que a alteridade sócio-cultural produzida seja de natureza diferente da pesquisas do Norte bem como a interferência de um engajamento político com as questões tratadas conduz a resultados bastante diversos; (iv) o próprio conhecimento de seus antecedentes e de suas origens, chegando a revelar seu próprio perfil de produção teórica com certa maturidade.
A conclusão de Krotz se refere a criação de uma maior consciência da necessidade de uma antropologia da antropologia do Sul, não com o intuito de criar uma antropologia anti-Norte, mas com o propósito de obter uma perspectiva planetária sobre a ciência antropológica. Nesse sentido, cabe lembrar que este trabalho de antropologia da

 
antropologia tem sido realizado tanto no Brasil quanto na Índia, o que permite agora lançar uma reflexão sobre esses dados, e questionar em que medida as características apontadas por Krotz estão contempladas.
No que diz respeito à antropologia brasileira, se observa uma crescente internacionalização das pesquisas. De acordo com Trajano e Martins (2004:15)
“Ao longo das últimas três décadas, o Brasil construiu um sistema de pós-graduação que constitui a parte mais exitosa de seu sistema de ensino, considerado de forma unânime como o maior e melhor da América Latina. Um crescente número de estudantes estrangeiros nos programas de pós-graduação em Antropologia no Brasil, que fazendo pesquisa em seu país de origem, contribuem para o alargamento do campo onde a voz da antropologia brasileira está sendo ouvida”.
Isso contraria a primeira característica apontada por Krotz, que sugere um certo provincianismo nas antropologias do Sul, ao realizarem as pesquisas sempre dentro das fronteiras do país, olhando para si mesmo. Recentemente têm sido realizadas pesquisas de brasileiros fora dos limites do país, sobre temas estrangeiros, e de estrangeiros em número crescente nas nossas universidades. Somado a isso, a participação de pesquisadores brasileiros em eventos de caráter internacional contribui para que a antropologia brasileira comece a ser conhecida internacionalmente.
A antropologia brasileira localiza seus heróis na antropologia do Norte. De acordo com Fry (2004: 242) “é como se a antropologia brasileira, tão geograficamente periférica quanto a do Sri Lanka do ponto de vista do “centro”, legitimasse a antropologia do establishment tão duramente criticada em outros lugares periféricos.” Esse ponto distingue fortemente a antropologia brasileira da Indiana. No Brasil há toda uma valorização do que vem de fora como sendo bom e em geral superior ao nosso. O mesmo não ocorre na Índia,

 
que constrói sua posição mais em contraposição às teorias importadas do que na assimilação desse olhar de fora sobre si mesmos.
O engajamento político é considerado como um fator positivo pela comunidade acadêmica brasileira, embora tendo grandes e competentes autores brasileiros, o conhecimento vindo do exterior desfruta de um status privilegiado. Se reconhece os nomes dos grandes autores brasileiros, mas na formulação de um programa de curso sobre autores clássicos num programa de pós-graduação em antropologia, a bibliografia é geralmente composta por 100% de autores estrangeiros. O que revela esse paradoxo entre a existência de grandes autores e teóricos na antropologia brasileira e o reconhecimento pelos seus próprios pares de que sua produção seja de nível internacional e digna de ser incluída nos programas dos cursos ao lado dos estrangeiros. Não se trata de uma prioridade aos estrangeiros em relação aos nacionais?
Da mesma forma, a Índia apresenta grandes autores com elevado rigor teórico e metodológico, de acordo com Peirano (1992), mas estes autores não são conhecidos fora das fronteiras do país, exceto aqueles que trabalham em grandes centros de produção de conhecimento, nos Estados Unidos ou na Europa, tal como Veena Das, por exemplo.
A maioria das pesquisas realizadas na Índia também trata de questões de interesse interno, próprias do país, como direitos das minorias e a situação das mulheres. A maioria dos estudantes prefere fazer cursos na Europa revelando grande valorização dos centros Europeus, em detrimento de suas academias de formação.
Segundo Peirano (1992: 191), “a identidade da antropologia indiana trazia a marca do diálogo com o Ocidente, quer na afirmação dos valores hindus, na rejeição ou aceitação de Dumont, quer na reversão dos papéis habituais do “nós” e do “outro”, ou no questionamento da situação de opressão entre as duas civilizações”. Conforme apontou

 
Peirano em sua pesquisa sobre os intelectuais indianos, a antropologia indiana é construída em torno das questões sociais relevantes, de acordo com o momento que o país está vivendo, mas em intenso diálogo com o Ocidente e com grande conhecimento dessa produção, que nos limites deste trabalho estaria classificado como produção própria dos países do Norte.
Um ponto de contraste da antropologia indiana com a antropologia brasileira seria o tom dos debates com relação aos autores clássicos da disciplina. Enquanto os brasileiros assumem uma postura de legitimação dessa produção, os indianos demonstram uma postura mais crítica, se contrapondo fortemente a algumas noções tais como globalização e turismo como comodificação, apenas para ilustrar com alguns exemplos. Nisso parece que os indianos estão mais fortemente ligados aos valores da civilização hindu, e embora a admiração pelo ocidente se faça sentir em todos os momentos, na análise de processos sociais eles rejeitam a ocidentalização da sua cultura.
Considerando que cada experiência localizada possui as suas próprias características, permanece o questionamento sobre o sentido de se pensar numa antropologia do sul como um todo: quais são as dimensões e os significados de se pensar em uma antropologia do Sul? Qual o propósito deste intercâmbio entre membros de países do Sul?
A partir de minha experiência no seminário internacional de Cultural Studies e de investigações junto aos demais participantes, acredito que o intercâmbio entre os pesquisadores do Sul tem relevância no sentido de se conhecer mais de perto quais são os interesses de pesquisa dos demais membros e em que sentido existe um compartilhamento desses interesses de pesquisa.

 
Os temas apresentados de um modo geral são os mesmo: (i) questões de gênero; (ii) o papel do estado, governabilidade e políticas públicas (iii) religião e secularização (iv) imaginário, memória e representação e (v) arte e cultura popular. Da mesma forma, os autores apontados como referências teóricas e conceituais também remetem diretamente a produção Estadunidense ou Européia, com alguns nomes de autores indianos, tais como Rajeswari Rajan, sobre o papel do Estado, Partha Chatterjee, sobre secularismo, Madhava Prasad, sobre cinema, Tapati Thakurta, sobre arte e gênero, apenas para trazer alguns exemplos. O contato com estes autores proporciona uma percepção da seriedade da produção de conhecimento indiana em Ciências Sociais e abre as portas para todo um conjunto de reflexões teóricas elaboradas no país para pensar seus próprios problemas.
A questão da possibilidade de aplicar tais reflexões teóricas igualmente a problemáticas brasileiras dependeria de se considerar que as problemáticas sejam as mesmas. Em linhas gerais até pode-se dizer que compartilhamos das mesmas temáticas, mas principalmente no caso da antropologia que se debruça caso a caso na investigação dos problemas, um olhar mais detalhado logo revela que se trata de situações bastante diferenciadas.
No caso do patrimônio histórico, por exemplo, a abordagem brasileira ao problema, grosso modo, leva em conta a relevância da preservação, a elaboração da legislação e das políticas públicas de tombamento e manutenção das propriedades e a participação popular. Tanto os elaboradores quanto os pesquisadores de políticas públicas comungam de certos temas e a abordagem é semelhante.
Do ponto de vista indiano, a preservação do Patrimônio, no caso dos Templos, é também uma questão do Estado, do reconhecimento da relevância da preservação, de uma reação contra as transformações que ocorrem no país, do perigo da comodificação da

 
cultura, das ameaças colocadas pelo turismo e da interferência internacional. A abordagem dos pesquisadores se contrapõe e questiona criticamente as políticas públicas em tom de desaprovação.
Por outro lado, a leitura e a interpretação que é dada a autores mais centrais como Fabian, Foucault e Kant, por exemplo, concentra seu foco sobre questões bastante específicas do caso da Índia, em problemas cotidianos. A forma como estes autores são empregados para pensar questões relevantes na Índia é enriquecedora da própria leitura que fazemos como brasileiros desses mesmos autores. Considero este um dos grandes pontos positivos desse tipo de intercâmbio acadêmico.
Falar sobre uma antropologia do Sul ganha sentido de duas formas: (i) pela importância de conhecermos o que é produzido e que de forma são tratados temas semelhantes em países também periféricos e quem são os autores relevantes. (ii) Conhecer melhor a problemática em que se centram as preocupações dos pesquisadores dessa região e ver a sua realidade social um pouco mais de perto.
Por outro lado, toda essa proposta de antropologia do Sul não seria o eco de uma tendência surgida justamente no “Norte” de dar voz aos oprimidos, de dar espaço para falarem aqueles que nunca são escutados, como as mulheres, as minorias e agora os países do Sul?
Acredito que a idéia de Antropologia do Sul está muito ligada aos Estudos Culturais, e o que realmente importa nessa discussão é o fato de se sair do circuito Estados Unidos, Inglaterra e França e lançar um olhar para outras fontes de produção de conhecimento e outras formas de lidar com questões atuais, que também nos dizem respeito, para que possamos retornar ao nosso trabalho com uma visão enriquecida por outras formas de olhar para o mundo.

 
A antropologia do Sul não existe de forma independente. A antropologia nos países periféricos se forma a partir de matrizes centrais, na leitura e assimilação dos autores clássicos da disciplina, de debate e aplicação dessas teorias. O silêncio apontado por Krotz é reflexo das diferenças de toda ordem que continuam a existir no mundo. O lado positivo é que já podemos vislumbrar o surgimento de um perfil próprio das antropologias, tanto no caso da Índia quanto no caso do Brasil o que nos promete render gradativamente mais espaço no debate internacional.


FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...> escreveu:
Friday, January 27, 2006  10:40:48
 
Dear Friends
 
I r”ved just now, this message going to you by the “attachment” from the Director of FUNDACAO ORIENTE-GOA, regarding a mistake in the timings of the programme CONTACTO GOA, of the R.T.P.I.which I had FWD-ed to you.
Kindly note, and DON’T MISS the series as it is UNIQUE the RTPi giving a series about Goa
I take this opportunity to request  the Organizers of the feature”CONTACTO GOA” that EACH episode may be announced in the local press on EACH day,when the series will be televised…so that  all of us  may not  forget the date and time !!
Those in the countries that DONT get the RTPi, may be able to see in RTP 1 or RTP 2
I thank Dr. Sergio Mascarenhas, the Director, for this kindness.
Kind regards
 
FernandodoRego/
 
=================================================
 
Caros Amigos
Acabo de receber a mensagem que vai pelo “anexo” do Sr.Dr. Sergio Mascarenhas, Director da Fundação Oriente-Goa.Houve um êrro no horário enviado anteriormente e que eu vos “forward”-ara
Não deixem de ver cada um dos episódios porque é raro a RTPi dar uma série sobre Goa.
Sirvo-me desta carta para pedir aos organizadores do CONTACTO GOA, que cada episódio seja anunciado nos diàrios locais no dia da sua estreia, pois…podemos esquecer !!
Nos paizes onde a RTPi não é recebida, poderao ver na RTP-1 ou RTP-2
Sirvo-me desta oportunidade para agradecer ao sr. Dr. Sérgio Mascarenhasa gentilesa da  remessa dessa informação.
Cordiais cumprimentos de
 
FernandodoRego/


Note: forwarded message attached.


FernandodoRego
143-Fontainhas.Pangim 403.001.
GOA. INDIA TEL:222.6353.
Send instant messages to your online friends http://in.messenger.yahoo.com Data: Fri, 27 Jan 2006 09:41:42 +0530
De: Fundacao Oriente <oriente@...>
Assunto: FW: Apologies: Changed Indian timings of Contacto Goa Episode One
broadcast
Para: fernandodorego@...

 
 
Delegation in India
175, Filipe Neri Xavier Road
Fontainhas
Panjim - Goa 403 001
Tel: 00 91 832 2230728 or 2436108
Fax: 00 91 832 2230291
Email: oriente@...
 
-----Original Message-----
From: Desmond Nazareth [mailto:desnaz@...]
Sent:
Tuesday, January 24, 2006 11:08 PM
To: Desmond Nazareth
Cc: Desmond Nazareth; Christopher Rego; Nalini De Souza
Subject: Apologies: Changed Indian timings of Contacto Goa Episode One broadcast
 
All:
 
Very sorry about this incovenience. The RTPi folks had given us incorrect Indian timings of the broadcast of the first episode. The correct timings are reflected in the changed Press Release below (and in the attached file).
 
The first episode will be broadcast on RTP International channel on Sunday, January 29, 2006, 8:15pm IST and again on Monday, January 30, 2006, 10:00am IST.
 
Please make a note of this and inform anyone (or any website) of these changes.
 
Thanks and regards,
 
Desmond
 
(start Press Release)
 
Announcing the broadcast of "Contacto Goa", a unique thirteen part TV series that follows the fascinating trail of the legacy of Portuguese rule in India, a legacy that continues to survive even today, more than forty years after they left Indian shores.
 
The series, which is in Portuguese, can be watched on the RTP International (RTPi) channel, an international Portuguese language channel available on select Indian cable networks, with an estimated viewership of twenty-four million people across the world .
 
The series will feature intriguing stories of people, institutions and events that continue to sustain the centuries old cultural ties between the two nations. Though the focus of the series would of course be Goa and Goans, it will also travel to other territories which have had a Portuguese presence, such as Daman, Diu, and Kerala.
 
Each episode of Contacto Goa will be of approximately twenty-five minutes duration and will feature three or four individual stories, covering subjects like art, music, food, cultural events etc.
 
The first episode will be broadcast on RTP International channel on Sunday, January 29, 2006, 8:15pm IST and again on Monday, January 30, 2006, 10:00am IST. Further episodes will be broadcast twice a month.
 
The series is produced by Ultra Film and Video (UfaV), represented by a creative team based both in Mumbai and Goa, consisting of Christopher Rego, Desmond Nazareth and Nalini Elvino de Sousa.
 
Much time and effort has gone into the research and shooting of the series, to provide viewers across the globe with a privileged glimpse into a world that still retains memories of a bygone, largely forgotten colonial era in the regions concerned.
 
(end Press Release)
 
NOTE TO ALL: Please look at the attached document for a Word version of the Press Release and some further information on the program and its context.
 
Please post the Press Release information on any many websites, web forums and notice boards as possible, and pass the information to anyone or any organization with an interest in Goa, especially people who form part of the global Goan diaspora and generally all well-wishers of Goa internationally. Anyone with contacts in Daman and Diu, please spread the word. Please try to get the information listed in non-English and non-Portuguese language forums as well.
 
Thanks and regards,
 
Desmond Nazareth
(on behalf of the Contacto Goa team)

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Photo Books. You design it and we’ll bind it!




FernandodoRego
143-Fontainhas.Pangim 403.001.
GOA. INDIA TEL:222.6353.


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#1158 From: FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...>
Date:: Tue Jan 31, 2006 12:37 pm
Subject:: "Contacto: GOA" na RTP.I: impressões e sugestões de um goes.
fernandodorego@...
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Tuesday, January 31, 2006
 
Caros Amigos
Uns dias atrás , eu vos informei que a RTP.I ia apresentar um programa” CONTACTO:GOA” no dia 29 e 30 deste mes.
Não sei quantos dos meus amigos o teriam visto,pois nem para todos a hora teria sido conveniente.
As minhas impressões pessoais foram estas:
EXCELENTE !!!
A filmagem, o colorido, a actualidade ,etc foram muito boas.Não era sem tempo a RTP.I apresentar ao mundo lusófono um documentário sobre a nossa Terra.  Como não podia deixar de suceder, houve uma e outra falha de pouca importancia.
 
Tenho as seguintes sugestões para fazer ao grupo organizador:
 
1.A RTP.I tem uma falta: anuncia os seus programas de uma forma que fica a desejar.
Por exemplo:”AMANHA:”………”…sem nos dizer a hora da emissão e isto leva-nos a não poder ver o mesmo, como me sucedeu com os filmes “ Pedro e Ines” e depois “Bocage”, que me pareceram seriam  de interesse.Naturalmente a hora dada, tem de ser a de Portugal, mas cada qual através do mundo pode fazer o cálculo da diferença horária.Assim , espero que os outros episódios sejam anunciados como deve ser.
 
2. Consta-me que o” Contacto: GOA”, viria a incluir nos seus treze( !!)episódios, aspectos da presença portuguesa em Damão e Dio,etc.etc.
Acho que isto NAO está certo: se se deseja fazer isso o mesmo deve ser intitulado: “CONTACTO: India Portuguesa”
3. Também  discordo  que o programa foque somente a "PRESENCA PORTUGUESA "em Goa, como o 1o episódio parece querer dizer.
Este tema já foi tratado ….“ad nauseam” em livros, artigos,revistas, conferencias,etc das 15(?) sessões do “SEMINARIO INTERNACIONAL DA HISTORIA INDO PORTUGUESA”, idealizados e implementados pelo falecido Pe, John Correia Afonso s.j.
Quero crer que ao Mundo lusófono, como a todos os goeses na Diáspora, interessa a GOA,como ela é HOJE: as suas Igrejas e os seus Templos…o seu desenvolvimento em vários campos,incluindo os de saude como o “Shanti Avedna Ashram” na aldeia de Loutolim, para os cancerosos terminais, os novos Hospitais como o Apolo Victor Hospital em Margao que tem hoje tudo o que o melhor hospital no estrangeiro teria….o seu turismo que ainda com um Hotel de SETE estrelas no Sul de Goa, no Concelho de Canacona e o Taj Exotica em Benaulim, onde ainda o Presidente da Republica da India veio para uns dias de descanso…o Carnaval em Goa a reliazar-se em breve,…. o nosso folclore….etc. etc.
Na minha opinião são estes os  aspectos que o programa deve trazer à ribalta.
 
3. Consta-me também que o programa NAO foi estreado pela RTP -1 e RTP-2 !! Isto privou os Portugueses no próprio Portugal,e dai a milhares de goeses ali estabelecidos de verem e gosarem dele.Não comprendo o motivo.
 Dai peço aos Recipientes em Portugal, que bradem o seu protesto contra esta descriminação que atinge as raias de ridiculo e exijam do Governo a sua exibição ali para sentados nos vossos lares, poderem matar saudades do torrão dos vossos antepassados. .
Levanta- te "CASA DE GOA," e faz ouvir a tua VOZ!!  ”Noblesse Oblige”!
 
No “CC” marco o contacto do grupo. Era favor os meus Amigos darem as vossas opiniões ,pois elas sempre auxialiam a quem faz um programa de tanta importancia para a nossa Goa e que vai ser visto por perto de vinte milhoes de televisores através deste Mundo.
Contudo,se assim vos for preferivel poderão dar as mesmas pelo REPLY ALL, o que seria mais conveniente.
 
Caros Senhores do Grupo “Contacto:GOA”!
 
Aprecio, o vosso esforço e  e felicito-vos pelo primeiro Episódio  Era favor FWD -ar esta carta à RTP.I cujo e-mail não tenho.
E peço-vos que quando os futuros episódios forem apresentados, o comuniquem com antecipação  a todos os Recipientes desta carta, directamente...Obrigado.
E desejo-vos todo o sucesso nesta série que…devia ser de 12 ou de 14 episódios porque se diz que o no. 13…é de mau agouro.!!
 
 Cordiais cumprimentos
 
FernandodoRego/


FernandodoRego
143-Fontainhas.Pangim 403.001.
GOA. INDIA TEL:222.6353.


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#1157 From: Walter <waltercaetanocosta@...>
Date:: Mon Jan 30, 2006 4:45 pm
Subject:: Antropologias do Sul: um olhar sobre o Brasil e a Índia
waltercaetan...
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Aos Amigos
 
Walter.
 
Antropologias do Sul: um olhar sobre o Brasil e a Índia.
O propósito deste artigo é, partindo de uma discussão teórica sobre o que se entende como “Antropologias do Sul”, analisar comparativamente o caso Brasil-India, tendo como foco de análise tanto a bibliografia produzida sobre o tema quanto minha experiência pessoal de participação em seminário Internacional de Cultural Studies naquele país, durante dez dias, seguida de investigações de campo no estado de Orissa, bem como na capital cultural, a cidade de Kolkata.
Tal experiência de participação numa área ampla como Cultural Studies traz contribuições para a análise e reflexão sobre a antropologia indiana como “antropologia do sul”, não apenas pela presença de um número considerável de antropólogos no encontro, incluindo o próprio diretor do Centro de Pesquisa em Ciências Sociais que o promoveu, Dr. Partha Chatterjee, mas também por ter sido organizado pela SEPHIS. Trata-se de uma organização que tem como objetivo a promoção do intercâmbio entre países ao Sul do Globo, valorizando a troca e o compartilhamento de formação e informação entre os profissionais e estudantes dessas regiões.
Neste encontro estiveram presentes, além dos professores do Centro de Estudos em Ciências Sociais de Kolkata, aproximadamente umas dez pessoas, outros dez especialistas indianos de áreas correlatas, tais como Sociologia, Ciência Política, Estudos de Desenvolvimento Internacional e Academia de Arte e Estética de Delhi. Este grupo tinha como propósito apresentar leituras de autores clássicos como Foucault e Johannes Fabian, entre outros, e discutir os trabalhos apresentados diariamente pelo outro grupo de

 
participantes constituído por alunos de cursos de doutorado provenientes de países ao Sul do globo. Num total de 23 pessoas, este segundo grupo era composto por doutorandos indianos, provenientes de Delhi (6), Calcutta (2), Hyderabad (3) e Bangalore (3), e por doutorandos e recém-doutores estrangeiros, provenientes da África do Sul (1), Brasil (1), Filipinas (1), Indonésia (1), Nigéria (1), Trinidade e Tobago (1), e Uganda (3).
A partir desse contato com pesquisadores de outros países localizados ao sul do globo, acredito poder trazer novos elementos para a reflexão sobre os possíveis significados e dimensões de uma antropologia do sul, questionando se é realmente possível falar de uma antropologia do sul e que diferentes características ela assumiria em países como a Índia e o Brasil.
A noção de Antropologia do Sul
De acordo com a formulação de Krotz (1997), a parte Sul do mundo tem sido considerada como campo privilegiado para a pesquisa antropológica, realizada a partir de uma perspectiva do norte, onde se localizam as raízes científicas da disciplina. Segundo este autor, se observa um grande silêncio sobre a produção teórica gerada nestes países, considerando que ela exista, e esse fato estaria relacionado à posição política periférica em que se encontram tais países do sul.
O autor chama a atenção para a ironia presente no fato de que o surgimento da antropologia como disciplina científica, dedicada particularmente ao estudo da diversidade cultural, ocorre lado-a-lado com a forte tendência da missão civilizatória de normalizar essa diversidade. Obviamente essa meta não foi atingida e as contradições presentes no modelo

 
Norte Atlântico de civilização criaram novas heterogeneidades tanto ao Norte quanto ao Sul numa escala mundial.
Hoje as diferenças entre Norte e Sul podem ser profundamente sentidas, tanto no que se refere a desigualdades tecnológicas quanto econômicas, informacionais e em muitas outras esferas, bem como em termos teóricos, nos binômios associados à relação Norte-Sul tais como: civilização e selvageria, desenvolvido e sub-desenvolvido, moderno e tradicional, dominação e dependência, globalismo e localismo e tantos outros.
Não é necessário estender muito a questão de que há diferenças entre os países, já que elas são facilmente observáveis, e de que as diferenças são maiores entre os países considerados como Norte em relação aos países considerados do Sul, do que em relação aos países vizinhos tanto no Norte quanto no Sul, mantendo-se essa perspectiva de distribuição dos países no globo, que em todo caso é mais política do que geográfica.
Uribe (1997) destaca essa razão em específico nas suas observações críticas ao texto de Krotz, sustentando que essa dicotomia Norte/Sul ofusca a percepção das nuances que estão contidas no cerne da questão das diferenças, lembrando que existem tradições fortes na disciplina que não se encaixam bem na divisão, tal como as tradições Inglesa e Francesa em Antropologia.
Portanto observa-se aqui um primeiro inconveniente dessa divisão entre países do Norte e países do Sul, por não se tratar de uma categoria de localização geográfica, mas sim de uma categoria política, já que a Índia seria considerada um país ao Norte, ao contrário do que de fato ocorre.Todavia, é patente que as principais produções teóricas discutidas nos cursos de pós-graduação e em seminários e encontros de profissionais são teorias produzidas na Europa, sejam Francesas ou Inglesas, ou nos Estados Unidos, de forma que independentemente da distribuição geográfica dos países silenciados e da adequação das

 
categorias de Norte e Sul atribuídas a eles, é ainda válido questionar sobre o silêncio em torno de teorias produzidas em outras localidades. Ou antes, questionar se existe de fato uma produção teórica de fôlego paralela a que se realiza nos grandes centros. A pergunta que motiva essas reflexões, entre outras é: existe apenas uma disciplina antropológica ou existe uma antropologia do Sul, oposta complementar ou não da antropologia do Norte?
O fato de haver diferenças econômicas e sociais entre os países determina a existência de uma produção teórica diferenciada e própria daquele local?
Segundo Krotz, (1997) uma das razões que motiva esse tipo de questionamento sobre a centralidade das produções teóricas e a existência de produções periféricas, (trazendo a noção de centro e periferia como alternativa à noção de Norte e Sul) seria a situação conhecida do pesquisador vindo do Norte para realizar sua pesquisa de campo em um país do Sul, e hoje em dia encontrando ali não apenas nativos, mas nativos com formação semelhante a sua, portanto colegas-nativos e estudantes.
Essa nova forma de encontro com o “outro” produz uma situação de questionamento de autoridades, ou no mínimo conduz a uma maior reflexão sobre o tema.
Conforme foi observado na disputa entre Sahlins e Obeyesekere, resumidamente, temos de um lado a autoridade do pesquisador do Norte, portanto dotado de uma maior prestígio em relação aos colegas do Sul e dessa forma interlocutor legítimo. Do outro lado, o seu colega, por sua vez um nativo de um país também do Sul, com a autoridade de profundo conhecedor da realidade dos países do Sul justamente por ser nativo, além de antropólogo. Numa grande disputa sobre quem tem a autoridade para falar sobre a viagem do Capitão Cook ao Hawaii, o resultado prático foi que um antropólogo do Sul, mais precisamente do Sri Lanka, conseguiu se colocar internacionalmente como interlocutor de Marshal Sahlins, no que ambos saem ganhando.

 
A questão principal para os interesses desse trabalho que vejo emergir na disputa entre Sahlins e Obeyesekere diz respeito à autoridade do antropólogo para falar de seu próprio país, como nativo, que não é o caso nem de Sahlins nem de Obeyesekere, mas que surge como questão de reflexão a partir de seu diálogo. O antropólogo que é também nativo teria mais autoridade para falar sobre o país do que o antropólogo estrangeiro? Aparentemente, depende de onde vem este estrangeiro em termos do reconhecimento do prestígio de alguns centros de formação e também depende de quem é este nativo/antropólogo que fala de seu país, quais são suas credenciais acadêmicas. Portanto o jogo do reconhecimento da autoridade do pesquisador passa por um conjunto de regras que são internas ao próprio mundo acadêmico, e que não são regras estabelecidas no norte ou do sul, mas são internacionais, e facilmente perceptíveis.
Certamente há muito o que ser dito a respeito da disputa entre estes autores, Sahlins e Obeyesekere, e as questões que esse caso suscitou, mas um aprofundamento em tais questões fugiria dos limites propostos para este artigo, portanto sou levada a não desenvolver mais essa questão, me atendo ao caso dos antropólogos do Sul.
Voltando ao argumento de Krotz, o autor observa que na história da disciplina pouco se fala sobre as teorias ou os pesquisadores originários do Sul: “quando a antropologia do Sul se faz presente, ou quando há consciência de sua existência, ela é vista como algo “sub-desenvolvido” tanto quanto o país de terceiro mundo em que se originou.” Mesmo no Sul, a antropologia produzida localmente só aparece como exemplo de teorias do Norte, como um reflexo posterior, fortalecendo a imagem de extensão ou adaptação, o que torna o perfil dessa produção praticamente invisível.
Segundo este autor, um outro aspecto do problema da grande disparidade entre Norte e Sul reside no relacionamento entre os membros das comunidades acadêmicas, que

 
em geral se caracteriza por uma relação de paternalismo do Norte em relação ao Sul, ou no mínimo como uma relação fortemente marcada pelas diferenças entre os países: “A maioria dos antropólogos do Norte, mesmo estudantes, pensaria em passar uma temporada no Sul, na melhor das hipóteses, como uma possibilidade de trabalho de campo.” (KROTZ, 1997)
Considerando-se que há realmente diferenças entre os países, é difícil que as relações entre os membros dessas comunidades não tenha traços dessas diferenças, e que cada membro individualmente não tenha traços de seu país de origem, entretanto, tal relação não precisa ser necessariamente marcada pelo paternalismo, e não creio que seja sempre.
A partir de uma perspectiva Latino-Americana, Krotz formula quatro questões críticas que caracterizariam as antropologias do Sul: (i) aqueles que pesquisam e aqueles que são pesquisados são cidadãos do mesmo país, o que possibilita um maior acesso aos resultados da pesquisa e favorece mesmo a contestação desses resultados; (ii) o conceito que se tem do conhecimento científico produzido no exterior é tido como superior ao produzido nos países do Sul, resultando no preconceito da sociedade a respeito de sua própria produção científica; (iii) a hipótese de que a alteridade sócio-cultural produzida seja de natureza diferente da pesquisas do Norte bem como a interferência de um engajamento político com as questões tratadas conduz a resultados bastante diversos; (iv) o próprio conhecimento de seus antecedentes e de suas origens, chegando a revelar seu próprio perfil de produção teórica com certa maturidade.
A conclusão de Krotz se refere a criação de uma maior consciência da necessidade de uma antropologia da antropologia do Sul, não com o intuito de criar uma antropologia anti-Norte, mas com o propósito de obter uma perspectiva planetária sobre a ciência antropológica. Nesse sentido, cabe lembrar que este trabalho de antropologia da

 
antropologia tem sido realizado tanto no Brasil quanto na Índia, o que permite agora lançar uma reflexão sobre esses dados, e questionar em que medida as características apontadas por Krotz estão contempladas.
No que diz respeito à antropologia brasileira, se observa uma crescente internacionalização das pesquisas. De acordo com Trajano e Martins (2004:15)
“Ao longo das últimas três décadas, o Brasil construiu um sistema de pós-graduação que constitui a parte mais exitosa de seu sistema de ensino, considerado de forma unânime como o maior e melhor da América Latina. Um crescente número de estudantes estrangeiros nos programas de pós-graduação em Antropologia no Brasil, que fazendo pesquisa em seu país de origem, contribuem para o alargamento do campo onde a voz da antropologia brasileira está sendo ouvida”.
Isso contraria a primeira característica apontada por Krotz, que sugere um certo provincianismo nas antropologias do Sul, ao realizarem as pesquisas sempre dentro das fronteiras do país, olhando para si mesmo. Recentemente têm sido realizadas pesquisas de brasileiros fora dos limites do país, sobre temas estrangeiros, e de estrangeiros em número crescente nas nossas universidades. Somado a isso, a participação de pesquisadores brasileiros em eventos de caráter internacional contribui para que a antropologia brasileira comece a ser conhecida internacionalmente.
A antropologia brasileira localiza seus heróis na antropologia do Norte. De acordo com Fry (2004: 242) “é como se a antropologia brasileira, tão geograficamente periférica quanto a do Sri Lanka do ponto de vista do “centro”, legitimasse a antropologia do establishment tão duramente criticada em outros lugares periféricos.” Esse ponto distingue fortemente a antropologia brasileira da Indiana. No Brasil há toda uma valorização do que vem de fora como sendo bom e em geral superior ao nosso. O mesmo não ocorre na Índia,

 
que constrói sua posição mais em contraposição às teorias importadas do que na assimilação desse olhar de fora sobre si mesmos.
O engajamento político é considerado como um fator positivo pela comunidade acadêmica brasileira, embora tendo grandes e competentes autores brasileiros, o conhecimento vindo do exterior desfruta de um status privilegiado. Se reconhece os nomes dos grandes autores brasileiros, mas na formulação de um programa de curso sobre autores clássicos num programa de pós-graduação em antropologia, a bibliografia é geralmente composta por 100% de autores estrangeiros. O que revela esse paradoxo entre a existência de grandes autores e teóricos na antropologia brasileira e o reconhecimento pelos seus próprios pares de que sua produção seja de nível internacional e digna de ser incluída nos programas dos cursos ao lado dos estrangeiros. Não se trata de uma prioridade aos estrangeiros em relação aos nacionais?
Da mesma forma, a Índia apresenta grandes autores com elevado rigor teórico e metodológico, de acordo com Peirano (1992), mas estes autores não são conhecidos fora das fronteiras do país, exceto aqueles que trabalham em grandes centros de produção de conhecimento, nos Estados Unidos ou na Europa, tal como Veena Das, por exemplo.
A maioria das pesquisas realizadas na Índia também trata de questões de interesse interno, próprias do país, como direitos das minorias e a situação das mulheres. A maioria dos estudantes prefere fazer cursos na Europa revelando grande valorização dos centros Europeus, em detrimento de suas academias de formação.
Segundo Peirano (1992: 191), “a identidade da antropologia indiana trazia a marca do diálogo com o Ocidente, quer na afirmação dos valores hindus, na rejeição ou aceitação de Dumont, quer na reversão dos papéis habituais do “nós” e do “outro”, ou no questionamento da situação de opressão entre as duas civilizações”. Conforme apontou

 
Peirano em sua pesquisa sobre os intelectuais indianos, a antropologia indiana é construída em torno das questões sociais relevantes, de acordo com o momento que o país está vivendo, mas em intenso diálogo com o Ocidente e com grande conhecimento dessa produção, que nos limites deste trabalho estaria classificado como produção própria dos países do Norte.
Um ponto de contraste da antropologia indiana com a antropologia brasileira seria o tom dos debates com relação aos autores clássicos da disciplina. Enquanto os brasileiros assumem uma postura de legitimação dessa produção, os indianos demonstram uma postura mais crítica, se contrapondo fortemente a algumas noções tais como globalização e turismo como comodificação, apenas para ilustrar com alguns exemplos. Nisso parece que os indianos estão mais fortemente ligados aos valores da civilização hindu, e embora a admiração pelo ocidente se faça sentir em todos os momentos, na análise de processos sociais eles rejeitam a ocidentalização da sua cultura.
Considerando que cada experiência localizada possui as suas próprias características, permanece o questionamento sobre o sentido de se pensar numa antropologia do sul como um todo: quais são as dimensões e os significados de se pensar em uma antropologia do Sul? Qual o propósito deste intercâmbio entre membros de países do Sul?
A partir de minha experiência no seminário internacional de Cultural Studies e de investigações junto aos demais participantes, acredito que o intercâmbio entre os pesquisadores do Sul tem relevância no sentido de se conhecer mais de perto quais são os interesses de pesquisa dos demais membros e em que sentido existe um compartilhamento desses interesses de pesquisa.

 
Os temas apresentados de um modo geral são os mesmo: (i) questões de gênero; (ii) o papel do estado, governabilidade e políticas públicas (iii) religião e secularização (iv) imaginário, memória e representação e (v) arte e cultura popular. Da mesma forma, os autores apontados como referências teóricas e conceituais também remetem diretamente a produção Estadunidense ou Européia, com alguns nomes de autores indianos, tais como Rajeswari Rajan, sobre o papel do Estado, Partha Chatterjee, sobre secularismo, Madhava Prasad, sobre cinema, Tapati Thakurta, sobre arte e gênero, apenas para trazer alguns exemplos. O contato com estes autores proporciona uma percepção da seriedade da produção de conhecimento indiana em Ciências Sociais e abre as portas para todo um conjunto de reflexões teóricas elaboradas no país para pensar seus próprios problemas.
A questão da possibilidade de aplicar tais reflexões teóricas igualmente a problemáticas brasileiras dependeria de se considerar que as problemáticas sejam as mesmas. Em linhas gerais até pode-se dizer que compartilhamos das mesmas temáticas, mas principalmente no caso da antropologia que se debruça caso a caso na investigação dos problemas, um olhar mais detalhado logo revela que se trata de situações bastante diferenciadas.
No caso do patrimônio histórico, por exemplo, a abordagem brasileira ao problema, grosso modo, leva em conta a relevância da preservação, a elaboração da legislação e das políticas públicas de tombamento e manutenção das propriedades e a participação popular. Tanto os elaboradores quanto os pesquisadores de políticas públicas comungam de certos temas e a abordagem é semelhante.
Do ponto de vista indiano, a preservação do Patrimônio, no caso dos Templos, é também uma questão do Estado, do reconhecimento da relevância da preservação, de uma reação contra as transformações que ocorrem no país, do perigo da comodificação da

 
cultura, das ameaças colocadas pelo turismo e da interferência internacional. A abordagem dos pesquisadores se contrapõe e questiona criticamente as políticas públicas em tom de desaprovação.
Por outro lado, a leitura e a interpretação que é dada a autores mais centrais como Fabian, Foucault e Kant, por exemplo, concentra seu foco sobre questões bastante específicas do caso da Índia, em problemas cotidianos. A forma como estes autores são empregados para pensar questões relevantes na Índia é enriquecedora da própria leitura que fazemos como brasileiros desses mesmos autores. Considero este um dos grandes pontos positivos desse tipo de intercâmbio acadêmico.
Falar sobre uma antropologia do Sul ganha sentido de duas formas: (i) pela importância de conhecermos o que é produzido e que de forma são tratados temas semelhantes em países também periféricos e quem são os autores relevantes. (ii) Conhecer melhor a problemática em que se centram as preocupações dos pesquisadores dessa região e ver a sua realidade social um pouco mais de perto.
Por outro lado, toda essa proposta de antropologia do Sul não seria o eco de uma tendência surgida justamente no “Norte” de dar voz aos oprimidos, de dar espaço para falarem aqueles que nunca são escutados, como as mulheres, as minorias e agora os países do Sul?
Acredito que a idéia de Antropologia do Sul está muito ligada aos Estudos Culturais, e o que realmente importa nessa discussão é o fato de se sair do circuito Estados Unidos, Inglaterra e França e lançar um olhar para outras fontes de produção de conhecimento e outras formas de lidar com questões atuais, que também nos dizem respeito, para que possamos retornar ao nosso trabalho com uma visão enriquecida por outras formas de olhar para o mundo.

 
A antropologia do Sul não existe de forma independente. A antropologia nos países periféricos se forma a partir de matrizes centrais, na leitura e assimilação dos autores clássicos da disciplina, de debate e aplicação dessas teorias. O silêncio apontado por Krotz é reflexo das diferenças de toda ordem que continuam a existir no mundo. O lado positivo é que já podemos vislumbrar o surgimento de um perfil próprio das antropologias, tanto no caso da Índia quanto no caso do Brasil o que nos promete render gradativamente mais espaço no debate internacional.


FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...> escreveu:
Friday, January 27, 2006  10:40:48
 
Dear Friends
 
I r”ved just now, this message going to you by the “attachment” from the Director of FUNDACAO ORIENTE-GOA, regarding a mistake in the timings of the programme CONTACTO GOA, of the R.T.P.I.which I had FWD-ed to you.
Kindly note, and DON’T MISS the series as it is UNIQUE the RTPi giving a series about Goa
I take this opportunity to request  the Organizers of the feature”CONTACTO GOA” that EACH episode may be announced in the local press on EACH day,when the series will be televised…so that  all of us  may not  forget the date and time !!
Those in the countries that DONT get the RTPi, may be able to see in RTP 1 or RTP 2
I thank Dr. Sergio Mascarenhas, the Director, for this kindness.
Kind regards
 
FernandodoRego/
 
=================================================
 
Caros Amigos
Acabo de receber a mensagem que vai pelo “anexo” do Sr.Dr. Sergio Mascarenhas, Director da Fundação Oriente-Goa.Houve um êrro no horário enviado anteriormente e que eu vos “forward”-ara
Não deixem de ver cada um dos episódios porque é raro a RTPi dar uma série sobre Goa.
Sirvo-me desta carta para pedir aos organizadores do CONTACTO GOA, que cada episódio seja anunciado nos diàrios locais no dia da sua estreia, pois…podemos esquecer !!
Nos paizes onde a RTPi não é recebida, poderao ver na RTP-1 ou RTP-2
Sirvo-me desta oportunidade para agradecer ao sr. Dr. Sérgio Mascarenhasa gentilesa da  remessa dessa informação.
Cordiais cumprimentos de
 
FernandodoRego/


Note: forwarded message attached.


FernandodoRego
143-Fontainhas.Pangim 403.001.
GOA. INDIA TEL:222.6353.
Send instant messages to your online friends http://in.messenger.yahoo.com Data: Fri, 27 Jan 2006 09:41:42 +0530
De: Fundacao Oriente <oriente@...>
Assunto: FW: Apologies: Changed Indian timings of Contacto Goa Episode One
broadcast
Para: fernandodorego@...

 
 
Delegation in India
175, Filipe Neri Xavier Road
Fontainhas
Panjim - Goa 403 001
Tel: 00 91 832 2230728 or 2436108
Fax: 00 91 832 2230291
Email: oriente@...
 
-----Original Message-----
From: Desmond Nazareth [mailto:desnaz@...]
Sent:
Tuesday, January 24, 2006 11:08 PM
To: Desmond Nazareth
Cc: Desmond Nazareth; Christopher Rego; Nalini De Souza
Subject: Apologies: Changed Indian timings of Contacto Goa Episode One broadcast
 
All:
 
Very sorry about this incovenience. The RTPi folks had given us incorrect Indian timings of the broadcast of the first episode. The correct timings are reflected in the changed Press Release below (and in the attached file).
 
The first episode will be broadcast on RTP International channel on Sunday, January 29, 2006, 8:15pm IST and again on Monday, January 30, 2006, 10:00am IST.
 
Please make a note of this and inform anyone (or any website) of these changes.
 
Thanks and regards,
 
Desmond
 
(start Press Release)
 
Announcing the broadcast of "Contacto Goa", a unique thirteen part TV series that follows the fascinating trail of the legacy of Portuguese rule in India, a legacy that continues to survive even today, more than forty years after they left Indian shores.
 
The series, which is in Portuguese, can be watched on the RTP International (RTPi) channel, an international Portuguese language channel available on select Indian cable networks, with an estimated viewership of twenty-four million people across the world .
 
The series will feature intriguing stories of people, institutions and events that continue to sustain the centuries old cultural ties between the two nations. Though the focus of the series would of course be Goa and Goans, it will also travel to other territories which have had a Portuguese presence, such as Daman, Diu, and Kerala.
 
Each episode of Contacto Goa will be of approximately twenty-five minutes duration and will feature three or four individual stories, covering subjects like art, music, food, cultural events etc.
 
The first episode will be broadcast on RTP International channel on Sunday, January 29, 2006, 8:15pm IST and again on Monday, January 30, 2006, 10:00am IST. Further episodes will be broadcast twice a month.
 
The series is produced by Ultra Film and Video (UfaV), represented by a creative team based both in Mumbai and Goa, consisting of Christopher Rego, Desmond Nazareth and Nalini Elvino de Sousa.
 
Much time and effort has gone into the research and shooting of the series, to provide viewers across the globe with a privileged glimpse into a world that still retains memories of a bygone, largely forgotten colonial era in the regions concerned.
 
(end Press Release)
 
NOTE TO ALL: Please look at the attached document for a Word version of the Press Release and some further information on the program and its context.
 
Please post the Press Release information on any many websites, web forums and notice boards as possible, and pass the information to anyone or any organization with an interest in Goa, especially people who form part of the global Goan diaspora and generally all well-wishers of Goa internationally. Anyone with contacts in Daman and Diu, please spread the word. Please try to get the information listed in non-English and non-Portuguese language forums as well.
 
Thanks and regards,
 
Desmond Nazareth
(on behalf of the Contacto Goa team)

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#1156 From: Ulysses Menezes <uly334@...>
Date:: Mon Jan 30, 2006 3:11 pm
Subject:: Calender/Wallpaper for Feb 2006
uly334
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Note: forwarded message attached.


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Live Konkani Music - Started on March 14, 2000
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#1155 From: "Goa's Pride www.goa-world.com" <goaworldtoday@...>
Date:: Mon Jan 30, 2006 5:32 am
Subject:: Congratulations to Konkani Radio Goaworld (365) Online Radio! Super job!
goaworldtoday
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From :  Silviano Barbosa <goache@...>
Congratulations to Konkani Radio Goaworld (365)
Online Radio! Super job!

Just yesterday, I happened to listen to Goaworld's Konkani Online Radio and I must say it's fantastic. When I listen to it all the time, looks like I am in Goa listening to Lorna and others.

http://www.live365.com/stations/61664

So much variety and a very good selection! Really classy material and great quality. Aren't we lucky!
My congrats to Uly Menezes and Gaspar Almeida for doing yomen service to
Goans worldwide.

While I was listening to this Radio, I was doing other things on my PC and all of a sudden I was startled to hear a familiar song. It was from my album "Classic Goa: Hits of the Millennium" by Young Chico in "Budhichim Utram" and exactly 3 songs later, another of my song appeared "Goa Ke Raste Pe" (in Hindi) by Young Chico, Anthony San and Sumeeta.

Next day I heard another song "Asha ani Gopi" by Sumeeta and Anthony San
from the same CD "Classic Goa" to be followed by another song "Roddum Naka"
by Young Chico.
Isn't it a great thrill to hear songs written by yourself? Well, it is for me.
I felt the same sensation when I went to Goa last year and heard many of the songs from my album "Classic Goa" on Goa's FM Radio.

Great work, Uly. Where's my royalty re? Just kidding! It's my pleasure.
I am glad listeners like these songs!

Hope pretty soon we can hear Goanetter Sanny de Qepem's "Saibinnicho
Tisro Segred" from his just released CD.

It was another thrill for me to see another Goanetter (writer) Daniel F D'Souza appearing in Konkani VCD "Axirvadi". Daniel was really mad because comedian Jesus stole his suit (you should see his acting).
More reviews of VCD s later. So far now the best VCDs I like are "Aleesha" for great production (can't compare with any other Konkani films)  and the best film "Kantteantlem Ful" produced by Arnold Da Costa.

Don't you just love Domnic's article "Good Old Days of Radio"?.
Well written piece as always.
Almost forgot the names of Ansu Rodrigues from Sanvordem and Georgina Jacques from Majorda?
And the sweet distinct voice of Allan Da Costa in "Adeus Korchea Vellar?"
What about Balduino Araujo?

And what about  the recital of Konkani poems on Goa Radio?
I remember in 1968, I was privileged to recite my Konkani poems on All India Radio Goa.
That was a thrill too, but I was very nervous. I just about made it to Cuncolim in time after recording in Panjim that day (took 4 hours to travel 40 kilometers, with ferry boat at Agasaim?) at 7:30 pm to listen to it on our Sony Transistor.
Oh those were the days!

Here's my suggestion to Goa Government!

Please initiate SOCIAL SERVICE AWARDS to:

1) KONKANI RADIO GOAWORLD and

2) GOANET

Silviano C. Barbosa
http://ca.geocities.com/goaraj@.../
 
 
 
photo
 
LINK ARTICLES:
 
THE GOOD OLD DAYS OF RADIO!  - by Domnic Fernandes
 
Sanny de Quepem first Konkani CD Album 
"Saibinicho Tisro Segredh" released
http://groups.yahoo.com/group/gulf-goans/message/7825


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#1154 From: "Goa's Pride www.goa-world.com" <goaworldtoday@...>
Date:: Sun Jan 29, 2006 12:16 pm
Subject:: Re: [Goa-Portuguese] The daily programes of the RTP.i in the local media
goaworldtoday
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Thanks for updating everyone, Senhor Fernando.
 
 
Gaspar Almeida
 


FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...> wrote:
To Dr. Sergio Mascarenhas
Director- Fundação Oriente
Filipe Nery Road. Fontainhas
Pangim.Goa
 
Friday, January 27, 2006  12:25:33
 
Dear Dr. Mascarenhas,
I received your letter regarding the change in time of the programme CONTACTO GOA to be televised by RTP.i – the channel in Portuguese, beamed from Portugal  – when in 13 episodes, it will give to its viewers something good – I am sure !!– about our Goa.I have already FWD the same to my Recipients.
The RTPI is certainly NOT one of the best channels that we get in Goa,but all the same , being in Portuguese, it interests the  viewers who know the language.
The Goa dailies never give its day to day programme, while giving those of so many national and internacional channels.The reason, I am told, that nobody cares to send to them the same.
 
I am sure that is it NOT the duty of the F.O. to do the same.
I feel it is the duty of the Consulate General of Portugal.
But all the same, as you are a dinamic person who has been fostering so many cultural activities,I request to kindly FWD this letter to the Consul General Dr. Adão whose e-mail I don’t have,with your recommendation to do it.
I am marking the CC to some of the Editors whose e-mails I have andto some of my friends in Goa,requesting them to respond by REPLY ALL, if they agree of not with my suggestion.
Thanks and warm regards
 
FernandodoRego/


FernandodoRego
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#1153 From: FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...>
Date:: Fri Jan 27, 2006 2:28 am
Subject:: Re: Fw: tAMILES Y CHINOS,
fernandodorego@...
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27.01 as 07.48
Caro Alfredo,
Bom dia !! E espero que estejas bom da tua saude.
Muito interessante o que me mandas,pois eu não sabia que os Chineses e os Tamilianos ( da India) já tinham chegado à America , antes do Mundo Europeu.
Tomo a liberdade de mandar o mesmo FWD a alguns amigos meus a quem isto hade interessar.
Saudosos abraços
 
Fernando/


Alfredo de Mello <avonollem@...> wrote:
Esta es la carta que envié a la antropóloga Ce cilia Ayalade Gremli, sobre el asunto de la descubierta deAmérica por los chinos y tamiles en 1423.
----- Original Message -----
Sent: Thursday, January 26, 2006 7:35 PM
Subject: tAMILES Y CHINOS,

Querida cecilia,
Todavia estoy aguardando el libro que me prometiste enviar, mientras tanto, quiero enviarte  el texto del libro del Prof. <Jared Diamond, "Cañones, ´gérmenes y acero"referente a las flotas chinas a principio del siglo 15,  Me costó mucho copiar estos párrafos, pues  tuve que ingenirame  con varios lentes, y lupas, y, verdad sea dicha, estoy cansado.
Perssonalmente yo creo que alguna o más, de las embarcaciones chinas con tamiles a bordo, hayan seguido por el Atlantico sur, hacia Venezuela y el Caribe..
Lo que tu has develado, es de  enorme importancia, y cambiaria la Historia, tal como hemos aprendido... Es simpklemente fascinante. Felicitaciones calurosas.
Un abrazo
ÇSAlfredo
 
Del libro del Profesor Jared Diamond “GUNS, GERMS , AND STEEL”, Publicado en 1997, Premio Pulitzer., página 411:
…” These advantages and head start enabled medieval China to lead  the world in technology. The long line of its major technological firsts includes cast iron, the compass, gunpowder, paper, print    ing and many others mentioned earlier.  It also led the world in political power, navigation and control of the seas. In the early 15th  century it sent treasure fleets, each consisting of hundreds of ships up to 400 feet long  and with   total crews of up to 28000, across the Indian Ocean, as far as the east coast of Africa , decades before Columbus’ three puny ships crossed the narrow Atlantic Ocean to the Americas’ east coast. Why didn’t Chinese  shjips proceed  around Africa’s southern  cape wwestward and colonize Europe, before  Casco da Gama’s three puny ships rounded the Cape of Good Hope eastward and launched n Europe’s colonization of East Asia ? Why didn’t Chinese ships cross the  to colonizw theAmericas’ west coast ? Why,in birief, did China lose its technological lead to the formerly backward Europe ?
The end  of China’s treasure fleets s gives us a clue. Seven of those fleets sailed from China between  A.D. 1405 and 1433. Tjhey were then suspended as a result of  a typical aberration of local politics that could happen anywhere in the world: a power struggle between two factions at the Chinese court (the eunuchs and their opponents). The former faction had been identified with sending and captaining the fleets. Hence when the latter faction gained the upper hand in a power struggle, it stopped sending fleets, eventually dismantled shipyards, and forbade oceangoing shipping.    ¿Será posible que una embarcación china, con Tamiles a bordo se haya aventurado doblar el Cabo de Buena Esperanza y cruzado el Atlántico, llegando al Caribe ¿??L o que me dices aprece que sí.Pregunta:¿ solo los tamiles dejaron palabras de su idioma, o tambien los chinos dejaron su impronta ¿?¿?
 
Y loque sigue, es de la Enciclopedia Britanica, referente a la historia de Xchina:  en el siglo 14 (XIV),,, China “had  large ships with multiple decks, which were propelled by fast moving wheels, paddled by manpower, many sailed on high seas, aided by accurate compasses, charts, and instruments as well as by  experience in distant navigation.
M´SZD CLARO, ÉCHELE AGUA.



FernandodoRego
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#1152 From: FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...>
Date:: Fri Jan 27, 2006 2:37 pm
Subject:: RE: Fw: tAMILES Y CHINOS,
fernandodorego@...
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Caro Amigo
Gostei de ler os argumentos que nos dá sobre se o Chineses ( CHINOS !!)teriam chegado ou não à America do Sul.
E o que nos diz sobre os tamelianos( TAMILES !) Teriam eles feito isso? como se explica a origem de termos da lingua tamil no Brasil?
Os seus comentarios deviam ter vindo pelo REPLY ALL para todos os poderem ler. Assim eu marco os nomes a quem eu tinha mandado a primeira carta do sr. Alfredo Mello ( no Uruguay).
Boa noite a todos e um abraço para si
 
FernandodoRego/
 
Nota: se algum dos meus Amigos no CC desejarem dar a sua opinião, sendo alguns deles historiadores, era favor faze-lo pelo REPLY ALL.
Não sou historiador,mas este dialogo parece ser interessante.
 
Espero em especial que o Sr. Alfredo Mello ( em Montevideo) cuja carta para mim originou esta troca de impressões, nos diga o que pensa sobre o mesmo
Obrigado a todos e Boa noite
 
FernandodoRego/


Caro amigo,
 
Há muito que li o livro Gunpowder, Germs and Steel, uma leitura interessante mas com muitos erros.
 
Quanto à razão porque os chineses não chegaram à América... não foi exclusivamente política. Teve também razões técnicas e logísticas. Só quem ignore tudo da história da navegação é que poderá imaginar os chineses a contornarem o cabo da Boa Esperança e a cruzarem o Atlântico para a América. Apenas alguns dados:
 
As frotas chinesas do século XI nunca fizeram navegação de alto mar, toda a sua navegação foi costeira. É absurdo pensar que eles contornavam o sul da África e se lançavam a ocidente. O que eles fariam era prosseguir para norte ao longo da costa. A ser assim, quanto muito chegavam à Europa, não chegavam à América.
Aliás, os seus pesados e enormes barcos (a dimensão de um barco é completamente irrelevante quando pensamos em viagens de exploração, ao contrário do que a passagem citada dá a entender de forma absurda) eram completamente inadequados para navegar em alto mar ou para enfrentarem os ventos e correntes do sul da África.
Por outro lado, a navegação costeira para norte na África a sul do Equador é muito difícil como o pôde comprovar Bartolomeu Dias. A rota correcta para subir o Atlântico é a rota de alto mar em direcção ao Brasil mas isto os chineses não podiam saber. Caso eles tentassem subir ao longo da costa do Botswana e Angola o mais natural era acabarem por perder muito tempo com desgaste de víveres e água que dificilmente poderiam renovar localmente. Ou seja, o mais provável era não irem a lado nenhum.
 
A ideia de que os chineses chegaram à América oriental pela rota do Cabo é uma divagação baseada em muita ignorância e grande pertensão de reescrever a história. Visa mais a glória dos lunáticos que a propõem (e vender livros a gente pouco informada, desculpe a franqueza) do que fazer brilhar os factos históricos.
 
Um abraço,
 
Sérgio Mascarenhas



FernandodoRego
143-Fontainhas.Pangim 403.001.
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#1151 From: FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...>
Date:: Fri Jan 27, 2006 2:51 pm
Subject:: Re: Fw: tAMILES Y CHINOS,
fernandodorego@...
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Caro Alfredo
Coincidencias ?!! o dialogo que começaste sobre o tópico está a tornar-se cada vez mais interessante.
Recebi uma carta do Dr. Sergio Mascarenhas que respondi enviando a mesma pelo CC a muitos dos meus amigos incluindo a ti.
Mal a tinha mandado, quando me chegou esta tua!!
tambem marco esta aos mesmos no CC Peco aos amigos no CC, em especial o Dr. Sergio que nos diga o que pensa deste posting do Alfredo de Mello ( era favor escrever soo o no. 5, como estou a fazer para o Alfredo, que sofre de vista poder ler)
Sao 20.10. Boa noite e um abraço
 
Fernando/


Alfredo de Mello <avonollem@...> wrote:
Meu caro Fernando, quero dizer-te que os Tamil eram contratados pelos chineses como "manpower", y porque eram conhecidos como bons pescadores, que tinham chegado  ao sudeste asíático.Para isso as frotas chinesas paravam na costa Coromandel, e buscavam aos parias tamiles. e logo seguiam cruzando o oceano Indico. Tenho livros, sobre a chegada dos portugueses  (e mais tarde outros europeus ) à China, e os chineses eram "condescending" com os europeus que vinham em barquinhos tâo pequeninos, enâo lhes deram muita importancia... apesar de que depois de 1433, durante a dinastia Ming (1368  a 1614) os que tomaram o poder na China que eram contrarios aos conselheiros eunucos ,do Imperador, tinham mandado destruir todas as embarcaçôes chinesas, para viajens interoceanicas, que eles tinhamno século 14.---
Estou esperando receber o livro de Menzies que fala do descobrimento  do Caribe e Venezuela em 1423, ou seja qquase detenta anos antes que o Colón chegou a uma ilha do Caribe.Sempre há novidades, como vês. Abraçós
Alfredo
 
 
 
       Original Message -----
Cc: Virginia.B.Gomes ; Viviana ; Walter COSTA ; Rita Marques ; Sergio Mascarenhas ; Teotonio SOUSA ; Tomasinho CARDOSO ; Tony Correia Afonso ; Paulo/Bernadette COLACO DIAS. ; Pe.Antonio COLIMAO ; Leopoldo ROCHA ; Lourdes Bravo de COSTA ; maria silva ; Mario VIEGAS ; goa-portuguese@... ; Info SCAP Mendes Oliveira ; Isabel SantaRita Vaz ; Joao Paulo Cota ; Joaquim/Telma CORREIA AFONSO ; Jorge de Abreu Noronha ; Jose Angelo Lobo do AMARAL ; Jose/Ema COLACO ; K. David Jackson ; Leão FERNANDES ; Fatima GRACIAS ; forum_portugal_goa@yahoogroups.com ; Fr. Joseph Velinkar S.J. ; Francisco Monteiro ; Francisco Gutemberg Lopes Filho ; Dacosta Amilcar ; dinomira@... ; Dr. Carmo SOUZA ; Esnestina/Donato CARREIRA PASCALE ; Berardo PINTO PEREIRA ; Carla Alferes PINTO ; Constantino XAVIER ; D._Mendonça ; Alfred de Tavares ; Alice Faria ; Aurora/Albano Couto ; basilio MAGNO
Sent: Thursday, January 26, 2006 11:28 PM
Subject: Re: Fw: tAMILES Y CHINOS,

27.01 as 07.48
Caro Alfredo,
Bom dia !! E espero que estejas bom da tua saude.
Muito interessante o que me mandas,pois eu não sabia que os Chineses e os Tamilianos ( da India) já tinham chegado à America , antes do Mundo Europeu.
Tomo a liberdade de mandar o mesmo FWD a alguns amigos meus a quem isto hade interessar.
Saudosos abraços
 
Fernando/


Alfredo de Mello <avonollem@...> wrote:
Esta es la carta que envié a la antropóloga Ce cilia Ayalade Gremli, sobre el asunto de la descubierta deAmérica por los chinos y tamiles en 1423.
----- Original Message -----
Sent: Thursday, January 26, 2006 7:35 PM
Subject: tAMILES Y CHINOS,

Querida cecilia,
Todavia estoy aguardando el libro que me prometiste enviar, mientras tanto, quiero enviarte  el texto del libro del Prof. <Jared Diamond, "Cañones, ´gérmenes y acero"referente a las flotas chinas a principio del siglo 15,  Me costó mucho copiar estos párrafos, pues  tuve que ingenirame  con varios lentes, y lupas, y, verdad sea dicha, estoy cansado.
Perssonalmente yo creo que alguna o más, de las embarcaciones chinas con tamiles a bordo, hayan seguido por el Atlantico sur, hacia Venezuela y el Caribe..
Lo que tu has develado, es de  enorme importancia, y cambiaria la Historia, tal como hemos aprendido... Es simpklemente fascinante. Felicitaciones calurosas.
Un abrazo
ÇSAlfredo
 
Del libro del Profesor Jared Diamond “GUNS, GERMS , AND STEEL”, Publicado en 1997, Premio Pulitzer., página 411:
…” These advantages and head start enabled medieval China to lead  the world in technology. The long line of its major technological firsts includes cast iron, the compass, gunpowder, paper, print    ing and many others mentioned earlier.  It also led the world in political power, navigation and control of the seas. In the early 15th  century it sent treasure fleets, each consisting of hundreds of ships up to 400 feet long  and with   total crews of up to 28000, across the Indian Ocean, as far as the east coast of Africa , decades before Columbus’ three puny ships crossed the narrow Atlantic Ocean to the Americas’ east coast. Why didn’t Chinese  shjips proceed  around Africa’s southern  cape wwestward and colonize Europe, before  Casco da Gama’s three puny ships rounded the Cape of Good Hope eastward and launched n Europe’s colonization of East Asia ? Why didn’t Chinese ships cross the  to colonizw theAmericas’ west coast ? Why,in birief, did China lose its technological lead to the formerly backward Europe ?
The end  of China’s treasure fleets s gives us a clue. Seven of those fleets sailed from China between  A.D. 1405 and 1433. Tjhey were then suspended as a result of  a typical aberration of local politics that could happen anywhere in the world: a power struggle between two factions at the Chinese court (the eunuchs and their opponents). The former faction had been identified with sending and captaining the fleets. Hence when the latter faction gained the upper hand in a power struggle, it stopped sending fleets, eventually dismantled shipyards, and forbade oceangoing shipping.    ¿Será posible que una embarcación china, con Tamiles a bordo se haya aventurado doblar el Cabo de Buena Esperanza y cruzado el Atlántico, llegando al Caribe ¿??L o que me dices aprece que sí.Pregunta:¿ solo los tamiles dejaron palabras de su idioma, o tambien los chinos dejaron su impronta ¿?¿?
 
Y loque sigue, es de la Enciclopedia Britanica, referente a la historia de Xchina:  en el siglo 14 (XIV),,, China “had  large ships with multiple decks, which were propelled by fast moving wheels, paddled by manpower, many sailed on high seas, aided by accurate compasses, charts, and instruments as well as by  experience in distant navigation.
M´SZD CLARO, ÉCHELE AGUA.



FernandodoRego
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#1150 From: FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...>
Date:: Fri Jan 27, 2006 7:15 am
Subject:: The daily programes of the RTP.i in the local media
fernandodorego@...
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To Dr. Sergio Mascarenhas
Director- Fundação Oriente
Filipe Nery Road. Fontainhas
Pangim.Goa
 
Friday, January 27, 2006  12:25:33
 
Dear Dr. Mascarenhas,
I received your letter regarding the change in time of the programme CONTACTO GOA to be televised by RTP.i – the channel in Portuguese, beamed from Portugal  – when in 13 episodes, it will give to its viewers something good – I am sure !!– about our Goa.I have already FWD the same to my Recipients.
The RTPI is certainly NOT one of the best channels that we get in Goa,but all the same , being in Portuguese, it interests the  viewers who know the language.
The Goa dailies never give its day to day programme, while giving those of so many national and internacional channels.The reason, I am told, that nobody cares to send to them the same.
 
I am sure that is it NOT the duty of the F.O. to do the same.
I feel it is the duty of the Consulate General of Portugal.
But all the same, as you are a dinamic person who has been fostering so many cultural activities,I request to kindly FWD this letter to the Consul General Dr. Adão whose e-mail I don’t have,with your recommendation to do it.
I am marking the CC to some of the Editors whose e-mails I have andto some of my friends in Goa,requesting them to respond by REPLY ALL, if they agree of not with my suggestion.
Thanks and warm regards
 
FernandodoRego/


FernandodoRego
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#1149 From: FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...>
Date:: Fri Jan 27, 2006 5:47 am
Subject:: Fwd: FW: Apologies: Changed Indian timings of Contacto Goa Episode One broadcast
fernandodorego@...
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Friday, January 27, 2006  10:40:48
 
Dear Friends
 
I r”ved just now, this message going to you by the “attachment” from the Director of FUNDACAO ORIENTE-GOA, regarding a mistake in the timings of the programme CONTACTO GOA, of the R.T.P.I.which I had FWD-ed to you.
Kindly note, and DON’T MISS the series as it is UNIQUE the RTPi giving a series about Goa
I take this opportunity to request  the Organizers of the feature”CONTACTO GOA” that EACH episode may be announced in the local press on EACH day,when the series will be televised…so that  all of us  may not  forget the date and time !!
Those in the countries that DONT get the RTPi, may be able to see in RTP 1 or RTP 2
I thank Dr. Sergio Mascarenhas, the Director, for this kindness.
Kind regards
 
FernandodoRego/
 
=================================================
 
Caros Amigos
Acabo de receber a mensagem que vai pelo “anexo” do Sr.Dr. Sergio Mascarenhas, Director da Fundação Oriente-Goa.Houve um êrro no horário enviado anteriormente e que eu vos “forward”-ara
Não deixem de ver cada um dos episódios porque é raro a RTPi dar uma série sobre Goa.
Sirvo-me desta carta para pedir aos organizadores do CONTACTO GOA, que cada episódio seja anunciado nos diàrios locais no dia da sua estreia, pois…podemos esquecer !!
Nos paizes onde a RTPi não é recebida, poderao ver na RTP-1 ou RTP-2
Sirvo-me desta oportunidade para agradecer ao sr. Dr. Sérgio Mascarenhasa gentilesa da  remessa dessa informação.
Cordiais cumprimentos de
 
FernandodoRego/


Note: forwarded message attached.


FernandodoRego
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Delegation in India

175, Filipe Neri Xavier Road

Fontainhas

Panjim - Goa 403 001

Tel: 00 91 832 2230728 or 2436108

Fax: 00 91 832 2230291

Email: oriente@...

 

-----Original Message-----
From: Desmond Nazareth [mailto:desnaz@...]
Sent:
Tuesday, January 24, 2006 11:08 PM
To: Desmond Nazareth
Cc: Desmond Nazareth; Christopher Rego; Nalini De Souza
Subject: Apologies: Changed Indian timings of Contacto Goa Episode One broadcast

 

All:

 

Very sorry about this incovenience. The RTPi folks had given us incorrect Indian timings of the broadcast of the first episode. The correct timings are reflected in the changed Press Release below (and in the attached file).

 

The first episode will be broadcast on RTP International channel on Sunday, January 29, 2006, 8:15pm IST and again on Monday, January 30, 2006, 10:00am IST.

 

Please make a note of this and inform anyone (or any website) of these changes.

 

Thanks and regards,

 

Desmond

 

(start Press Release)

 

Announcing the broadcast of "Contacto Goa", a unique thirteen part TV series that follows the fascinating trail of the legacy of Portuguese rule in India, a legacy that continues to survive even today, more than forty years after they left Indian shores.

 

The series, which is in Portuguese, can be watched on the RTP International (RTPi) channel, an international Portuguese language channel available on select Indian cable networks, with an estimated viewership of twenty-four million people across the world .

 

The series will feature intriguing stories of people, institutions and events that continue to sustain the centuries old cultural ties between the two nations. Though the focus of the series would of course be Goa and Goans, it will also travel to other territories which have had a Portuguese presence, such as Daman, Diu, and Kerala.

 

Each episode of Contacto Goa will be of approximately twenty-five minutes duration and will feature three or four individual stories, covering subjects like art, music, food, cultural events etc.

 

The first episode will be broadcast on RTP International channel on Sunday, January 29, 2006, 8:15pm IST and again on Monday, January 30, 2006, 10:00am IST. Further episodes will be broadcast twice a month.

 

The series is produced by Ultra Film and Video (UfaV), represented by a creative team based both in Mumbai and Goa, consisting of Christopher Rego, Desmond Nazareth and Nalini Elvino de Sousa.

 

Much time and effort has gone into the research and shooting of the series, to provide viewers across the globe with a privileged glimpse into a world that still retains memories of a bygone, largely forgotten colonial era in the regions concerned.

 

(end Press Release)

 

NOTE TO ALL: Please look at the attached document for a Word version of the Press Release and some further information on the program and its context.

 

Please post the Press Release information on any many websites, web forums and notice boards as possible, and pass the information to anyone or any organization with an interest in Goa, especially people who form part of the global Goan diaspora and generally all well-wishers of Goa internationally. Anyone with contacts in Daman and Diu, please spread the word. Please try to get the information listed in non-English and non-Portuguese language forums as well.

 

Thanks and regards,

 

Desmond Nazareth

(on behalf of the Contacto Goa team)


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#1148 From: Ulysses Menezes <uly334@...>
Date:: Thu Jan 26, 2006 7:23 am
Subject:: Online Konkani Radio Station
uly334
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A New Selection of Music along with Golden Oldies are now online.
 
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Your comments, criticism and feedback are required.
 
Those who wish to promote their new albums please get in touch with Gaspar or myself.
 
Enjoy !
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#1147 From: FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...>
Date:: Mon Jan 23, 2006 2:21 am
Subject:: Re: Fw: Fotos>>> A lingua indiana, TAMIL , no Brasil
fernandodorego@...
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Caro Alfredo,
Fico de mandar a carta ao Vasco.Interessante saber-se que há palavras tamilianas no Portugues( ou teria de dizer "Brasileiro"?) no norte do Brasil.
Porisso, tomo a liberdade de marcar no CC mais alguns amigos a quem isso hade interessar.,sendo alguns do próprio Brasil.
Um caso que se poderia chamar " a presença das  linguas indianas no Brasil "!!
A propósito: o nosso Amigo Dr. Teotonio Souza tem um e-group "Goa Research Net" em ingles.Poderias mandar uma nota sobre este tópico.
Não haveria termos no nosso concanim? e em Uruguay onde tu resides?
Acrescentei uma linha ao Subject da tua carta pois nada tem de ver com "fotos"
Abraços a todos
 
Fernando/


Alfredo de Mello <avonollem@...> wrote:
CaroFernando-Aqui vai a minha resposta à Cecilia Ayala, vai interessar ao Vasco.  Fred
----- Original Message -----
Sent: Thursday, January 12, 2006 11:18 AM
Subject: Fotos

Querida Cecilia,
Muchas gracias por la carta y fotos. Caramba! Tu eres exactamente lo que me imaginaba: esbelta, inteligente,linda, con clase.... y tu marido buenmozo y elegante! A Miu no le gustó que te enviara la última foto nuestra donde ella no salió favorecida, pero está muy bien a sus 65 años, sin retoques ni liftings.... 
Muchas gracias por enviarme tu libro, que espero leer con ansiedad. Recuerdo que hace años leí un excelente libro de Jared Diamond, "Guns ,Germs and Steel" (PPremio Pulitzer 1995)donde historia toda la saga de la humanidad, y como y porqué el mundo está desigual. Recuerdo que a principios del siglo XV, los chinos surcaban los mares en escuadras de 11,000 hombres: solían recalar en los puertos de la India ( territorios Tamil) y habian llegado  hasta Sud Africa y Mdagascar. Eso fue en 1411.  Luego fue una revolución en China que puso a los eunucos en el `poder, y estes destrozaron toda la construccion naval.¿
Será  que una de estas escuadras, llevando a Tamiles que eran expertos en navegación y pesca, hayan cruzado el Atlantico desde Sud Africa, y llegado a nezuela y norte de Brasil ??? Es formidable lo que me dices que las palabras tamiles se encuentran en el norte de Brasil. Pregunta:. Teniendo en cuenta que el idioma más común de los amerindios desde el norte de Brasil, hasta Paraguay, era el Guarani,¿ hay algún indício que palabras Tamil fueron incorporadas en Guarani ?
Excitado por las novedades que me dás, y esperando más detalles sobre el libro de Menzies,
oara yo poder adquirirlo, me despido por hoy, con un gran anbrazo,
Alfredo.



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#1146 From: FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...>
Date:: Wed Jan 18, 2006 1:02 pm
Subject:: Fwd: [forum_portugal_goa] Série "Contacto Goa" começa em Janeiro na RTPi
fernandodorego@...
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Tuesday, January 18, 2006    18:04:46
 
Caros Amigos
 
Quando vim ao cpmter agora encontro duas cartas: uma a que segue do Forum dirigido pelo Dr. Constatino Xavier e outra da Fundação Oriente –Goa. Agradeço ao Dr. Constantino e ao Dr. Sergio Mascarenhas, Director da F.O. –Goa pela gentileza.
A noticia que segue vem em Ingles, mas é perceptivel aos que não conhecem a lingua.O programa CONTACTO dedica-se a nossa Goa, e naturalmente é em Portugues.
E assim será de grande interesse para todo o Mundo Lusófono.
Boa noite e cordiais cumprimentos de
 
FernandodoRego/
 
Dear Friends
This letter refers to a programme on Goa to be presented by the Portuguese TV "R.T.P.i."
 Quite naturally, it will be in Portuguese,but you will certainly enjoy it
Regards
 
FernandodoRego/


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#1145 From: Ulysses Menezes <uly334@...>
Date:: Sat Jan 14, 2006 5:13 am
Subject:: Fwd: January 2006 Calender/ Wallpaper (earlier sent on 6th Jan)
uly334
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#1144 From: Walter <waltercaetanocosta@...>
Date:: Fri Jan 13, 2006 1:34 pm
Subject:: Entrevista do Padre Colimão
waltercaetan...
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Bom dia
 
Amigos
 
Acabo de conversar via telefone com o Padre Colimão e fui informado que concedera entrevista a TV. RTP na próxima segunda feira dia 16 às 21 horas, horário de Lisboa no Programa Prós e Contra da apresentadora Fátima Campos. O tema será sobre A Mestiçagem no Mundo Português. Se possível informe os amigos.
 
Abraços
 
Walter


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#1143 From: Walter <waltercaetanocosta@...>
Date:: Wed Jan 11, 2006 4:25 pm
Subject:: Re: seletiva
waltercaetan...
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Caro Fernando
 
Sempre temos surpresas na vida. Fui à casa do casal Miranda, que é próximo do trabalho de minha esposa Sonia, por ocasião da passagem de Mário Miranda por São Paulo. Quando apresentou seus trabalhos em solo Brasileiro, no Clube Paineiras do Morumbi. Fico contente em saber que virá deste lado do Atlântico Sul em ocasião especial e festiva. Nós estaremos a sua espera em nossa casa para comemorar nossos vínculos. Em outra ocasião mantive contato via telefone com o Padre Joaquim Loiola, quando aqui esteve. Mas não tivemos oportunidade de nos conhecer pessoalmente.  Se a memória não falhar estava com o tempo muito apertado.
 
Abraços
 
Walter

FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...> escreveu:
Caro amigo Walter
Esta tarde estava eu a ler a sua carta quando me foi anunciado uma visita.Desliguei o computer e fui ver quem era.E era alguém que me fez sentir a PRESENCA DO BRAZIL em minha casa,!!,,, e ainda da vossa cidade de Sao Paulo!!!: era o meu amigo Dr. Custódio ( “Dino”)  Miranda) e sua esposa Teresinha Mesquita.
Somos amigos nos últimos quase cincoenta anos !! Assistimos aos nossos casamentos e, agora,estabelecido em Sao Paulo nos últimos perto de trinta anos, vem de quando em vez, visitar a sua terra natal e os velhos amigos que cá deixou.
E o casal trouxe para nós o convite para o casamento da sua filha em março que….a Aurea e eu contamos assistir e então  nos encontraremos com o nosso amigo Walter Caetano da Costa!!!.
 
Agradeço o que nos diz na sua carta.e envio-lhe um abraço
 
Fernando/


Walter <waltercaetanocosta@...> wrote:
Bom dia Caro amigo
 
Fernando.
 
Quando sento defronte ao meu PC, procuro localizar novos fatos relevantes à cultura histórica, literária, etc. Vejo como um todo e não fracionada, sabedor da existência dos dois lados oriental e ocidental. Com a visão dos conteúdos poderemos traçar perfis histórico e geográfico como os fatos ocorreram e se deslocaram. E quais foram suas influências, estabelecidas pelos povos e culturas diferentes através dos tempos. A amigo sabe que possuo grande afeição pela nossa Índia. Fato pré-existente desenvolvido com aproximação da amizade criada entre nós e o Padre Colimão. Que formaram uma figura marcante dos elos de ligação e aprofundamento do conhecimento proporcionado. Somente possuo o reconhecimento e respeito dos ensinamentos  transmitidos.
 
Abraços do amigo do Atlântico Sul,
 
Local Brasil, São Paulo.
 
Walter.

FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...> escreveu:
Presado Amigo Walter,
Desta vez, sim !! o “posting “ que me manda refere-se à nossa India, e não como um anterior que se referia às “ Indias OCIDENTAIS’, ie, os paises da America Central.!!
Lamento confirmar que o facto existe!! existe uma grande tendencia nas várias camadas sociais da India, para quererem somente RAPAZES, em especial para o primeiro parto.: o HOmem mantem a continuidade  do nome da FAMILIA
Mas CERTAMENTE é grande exagero o que está dito na coluna ao lado de que a “MAIORIA da mãis interrompe a gravidez quando estão gerando uma menina”
Também acho exagerada a estatistica de que  dez milhões de bébés do sexo feminino deixaram de nascer na India nas últimas duas décadas”.
 No momento, não tenho à mão os dados estatiscos, mas os“dez milhões “parece-me  serem  falsos pelo simples motivo de que o aborto para esse fim , estando  proibido pela lei,,nenhum hospital/ clinica vai revelar o que foi feito às escondidas.!!!
Esta prática de aborto à base do sexo do feto, também seria algo recente, ou  seja desde que, medicamente, se pode provar o sexo ,  muito antes do nascimento, logo no inicio da gravidez , que é uma menina .
E como,na nossa India, existe essa tendencia de abortar o feto feminino, o Governo também proibiu aos médicos de revelar o seu sexo aos pais
.
 O Walter também gostará de saber que esse anseio milenário  por terem rapazes existia/ existe, ainda entre os católicos de Goa, mas isto de forma alguma significa, que quando, soubessem que era um menina, recorressem ao aborto..
E parece-me que esse anseio existe ainda noutros paizes,   pois li dessa ”prática” em Portugal de orar ao Santo Antonio dizendo:
 Toma pepino….dá-me menino “!!!
E ainda hade gostar de saber deste facto anecdótico na minha própria familia: na minha infancia , nós tinhamos cá em casa, uma velha irmã solteira do meu pai.
E  uma paixão pelos sobrinhOs… tinha ela .!!
Ela justificava isso dizendo que quando nasce um rapaz, o soalho  da casa sobe por um metro !! De modo que o soalho desta casa subiu por cinco metros pois os meus Pais tiveram cinco rapazes !!
 Quando nascesse uma criança, ela seguia a tradição goesa: se fosse rapaz, queimava tres maços de foguetes.
 E se fosse menina…eram só dois !!!
 Essa tendencia tem sido condenada na India , pela Igreja, pelos movimentos femininos de todas as religiões,etc. e o Governo  já proibiu aos  seus hospitais e clinicas particulares fazerem isso.
Contudo, e muito infelizmente, o aborto para essse fim, é ainda praticado à socapa.
Como o tópico é de interesse, mando a alguns amigos meus pelo CC.
Abraços 
 
Fernando/


Walter <waltercaetanocosta@...> wrote:
Amigo Fernando
 
Recebi hoje esta matéria.
 
Abraços
 
Walter.
 

Na Índia, aponta estudo, maioria das mães interrompe a gravidez quando estão gerando uma menina
(foto: ONU/P. Virot)
Notícias

Aborto seletivo

10/01/2006

Agência FAPESP - Um desequilíbrio intencional no nascimento de garotos e meninas é uma realidade na Índia. Após analisar as informações de 133.738 nascimentos, Prabhat Jha, da Universidade de Toronto, no Canadá, e colaboradores calcularam que 10 milhões de bebês do sexo feminino deixaram de nascer no país nas últimas duas décadas.
O principal motivo seria de cunho cultural. Na Índia, os homens são mais valorizados dos que as mulheres. “As famílias não se sentem realizadas quando não dão à luz a um menino. O homem continuará o nome e o sangue da família. Além disso, ficará responsável por tomar conta dos parentes mais idosos quando for necessário”, diz Shirish Sheth, do Hospital de Mumbai, na Índia. Ele fez o comentário do estudo de Jha para o periódico The Lancet, que publicou o artigo científico na sua versão on-line nesta segunda-feira (9/1).
Apesar de na Índia ser proibido, desde 1994, interromper uma gravidez por causa do sexo da criança, o estudo recém-publicado mostra indícios de que essa prática continua ocorrendo. Com base no número de nascimentos de meninas em outros países, os pesquisadores calcularam que em 1997, um dos anos analisados por eles, deveriam ter nascido de 13,6 a 13,8 milhões de meninas na Índia. O número registrado foi de apenas 13,1 milhões.
Segundo Jha, em comunicado divulgado pelo The Lancet o número de 10 milhões de abortos femininos em 20 anos é bastante razoável e até conservador. Segundo ele, as duas últimas décadas coincidem com a popularização dos exames de ultra-som, que podem indicar o sexo do feto.
O estudo revelou ainda que em famílias que já tiveram um filho, mas do sexo feminino, a situação é mais dramática. O resultado é que o nascimento de duas meninas a partir de uma mesma mãe é algo raro na Índia. Essa situação é duas vezes maior em mães alfabetizadas. Segundo o estudo, a religião não interferiu no aborto seletivo.
Mais informações www.thelancet.com




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#1142 From: FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...>
Date:: Thu Jan 12, 2006 2:28 am
Subject:: Re: seletiva
fernandodorego@...
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Caro Walter
Em primeiro  lugar saude a bandeira brazileira que "colou" na sua carta !!
Estou a ver que levou a sério a minha brincadeira de que a minha mulher e eu iriamos ao Brasil para o casamento.
Com certesa, muito prazer teriamos,mas...nem todos os desejos se tornam realidade.
Em qualquer caso, agradeço o seu interesse em nos ver ali.
Abraços
 
Fernando/


Walter <waltercaetanocosta@...> wrote:
                                                
Caro Fernando
 
Sempre temos surpresas na vida. Fui à casa do casal Miranda, que é próximo do trabalho de minha esposa Sonia, por ocasião da passagem de Mário Miranda por São Paulo. Quando apresentou seus trabalhos em solo Brasileiro, no Clube Paineiras do Morumbi. Fico contente em saber que virá deste lado do Atlântico Sul em ocasião especial e festiva. Nós estaremos a sua espera em nossa casa para comemorar nossos vínculos. Em outra ocasião mantive contato via telefone com o Padre Joaquim Loiola, quando aqui esteve. Mas não tivemos oportunidade de nos conhecer pessoalmente.  Se a memória não falhar estava com o tempo muito apertado.
 
Abraços
 
Walter

FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...> escreveu:
Caro amigo Walter
Esta tarde estava eu a ler a sua carta quando me foi anunciado uma visita.Desliguei o computer e fui ver quem era.E era alguém que me fez sentir a PRESENCA DO BRAZIL em minha casa,!!,,, e ainda da vossa cidade de Sao Paulo!!!: era o meu amigo Dr. Custódio ( “Dino”)  Miranda) e sua esposa Teresinha Mesquita.
Somos amigos nos últimos quase cincoenta anos !! Assistimos aos nossos casamentos e, agora,estabelecido em Sao Paulo nos últimos perto de trinta anos, vem de quando em vez, visitar a sua terra natal e os velhos amigos que cá deixou.
E o casal trouxe para nós o convite para o casamento da sua filha em março que….a Aurea e eu contamos assistir e então  nos encontraremos com o nosso amigo Walter Caetano da Costa!!!.
 
Agradeço o que nos diz na sua carta.e envio-lhe um abraço
 
Fernando/


Walter <waltercaetanocosta@...> wrote:
Bom dia Caro amigo
 
Fernando.
 
Quando sento defronte ao meu PC, procuro localizar novos fatos relevantes à cultura histórica, literária, etc. Vejo como um todo e não fracionada, sabedor da existência dos dois lados oriental e ocidental. Com a visão dos conteúdos poderemos traçar perfis histórico e geográfico como os fatos ocorreram e se deslocaram. E quais foram suas influências, estabelecidas pelos povos e culturas diferentes através dos tempos. A amigo sabe que possuo grande afeição pela nossa Índia. Fato pré-existente desenvolvido com aproximação da amizade criada entre nós e o Padre Colimão. Que formaram uma figura marcante dos elos de ligação e aprofundamento do conhecimento proporcionado. Somente possuo o reconhecimento e respeito dos ensinamentos  transmitidos.
 
Abraços do amigo do Atlântico Sul,
 
Local Brasil, São Paulo.
 
Walter.

FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...> escreveu:
Presado Amigo Walter,
Desta vez, sim !! o “posting “ que me manda refere-se à nossa India, e não como um anterior que se referia às “ Indias OCIDENTAIS’, ie, os paises da America Central.!!
Lamento confirmar que o facto existe!! existe uma grande tendencia nas várias camadas sociais da India, para quererem somente RAPAZES, em especial para o primeiro parto.: o HOmem mantem a continuidade  do nome da FAMILIA
Mas CERTAMENTE é grande exagero o que está dito na coluna ao lado de que a “MAIORIA da mãis interrompe a gravidez quando estão gerando uma menina”
Também acho exagerada a estatistica de que  dez milhões de bébés do sexo feminino deixaram de nascer na India nas últimas duas décadas”.
 No momento, não tenho à mão os dados estatiscos, mas os“dez milhões “parece-me  serem  falsos pelo simples motivo de que o aborto para esse fim , estando  proibido pela lei,,nenhum hospital/ clinica vai revelar o que foi feito às escondidas.!!!
Esta prática de aborto à base do sexo do feto, também seria algo recente, ou  seja desde que, medicamente, se pode provar o sexo ,  muito antes do nascimento, logo no inicio da gravidez , que é uma menina .
E como,na nossa India, existe essa tendencia de abortar o feto feminino, o Governo também proibiu aos médicos de revelar o seu sexo aos pais
.
 O Walter também gostará de saber que esse anseio milenário  por terem rapazes existia/ existe, ainda entre os católicos de Goa, mas isto de forma alguma significa, que quando, soubessem que era um menina, recorressem ao aborto..
E parece-me que esse anseio existe ainda noutros paizes,   pois li dessa ”prática” em Portugal de orar ao Santo Antonio dizendo:
 Toma pepino….dá-me menino “!!!
E ainda hade gostar de saber deste facto anecdótico na minha própria familia: na minha infancia , nós tinhamos cá em casa, uma velha irmã solteira do meu pai.
E  uma paixão pelos sobrinhOs… tinha ela .!!
Ela justificava isso dizendo que quando nasce um rapaz, o soalho  da casa sobe por um metro !! De modo que o soalho desta casa subiu por cinco metros pois os meus Pais tiveram cinco rapazes !!
 Quando nascesse uma criança, ela seguia a tradição goesa: se fosse rapaz, queimava tres maços de foguetes.
 E se fosse menina…eram só dois !!!
 Essa tendencia tem sido condenada na India , pela Igreja, pelos movimentos femininos de todas as religiões,etc. e o Governo  já proibiu aos  seus hospitais e clinicas particulares fazerem isso.
Contudo, e muito infelizmente, o aborto para essse fim, é ainda praticado à socapa.
Como o tópico é de interesse, mando a alguns amigos meus pelo CC.
Abraços 
 
Fernando/


Walter <waltercaetanocosta@...> wrote:
Amigo Fernando
 
Recebi hoje esta matéria.
 
Abraços
 
Walter.
 

Na Índia, aponta estudo, maioria das mães interrompe a gravidez quando estão gerando uma menina
(foto: ONU/P. Virot)
Notícias

Aborto seletivo

10/01/2006

Agência FAPESP - Um desequilíbrio intencional no nascimento de garotos e meninas é uma realidade na Índia. Após analisar as informações de 133.738 nascimentos, Prabhat Jha, da Universidade de Toronto, no Canadá, e colaboradores calcularam que 10 milhões de bebês do sexo feminino deixaram de nascer no país nas últimas duas décadas.
O principal motivo seria de cunho cultural. Na Índia, os homens são mais valorizados dos que as mulheres. “As famílias não se sentem realizadas quando não dão à luz a um menino. O homem continuará o nome e o sangue da família. Além disso, ficará responsável por tomar conta dos parentes mais idosos quando for necessário”, diz Shirish Sheth, do Hospital de Mumbai, na Índia. Ele fez o comentário do estudo de Jha para o periódico The Lancet, que publicou o artigo científico na sua versão on-line nesta segunda-feira (9/1).
Apesar de na Índia ser proibido, desde 1994, interromper uma gravidez por causa do sexo da criança, o estudo recém-publicado mostra indícios de que essa prática continua ocorrendo. Com base no número de nascimentos de meninas em outros países, os pesquisadores calcularam que em 1997, um dos anos analisados por eles, deveriam ter nascido de 13,6 a 13,8 milhões de meninas na Índia. O número registrado foi de apenas 13,1 milhões.
Segundo Jha, em comunicado divulgado pelo The Lancet o número de 10 milhões de abortos femininos em 20 anos é bastante razoável e até conservador. Segundo ele, as duas últimas décadas coincidem com a popularização dos exames de ultra-som, que podem indicar o sexo do feto.
O estudo revelou ainda que em famílias que já tiveram um filho, mas do sexo feminino, a situação é mais dramática. O resultado é que o nascimento de duas meninas a partir de uma mesma mãe é algo raro na Índia. Essa situação é duas vezes maior em mães alfabetizadas. Segundo o estudo, a religião não interferiu no aborto seletivo.
Mais informações www.thelancet.com




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#1141 From: Walter <waltercaetanocosta@...>
Date:: Wed Jan 11, 2006 12:35 pm
Subject:: Re: seletiva
waltercaetan...
Offline Offline
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Bom dia Caro amigo
 
Fernando.
 
Quando sento defronte ao meu PC, procuro localizar novos fatos relevantes à cultura histórica, literária, etc. Vejo como um todo e não fracionada, sabedor da existência dos dois lados oriental e ocidental. Com a visão dos conteúdos poderemos traçar perfis histórico e geográfico como os fatos ocorreram e se deslocaram. E quais foram suas influências, estabelecidas pelos povos e culturas diferentes através dos tempos. A amigo sabe que possuo grande afeição pela nossa Índia. Fato pré-existente desenvolvido com aproximação da amizade criada entre nós e o Padre Colimão. Que formaram uma figura marcante dos elos de ligação e aprofundamento do conhecimento proporcionado. Somente possuo o reconhecimento e respeito dos ensinamentos  transmitidos.
 
Abraços do amigo do Atlântico Sul,
 
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FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...> escreveu:
Presado Amigo Walter,
Desta vez, sim !! o “posting “ que me manda refere-se à nossa India, e não como um anterior que se referia às “ Indias OCIDENTAIS’, ie, os paises da America Central.!!
Lamento confirmar que o facto existe!! existe uma grande tendencia nas várias camadas sociais da India, para quererem somente RAPAZES, em especial para o primeiro parto.: o HOmem mantem a continuidade  do nome da FAMILIA
Mas CERTAMENTE é grande exagero o que está dito na coluna ao lado de que a “MAIORIA da mãis interrompe a gravidez quando estão gerando uma menina”
Também acho exagerada a estatistica de que  dez milhões de bébés do sexo feminino deixaram de nascer na India nas últimas duas décadas”.
 No momento, não tenho à mão os dados estatiscos, mas os“dez milhões “parece-me  serem  falsos pelo simples motivo de que o aborto para esse fim , estando  proibido pela lei,,nenhum hospital/ clinica vai revelar o que foi feito às escondidas.!!!
Esta prática de aborto à base do sexo do feto, também seria algo recente, ou  seja desde que, medicamente, se pode provar o sexo ,  muito antes do nascimento, logo no inicio da gravidez , que é uma menina .
E como,na nossa India, existe essa tendencia de abortar o feto feminino, o Governo também proibiu aos médicos de revelar o seu sexo aos pais
.
 O Walter também gostará de saber que esse anseio milenário  por terem rapazes existia/ existe, ainda entre os católicos de Goa, mas isto de forma alguma significa, que quando, soubessem que era um menina, recorressem ao aborto..
E parece-me que esse anseio existe ainda noutros paizes,   pois li dessa ”prática” em Portugal de orar ao Santo Antonio dizendo:
 Toma pepino….dá-me menino “!!!
E ainda hade gostar de saber deste facto anecdótico na minha própria familia: na minha infancia , nós tinhamos cá em casa, uma velha irmã solteira do meu pai.
E  uma paixão pelos sobrinhOs… tinha ela .!!
Ela justificava isso dizendo que quando nasce um rapaz, o soalho  da casa sobe por um metro !! De modo que o soalho desta casa subiu por cinco metros pois os meus Pais tiveram cinco rapazes !!
 Quando nascesse uma criança, ela seguia a tradição goesa: se fosse rapaz, queimava tres maços de foguetes.
 E se fosse menina…eram só dois !!!
 Essa tendencia tem sido condenada na India , pela Igreja, pelos movimentos femininos de todas as religiões,etc. e o Governo  já proibiu aos  seus hospitais e clinicas particulares fazerem isso.
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Fernando/


Walter <waltercaetanocosta@...> wrote:
Amigo Fernando
 
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Aborto seletivo

10/01/2006

Agência FAPESP - Um desequilíbrio intencional no nascimento de garotos e meninas é uma realidade na Índia. Após analisar as informações de 133.738 nascimentos, Prabhat Jha, da Universidade de Toronto, no Canadá, e colaboradores calcularam que 10 milhões de bebês do sexo feminino deixaram de nascer no país nas últimas duas décadas.
O principal motivo seria de cunho cultural. Na Índia, os homens são mais valorizados dos que as mulheres. “As famílias não se sentem realizadas quando não dão à luz a um menino. O homem continuará o nome e o sangue da família. Além disso, ficará responsável por tomar conta dos parentes mais idosos quando for necessário”, diz Shirish Sheth, do Hospital de Mumbai, na Índia. Ele fez o comentário do estudo de Jha para o periódico The Lancet, que publicou o artigo científico na sua versão on-line nesta segunda-feira (9/1).
Apesar de na Índia ser proibido, desde 1994, interromper uma gravidez por causa do sexo da criança, o estudo recém-publicado mostra indícios de que essa prática continua ocorrendo. Com base no número de nascimentos de meninas em outros países, os pesquisadores calcularam que em 1997, um dos anos analisados por eles, deveriam ter nascido de 13,6 a 13,8 milhões de meninas na Índia. O número registrado foi de apenas 13,1 milhões.
Segundo Jha, em comunicado divulgado pelo The Lancet o número de 10 milhões de abortos femininos em 20 anos é bastante razoável e até conservador. Segundo ele, as duas últimas décadas coincidem com a popularização dos exames de ultra-som, que podem indicar o sexo do feto.
O estudo revelou ainda que em famílias que já tiveram um filho, mas do sexo feminino, a situação é mais dramática. O resultado é que o nascimento de duas meninas a partir de uma mesma mãe é algo raro na Índia. Essa situação é duas vezes maior em mães alfabetizadas. Segundo o estudo, a religião não interferiu no aborto seletivo.
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#1140 From: FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...>
Date:: Wed Jan 11, 2006 2:35 pm
Subject:: Re: seletiva
fernandodorego@...
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Caro amigo Walter
Esta tarde estava eu a ler a sua carta quando me foi anunciado uma visita.Desliguei o computer e fui ver quem era.E era alguém que me fez sentir a PRESENCA DO BRAZIL em minha casa,!!,,, e ainda da vossa cidade de Sao Paulo!!!: era o meu amigo Dr. Custódio ( “Dino”)  Miranda) e sua esposa Teresinha Mesquita.
Somos amigos nos últimos quase cincoenta anos !! Assistimos aos nossos casamentos e, agora,estabelecido em Sao Paulo nos últimos perto de trinta anos, vem de quando em vez, visitar a sua terra natal e os velhos amigos que cá deixou.
E o casal trouxe para nós o convite para o casamento da sua filha em março que….a Aurea e eu contamos assistir e então  nos encontraremos com o nosso amigo Walter Caetano da Costa!!!.
 
Agradeço o que nos diz na sua carta.e envio-lhe um abraço
 
Fernando/


Walter <waltercaetanocosta@...> wrote:
Bom dia Caro amigo
 
Fernando.
 
Quando sento defronte ao meu PC, procuro localizar novos fatos relevantes à cultura histórica, literária, etc. Vejo como um todo e não fracionada, sabedor da existência dos dois lados oriental e ocidental. Com a visão dos conteúdos poderemos traçar perfis histórico e geográfico como os fatos ocorreram e se deslocaram. E quais foram suas influências, estabelecidas pelos povos e culturas diferentes através dos tempos. A amigo sabe que possuo grande afeição pela nossa Índia. Fato pré-existente desenvolvido com aproximação da amizade criada entre nós e o Padre Colimão. Que formaram uma figura marcante dos elos de ligação e aprofundamento do conhecimento proporcionado. Somente possuo o reconhecimento e respeito dos ensinamentos  transmitidos.
 
Abraços do amigo do Atlântico Sul,
 
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FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...> escreveu:
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Desta vez, sim !! o “posting “ que me manda refere-se à nossa India, e não como um anterior que se referia às “ Indias OCIDENTAIS’, ie, os paises da America Central.!!
Lamento confirmar que o facto existe!! existe uma grande tendencia nas várias camadas sociais da India, para quererem somente RAPAZES, em especial para o primeiro parto.: o HOmem mantem a continuidade  do nome da FAMILIA
Mas CERTAMENTE é grande exagero o que está dito na coluna ao lado de que a “MAIORIA da mãis interrompe a gravidez quando estão gerando uma menina”
Também acho exagerada a estatistica de que  dez milhões de bébés do sexo feminino deixaram de nascer na India nas últimas duas décadas”.
 No momento, não tenho à mão os dados estatiscos, mas os“dez milhões “parece-me  serem  falsos pelo simples motivo de que o aborto para esse fim , estando  proibido pela lei,,nenhum hospital/ clinica vai revelar o que foi feito às escondidas.!!!
Esta prática de aborto à base do sexo do feto, também seria algo recente, ou  seja desde que, medicamente, se pode provar o sexo ,  muito antes do nascimento, logo no inicio da gravidez , que é uma menina .
E como,na nossa India, existe essa tendencia de abortar o feto feminino, o Governo também proibiu aos médicos de revelar o seu sexo aos pais
.
 O Walter também gostará de saber que esse anseio milenário  por terem rapazes existia/ existe, ainda entre os católicos de Goa, mas isto de forma alguma significa, que quando, soubessem que era um menina, recorressem ao aborto..
E parece-me que esse anseio existe ainda noutros paizes,   pois li dessa ”prática” em Portugal de orar ao Santo Antonio dizendo:
 Toma pepino….dá-me menino “!!!
E ainda hade gostar de saber deste facto anecdótico na minha própria familia: na minha infancia , nós tinhamos cá em casa, uma velha irmã solteira do meu pai.
E  uma paixão pelos sobrinhOs… tinha ela .!!
Ela justificava isso dizendo que quando nasce um rapaz, o soalho  da casa sobe por um metro !! De modo que o soalho desta casa subiu por cinco metros pois os meus Pais tiveram cinco rapazes !!
 Quando nascesse uma criança, ela seguia a tradição goesa: se fosse rapaz, queimava tres maços de foguetes.
 E se fosse menina…eram só dois !!!
 Essa tendencia tem sido condenada na India , pela Igreja, pelos movimentos femininos de todas as religiões,etc. e o Governo  já proibiu aos  seus hospitais e clinicas particulares fazerem isso.
Contudo, e muito infelizmente, o aborto para essse fim, é ainda praticado à socapa.
Como o tópico é de interesse, mando a alguns amigos meus pelo CC.
Abraços 
 
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Walter <waltercaetanocosta@...> wrote:
Amigo Fernando
 
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Na Índia, aponta estudo, maioria das mães interrompe a gravidez quando estão gerando uma menina
(foto: ONU/P. Virot)
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Aborto seletivo

10/01/2006

Agência FAPESP - Um desequilíbrio intencional no nascimento de garotos e meninas é uma realidade na Índia. Após analisar as informações de 133.738 nascimentos, Prabhat Jha, da Universidade de Toronto, no Canadá, e colaboradores calcularam que 10 milhões de bebês do sexo feminino deixaram de nascer no país nas últimas duas décadas.
O principal motivo seria de cunho cultural. Na Índia, os homens são mais valorizados dos que as mulheres. “As famílias não se sentem realizadas quando não dão à luz a um menino. O homem continuará o nome e o sangue da família. Além disso, ficará responsável por tomar conta dos parentes mais idosos quando for necessário”, diz Shirish Sheth, do Hospital de Mumbai, na Índia. Ele fez o comentário do estudo de Jha para o periódico The Lancet, que publicou o artigo científico na sua versão on-line nesta segunda-feira (9/1).
Apesar de na Índia ser proibido, desde 1994, interromper uma gravidez por causa do sexo da criança, o estudo recém-publicado mostra indícios de que essa prática continua ocorrendo. Com base no número de nascimentos de meninas em outros países, os pesquisadores calcularam que em 1997, um dos anos analisados por eles, deveriam ter nascido de 13,6 a 13,8 milhões de meninas na Índia. O número registrado foi de apenas 13,1 milhões.
Segundo Jha, em comunicado divulgado pelo The Lancet o número de 10 milhões de abortos femininos em 20 anos é bastante razoável e até conservador. Segundo ele, as duas últimas décadas coincidem com a popularização dos exames de ultra-som, que podem indicar o sexo do feto.
O estudo revelou ainda que em famílias que já tiveram um filho, mas do sexo feminino, a situação é mais dramática. O resultado é que o nascimento de duas meninas a partir de uma mesma mãe é algo raro na Índia. Essa situação é duas vezes maior em mães alfabetizadas. Segundo o estudo, a religião não interferiu no aborto seletivo.
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#1139 From: FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...>
Date:: Wed Jan 11, 2006 6:34 am
Subject:: Re: seletiva
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Presado Amigo Walter,
Desta vez, sim !! o “posting “ que me manda refere-se à nossa India, e não como um anterior que se referia às “ Indias OCIDENTAIS’, ie, os paises da America Central.!!
Lamento confirmar que o facto existe!! existe uma grande tendencia nas várias camadas sociais da India, para quererem somente RAPAZES, em especial para o primeiro parto.: o HOmem mantem a continuidade  do nome da FAMILIA
Mas CERTAMENTE é grande exagero o que está dito na coluna ao lado de que a “MAIORIA da mãis interrompe a gravidez quando estão gerando uma menina”
Também acho exagerada a estatistica de que  dez milhões de bébés do sexo feminino deixaram de nascer na India nas últimas duas décadas”.
 No momento, não tenho à mão os dados estatiscos, mas os“dez milhões “parece-me  serem  falsos pelo simples motivo de que o aborto para esse fim , estando  proibido pela lei,,nenhum hospital/ clinica vai revelar o que foi feito às escondidas.!!!
Esta prática de aborto à base do sexo do feto, também seria algo recente, ou  seja desde que, medicamente, se pode provar o sexo ,  muito antes do nascimento, logo no inicio da gravidez , que é uma menina .
E como,na nossa India, existe essa tendencia de abortar o feto feminino, o Governo também proibiu aos médicos de revelar o seu sexo aos pais
.
 O Walter também gostará de saber que esse anseio milenário  por terem rapazes existia/ existe, ainda entre os católicos de Goa, mas isto de forma alguma significa, que quando, soubessem que era um menina, recorressem ao aborto..
E parece-me que esse anseio existe ainda noutros paizes,   pois li dessa ”prática” em Portugal de orar ao Santo Antonio dizendo:
 Toma pepino….dá-me menino “!!!
E ainda hade gostar de saber deste facto anecdótico na minha própria familia: na minha infancia , nós tinhamos cá em casa, uma velha irmã solteira do meu pai.
E  uma paixão pelos sobrinhOs… tinha ela .!!
Ela justificava isso dizendo que quando nasce um rapaz, o soalho  da casa sobe por um metro !! De modo que o soalho desta casa subiu por cinco metros pois os meus Pais tiveram cinco rapazes !!
 Quando nascesse uma criança, ela seguia a tradição goesa: se fosse rapaz, queimava tres maços de foguetes.
 E se fosse menina…eram só dois !!!
 Essa tendencia tem sido condenada na India , pela Igreja, pelos movimentos femininos de todas as religiões,etc. e o Governo  já proibiu aos  seus hospitais e clinicas particulares fazerem isso.
Contudo, e muito infelizmente, o aborto para essse fim, é ainda praticado à socapa.
Como o tópico é de interesse, mando a alguns amigos meus pelo CC.
Abraços 
 
Fernando/


Walter <waltercaetanocosta@...> wrote:
Amigo Fernando
 
Recebi hoje esta matéria.
 
Abraços
 
Walter.
 

Na Índia, aponta estudo, maioria das mães interrompe a gravidez quando estão gerando uma menina
(foto: ONU/P. Virot)
Notícias

Aborto seletivo

10/01/2006

Agência FAPESP - Um desequilíbrio intencional no nascimento de garotos e meninas é uma realidade na Índia. Após analisar as informações de 133.738 nascimentos, Prabhat Jha, da Universidade de Toronto, no Canadá, e colaboradores calcularam que 10 milhões de bebês do sexo feminino deixaram de nascer no país nas últimas duas décadas.
O principal motivo seria de cunho cultural. Na Índia, os homens são mais valorizados dos que as mulheres. “As famílias não se sentem realizadas quando não dão à luz a um menino. O homem continuará o nome e o sangue da família. Além disso, ficará responsável por tomar conta dos parentes mais idosos quando for necessário”, diz Shirish Sheth, do Hospital de Mumbai, na Índia. Ele fez o comentário do estudo de Jha para o periódico The Lancet, que publicou o artigo científico na sua versão on-line nesta segunda-feira (9/1).
Apesar de na Índia ser proibido, desde 1994, interromper uma gravidez por causa do sexo da criança, o estudo recém-publicado mostra indícios de que essa prática continua ocorrendo. Com base no número de nascimentos de meninas em outros países, os pesquisadores calcularam que em 1997, um dos anos analisados por eles, deveriam ter nascido de 13,6 a 13,8 milhões de meninas na Índia. O número registrado foi de apenas 13,1 milhões.
Segundo Jha, em comunicado divulgado pelo The Lancet o número de 10 milhões de abortos femininos em 20 anos é bastante razoável e até conservador. Segundo ele, as duas últimas décadas coincidem com a popularização dos exames de ultra-som, que podem indicar o sexo do feto.
O estudo revelou ainda que em famílias que já tiveram um filho, mas do sexo feminino, a situação é mais dramática. O resultado é que o nascimento de duas meninas a partir de uma mesma mãe é algo raro na Índia. Essa situação é duas vezes maior em mães alfabetizadas. Segundo o estudo, a religião não interferiu no aborto seletivo.
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#1138 From: FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...>
Date:: Wed Jan 4, 2006 4:31 am
Subject:: Re: Religião UMA NOVA MISSÃO
fernandodorego@...
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Obrigado, Walter
Vou enviar a mesma a alguns amigos meus a quem isso hade interessar
 
Fernando/

Walter <waltercaetanocosta@...> wrote:
Boa Noite
 
Fernando
 
Matéria da revista Veja.
 


UMA NOVA MISSÃO

Os bispos progressistas queriam uma Igreja
com a missão obrigatória de participar da luta pelo
progresso material da América Latina.
Conseguiram a adesão dos indecisos e venceram.
A CELAM, vista pelo enviado Fernando Semedo
Quase trezentos bispos passaram duas semanas em Medellin discutindo os caminhos da Igreja na América Latina. Dom Antônio Samore, no centro, foto acima, representou o Papa. Diz que o Vaticano acatará as decisões
da CELAM
O padre mostrava "slides" coloridos e gráficos com muitos números: a América Latina tinha 200 milhões de habitantes em 1960, hoje tem 264 milhões e no fim dêste século deverá alcançar 638 milhões. A renda per capita na América Latina está perto dos 350 dólares anuais — NCr$ 1.267,00. Apenas cinco países no continente todo têm índice de analfabetismo inferior a 20% e três outros chegam a ter mais de 60%. Em 1965, 51% da população em idade escolar freqüentava escolas e uma projeção bastante otimista mostra que são necessários pelo menos doze anos para chegar a 98%. A expansão demográfica não corresponde a um aumento no númento dos padres: há cada vez menos padres e cada vez mais fiéis. O número de habitantes por paróquia urbana, por exemplo, já ultrapassou os 18 mil e continua crescendo verticalmente. No auditório, quase trezentos católicos de tôda a América Latina, os participantes da II Conferência do Conselho Episcopal Latino-Americano, viram e ouviram tudo com atenção. Depois passaram duas semanas dentro do seminário maior de Medellin, Côlombia, discutindo dia e noite para pôr a limpo omissões e culpas do passado e traçar em planos a responsabilidade que a Igreja Católica assume no trabalho de transformar a América Latina.
Os três grupos — No comêço ainda era possível distinguir três tipos de participantes. Uma minoria que não sabia bem porque estava lá, não via meios nem acreditava na conveniência de a Igreja se comprometer com a mudança de uma realidade pouco animadora. Outra minoria — a "minoria de Abraão", como a chama Dom Helder Camara — cheia de idéias, disposta a discutir e a mostrar que êsse compromisso é missão obrigatória de quem se considera parte do povo de Deus. E uma maioria indecisa, insatisfeita com a realidade, receptiva ao diálogo, mas sem saber precisamente como assumir êsse compromisso. Ao longo das duas semanas, a "minoria de Abraão" comandou o grande grupo dos indecisos e, juntos, atenderam a pelo menos uma das recomendações que o Papa lhes havia feito em Bogotá: a de "virar uma página da História da Igreja latino-americana". "Não esperem os milagres", disse Dom Avelar Brandão, brasileiro, bispo de Teresina, um dos três presidentes da Conferência, no dia do seu encerramento. "Para que tudo isso se efetive, é preciso uma mobilização geral de todo o povo cristão, dentro e fora da Igreja. Todos têm de ser sensibilizados pela ideologia dos documentos finais da Conferência, para salvação dos povos da América Latina."
O povo e seus pastôres — Êsses documentos foram elaborados por dezesseis comissões e resumidos num único que será entregue ao Papa. Uma declaração final, feita pelo Cardeal Antônio Samore, representante de Paulo VI, não convenceu muita gente de que seu autor leve nos documentos aprovados a "prudência" que parecia desejar. A sua preocupação com o rumo das posições assumidas pelo episcopado chegou a ser confessada por alguns bispos durante a Conferência. E tampouco lhes devem ter agradado os aplausos recebidos por D. José Pires, bispo negro de João Pessoa, quando êste pediu em plenário que todos pensassem principalmente no povo de que são pastôres, "sem mêdo do que Roma possa pensar sôbre as nossas decisões". A própria autorização para publicação imediata dos documentos — embora êles só ganhem a categoria de oficiais após o exame papal — foi vista como mais um fruto do trabalho dos progressistas. Samore declarou à imprensa que o Vaticano "poderá alterar uma frase, uma palavra, não a substância". Mas há quem se sinta mais seguro apoiado na ampla divulgação dêles, e um religioso chegou a afirmar: "Nada mais lógico. Fizemos os documentos para o povo e não para o Papa. Mantê-los em segrêdo seria defraudar a expectativa de quem solicita de nós uma tomada urgente de posição".
Visão da realidade — Tôdas as passagens do documento, mesmo as que não se referem diretamente ao problema social, estão marcadas pela preocupação de não perdê-lo de vista. Fala-se, com insistência, em "massas marginalizadas que precisam ser integradas na vida econômica das nações". E na parte que se refere especìficamente ao problema social há denúncias contundentes. Afirma a existência na América Latina de "uma conspiração calada e eficaz contra a paz", cujas causas se encontram no "colonialismo interno" e nos "monopólios internacionais". Considera a situação social do continente como "uma violência institucionalizada". Finalmente, o documento adverte: "Não devemos estranhar a tentação da violência. É mais surpreendente a paciência de um povo que suporta durante anos uma condição que não aceitariam nunca os que têm uma consciência desenvolvida dos direitos humanos".
Resposta à violência — Quanto à definição do direito de resposta a essa "violência institucionalizada", vai mais longe que todos os documentos anteriores ao afirmar que a "tirania", justificativa dessa resposta, não precisa ser necessàriamente pessoal, porque pode ser de estruturas. Por isso os bispos fazem um apêlo: "Chamamos de maneira urgente a quantos participam nas responsabilidades e na posse dos bens, a fim de que não utilizem a posição pacífica da Igreja para impedir as transformações profundas que são necessárias. Se retêm seus privilégios usando meios violentos, se fazem responsáveis, ante a História, de provocar as revoluções explosivas do Desespêro". A Conferência não fêz polêmica nem tomou as "posições avançadas" tão esperadas, especialmente pelos observadores e jornalistas europeus e americanos, em relação à encíclica "Humanae Vitae", sôbre a pílula anticoncepcional. Apenas repetiu o próprio Papa ao afirmar que a encíclica "não diminui a responsabilidade nem a liberdade dos cônjuges, aos quais não proíbe uma honesta e razoável limitação da natalidade, nem terapêuticas legítimas, nem o progresso da investigação científica". Mas fêz a condenação de todo programa que procure um contrôle da natalidade a qualquer preço.
Um jôgo à parte — Cinco bispos colombianos, certamente não acostumados com o repertório de idéias mais progressistas que predominou na Conferência, assinaram um manifesto reprovando as conclusões da CELAM, mas perderam o prazo regimental para entrega do documento à discussão. Publicaram-no então pelos jornais na véspera do encerramento da Conferência, evidenciando o abalo que as novas idéias causaram na conservadora Igreja colombiana — além da intenção de clamar logo, para consumo interno, "não concordamos com isso". Agora que a Conferência acabou, permanece a dúvida sôbre os motivos que mantiveram fora dos debates o problema das relações Igreja — Estado e do celibato clerical.
As dúvidas que ficam — E ficam as perguntas: 1) Que condições para aplicar os planos de trabalho agora aprovados terão as igrejas dos vários países latino-americanos onde ainda existem concordatas entre Igreja e Estado, origem de privilégios que ela diz querer dispensar? 2) Como suprir a falta crescente de sacerdotes, se o número de candidatos aos seminários diminui, enquanto aumenta o de padres que abandonam a batina para casar? A Conferência apenas reiterou a conveniência da ordenação de diáconos casados. Mas vetou sistemàticamente as tentativas de discutir o assunto celibato. O Padre Boaventura Kloppemburg, diretor da "Revista Eclesiástica Brasileira", participante da Conferência como perito teólogo, explica sorrindo por que o celibato continua sendo mantido: "Os bispos são muito valentes quando se trata de reformas externas. Na hora das reformas internas da Igreja, recuam".
Até o fim — Mas há um grupo que pretenderia ir muito além das conclusões da CELAM e levar a "luta pela justiça social" às últimas conseqüências: os "camilistas". Durante a reunião da CELAM apareceu silenciosamente debaixo das portas dos aposentos de bispos e padres um manifesto impresso em duas fôlhas e assinado por trinta padres "camilistas". Essencialmente, pediam ação concreta: "O que importa no mundo de hoje não é a verdade teórica. Na realidade, o que não leva ao compromisso na ação é uma verdade pela metade". Exigiam também uma ação política: "Hoje em dia, não se pode desvincular o problema social do problema político. Em conseqüência, afirmamos com tôda clareza: a solução do problema social está na ordem política, ou seja, trata-se de um compromisso concreto com as mudanças na sociedade a partir de programas e de linhas de ação. Quando dizemos que comprometer-se em política é o melhor meio de amar e de trabalhar pelos pobres e os marginalizados, não queremos dar a entender que estamos de acôrdo com uma Igreja que por temor ao servilismo abdica de seus direitos e obrigações mais fundamentais nas relações diplomáticas com os organismos estatais".
Dom Avelar: um presidente brasileiro.
O exemplo de Camilo — Entre êsses sacerdotes, Camilo Torres, o padre-guerrilheiro colombiano morto numa emboscada em 1966, é considerado quase um santo. Padre Juan, pároco de bairro operário em Bogotá, faz êste comentário: "Camilo Torres é o primeiro sacerdote que deu um testemunho evangélico neste país. É o cristão modêlo do século XX." Aparentemente, a atividade do Padre Juan na sua paróquia é igual à de qualquer outro sacerdote. No entanto, suas preocupações maiores se dirigem ao trabalho que considera o mais importante. Seu ponto de partida é uma associação cultural do bairro, onde promove diversos cursos e discussões "para eslarecer o povo, social e polìticamente". Com um núcleo de líderes mais ativos já formados nesse trabalho, parte agora para a formação de associações semelhantes em outros bairros. Ninguém sabe calcular o número de padres "camilistas" na América Latina. Há "camilistas" de vários graus na Colômbia e nos países próximos mais atingidos pelo romantismo do padre-guerrilheiro. A idéia geral que os identifica e une é a de não se preocuparem com a luta interna da Igreja: preferem trabalhar em contato com as classes mais pobres.
Os frutos da CELAM — As figuras mais representativas da Igreja latino-americana estão satisfeitas com os resultados da reunião de Bogotá. Dom Helder Camara define assim a sua importância histórica: "O que parecia voz isolada de um ou de outro bispo, de um punhado de padres, de alguns leigos exaltados, já agora ninguém pode duvidar, é a palavra de tôda a hierarquia latino-americana. Leiam-se, estudem-se documentos como os capítulos sôbre justiça e paz, pastoral de massas e pastoral de elites, educação, e se verá que quem quiser chamar de subversivo e vermelho o bispo que exigir reforma de estruturas e mudanças graduais, mais profundas e rápidas (gradual se opõe a brusco e não a rápido), vai ter de chamar de subversivos e comunistas todos os bispos da América Latina. Não pode haver assembléia mais oficial: convocada e aberta pelo Papa, presidida por três legados, seus, teve como membros bispos eleitos pelas respectivas conferências episcopais". Acha que são boas as condições e perspectivas para a aplicação pelo episcopado das resoluções tomadas. Tão boas quanto as que existiam para a aplicação das conclusões do Concílio Ecumênico e com uma vantagem: "Os bispos latino-americanos são homens angustiados com a realidade que os envolve e que contrasta com a palavra do Evangelho, em um continente de maioria cristã".

A VIOLÊNCIA CRISTÃ,
UMA QUESTÃO DE ÉPOCA

Jesus foi o primeiro cristão a empregar a violência em nome de Deus, para expulsar os vendilhões do templo de Jerusalém. Os que o viram açoitando os mercadores e esparramando pelo chão o dinheiro dos cambistas compreenderam seu gesto, lembrando-se do que profetizavam as Escrituras: "O zêlo da Tua casa me consumirá". Mas esta foi a única vez em que Jesus usou a violência. Quando um de seus discípulos atacou os soldados que o foram prender, guiados por Judas Iscariotes, Cristo fêz uma advertência: "Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada, à espada perecerão". Os primeiros cristãos opunham-se a qualquer espécie de violência e acreditavam que tôdas as injustiças sofridas na terra seriam plenamente recompensadas pelos "galardões" celestes. No século IV essas idéias sofreram modificações. Entre 380 e 392, através de uma série de decretos, o cristianismo foi reconhecido como a única fé legítima do Império Romano. Já nessa época Santo Agostinho (354-430) admitia abertamente o uso da violência para cobater a injustiça. No seu "Tratado do Livre Arbítrio" êle defendia, inclusive, a implantação de uma ditadura exercida por "uns poucos bons" quando o povo não fôsse capaz de escolher governantes competentes por causa de sua própria corrupção.
A lei injusta — O pensamento de Santo Agostinho teve grande influência sôbre Santo Tomás de Aquino (1225-1274).
Nas suas considerações sôbre a natureza das leis, diz: "Quando as leis são injustas, o súdito não tem obrigação, em em consciência, de obedecê-las, pois estas leis são mais violências do que leis". Em casos de legítima defesa e de guerras onde se reconheça que houve um "mandado divino" Santo Tomás diz que "sem nenhuma injustiça pode ser infligida a morte a qualquer homem". Mas essa linha de pensamento já existia antes de Aquino. Os papas levantaram os nobres para as Cruzadas contra os turcos que se haviam apoderado da Terra Santa. Elas começaram em 1096, pouco depois do Concílio de Clermont, convocado pelo Papa Urbano II, e do discurso inflamado que fêz diante dos nobres franceses: "Entrai no caminho do Santo Sepulcro; arrebatai a terra da raça fraca e submetei-a a vós".
A violência justa — Hoje a igreja justifica a violência em apenas um caso: a revolta contra a "tirania prolongada que ofendesse gravemente os direitos humanos e prejudicasse o bem comum do país". É o que diz a "Populorum Progressio", encíclica do Papa Paulo VI. Mas nos pronunciamentos recentes que fêz em Bogotá, Paulo VI condenou tôdas as formas de violência. Provàvelmente com receio das atitudes extremadas tomadas por alguns padres como Camilo Torres, ou mesmo o Padre José Comblin, ex-professor do Instituto Teológico do Recife e autor de um estudo que deveria ser apresentado na reunião da CELAM. Comblin dizia expor no documento "princípio filosófico gerais tirados de Santo Tomás de Aquino". O documento defende o direito de se tomar à fôrça o poder de maus governantes e de se impor, também à fôrça, leis justas. Comblin levou bem longe os meios que considera admissíveis para a conquista do poder: "Não bastará a boa consonância. Será necessário estudar os meios própios da ciência do poder e da arte da conquista do poder. Será necassário estudar a estratégia e a tática. Será necessário fazer alianças, entrar em compromissos, sujar as mãos pelas alianças sujas".

CASADOS, QUASE PADRES,
OS DIÁCONOS VÊM DO BRASIL

Um professor, um operário, um barbeiro e um contador, todos brasileiros e casados, são os primeiros diáconos leigos permanentes da América Latina. Receberam a ordenação do próprio Papa, há duas semanas, durante o 39º Congresso Eucarístico Internacional realizado em Bogotá, juntamente com 140 sacerdotes e 37 diáconos não leigos, seminaristas no último estágio antes da ordenação como padres. Os alto-falantes do Campo Eucarístico anunciaram o acontecimento discretamente. E nessa discrição ficou escondida a grande importância dêsse ato para a Igreja Católica: pode representar a saída para a crescente falta de padres, principalmente na América Latina, onde nos últimos anos a população aumentou em 50 milhões de habitantes e o número de sacerdotes em apenas 12 mil.
A bandeira do celibato — O operário João, o contador Benigno, o barbeiro Pedro e o professor Alexandre podem representar também um bom argumento para o movimento contra o celibato clerical, se conseguirem provar que é possível realizar um ministério eficiente e ao mesmo tempo cuidar da família e dos seus negócios particulares. O Professor Alexandre Henrique Gruszyinsky, gaúcho de Pôrto Alegre, 36 anos de idade, consultor jurídico do Estado e professor de Direito Canônico na Pontifícia Universidade Católica, acredita que isso seja possível. Êle dispensaria a honra de ser ordenado pelo Papa em Bogotá, para receber a nomeação em Pôrto Alegre mesmo, de qualquer bispo, cercado pelos parentes e amigos entre os quais terá de trabalhar. Fêz a viagem mais com um sentimento de missão. Queria participar de uma cerimônia, capaz de mostrar aos fiéis de todo o mundo que o Papa não só tolera o diaconato permanente, mas o deseja. Levou sua mulher e sua mãe, deixando os dois filhos em casa.
João não muda — João Gonçalves Pereira, 47 anos, operário, quer continuar sendo o mesmo João que todos conhecem em Mata de São João, na Bahia, uma cidadezinha de 13 mil habitantes, a 55 quilômetros de Salvador. O título de diácono só o fará ajudar com mais vontade o Padre Astrogildo, responsável por uma área onde vivem "20 ou 30 mil almas". João "não era muito de igreja" até a Páscoa de 1945. Nesse dia estava na Itália como soldado da FEB e nem sabe bem por que aceitou o convite do capelão para explicar o significado daquela data religiosa aos outros soldados. Mas saiu-se bem com a ajuda de um sargento, ex-seminarista. Desde então passou a se interessar pela religião. Logo depois de voltar, casou-se com Maria e começou a ajudar o Padre Astrogildo. Hoje é pai de sete filhos, "o mais velho já está na idade de prestar o serviço militar".
O contador Benigno — Benigno Lopes Rios, baiano, 39 anos, casado, seis filhos, pensou em ser irmão marista quando ainda garôto. Depois desistiu da idéia. Vieram os estudos — formou-se contador —, o casamento e as crianças. Ajudava o Padre Vitalmiro, na Paróquia dos Mares, Baixa do Bonfim, em Salvador, no trabalho de catequese dos presidiários e na formação de comunidades religiosas. Em 1966, quando o Padre Vitalmiro o convidou para fazer um curso de diácono, aceitou logo. E acha que "foi Deus quem iluminou o Padre". Quando soube que o Papa iria ordenar diáconos em Bogotá, pediu permissão para ir junto com João Gonçalves Pereira, embora tivesse que pagar a própria passagem.
Um barbeiro em Bogotá — Em Quirinópolis, uma cidade com 13 mil habitantes, a 360 quilômetros de Goiânia, Pedro Cardoso da Silva tem sua barbearia. Deixou-a alguns dias nas mãos do sócio para poder ir a Bogotá ser ordenado diácono pelo Papa. Levou sua mulher e os cinco filhos. As despesas foram grandes, mas acha que "a graça de ser ordenado pelo Papa compensou tudo". Como os outros três, Pedro terá quase tôdas as responsabilidades de um padre. Os diáconos apenas não podem oficiar a Missa, ouvir Confissões e ministrar o Sacramento dos Enfermos.



FernandodoRego
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#1137 From: "Joao Paulo Cota" <joao_cota@...>
Date:: Mon Jan 2, 2006 12:25 pm
Subject:: Bom Ano Novo 2006
joao_cota@...
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Caros amigos e conhecidos deste user-goups,

Desejos de um bom Ano Novo cheio de paz, saude e felicidades.

Melhores cumprimentos,

Joao Paulo Cota


#1136 From: FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...>
Date:: Sun Jan 1, 2006 1:44 pm
Subject:: Re: FELIZ ANO ANO NOVO >>>um P.S. muito IMPORTANTE. pois HONRA a nossa GOA
fernandodorego@...
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Sunday, January 01, 2006  18:45:36
 
Caros amigos,
 
Um Ps porque me escapou dar esta noticia que veio nos diários de hoje  de Goa e que muita honra nos faz:
“Uma freira goesa foi dado o raro previlégio de  trabalhar na Secretaria do Estado” do Vaticano.”
Acompanhada de uma foto dela a cumprimentar o Papa.,a noticia diz-nos que ela é a Irmã Lucia Brito da aldeia de Cuncolim ( no Concelho de Salcete) do bairro “Veroda”.
Ela pretence à Ordem das “IRMAS DA CARIDADE”   que trabalhou nas Dioceses de Hyderabad, Goa e Bombaim.
A Irmã Lucia Brito é a primeira  freira Indiana nomeada para a Secretaria do Vaticano.
 Neste contexto, vem-me à mente que o Primeiro secretário NAO=europeu da Companhia de Jesus,fora o Pe. John Correia Afonso s.j. oriundo de Benaulim-Goa e que veio a falecer no mes de Novembro.O primeiro Secretario nomeado pelo Santo Inacio, fora o Sao Francisco Xavier.
 
Os recipientes goeses e não goeses concordarão comigo que aos dois se aplica essa frase do Prof. Francisco Correia Afonso, discursando meio século atras sobre a Personalidades goesas que tornaram célebre a nossa Terra:’São os génios da nossa Raça
 
 Goa està de parabens neste primeiro dia do ano de graça de 2006 !!
 
Uma vez mais , Caros amigos,, BOA NOITE
 
FernandodoRego/


FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...> wrote:
Saturday, December 31, 2005     23:56:13  23:56:43..  23:59:13..    23:59:45 ..
 
Sunday, January 01, 2006   00:00:02 !!!!!
 
Caros amigos
,
Escrevo-vos as 18:08:42
 
 Esperemos que todos tenhamos um feliz  2006, de Paz, de Alegrias e de Saude.
Como veem no alto, foi assim que nós em Goa entramos no Ano Novo !!
Estavamos todos reunidos diante da TV a ver um canal indiano para vermos a entrada numa festa em Nova Delhi.Mais tarde, fomos à CNN e vimos como for a em Toquio,…Hongkong, …Sidney…
Moscovo,…e mais tarde: Londres….Paris…Bruxelas…Madrid…Roma…New YorkRio de Janeiro !!
Um espectáculo mais encantador do que o outro.
 
Lá pelas 16.00, liguei à EWTN – um canal católico dos USA – que estava a transmitir a Missa do Papa em directo e a RTPI tbem dava.Eu sucedeu ligar por acaso,e assim a Missa já chegara para à Elevação.
 Foi interessante ver o Papa a distribuir a Comunhão  ao Corpo Diplomático, todos eles de casacas e as senhoras de vestidos de gala.Uns recebiam a Hóstia na lingua e outros na mão.
Mas fiquei a pensar: porque é que SO os Diplomatas hão-de receber JESUS  das mãos do Papa ? Parece-me que já é tempo de se banirem todos estes previlégios.
TODOS estamos ao mesmo nivel diante da Eucaristia.
 
Notei também isto: ou o Papa estava distraido ou mto pensativo:
Acendeu o turibulo e uns segundos ficou estático como que a pensar:”para que fiz isto?”
Quando o Mons ao lado lhe fez um gesto para avançar para a imagem da N Sra. a ser incensada
Voltou ao altar mor…enfiaram-lhe a mitra e deram-lhe o báculo na mão.,em frente um Padre, com o Missal.
De novo..Bento XVI., parecia que não se lembrava porque lhe tinham feito isso e o Mons,., fez-lhe um gesto com a mão apontando ao Misssal como quem a dizer-lhe:”Santidade,.!!Agora chegamos à Benção final” !!
 
E termino com os meus renovados votos para um 2006 muito feliz.
 
FernandodoRego/


FernandodoRego
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#1135 From: FERNANDO DO REGO <fernandodorego@...>
Date:: Sun Jan 1, 2006 12:57 pm
Subject:: FELIZ ANO ANO NOVO
fernandodorego@...
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Saturday, December 31, 2005     23:56:13  23:56:43..  23:59:13..    23:59:45 ..
 
Sunday, January 01, 2006   00:00:02 !!!!!
 
Caros amigos
,
Escrevo-vos as 18:08:42
 
 Esperemos que todos tenhamos um feliz  2006, de Paz, de Alegrias e de Saude.
Como veem no alto, foi assim que nós em Goa entramos no Ano Novo !!
Estavamos todos reunidos diante da TV a ver um canal indiano para vermos a entrada numa festa em Nova Delhi.Mais tarde, fomos à CNN e vimos como for a em Toquio,…Hongkong, …Sidney…
Moscovo,…e mais tarde: Londres….Paris…Bruxelas…Madrid…Roma…New YorkRio de Janeiro !!
Um espectáculo mais encantador do que o outro.
 
Lá pelas 16.00, liguei à EWTN – um canal católico dos USA – que estava a transmitir a Missa do Papa em directo e a RTPI tbem dava.Eu sucedeu ligar por acaso,e assim a Missa já chegara para à Elevação.
 Foi interessante ver o Papa a distribuir a Comunhão  ao Corpo Diplomático, todos eles de casacas e as senhoras de vestidos de gala.Uns recebiam a Hóstia na lingua e outros na mão.
Mas fiquei a pensar: porque é que SO os Diplomatas hão-de receber JESUS  das mãos do Papa ? Parece-me que já é tempo de se banirem todos estes previlégios.
TODOS estamos ao mesmo nivel diante da Eucaristia.
 
Notei também isto: ou o Papa estava distraido ou mto pensativo:
Acendeu o turibulo e uns segundos ficou estático como que a pensar:”para que fiz isto?”
Quando o Mons ao lado lhe fez um gesto para avançar para a imagem da N Sra. a ser incensada
Voltou ao altar mor…enfiaram-lhe a mitra e deram-lhe o báculo na mão.,em frente um Padre, com o Missal.
De novo..Bento XVI., parecia que não se lembrava porque lhe tinham feito isso e o Mons,., fez-lhe um gesto com a mão apontando ao Misssal como quem a dizer-lhe:”Santidade,.!!Agora chegamos à Benção final” !!
 
E termino com os meus renovados votos para um 2006 muito feliz.
 
FernandodoRego/


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